Conheça estas 10 opções escondidas no painel do programador do seu celular Android

Para não incomodar o leitor, explicando cada um dos mais de 50 (oh yeah, baby!) itens do painel do desenvolvedor no Android, separei 10 itens que podem ser, de alguma forma interessantes para usuários comuns e, razoavelmente, seguros para brincar.
Antes de começar, contudo, cabe uma rápida advertência aos incautos: você pode danificar o seu aparelho ou perder dados importantes para você, com o mau uso deste painel. Considere-se avisado(a), portanto.

Para ter acesso ao painel de opções para desenvolvedores, é necessário realizar um procedimento de ativação — verifique se você já fez isso.
Clique nos links, no decorrer do texto, para tirar dúvidas ou se aprofundar um pouco mais sobre algum assunto. 😉
android painel de opções do desenvolvedor

Quais são as possibilidades do painel de opções do programador no Android?

O painel do desenvolvedor descortina uma série de itens voltados a programadores Android (óbvio), a testadores de aplicativos e a usuários que desejam obter algo mais de seu dispositivo móvel.

Este artigo é voltado a estes últimos: pessoas comuns, que desejam melhorar algum aspecto da usabilidade do seu smartphone ou tablet.

Para o usuário comum, o painel traz as seguintes possíbilidades:

  • aumentar a velocidade de resposta das ações no dispositivo;
  • melhorar a qualidade da renderização de seus jogos ou da reprodução de seus vídeos;
  • alterar a resolução da interface gráfica etc.

As opções podem ser facilmente revertidas — basta voltar ao painel e desativar/reativar o item que você editou.

O ideal é alterar um item de cada vez. Ver como o aparelho se comporta e, se não gostou, é fácil voltar ao painel e desfazer a alteração.

Ajuste das animações gráficas do dispositivo

Já notou que as transições são animadas?
Quando você abre ou fecha uma janela com um aplicativo ou rola a tela ou, ainda, muda de área de trabalho, o Android faz a transição de maneira suave.
As configurações de animação, dependendo do modelo do seu dispositivo e da versão do sistema operacional, podem ter sua velocidade editada.

Se você prefere um dispositivo mais ágil, pode desligar as animações — eliminando o delay das transições. Este procedimento ajuda também a poupar memória.

Simplesmente, abra cada item e selecione a opção “desligado”, para ter uma interface mais rápida, eficiente e… um pouco sem graça, talvez.
android escala de duração da animação
Por outro lado, você também pode optar por aumentar o valor referente à velocidade de cada uma das animações.
Experimente e veja o mais gosta.

Habilitar o modo de depuração USB

A função deste modo de operação do celular é permitir que o desenvolvedor se conecte (via cabo USB, Bluetooth ou WiFi) ao dispositivo para transferir arquivos e realizar operações de manutenção mais profundas.
Este modo de operação abre uma porta de entrada para crackers acessarem fisicamente o seu aparelho — mesmo que ele esteja criptografado.
Usos comuns incluem conectar aplicativos do PC ao smartphone e fazer capturas da tela direto pro computador.
Leia mais sobre o recurso aqui.

Estabelecer a senha de backup do computador

Se você pretende fazer um backup dos seus arquivos do celular no seu desktop, é possível protegê-lo com uma senha. Muito útil, se você tiver que fazer este backup com o uso de um computador que não é seu ou tem acesso de outras pessoas — esta opção adiciona uma outra camada de segurança aos seus arquivos.

Ative o MSAA para jogos OpenGL

Caso você tenha interesse, escrevi sobre como testar o desempenho OpenGL em máquinas Linux neste texto.
Se você usa o dispositivo Android para jogar e prefere ter um alto desempenho dos aplicativos de jogos, pode “forçar” a ativação do MSAA.
A qualidade na renderização será perceptível nos jogos que tenham suporte ao recurso — mas existe um preço a ser pago: ele pode drenar rapidamente a carga da sua bateria.
Se você estiver perto de uma tomada, com o carregador em mãos e não tiver problemas com o aquecimento do aparelho, esta pode ser uma boa ideia, contudo.

