Onde baixar o seu Debian

Tanto usuários iniciantes como os mais avançados podem ter alguma dificuldade para encontrar uma versão específica do Debian para baixar.
Tal como a maioria das grandes distribuições GNU/Linux, o Debian é oferecido em diversos sabores ou blends – além de versões.
O site oficial vai sempre direcioná-lo para o download da última imagem estável (stable), que é empacotada sem softwares proprietários e satisfaz 100% quem tem o espírito de liberdade.
Mas, se esta não for “exatamente” a que você deseja, este artigo pretende ajudar as pessoas a navegar pelos servidores Debian e encontrar a exata versão desejada.
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Segue uma lista de canais oficiais de download dos “debians” disponíveis.
Sempre que possível, procure baixar via torrent — a forma mais rápida de obter sua distro GNU/Linux. Com este método e uma boa conexão, é possível estar com um pendrive pronto para iniciar a instalação em questão de minutos.
Se não tiver CD/DVD à mão, todas as imagens ISO, disponíveis, podem ser gravadas em pendrive, se preferir.

Onde encontrar o Debian Stable 100% livre

A versão estável, oficial, do Debian vem sem os drivers proprietários. Em alguns notebooks mais atuais (como os da Dell) você pode ter problemas, nos passos iniciais da instalação, por que serão exigidos os tais drivers — provavelmente para a instalação da placa de rede e da GPU. Vamos abordar este assunto, em particular, ainda neste artigo.
Você pode encontrar Debian principal, nos seguintes lugares:

  • Debian stable — a versão atual, para 10 arquiteturas diferentes pode ser encontrada aqui: http://cdimage.debian.org/mirror/cdimage/release/current/.
    Neste site, escolha a arquitetura desejada e, em seguida, selecione sua melhor opção de download: bittorrent, ISO ou jigdo — cada um destes métodos se subdivide em CD ou DVD. Obviamente, ao baixar o DVD, você terá um pouco mais de softwares à mão.
    Ao fazer a instalação a partir de um CD, você terá menos softwares instalados na sua máquina, mas o processo terminará mais cedo.
    Se você prefere passar ainda menos tempo dentro do procedimento de instalação e prefere fazer isto por si mesmo, depois, opte pelos netinstall — como iremos explicar, mais adiante.
    Se quiser um link mais específico, este é o do torrent do Debian, para arquitetura 64 bits, para gravar em DVD ou pendrive: http://cdimage.debian.org/mirror/cdimage/release/current/amd64/bt-dvd/.

    A arquitetura PC de 64 bits é chamada amd64, enquanto a de 32 bits é chamada i386. Fique atento(a) a estes detalhes.

    Se você preferir, pode baixar a imagem em CD, via torrent, no site http://cdimage.debian.org/mirror/cdimage/release/current/amd64/bt-cd/. Note que há o CD 1, CD 2 …
    Normalmente, você só precisa do CD 1, para instalar o Debian básico — o restante dos softwares pode ser baixado da Internet à medida em que você precisar.
    Em casos em que a conexão é muito lenta e há planos de instalar em vários computadores, (aí, sim!) vale a pena baixar todos os CDs/DVDs, contudo.
    O Debian netinstall é uma versão mínima do sistema operacional, semelhante ao Ubuntu Mini, voltado a entregar o sistema mais básico possível.
    Por ter tamanho reduzido, pode ser baixado muito rapidamente.
    Ao final da instalação, o tasksel vai perguntar sobre o perfil de sistema que você deseja e, só aí, irá fazer download do restante. Portanto, se você quer começar o mais rápido possível a instalar o Debian no seu equipamento ou deseja uma versão mais customizada do Debian, sugiro esta opção.

