Como ativar a exibição dos ícones no desktop do GNOME

Não se trata de um bug. O design da interface atual do GNOME 3 aboliu os ícones no desktop.
Mas veja como é maravilhoso o mundo do software livre — ninguém te obriga a nada e você tem opção para tudo.

Se você é o dono do desktop, ele tem que ter o que você quiser que ele tenha.

Neste caso, os ícones estão apenas com a sua exibição desativada.
Você pode usar o gsettings para ativá-los novamente. A mesma ferramenta pode ser usada para reverter o processo, como irei mostrar abaixo.
Para ativar os ícones, use a seguinte linha de comando:


gsettings set org.gnome.desktop.background show-desktop-icons true

gnome 3 com ícones na área de trabalho
O efeito deve ser imediato. Se isto não ocorrer, tente sair e entrar novamente no GNOME.
Para desativar o recurso, basta atribuir o valor “false” à variável show-desktop-icons:


gsettings set org.gnome.desktop.background show-desktop-icons false

Ative a exibição de atalhos e ícones na área de trabalho com o gnome-tweak-tool

O mesmo efeito pode ser alcançado com o uso da ferramenta gráfica gnome-tweak-tool, presente em muitas das distribuições Linux atuais.
Trata-se de uma ferramenta gráfica, voltada para realizar ajustes mais detalhados ou tunar a interface do GNOME.
gnome-tweak-tool ativar ícones na área de trabalho
Dentro do painel de ajustes (settings) da ferramenta, selecione a aba “Área de trabalho” e ative a opção “ícones da área de trabalho”.

Como gravar o seu desktop Linux em um arquivo de vídeo gif

O peek é um projeto de código aberto, que depende do ffmpeg e do imagemagick para gravar a ação ocorrida no seu desktop ou em uma pequena parte dele (a escolha é sua!) em formato GIF.
Este arquivo final, em GIF, pode ser compartilhado facilmente com quem você quiser.
Infelizmente, os pacotes de instalação ainda não se encontram disponíveis nos repositórios oficiais das grandes distribuições — Ubuntu 16.04 LTS “Xenial Xerus’, Fedora 25 ou Debian 9 “Stretch”, por exemplo.

Como baixar e instalar o peek

Vocẽ pode encontrar o peek aqui.
A documentação informa que (teoricamente) vocẽ pode instalar e usar o peek no Debian… eu só testei no KDE Neon 5.8 (baseado no Ubuntu 16.04 LTS)!
O que eu fiz? Baixei o pacote .deb via wget:

wget https://github.com/phw/peek/releases/download/v0.8.0/peek-0.8.0-Linux.deb

Em seguida, instalei:

sudo dpkg --install peek-0.8.0-Linux.deb

Para executar, bastou chamar pelo nome:

peek


O aplicativo abre uma janela (ou um quadro) que pode ser redimensionado — arrastando suas bordas, como qualquer janela normal.
Tente encaixar as bordas do peek sobre uma janela do terminal, ou algum de seus aplicativos para gravar o que estiver ocorrendo.
Quando estiver pronto clique no botão “Record”.
A partir daí, toda a ação, dentro do enquadramento do peek, estará sendo gravada, até você clicar no botão “Stop”.
Os arquivos GIF animados são gravados dentro do diretório ~/Vídeos, como padrão. Contudo, é possível escolher qualquer outro local.

Referências

https://github.com/phw/peek/releases.

Minhas 5 razões para usar o KDE.