Não manter atividades

Se ativar esta opção, os aplicativos serão fechados assim que você terminar de usá-los ou quando iniciar novos.
Alguns usuários imaginam que a opção ajuda a “economizar a memória” do aparelho e pode trazer ganho de performance — o que não é verdade.
O Android descende do Linux e, portanto, tem a tendência a usar toda a memória disponível sempre.
Por isto, o comportamento padrão do sistema operacional é ir mandando os apps inativos para o segundo plano.
Quando você precisa abrir novamente um aplicativo, ele volta para o primeiro plano do jeito em que estava quando você o deixou.
Ao optar por não manter as atividades, você irá experimentar mais lentidão ao abrir novamente seus apps e, em alguns casos, ainda terá o trabalho de voltar ao ponto em que estava, manualmente, no aplicativo.
A opção pode ser útil para desenvolvedores que desejam experimentar o funcionamento de aplicativos isoladamente, mas traz prejuízos de desempenho e eficiência para usuários normais.
Este tipo de ação é mais um dos motivos pelos quais não devemos usar task killers no Android.

Limitar processos em segundo plano

Trata-se de uma continuação do item anterior.
Deixar a opção “padrão” ligada é a melhor.
Deixe o próprio sistema operacional decidir quando é a hora de retirar algum app da memória.
Limitar processos em background não traz ganhos de desempenho.

Apps inativos

Exibe uma relação de apps “inativos”, ou seja, que se encontram em segundo plano no seu sistema Android.

Ativar localização falsa

Quando presente, o recurso permite indicar uma localização geográfica que não corresponde àquela em que você verdadeiramente se encontra.
Aos desenvolvedores, possibilita testar recursos que se deseja restringir geograficamente.
Usuários normais podem usá-lo para fazer exatamente a mesma coisa — usar aplicativos ou recursos específicos deles que foram desabilitados para a sua localização real.
Você está pensando no Netflix e em outros serviços de streaming? Para estes casos, os resultados serão melhores com a configuração da sua VPN no Android.

Manter a tela ligada

O item pode vir nomeado como “permanecer ativo” e faz com que a tela do aparelho seja mantida ligada durante o carregamento.
Pode ser útil em alguns casos, mas convém prestar atenção ao sobreaquecimento do smartphone — de um lado a tela ligada produz calor e, de outro, a bateria também.
No meio dos dois, há equipamentos sensíveis do smartphone, que podem ter desgaste acelerado e apresentar mau funcionamento nestas condições.
O calor é um dos maiores inimigos da sua bateria.

Exibr uso da CPU

Para fins estatísticos, a ativação deste item vai passar a exibir, na tela do aparelho (usualmente, no canto superior direito) informações sobre o uso do processador (CPU).
Pode dar uma dica sobre quais aplicativos consomem mais recursos do sistema.

Acompanhe o consumo de energia de cada programa no seu sistema com o aplicativo powertop

Cada aplicativo em execução no seu sistema, consome a carga da sua bateria.
Podem ser programas que já são parte do sistema operacional, tais como o Firefox, o LibreOffice etc.
O powertop permite saber qual software está consumindo mais energia no seu sistema.

Além disto, ajuda a fazer ajustes para otimizar o consumo e proporcionar um tempo maior de uso entre uma recarga e outra.

O aplicativo é estável e possui boa parte de sua documentação já traduzida para português, veja:

# para usuários Debian/Ubuntu
apt show powertop

A descrição (resumida) do aplicativo, segue abaixo:

Description: diagnóstico de problemas com gerenciamento e consumo de energia (power)
 PowerTOP é uma ferramenta do Linux para diagnóstico de problemas com
 gerênciamento e consumo de energia. Adicionalmente para ser uma ferramenta
 de diagnóstico, o PowerTOP também tem um modo interativo que você pode usar
 para experimentar com várias configurações de gerênciamento de energia para
 casos onde a distribuição Linux não habilitou estas configurações.
 .
 PowerTOP relata quais componentes no sistema estão mais sujeitos a consumir
 mais energia do que o necessário, variando entre os aplicativos de software
 para componentes ativos no sistema. Telas detalhadas estão disponíveis para
 o 'CPU C' e 'P states', atividade de dispositivos e atividade de software.