  • Debian Stable Live CD/DVD — permite usar o sistema operacional enquanto instala. Assim, você sempre poderá consultar algum site na web durante o processo e verificar se todo o seu equipamento irá funcionar bem com o sistema operacional.
    Você pode encontrar esta opção no site http://cdimage.debian.org/mirror/cdimage/release/current-live/ — disponível apenas para as arquiteturas PC 32 ou 64 bits.
    Tal como as outras, se subdivide também nos sabores com GNOME, KDE, Cinnamon, LXDE, XFCE, Mate e Standard. Esta última, entrega um sistema sem o ambiente gráfico — que pode ser instalado depois. O Standard pode também ser ideal para servidores.
  • Debian Stable for Openstack — Para rodar o Debian stable dentro de uma ou mais máquinas virtuais, baixe a versão pronta Openstack aqui http://cdimage.debian.org/mirror/cdimage/openstack/current/.
    Este assunto é abordado com mais profundidade neste texto.
  • Debian Blends ou Debian Pure Blends é um trabalho em progresso.
    A proposta é oferecer uma distro especializada a determinadas necessidades ou a um determinado grupo (profissional) de pessoas.
    Os blends oferecem coletâneas específicas de softwares (também chamadas de meta-pacotes ou meta-packages). Além disto, oferecem métodos de instalação e configuração mais facilitados para propósitos determinados.
    A ferramenta de instalação Tasksel, permite instalar em qualquer distro Debian/Ubuntu (e derivados) meta-pacotes voltados para crianças, cientistas, gamers, advogados, médicos, pessoas com deficência visual etc.
    Por exemplo, o pure blend para crianças, retira da distro tudo o que não interessa e deixa apenas os aplicativos voltados para este público

    Em outras palavras, dos mais de 22.000 pacotes de softwares presentes no Debian, um pure blend é constituído de uma seleção específica destes aplicativos, voltados para um determinado grupo de usuários/profissionais.

    Oficialmente, podem ser encontrados aqui: http://cdimage.debian.org/mirror/cdimage/blends-live/current/.

  • Saiba mais sobre o assunto, nesta página.

Onde encontrar o Debian Testing

Se você já leu Experimente as novidades do Debian antes de todo mundo, então já teve uma boa introdução sobre o Debian Testing e sabe os prós e os contras de usar esta versão.
Veja aonde baixar esta versão:

Onde encontrar o Debian (Stable e Testing) non-free ou firmware

Software e hardware proprietário podem ser um empecilho para usar o seu sistema operacional favorito.
Se você quiser, pode baixar o seu Debian, através de qualquer um dos métodos descritos acima, sem se preocupar muito com este “detalhe”.
O pacote adicional de firmwares proprietários pode ser oferecido durante a instalação ou depois.
Veja 3 soluções possíveis para este caso, da mais complexa para a mais simples (na minha humilde opinião):

  • Prossiga com a instalação, sem se importar com a falta dos arquivos pedidos. Quando tudo tiver terminado, altere o arquivo sources.list — neste caso, adicione os repositórios non-free e contrib.
  • A outra solução é fazer o download antecipadamente do pacote de firmwares para a distribuição que você pretende instalar.
    Em seguida, descompacte o pacote e grave os arquivos em um pendrive à parte.
    Quando o firmware for pedido, insira o pendrive para que o programa de instalação encontre o que precisa, para prosseguir.
    O pacote pode ser encontrado neste site: http://cdimage.debian.org/cdimage/unofficial/non-free/firmware/.
  • Já que vai se sujeitar a usar drivers proprietários, instale logo o Debian, cuja imagem inclua todos os firmwares, conforme será demonstrado a seguir.

Veja, a seguir, onde encontrar a imagem non-free do Debian — ou seja, com os firmwares proprietários.
Nestes sites, o Debian é comumente chamado de “firmware”, seguido da versão e das outras características da distro.

Se você quer o Testing non-free o site oficial é o que segue.
No momento em que escrevo, o sabor disponível é a Standard. Durante o procedimento de instalação, o tasksel irá perguntar qual o ambiente gráfico desejado.
Neste momento será possível, opcionalmente, escolher um dos vários Pure Blend do Debian.
Veja onde encontrá-lo.

Espero que isto ajude você a encontrar, baixar e desfrutar de um dos melhores sistemas operacionais existentes.

5 razões para não chamar o Debian Unstable de instável.

O Debian Unstable, ou sid, é uma das 3 distro fornecidas pelo Debian — além da Stable e da Testing.
Cada qual tem um propósito e algumas funções a cumprir.
O principal objetivo, do conjunto, é ajudar a compor a distribuição final, a Stable — o que levará aos clientes um sistema operacional bem testado, estável (obviamente) e conciso.
Debian girl mini
Em seu blog, o desenvolvedor franco-suiço, Raphaël Hertzog, sustenta que não se trata de um produto voltado a usuários finais. Em vez disto, é para onde o pessoal que contribui com o projeto envia novos pacotes — …diariamente.
Isto significa que a distro está em constante movimentação e atualização. O que você usou ontem, pode não ser o mesmo hoje. Por isto, ela não é para todos.
Ainda assim, de acordo com os argumentos relacionados abaixo, é razoavelmente seguro usar esta distro no seu computador — desde que não seja o de produção.