Eu gosto muito de resolver minhas coisas na interface de linha de comando (ou CLI).
Há vários motivos para isto. Os principais são a flexibilidade dada aos comandos e o poder de realizar mais rápido certos procedimentos complexos.
kde plasma 5
Quando estou escrevendo um tutorial para a web, que tem a pretensão de ajudar outras pessoas a resolver seus problemas, sei que é mais rápido dar a elas uma linha de comando — que pode ser copiada e colada no terminal, com 2 cliques.
O mesmo procedimento, poderia ser um pouco mais demorado através da interface gráfica (ou GUI).
Ainda, assim, não dispenso o uso da GUI, a partir da qual muitas outras tarefas são mais fáceis de realizar — como edição de imagens, vídeos e áudios, só para citar alguns exemplos.
Para ser um power user no Linux é importante dominar os 2 ambientes.
O universo GNU/Linux é repleto de opções, para tudo. Acredite, tem gente que reclama disto.
Dentro do subconjunto das GUI também há muitas opções. Alguns são muito populares — como o KDE, o GNOME, o XFCE, o MATE, o LXDE, o Cinnamon etc.
Sou um grande entusiasta do XFCE, pela sua leveza. Sou fã, também da interface mais enxuta do GNOME.
O KDE sempre foi um ambiente desktop que enche meus olhos e, ainda assim, sempre usei menos do que gostaria.
Este texto, portanto, é sobre as coisas que eu gosto no KDE — fique à vontade para dar a sua opinião nos comentários. Adoraria saber o que você acha (ou não) incrível no KDE.

A integração dos componentes

O KDE é um ambiente desktop completo, fruto de um longo e incansável trabalho de várias equipes, espalhadas pelo mundo.
É por causa do KDE, que o GNOME foi criado. Inicialmente a biblioteca gráfica QT era proprietária e, uma vez que o KDE era baseado nela, muitas pessoas temiam pela sua liberdade. O GNOME foi criado por Miguel de Icaza, baseado em bibliotecas gráficas 100% livres, como contraposição.
Mais tarde, a Trolltech, dona da QT library, tornou sua licença livre.
Se houve uma época em que a rivalidade entre usuários/desenvolvedores entre GNOME e KDE era mais acirrada, hoje colaboram plenamente entre si.

Esta é uma das grandes diferenças entre as rivalidades entre desenvolvedores de software livre e desenvolvedores de software proprietário.
No primeiro caso, os entreveros sempre terminam em colaboratividade e os usuários passam a ter 2 ou mais opções.
No segundo, a briga termina quando uma entidade engole a outra e os usuários ficam sem opções.

O nome do KDE, originalmente era Kool Desktop Environment. Hoje, é K Desktop Environment, apenas.
Kool, quer dizer “legal” e este termo ainda se aplica ao KDE, com toda certeza.
O ambiente é poderoso e flexível — dotado de uma quantidade enorme de possibilidades de configuração.
O KDE é muito bem integrado com aplicações de todos os tipos — não somente com as que compartilham suas bibliotecas.
Entre outros, o aplicativo de gravação de CDs/DVDs Brasero, vai rodar super bem, mesmo tendo sido escrito para o GNOME.

Aparência

Dá para ficar horas brincando de mudar os temas no ambiente de trabalho do KDE Plasma.
O sistema já vem, também, com uma série de efeitos visuais de transição entre janelas e áreas de trabalho.
Quando você não estiver mais satisfeito com o que já tem, pode baixar e instalar fácil um tema novo, um esquema de cores pronto, um tema entre os inúmeros que há, novos e ousados efeitos visuais etc.
A lista de possibilidades de personalização visual continua, com os ícones, widgets, fontes, ponteiros, decorações de janelas etc.
Definitivamente, o KDE é o melhor ambiente para quem deseja impressionar os amigos com a beleza da sua instalação Linux.

Flexibilidade

Acostumado com o GNOME, o XFCE e o Unity (Ubuntu), não dou muita importância aos efeitos visuais — o que não quer dizer que não os acho incríveis.
A maioria dos efeitos visuais eu costumo desligar — exceto o do “cubo” ao alternar entre áreas de trabalho, por que acho-o muito irado.
O que mais me atrai, contudo, é a facilidade de administrar usuários, gerenciar o uso da energia e dos dispositivos de entrada.
Um touchpad com sensibilidade de multitoques é muito mais fácil de configurar no KDE, por exemplo.
Quase todos os dispositivos e itens presentes no seu sistema têm lugar no painel de configurações.
Se você não se dá muito com o terminal, mas gosta de “mexer no sistema”, o KDE é perfeito para você.

Os widgets

Configurar os widgets, presentes na instalação padrão, ou instalar novos é muito fácil no KDE. Ele foi feito para isto.
widgets para tudo, no sistema — monitoramento de dispositivos, do clima, calculadoras, relógios, feeds de notícias, mensagens etc.
Se há um desktop environment que te convida a ter um monitor a mais… é o KDE! Ele aproveita tudo o que é possível da(s) sua(s) tela(s).