No OpenSUSE, resultado semelhante será obtido com o seguinte comando:

zypper show powertop

Como instalar o powertop no Linux

Se você usa o Debian, Ubuntu ou outra distro baseada nestas, use o apt, para instalar o powertop:

sudo apt update
sudo apt install powertop

Usuários do openSUSE, podem usar o zypper:

sudo zypper update
sudo zypper install powertop

É sugerido (opcional) instalar, ainda, o pacote cpufreq, para obter melhores estatísticas e mais capacidade de manuseio do sistema.

Como ajustar o powertop

Após a instalação, recomenda-se reiniciar o computador.
Depois, calibrar as leituras obtidas a partir da bateria, com o seguinte comando:

sudo powertop -c

O procedimento de calibragem leva, aproximadamente, 15 minutos.
O sistema irá desligar a tela algumas vezes e você ficará impedido de fazer qualquer atividade no seu laptop durante todo o processo .
Isto é normal. Pegue um café e espere.
Quando o processo tiver terminado, um relatório em HTML pode ser obtido com o seguinte comando:

sudo powertop --html=desempenho.html

Acima, usei o nome ‘desempenho.html’, mas use o que quiser.
Para abrir o arquivo dentro do seu navegador preferido, basta citar o nome dele:

firefox desempenho.html

powertop linux
As estatísticas do upower podem ser encontradas em ‘/var/lib/upower/’:

sudo ls -lah /var/lib/upower/history-*
-rw-r--r-- 1 root root 29K dez 14 18:09 /var/lib/upower/history-charge-DELL_7P3X953I-43-0948.dat
-rw-r--r-- 1 root root 14K dez 14 18:09 /var/lib/upower/history-rate-DELL_7P3X953I-43-0948.dat
-rw-r--r-- 1 root root 18K dez 14 18:09 /var/lib/upower/history-time-empty-DELL_7P3X953I-43-0948.dat
-rw-r--r-- 1 root root 19K dez 14 18:09 /var/lib/upower/history-time-full-DELL_7P3X953I-43-0948.dat

Se você quiser dar um reset nas estatísticas, remova estes arquivos:

sudo rm /var/lib/upower/*

Alguns fabricantes (System76) recomendam – caso o indicador do ciclo de carga da bateria esteja impreciso – remover as estatísticas (com o comando acima).
Depois deste procedimento, após alguns ciclos completos de cargas/descargas as informações voltarão a ser mais exatas.

Como baixar, compilar e instalar fácil o glmark2 no Debian

O glmark2 é um aplicativo popular, de código aberto, usado para avaliar o desempenho da placa gráfica no sistema, com suporte a OpenGL 2.0 e OpenGLES 2.0.
A ferramenta está disponível para as plataformas GNU/Linux e Android.
Se você usa Ubuntu ou openSUSE, recomendo ler o post Guia para testar a performance do seu sistema com OpenGL, onde abordo a instalação do glmark2 nestas duas distros, a partir de seus repositórios específicos.
Naquele post, abordo também algumas dicas de uso do glmark2 —. Sugiro ler enquanto instala.
O glmark2 foi desenvolvido pela equipe da Linaro, com o objetivo de oferecer uma ferramenta de fácil uso para fazer benchmarking de unidades de processamento gráfico (GPUs) em hardware ARM, para sistemas embarcados.
Enquanto o aplicativo está disponível nos repositórios de outras distros, (Ubuntu, openSUSE etc), no Debian será necessário baixar e compilar o código fonte.
Se você é iniciante, no Linux, não se preocupe — por que é fácil.

Se você conhece os benefícios de baixar o código e compilá-lo no seu sistema e deseja usar este processo no Ubuntu, fique à vontade. Vai funcionar perfeitamente.

OpenGL oficial logo

Como preparar o ambiente para tratar o código

Para poder compilar código em seu sistema é necessário ter algumas ferramentas de desenvolvimento.
Neste caso, precisamos do git, do g++ e de algumas bibliotecas apropriadas.
Abra um terminal e instale-as:

sudo aptitude update
sudo aptitude install git g++ build-essential pkg-config

Com este comando, você estabelece um ambiente de desenvolvimento bem básico voltado para C++.
A seguir, instale as ferramentas de desenvolvimento X11 e OpenGL:

sudo aptitude install libx11-dev libgl1-mesa-dev

… e os headers de desenvolvimento para imagens JPEG e PNG:

sudo aptitude install libjpeg-dev libpng12-dev

Como baixar o código do glmark2

Agora já é possível receber o código e trabalhar em cima dele.
Para fazer o download, podemos usar o git ou ir até o site oficial do glmark2 e baixar o código.
Para baixar o código para dentro da minha pasta bin/ vou proceder da seguinte maneira:

cd ~/bin
git clone https://github.com/glmark2/glmark2.git
cd glmark2/

Como configurar, compilar e instalar

O glmark2 usa o sistema de desenvolvimento WAF, baseado no Python.
Este sistema requer uma instalação funcional Python 2.x.
A versão binária, disponível nos repositórios das outras distros, vem com suporte ao X11, Wayland e Mir.
A que nós vamos compilar, terá suporte apenas ao X11 e OpenGL:

./waf configure --with-flavors=x11-gl

Parte da graça de compilar um programa a partir do código fonte é poder retirar o que não é necessário, enxugar o código e ter um executável/binário mais rápido e eficiente.
As outras opções, caso queira acrescentar suporte a mais tecnologias, são as que seguem:

./waf configure --with-flavors=drm-gl,drm-glesv2,mir-gl,mir-glesv2,wayland-gl,wayland-glesv2,x11-gl,x11-glesv

Note que cada uma destas outras opções demanda um conjunto adicional de bibliotecas de suporte. Se você não as tiver, irá obter mensagens de erro ou avisos de que algo está faltando.
Quando terminar esta parte, construa o código e instale o binário:

./waf build -j 4
sudo ./waf install

Por fim, aplique o procedimento do stripping, que irá reduzir o tamanho final do binário e, portanto, torná-lo mais rápido.

sudo strip -s /usr/local/bin/glmark2

O processo está finalizado e você já pode rodar o glmark2 para verificar os resultados.

glmark2

Para concluir, você pode rodar o autoremove do aptitude e apagar o diretório com os fontes do glmark2 — mas, neste último caso, você terá que baixar tudo de novo, para fazer alguma alteração posterior no programa.

Referências

https://github.com/glmark2/glmark2.
http://fixmynix.com/how-to-install-glmark2-from-source-in-debian/.

Como testar o desempenho da placa gráfica no Linux usando o Unigine

O Unigine Heaven e o Unigine Valley são ferramentas de benchmarking proprietárias, de código fechado, desenvolvidas pela empresa russa Unigine.
A companhia focaliza o universo das soluções de alta performance, em 3D real-time.
Com a exibição de mundos 3D virtuais e gráficos impactantes a ferramenta é capaz de testar todo o potencial do seu hardware o que inclui o desempenho da sua GPU (placa gráfica).

Os softwares de benchmarking, alvos deste post, são multiplataforma e rodam no Linux, Windows e MacOS.

Unigine logo
A empresa desenvolve softwares para a AMD, NVIDIA, para a plataforma PLAYSTATION etc.
Neste texto, vou mostrar como baixar e rodar o programa de testes gráficos da empresa.
O download pode ser feito direto no site da empresa, aqui.
Outras opções de download, via torrent:

Os dois têm funcionamento semelhante (quase igual).
Saliento que o post é baseado em uma máquina rodando com uma placa gráfica Intel (integrada à placa mãe) comum, sob o OpenSUSE Leap 42.1.
unigine Heaven main screen
Há algumas opções a mais, presentes no Valley — mas ambos fazem uma análise profunda do desempenho gráfico do seu sistema.
Nenhum deles “deu pau” nas minhas máquinas de testes. Quando a exigência é muito grande para o seu hardware, o programa tende a finalizar a bateria e voltar para o menu inicial graciosamente.
Recomendo iniciar os testes com as opções mínimas ou Basic.
Observe, no canto superior esquerdo da tela, à medida em que o vídeo é exibido, a taxa de FPS.
Você pode ver mais informações no canto inferior direito da tela, se clicar no botão Benchmark, no canto superior esquerdo.