Cada nova versão do Debian recebe um nome alusivo a um dos personagens da saga Toy Story.
A Debian Unstable tem um nome fixo: Sid, o garoto que quebra os brinquedos.

Debian Sid
Se quiser saber mais sobre o Debian 9 Stretch (na data deste post, ele está no canal Testing), leia este artigo.

A UNSTABLE contém muito software estável

Desenvolvedores de aplicativos em versões ainda instáveis são orientados a enviá-los aos repositórios experimentais (Testing) e não para os repositórios da Unstable.
A Unstable é o destino de softwares com qualidade suficiente para já serem lançados.
Embora alguns aplicativos possam ser classificados como instáveis, nesta distro, muitos outros já tem estabilidade suficiente para integrar a distribuição intermediária, Testing, do Debian.

Ela não “explode” todo dia

Problemas acontecem, claro.
Normalmente, não costuma ser grande coisa.
A distro Unstable é usada pelos próprios desenvolvedores e os relatos são de que raramente é necessário reiniciar a máquina após uma atualização.
O tipo de incidente que ocorre é software que para de funcionar, congela, dispara um bug chato ou (em um dia ruim) você pode dar de cara com alguns pacotes realmente problemáticos.
Usuários mais avançados resolvem ou contornam os problemas através de uma das seguintes formas:

  1. instalando uma versão anterior e funcional do programa (disponível na distro Testing)
  2. procurando e aplicando (se houver) uma correção no sistema de rastreamento de erros (ou bug tracking system)
  3. … ou simplesmente não fazendo o upgrade — baseado nos avisos dados pelo apt-listbugs (assim, ninguém é pego desprevenido)

É a base de outras distros

Pense.
Se o Debian Unstable ou Sid fosse tão ruim, seria usado como base para montar uma distro derivada, como é o caso do Ubuntu e do Aptosid (que se chamava Sidux)?
Pois é. Estas, entre outras, distros Linux, são baseadas no Debian Sid.
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Não é necessariamente menos segura que a STABLE ou a TESTING

O fato é que a dinâmica de trabalho das equipes manda que as vulnerabilidades mais sérias sejam corrigidas na Stable e na Unstable.
Estas correções são feitas pela equipe de segurança, na Stable e pelos mantenedores, na Unstable.
Em seguida, é que são aplicadas à Testing, quando os pacotes corrigidos forem enviados ao seu repositório — desta forma, os usuários desta distro, recebem as atualizações de segurança com um pequeno atraso.
Vulnerabilidades menores, podem sequer ser corrigidas na Stable — enquanto os usuários das outras duas receberão seus patches em suas próximas atualizações normais.

Desenvolvedores usam

Já contei que os desenvolvedores a usam, né?
Quem disse que desenvolvedores não precisam de estabilidade e das “coisas funcionando direito”?
A Unstable é a opção de muitos programadores e colaboradores do time Debian e você também pode fazer a mesma opção.
Hertzog enumera alguns dos pré-requisitos para ser usuário da Unstable.
Se você os preenche, seja bem vindo à elite:

  • Saber inglês é fundamental, aqui, para conseguir ler e escrever relatórios de erros (bug reports), sempre que necessário.
  • Acrescento ainda a leitura de manuais e instruções de outros desenvolvedores mundo afora.
  • Ter intimidade com o uso da linha de comando o suficiente para substituir uma versão não funcional de um software por outra, anterior, que esteja funcionando, além de conseguir editar arquivos de configuração.
  • Saber como trabalhar com o APT e com múltiplas distribuições no /etc/apt/sources.list.
  • Ter outro computador com conexão à Internet, que possa ser usado para buscar informações sobre como resolver possíveis problemas ocorridos no computador com a distro Unstable instalada (caso ele fique inoperante).

“Se sua instalação sid está funcionando, não faça upgrades antes de uma apresentação importante ou de uma viagem. Ela sempre vai dar problemas nos momentos mais inconvenientes. A menos que você goste de viver perigosamente.” (Raphael Hertzog)

Enfim, tal como expliquei, esta é um distro Linux que deve ser instalada em um segundo computador, que você tenha separado para o propósito de testar e aprender coisas novas.
Além disto, mesmo que você não se encaixe em todos os requisitos enumerados acima, vale a pena enfrentar o desafio — muitos dos que são considerados gurus e grandes hackers hoje, se iniciaram sem ligar muito para estas listinhas.
Aventure-se!