O exibicionismo

Tudo isto torna o KDE o ambiente certo para instalar naquele notebook que você leva para viagens, pro trabalho ou para as reuniões.
Todos os efeitos visuais e a estabilidade do ambiente são feitos para mostrar, encher os olhos das pessoas e causar uma boa impressão.
Os amigos que (ainda) não usam Linux vão enlouquecer com tantos efeitos especiais. Principalmente, se o seu notebook não for uma máquina potente.
Não vão acreditar no que ele é capaz de fazer, com tão pouco recurso de hardware.
kde-plasma-5-konqi

Já mencionei a diversão?

Tudo pode melhorar se você tiver uma adaptadora gráfica (GPU) 100% compatível com o Linux.
As possibilidades e efeitos visuais se multiplicarão.
Efeitos, como o Wobbly Windows que faz as janelas dos aplicativos parecerem “gelatina”, ao serem movidas, pedem mais recursos da GPU.
Animações simulando “estilhaçamento”, fading e deslizamento, também são incríveis — mas consomem uma quantidade considerável de recursos do sistema.
O KDE não é o meu ambiente preferido. Mas não consigo falar dele, sem me entusiasmar e sempre volto para ele, depois de passar algumas temporadas em outros ambientes.

Como desativar o modo gráfico do Linux.

Há casos em que o usuário prefere abrir mão do ambiente gráfico do Linux para executar as tarefas de que necessita somente no console.
Quando você não tem o desktop gráfico concorrendo por recursos do processador, da memória, do HD etc. é possível usufruir de um ambiente muito mais rápido para trabalhar.
A quantidade de soluções para este caso é enorme.
Algumas soluções já estão implementadas, desde os primórdios do Linux e não envolvem qualquer modificação no sistema.
Outras saídas irão envolver mudanças mais radicais.
O assunto poderia ocupar um livro — mas eu vou abordá-lo resumidamente, apenas com as soluções que eu uso ou que vi na Internet, começando pelas soluções definitivas às temporárias.
Sinta-se à vontade para nos contar como você prefere fazer, nos comentários.

Você pode (re)começar com uma instalação mínima

Esta é uma solução de caráter permanente.
Muitas distribuições GNU/Linux permitem a instalação sem o ambiente gráfico. No Debian isto é muito fácil.
Mais tarde, ela pode ser facilmente modificada depois para comportar um ambiente gráfico.

O Linux (tal como o DOS/Windows) começou como um sistema operacional desprovido de ambiente gráfico e, durante muitos anos, as pessoas faziam sua instalação e configuração “manualmente”, depois de ter todo o sistema principal funcionando.

O Debian e o Ubuntu têm a opção de instalação chamada netinstall, que te permite baixar e instalar apenas os pacotes que vai precisar, com total controle.
Fazer uma instalação mínima é sempre o melhor ponto de partida, para obter um sistema coeso, eficiente e leve.
A ideia, aqui, é ir adicionando ao sistema os componentes na medida em que se tornem necessários — e isto inclui o ambiente gráfico.

Você pode desinstalar o ambiente gráfico ou parte dele.

A segunda abordagem também é do tipo permanente (até quando você quiser).
Se você não tem planos de fazer uso do ambiente gráfico, o que inclui inúmeros aplicativos e suas diversas bibliotecas, desinstale-o de uma vez.
Se quiser voltar atrás, basta reinstalá-lo.
Esta solução, de certa forma, equivale à anterior — com a diferença de que não vai exigir a formatação o hardware de armazenamento e reinstalar o sistema.
Ela pode ser implementada “em estágios”, de maneira que você decide até que ponto deseja ir.
No Debian, no Ubuntu e nas outras distros derivadas, se você remover o lightdm, não vai mais dispôr da tela de autenticação gráfica. Neste caso, a inicialização do sistema irá terminar na tela de autenticação do console.
Outras distribuições usam o GDM ou KDM, no lugar do lightdm. O processo é o mesmo.
Para remover o lightdm no Debian e no Ubuntu, use o seguinte comando:

sudo apt remove lightdm

Isto não vai remover todo o ambiente gráfico — a maior parte dos aplicativos do desktop gráfico ainda vai estar lá.
Você pode reverter o processo reinstalando o lightdm. Como os pacotes ainda continuam no sistema, rapidamente estarão de volta ao seu lugar.
No Debian, é possível usar o comando tasksel (com privilégios administrativos).
Este aplicativo permite remover todo o desktop gráfico automaticamente.
Clique na imagem, abaixo, para ver detalhes:
Como remover o ambiente gráfico no Debian via tasksel.
Se quiser voltar atrás, basta rodar o tasksel novamente e remarcar as opções.

