5 dicas para melhorar o desempenho do Firefox

As mais novas versões do Firefox vêm com uma série de ajustes, que podem melhorar bastante o seu desempenho. Alguns, não requerem sequer que você reinicie o navegador — o que lhe permite avaliar, na hora, se o ajuste foi efetivo para você ou não.
Os 5 ajustes, que seguem, são seguros e valem a pena ser experimentados — e se aplicam também ao Firefox que você usa no Smartphone.

Reduza a quantidade de itens no histórico

O disco rígido, ou HD, depois do leitor de DVD, é a parte mais lenta de todo o seu computador, por que envolve a movimentação de partes mecânicas.
O que você puder fazer para reduzir o uso do disco rígido irá se refletir em um melhor desempenho do sistema, como um todo.
Ao reduzir a quantidade de itens armazenados no histórico do Firefox, você estará reduzindo o uso do disco rígido, onde as URLs acessadas são guardadas.
Veja como fazer isto:

  • acesse o endereço about:config
  • agora, procure pelo item browser.sessionhistory.max_entries
  • clique duas vezes sobre o item e altere o seu valor para 10
Quantidade de itens no histórico do Firefox
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Aumente a velocidade de carregamento das páginas no Firefox

O procedimento que segue evita que o Firefox fique esperando durante certas partes do processo de carregamento da página.

  • Clique, com o botão direito do mouse ou do touchpad, no espaço vazio, embaixo de browser.sessionhistory.max_entries
  • Selecione Nova preferência e, em seguida, Número inteiro
  • Forneça o nome nglayout.initialpaint.delay e clique em OK
  • O valor da nova preferência deve ser 0 (zero)
aumentar velocidade de carregamento das páginas no Firefox
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Mande o cache pra RAM

A próxima dica é configurar o Firefox para armazenar parte do seu cache na memória RAM do sistema — evitando novamente a lentidão do disco rígido.
O cache, do Firefox, é uma coletânea de sites e conteúdo web que você baixou, visitando anteriormente. Normalmente, o cache fica armazenado no disco rígido, em uma pasta específica, o que já torna mais rápido o recarregamento das páginas já vistas.
Este recurso, torna o processo mais rápido ainda, ao guardar parte do cache em memória RAM. Se o seu disco é SSD, você pode pular este procedimento.
Veja como fazer isto:

  • Localize o item browser.cache.memory.enable
  • Clique duas vezes para alterar o seu valor para True

Agora, siga estes passos:

  • Clique, com o botão direito do mouse sobre uma área vazia e selecione Nova preferência e Número inteiro
  • Em seguida, forneça o nome browser.cache.memory.capacity
  • Quando for pedido um valor, escolha um dos seguintes:
    • 2048, se você tiver 128Mb de memória RAM (pra você ver como sou democrático: eu escrevo até pra quem tem um máquina com apenas 128Mb de memória) 😉
    • 4096, se você tiver 256Mb de memória RAM
    • 8192, se você tiver 512Mb de memória RAM
    • 12288, se você tiver 1Gb ou mais — não há por que exagerar. Vocẽ precisa da memória RAM para outras coisas também.

O próximo procedimento é para reduzir o uso do cache em disco:

  • Localize o item browser.cache.disk.capacity
  • Altere o seu valor para 4096
Reduzir o uso de cache
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Permita que o Firefox jogue o lixo fora

O próximo item fará com que o Firefox remova restos de páginas e outras coisas inúteis, fazendo uma limpeza, nos momentos em que ele não estiver sendo usado (por exemplo, quando estiver minimizado ou no plano de fundo).

  • Clique com o botão direito do mouse sobre uma área em branco da tela do Firefox e selecione Nova Preferência/Boolean
  • Nomeie o item para config.trim_on_minimize
  • Atribua-lhe o valor True

Usa o smartphone para navegar?

Desative o carregamento automático de páginas, para o Firefox carregar apenas o que você quer, ao “clicar” ou tocar num link. Isto vai poupar banda pra quem gosta de navegar no smartphone ou no tablet.
Localize o item network.prefetch-next e ajuste o seu valor para False.
Desativar este recurso não irá afetar a velocidade do navegador, mas o consumo de dados da sua franquia.
Espero que estas dicas te ajudem a ter uma experiência melhor ainda com o Firefox e, se este for o caso, não esqueça de compartilhar esta informação com os seus amigos.
Divirta-se 😉

LibreOffice: como iniciar mais rápido

Se você é uma das pessoas que sentem que o LibreOffice demora muito para abrir no seu sistema, este artigo vai te ajudar a melhorar este aspecto no desempenho do aplicativo.
LibreOffice mais rápidoUm #geek de verdade evita incentivar o consumismo ou compras desnecessárias. Afinal, o sentido de ser um geek ou um nerd é justamente a disposição de aproveitar ao máximo o recurso que você tem em mãos.
Contudo, se você está sentindo o seu sistema, como um todo, mais lento, talvez precise, mesmo, fazer algum upgrade no hardware, que pode começar com um aumento na quantidade de memória RAM.
Isto posto, vamos ver o que dá pra fazer com o que temos aqui.