Referências

https://raphaelhertzog.com/2010/12/20/5-reasons-why-debian-unstable-does-not-deserve-its-name/

O touchpad parou de funcionar após atualização do Debian.

Há várias situações que podem desaguar em que um touchpad multitoque deixe de funcionar no seu sistema operacional, do nada.
No caso descrito neste post, isto ocorreu após uma atualização no GNOME 3.20.x, no Debian 9 Stretch (ainda em “Testing“, nesta data).
A gente sabe que o Testing é uma distro GNU/Linux razoavelmente bem estável, apesar do nome. Mas, enfim, estas situações sempre podem ocorrer.
O cenário é o de um notebook Dell Inspiron 5448 com teclado multitoque.
De acordo com o desenvolvedor Michael Biebl, muitos laptops recentes não possuem mais botões de mouse/touchpad.
Em vez disto, parte da superfície de toque corresponde a estes botões ou você pode configurar gestos (toques com 1 ou mais dedos, por exemplo).
Esta é uma tendência, em parte, imposta pelos smartphones.

O problema

O que aconteceu, no caso em questão, foi que o GNOME 3.20 deixou de dar suporte às configurações non-libinput dentro do aplicativo gnome-control-center.
gnome control center touchpad settings
Mas você ainda pode configurar o synaptics manualmente.

libinput é uma biblioteca que manipula dispositivos de entrada para servidores de display e outras aplicações que necessitam lidar diretamente com esta categoria de dispositivos.

A biblioteca libinput provê detecção de hardware, manipulação de dispositivos, processamento de eventos e abstrações
Para poder ter acesso às configurações do mouse/touchpad no GNOME Control Center, é necessário ter o xserver-xorg-input-libinput instalado.
Ele provavelmente está instalado, mas o pacote do xserver-xorg-input-synaptics ganhou prioridade sobre ele — o que vai impedir que você faça a configuração pelo painel de controle no momento presente.
Os desenvolvedores estão a par da situação e isto pode mudar futuramente.

A Solução

Se você não quer configurar o synaptics “na mão” e prefere ter de volta o método do painel de controle, remova o pacote do synaptics, assim:

sudo apt remove xserver-xorg-input-synaptics

Em seguida, reinicie o X ou o sistema.
A solução foi a descrita nesta thread da lista de discussão do Debian https://lists.debian.org/debian-user/2016/06/msg00061.html.

Referências

https://packages.debian.org/testing/main/libinput-bin.

Como fazer upgrade do kernel no Debian

A maneira mais fácil e segura de instalar uma nova versão do kernel GNU/LINUX no Debian é verificar se existe uma versão nova nos repositórios oficiais da sua distribuição e, se houver, baixar e fazer a instalação automática.
Neste post, vou demonstrar o processo no Debian 8.2 “Jessie” — configurado para usar os backports.
powered by Debian badge
É importante observar que algumas versões mais novas não terão o mesmo suporte da versão atual do kernel e nem a mesma frequência nas atualizações de segurança.
Este procedimento não é recomendado para máquinas de trabalho, servidores etc.

Como verificar o kernel atual e as versões disponíveis para instalação na sua máquina

Para verificar a versão atual do seu kernel, use o comando uname:

uname -r
3.16.0-4-amd64

Para verificar as versões disponíveis para você baixar nos repositório, use o apt-cache ou o aptitude:

sudo aptitude update
aptitude search linux-image
i A linux-image-3.16.0-4-amd64                       - Linux 3.16 for 64-bit PCs                                 
p   linux-image-3.16.0-4-amd64-dbg                   - Debugging symbols for Linux 3.16.0-4-amd64                
p   linux-image-4.2.0-0.bpo.1-amd64                  - Linux 4.2 for 64-bit PCs                                  
p   linux-image-4.2.0-0.bpo.1-amd64-dbg              - Debugging symbols for Linux 4.2.0-0.bpo.1-amd64           
i   linux-image-amd64                                - Linux para computadores de 64 bits (meta-pacote)          
p   linux-image-amd64-dbg                            - Debugging symbols for Linux amd64 configuration (meta-package)

O que se vê é que (no meu caso) há 2 versões do kernel disponível: Linux 3.16 for 64-bit (já instalada) e Linux 4.2 for 64-bit (disponível nos backports).
Já que uma já se encontra instalada, só há uma opção no meu caso (linux-image-4.2.0-0.bpo.1-amd64):

sudo aptitude install linux-image-4.2.0-0.bpo.1-amd64

Ao fim da instalação, você já pode reiniciar o sistema para usar o novo kernel.