Desative o gerenciador gráfico

Uma solução bastante rápida é desativar o ambiente gráfico, já na sua inicialização.
Isto pode ser feito com uma operação simples de mudar o nome do display manager — cuja função é autenticar o usuário e carregar o restante do ambiente gráfico.
Lightdm
Minha sugestão é alterar o nome do lightdm. Como consequência, o sistema não vai conseguir iniciá-lo e você será deixado no login da linha de comando.
Esta pode ser a solução ideal para quem deseja temporariamente ligar o computador e evitar o ambiente gráfico automaticamente.
Contudo, ela traz alguns problemas.
O sistema vai continuar usando recursos na tentativa de iniciar o lightdm (o tempo todo).
Você pode desligar o serviço do lightdm e ele vai parar de incomodar, se for o caso. Veja como:

sudo mv /usr/sbin/lightdm /usr/sbin/0lightdm

Se a tela de login demorar muito a se apresentar (mais de 3 minutos), reinicie o computador e desative o serviço:

sudo service lightdm stop

Os comandos acima, renomeiam o lightdm (para que ele não seja mais encontrado) e param o serviço, respectivamente.
Quando quiser voltar atrás, basta executá-los em ordem inversa:

sudo mv /usr/sbin/0lightdm /usr/sbin/lightdm
sudo service lightdm start

Dependendo da velocidade do seu hardware, o ambiente gráfico estará de volta em segundos. Se isto não acontecer, reinicie o computador.
Esta solução é válida para o Debian e outras distribuições derivadas, como Ubuntu, Xubuntu etc. — estas duas últimas foram testadas até a versão 16.04 LTS Xenial Xerus.
Não experimentei esta abordagem em ambientes que usam o Mir ou o Wayland.

A maneira tradicional

Este último modo é o que mais uso e que não afeta o ambiente gráfico.
O Linux, tradicionalmente sempre trabalhou em modo multitarefa e multiusuário.
Múltiplos terminais de trabalho sempre estiveram presentes.
Estes terminais podem ser acessados com a combinação de teclas Ctrl + Alt + F1, Ctrl + Alt + F2 etc.
Para voltar ao ambiente gráfico, pressione Ctrl + Alt + F7.
Como você pode ver, esta é uma saída simples e prevista — que não afeta o restante do sistema.
Se você quiser pode, ainda, reduzir o peso do ambiente gráfico, terminando o lightdm, como serviço:

sudo service lightdm stop &

O Ubuntu Handbook propõe uma abordagem pelo GRUB, mas pode não ser compatível com todas as versões.

Como detectar se você está usando um desktop ou notebook

O aplicativo laptop-detect pode ser útil para usar dentro de scripts e disparar ações específicas para cada ambiente em que ele é executado.
Desenvolvido por Franklin Piat, o utilitários lê os arquivos /proc/acpi/battery e /proc/pmu/info para obter informações que o levem a determinar se está sendo executado em um laptop ou um desktop PC.
linuxlogo-slackware-logo-ascii3
Por padrão, ele retorna os seguintes resultados:

  • 0 — provavelmente sendo executado em um laptop
  • 1 — provavelmente NÃO sendo executado em um laptop
  • 2 — erro de uso

Se você o quiser executar na linha de comando, fora de um script, pode usar a opção ‘–verbose’, para obter algum resultado visível:

sudo laptop-detect --verbose
We're a laptop (ACPI batteries found)

Como você pode ver, por ter encontrado referência à uma bateria existente no dispositivo, dentro do arquivo /proc/acpi/battery, o utilitário concluiu que está sendo executado em um ambiente de laptop.