Como instalar o Unigine Benchmark tool

Feito o download, abra um terminal e vá até o diretório em que o pacote baixado se encontra. Trata-se de um pacote comprimido que se auto-extrai.
Para poder executá-los, é necessário dar-lhes permissões de execução:

chmod +x Unigine_Valley-1.0.run Unigine_Heaven-4.0.run

em seguida, execute os dois pacotes .run:

Unigine_Heaven-4.0.run; Unigine_Valley-1.0.run

Para executar o Heaven, dê o seguinte comando:

cd Unigine_Heaven-4.0/
./heaven

Para executar o Valley, dê o seguinte comando:

cd Unigine_Valley-1.0/
./valley

Conheça outras formas de testar suas placas gráficas no Linux.
Se quiser comentar sobre os resultados, logo abaixo, sinta-se à vontade.
unigine running benchmark tests

Guia prático para testar a performance do seu sistema com o OpenGL no Linux.

O OpenGL é um ambiente para desenvolvimento de aplicações móveis e interativas, com gráficos 2D e 3D.
Desde sua introdução, em 1992, o OpenGL se tornou a API mais difundida na indústria de softwares — o que possibilita a criação de milhares de aplicativos em uma grande variedade de plataformas.
OpenGL oficial logo
A escalabilidade da API do OpenGL permite que se rode aplicações em pequenos eletrodomésticos, aparelhos móveis, PCs/notebooks, workstations e supercomputadores.
Desenvolvedores podem trabalhar com e para qualquer plataforma, usando a API.
O OpenGL tem suporte para todos os UNIX, todas as versões do Windows (desde a 95), para o MacOS e, é claro, para o Linux.
A API pode ser chamada de praticamente todas as linguagens de programação importantes — Ada, C, C++, Fortran, Python, Perl, Java etc.
Neste artigo, vou mostrar como testar a performance do seu sistema Linux em relação ao OpenGL.
Para realizar os testes, usarei uma máquina com openSUSE Leap 42.1 e outra com Ubuntu 16.04 LTS.
Os aplicativos usados nos exemplos são universais e, caso sua distro GNU/Linux seja outra, não será difícil encontrá-los para baixar — se já não estiverem instalados.

A performance da sua placa gráfica no Linux

Apesar de ser famoso pela sua estabilidade e eficiência, como plataforma para realizar diversas tarefas, o Linux não é conhecido como plataforma excepcional para jogos — o que é uma injustiça.
Como consequência, não temos muitas ferramentas de benchmarking, de medição precisa da performance do hardware gráfico.
Ferramentas, estas, que poderiam nos ajudar a tirar conclusões mais sólidas e fazer comparações técnicas entre produtos e determinar exatamente o quão bem as coisas funcionam.
Enfim, todas as ferramentas de benchmarking disponíveis atualmente, para a plataforma Linux, rodam apenas sob a renderização da API do OpenGL.
Ainda que sua unidade de processamento gráfico (ou GPU) tenha compatibilidade com alguma versão do Direct3D… não será possível testá-las, neste quesito, usando Linux.
linux penguin

Use o GLX-Gears para experimentar o OpenGL no Linux

Este é um aplicativo popular e tradicional para testar o suporte ao OpenGL, no Linux (e em outros sistemas operacionais).
O glxgears faz parte do pacote de softwares ‘mesa-utils’.
No Ubuntu, você pode instalá-o com o apt (ou aptitude, no Debian):

sudo apt install mesa-utils

No openSUSE, use a ferramenta de gestão de pacotes, zypper para instalar o ‘mesa-demo-x’:

sudo zypper install mesa-demo-x

A partir daqui, já é possível usar as ferramentas glxinfo e glxgears.
Ao executar o comando glxgears, vai abrir uma janela, com uma renderização clássica do OpenGL, que mostra um conjunto de 3 rodas dentadas ou engrenagens.
Você pode verificar o frame rate ou FPS no terminal, em que você o executou, a cada 5 segundos.
glxgears
Trata-se de uma ferramenta bastante antiga.
O aplicativo glxgears é muito básico e testa apenas uma porção pequena das possibilidades que o OpenGL oferece hoje.
Quando foi concebido, era usado para determinar se o driver proprietário da placa de vídeo estava instalado e funcionando corretamente em comparação com a versão de código aberto ou open source. Você não perceberia a diferença nos dias de hoje, contudo.