Conclusão

Use novamente o comando uname, para ver qual kernel está em uso na sua máquina, agora:

uname -r
4.2.0-0.bpo.1-amd64

Vale lembrar que o GRUB, na inicialização, vai mostrar um menu de opções permitindo que você prossiga com o kernel anterior, caso não fique satisfeito com a nova versão.
Neste caso, é possível desinstalar o kernel novo com o seguinte comando:

sudo aptitude remove linux-image-4.2.0-0.bpo.1-amd64

Alternativamente, é possivel remover o antigo (mas não recomendado). Deixe-o lá. Nunca se sabe… :p

Distribuições Linux que vale a pena conhecer, em 2016

Se você está estudando o Linux ou analisando novas distribuições para substituir a que está usando atualmente, este post é pra você.
Tenho uma lista de 6 distros, das quais sugiro que você escolha 2 ou 3 para experimentar — nem que seja em alguma máquina velha que você tenha disponível.
A lista não é definitiva e eu não sei qual será o desenvolvimento das distros no decorrer do ano.
(leia a atualização, ao final do texto!) 😉


Lembre-se de dar uma olhada no post 5 distribuições Linux que sempre vale a pena conhecer, para complementar este.
Sinta-se bem vinda(o) para usar a seção de comentários e deixar as suas próprias sugestões de distribuições Linux (explicando o por que de cada uma).
Linux comparation board

Ubuntu 16.04 LTS Xenial Xerus

Esta distro é a “última de uma linhagem”, embora a Canonical não se expresse desta forma.
Representa o auge do amadurecimento das últimas versões de suporte prolongado do Ubuntu — a versão mais amadurecida do Unity 7, com otimizações na interface gráfica.
Se você está procurando por uma distro madura e estável, vale ressaltar que ela terá suporte ativo até 2021 e, provavelmente (estou sendo um pouco profético, aqui…), será mais estável que sua sucessora.
Esta é também a última distribuição Ubuntu a vir com o servidor gráfico X server.
O Xenial Xerus é uma ótima opção para quem deseja ficar um bom tempo longe de formatar e reinstalar sistemas operacionais no seu computador de trabalho.


Leia mais sobre como baixar e instalar o Ubuntu 16.04, aqui.

Ubuntu 16.10

O que chama a atenção, aqui, é a estréia do servidor gráfico Mir e do Unity 8.
(Não esqueça de ler a atualização deste texto, lá embaixo… ) 😉
Embora ela só seja lançada no final de Outubro de 2016, será possível fazer download das Alfa e Beta alguns meses antes, para experimentar as novidades.
O Ubuntu 16.10 promete ser o grande hype dos sites e blogs de tecnologia, no segundo semestre de 2016 — bem ou mal, todos vão falar dele.
A adição ousada de novos recursos a esta distro pode trazer, como desvantagem, a instabilidade — o que é compreensível, neste caso.
Separe o seu computador de testes para esta versão do Ubuntu.

Linux Mint

O Linux Mint tem duas “vertentes” — uma que vem do Debian e outra que vem do próprio Ubuntu.
Por não ser tão tradicional, como as outras, esta distro ainda não teve tempo de formar uma grande comunidade que possa dar suporte a usuários novatos.
Como ela é originária do Debian/Ubuntu, isto não chega a ser problema — se a solução serve para Debian/Ubuntu, provavelmente servirá para Linux Mint.
A versão baseada no Ubuntu, faz uso de seus repositórios oficiais e de suas PPAs. É baseada na atual versão LTS do Ubuntu.
A que é baseada no Debian, é chamada de LMDE ou Linux Mint Debian Edition e tem uma base de usuários bem menor.
Além disto, a LMDE não guarda compatibilidade com as PPAs e é um pouco mais “crua” após a instalação — você vai ter que arrumar as coisas por conta própria, em outras palavras.
A LMDE 2 pode ser mais excitante para usuários mais avançados, por contar com uma gama maior de novos recursos.
Os links para download do Linux Mint LMDE 2 podem ser encontrados aqui.