Como testar o OpenGL com o glmark2

Você pode instalar o glmark2, no Ubuntu, com o apt:

sudo apt install glmark2

Para instalar no openSUSE, siga os passos:

sudo zypper addrepo http://download.opensuse.org/repositories/home:ykoba/openSUSE_Leap_42.1/home:ykoba.repo
sudo zypper refresh
sudo zypper install glmark2

Para instalar o glmark2 no Debian, siga estas instruções.
Novamente, o programa deve ser executado no terminal, onde você poderá observar os resultados dos diversos testes que ele irá realizar — que podem ser vistos em uma janela à parte, tal como no glxgears.

glmark2

O aplicativo renderiza diversos tipos de imagens e gráficos em 2D e 3D, na tela e mede o desempenho em FPS.
Finalmente, calcula a média dos resultados dos testes e dá uma pontuação para a sua GPU.
Esta pontuação pode ser usada como parâmetro comparativo entre diversas máquinas/placas gráficas.
Alguns parâmetros de uso interessantes do glmark2 podem ser os seguintes:
O exemplo, que segue, apenas valida os diversos tipos de testes em relação ao seu hardware de renderização gráfica.

glmark2 --validate

O exemplo, abaixo, roda o aplicativo em tela cheia — útil quando você só deseja saber o resultado final e não tem a intenção de acompanhar os testes uma a um.

glmark2 --fullscreen

O resultado do programa executado em uma janela vai ser diferente de quando for executado em tela cheia. Resoluções diferentes tem intensidade diferente de uso do hardware, como será possível observar nos próximos testes.
Você pode rodar benchmarks específicos, se quiser.
Para rodar apenas o pulsar, use o seguinte procedimento:

glmark2 --benchmark pulsar

O resultado se refere apenas ao módulo testado:

=======================================================
    glmark2 2014.03
=======================================================
    OpenGL Information
    GL_VENDOR:     Intel Open Source Technology Center
    GL_RENDERER:   Mesa DRI Intel(R) HD Graphics 5500 (Broadwell GT2) 
    GL_VERSION:    3.0 Mesa 11.0.8
=======================================================
[pulsar] <default>: FPS: 1389 FrameTime: 0.720 ms
=======================================================
                                  glmark2 Score: 1389 
=======================================================

Você pode usar o relatório de glmark2 --validate para saber o nome do teste. Basta usar os nomes entre [ ], no início de cada linha.
Desta forma, para realizar o teste de refração, use o seguinte comando:

glmark2 --benchmark refract

Para rodar o teste de textura na resolução 4K (Ultra HD), use a seguinte linha de comando:

glmark2 --benchmark texture --size 3840x2160

Obviamente, se sua tela não tiver capacidade para exibir nesta resolução, a janela do glmark2 ficará um “pouco deslocada”. Mas é possível reposicioná-la com o mouse/touchpad.

Os resultados do glmark2

O glmark2 ainda não é a ferramenta completa para testes, uma vez que não cobre os recursos presentes nas versões posteriores ao OpenGL 2.0 — que já se encontra na versão 4.5 e deve começar a ser substituído pela nova API Vulkan.
Nos testes realizados, é possível ver uma progressão na contagem do FPS para cada teste, individualmente.
GPUs mais potentes são capazes de entregar taxas melhores de atualização.
Não confunda a taxa do FPS com a taxa de atualização do monitor (monitor refresh rate) que, provavelmente é 60 e não irá mudar.
O glmark não é capaz de oferecer resultados absolutos ou 100% conclusivos sobre a performance individual do hardware de exibição gráfica.

Uma máquina, por exemplo, com uma CPU de alto desempenho e sem qualquer peça de aceleração gráfica pode obter o mesmo resultado que uma outra máquina, com CPU + GPU medianas.

O motivo disto é que a renderização baseada em software, usada pela CPU de alto desempenho, equivale ao poder de processamento da combinação CPU + GPU de pequeno porte.
Esta é uma limitação do glmark2.
Fique à vontade para compartilhar com os outros leitores sobre o seu hardware gráfico e os seus resultados, na sessão de comentários.

Referências

Experimente também usar as ferramentas Unigine de teste de desempenho da placa gráfica.
Apesar de serem proprietárias, são excelentes.


OpenGL oficial page: https://www.opengl.org/about/.
Linux GPU benchmark: https://www.howtoforge.com/tutorial/linux-gpu-benchmark/.
http://www.binarytides.com/glmark-linux-gpu-performance/.