Debian

Esta é uma das distribuições tradicionais, ao lado da Slackware, Red Hat, Suse entre outras.
Muitas distros conhecidas se originaram do Debian.
O Ubuntu usa a versão testing do Debian para constituir seus pacotes de softwares.
A versão principal vem despida de softwares e drivers não-livres e, portanto, você pode vir a ter algumas dificuldades iniciais para instalar em alguns sistemas.
A culpa não é dos desenvolvedores, mas dos fabricantes dos dispositivos que não disponibilizam o código de seus drivers, alegadamente, com “medo” dos concorrentes.
Se você optar pelo Debian non-free, provavelmente não terá problema algum para instalar o sistema.
A recente adoção do systemd pelo Debian (e Ubuntu) trará algumas mudanças no modo de se realizar alguns procedimentos ou como configurar alguns recursos.
Para usuários Ubuntu ou Linux Mint, que queiram conhecer melhor o sistema operacional, vale a pena dedicar algum bom tempo de estudo a esta distribuição.


Saiba aonde baixar a sua versão do Debian.

Arch Linux

Ao lado do Debian, é uma distro voltada para usuários de nível intermediário a avançado.
Se você entende um pouco de inglês, pode se beneficiar da excelente documentação online, disponibilizada para esta distribuição.

Não se intimide pelo fato de alguma distro ser possivelmente mais difícil de instalar e configurar — isto é uma oportunidade para aprender mais sobre o GNU/Linux e se tornar mais experiente.

Fedora e OpenSUSE

Embora nem sempre estejam no centro dos debates da comunidade do software livre, trata-se de 2 distribuições tradicionais.
A primeira é originária do Red Hat e a segunda tem suas raízes na distro alemã (anos 90) SUSE.
Ambas são sólidas e voltadas para o público corporativo.
Para quem deseja sair do mundo do Debian e do apt(-get), estas duas opções são boas.

Previsto para Maio/2016, o Fedora 24 virá com o Wayland, conforme anunciado em Agosto.
Pode ser uma ótima oportunidade para quem deseja experimentar este novo servidor gráfico.

O Fedora oferece uma instalação facilitada e bom desempenho geral da distro.
A OpenSUSE oferece um ambiente gráfico bonito, baseado no KDE e uma comunidade maior.

X.Org, Wayland e Mir

Estes são nomes de servidores gráficos, usados pelas várias distribuições GNU/Linux.
O tradicional X.org está em vias de ser substituído pelo Wayland (o processo está no início e vai demorar alguns anos para se completar).
Sou muito avesso a dar “as minhas opiniões” nos artigos — prefiro me ater aos fatos e deixar o leitor formar sua própria.
Mas… este é um artigo essencialmente opinativo.
A grande novidade, em 2015, foi a adoção do systemd em grandes distribuições, como a Debian e o Ubuntu.
Em 2016, espera-se que alguma movimentação comece a ocorrer no sentido da migração para o Wayland ou Mir.

A Canonical anunciou o desenvolvimento do Mir, há algum tempo, mas ainda não parece 100% certo que este caminho será o que ela irá trilhar.
O tempo dirá.

Alguns autores acreditam que ela poderá voltar atrás nesta decisão e acabar abraçando o Wayland, o que poderia lhe poupar boa quantidade de esforço.
Enfim, a chegada do Wayland e do systemd trarão a possibilidade de escrever muito sobre o assunto em 2016 — tutoriais, dicas de uso e configuração, análises etc.


Introdução sobre o Wayland.

Atualização

Como o texto foi escrito no início de 2016, não precisaria ser atualizado em outros anos — bastaria escrever um novo.
Como continua sendo muito lido, cabe fazer um adendo, em relação ao Ubuntu.
A esta altura, já sabemos que houve uma mudança de rumos na Canonical, em relação ao sistema operacional.
O Mir e o Unity foram “abandonados” e perderam o suporte oficial da empresa.

A Canonical irá concentrar seu foco em projetos que lhe são mais produtivos, como cloud computing e o próprio SNAP — e usar o trabalho pronto, ou em desenvolvimento mais avançado de outros projetos, quanto à interface gráfica.


Confira os nossos textos sobre o snap neste site.
O caminho, agora, é o Wayland e o GNOME.
Especula-se que o Ubuntu 17.10 já virá com o GNOME — em antecipação à versão estável, 18.04.
O tempo voa e logo iremos saber.