Instale o LibreOffice na bandeja do sistema

Esta solução, em si, já consome uma quantidade de memória RAM — portanto, ela é voltada para quem usa muito o LibreOffice.

DICA

Se você usa pouco este aplicativo, não recomendo seguir os procedimentos descritos a seguir. É melhor conviver com uma eventual lentidão para carregar o LibreOffice do que manter uma série de coisas pré-carregadas na memória do sistema, que raramente são usadas.
Aconselho fechar todos os aplicativos desnecessários, antes de abrir o LibreOffice.
Se você precisa trabalhar com o navegador aberto, pelo menos, feche todas as abas e janelas que puder. Deixe aberto apenas o estritamente necessário — assim, o LibreOffice terá mais espaço na memória e tempo do processador para trabalhar.

Se você decidiu seguir em frente, abra o LibreOffice e clique em Ferramentas. Depois, selecione Opções (costuma ser o último item do menu Ferramentas).

LibreOffice - Menu Ferramentas
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No painel de opções, selecione, à esquerda, a sessão Memória, para abrir um painel de opções secundário.
Este contém uma série de ferramentas de configuração do uso da memória no LibreOffice. Entre as principais, eu destaco a que define a quantidade máxima de ações a desfazer (o Ctrl + z, em outras palavras) e a quantidade de memória que deve ser reservada pelo sistema para uso do aplicativo.
LibreOffice - painel de configurações de uso da memória
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Clique, para marcar a opção Ativar o iniciador rápido da bandeja do sistema e, em seguida, pode sair do painel.
O ícone do LibreOffice já estará presente na bandeja do sistema — a partir do qual, você pode abrir mais rápido um novo documento ou um arquivo já existente.

10 itens para instalar no Ubuntu, antes de começar a usá-lo

Uma vez baixado e instalado o Ubuntu, você pode se dar conta de que falta algumas coisas para deixá-lo perfeito pra você.
Neste artigo, vou listar 10 itens, entre aplicativos e bibliotecas, que considero importante instalar antes de começar a usar. Sinta-se à vontade para postar suas próprias dicas e sugestões nos comentários.

Quem pode usar estas dicas

Embora o texto seja escrito com um olhar sobre o Ubuntu 14.04, com o ambiente Unity, a maioria das dicas pode ser aplicada às outras versões do Ubuntu. E, já que não estão atadas ao Unity, isto inclui os outros sabores, Xubuntu, Lubuntu, Kubuntu etc.
Conheça, neste artigo, as diferenças entre os sabores do Ubuntu.

Central de programas UbuntuA maior parte dos itens, aqui sugeridos, podem ser aplicados através da Central de Programas Ubuntu — a “loja” oficial da Canonical ou através da linha de comando — se o seu navegador estiver configurado para tal, o botão alaranjado vai te levar ao painel da Central de Programas.
Use o método com o qual você se sente mais confortável: Para usar o primeiro, clique no botão alaranjado.
Se você optar pelo uso do comando apt-get, em um terminal, pode copiar e colar o código.

Atualize o Ubuntu

Mesmo que você tenha acabado de instalar — e, na verdade, é justamente por causa disto — a primeira coisa a se fazer é atualizar o seu sistema.
Para fazer isto, entre no Dash, apertando a tecla Super (aquela que tem o símbolo da “janelinha”).
Uma vez no Dash, faça uma busca por “update”. Após alguns segundos, o aplicativo “Atualizador de programas” deve aparecer. Selecione-o, clicando em cima.

Captura de tela, screenshot, ubuntu, dash
Clique para ampliar.

Inicie as atualizações.
Quando o Atualizador de programas terminar seu trabalho, reinicie o seu sistema.
ubuntu atualizador de programas
Clique para ampliar e ver mais detalhes.

Normalmente, só precisamos reiniciar o nosso sistema quando o atualizador avisa que isto é necessário. Neste momento, mesmo que ele não esteja avisando, é prudente fazê-lo, antes de seguir em frente.

Instale os codecs e outros pacotes extras

Para poder usar completamente todo o sistema de multimídia, é preciso instalar os codecs, o Java e um pequeno conjunto de softwares para tocar DVDs encriptados.
Alguns destes itens ficam dentro de um pacote chamado ubuntu-restricted-extras:
apt://ubuntu-restricted-extras
Para instalar este pacote, via terminal, copie e cole o seguinte comando no seu console:

sudo apt-get install ubuntu-restricted-extras ubuntu-restricted-addons

Quem usa o Xubuntu, vai achar mais útil instalar o pacote xubuntu-restricted-extras e xubuntu-restricted-addons. A mesma lógica vale para quem tenha optado pelo Kubuntu, Lubuntu etc.

Há mais um pacote de codecs extra, chamado libavcodec-extra. Convém instalá-lo, uma vez que ele pode fazer falta se você for usar certos editores de video ou transcoders.
apt://libavcodec-extra
Ou, pelo terminal, assim:

sudo apt-get install libavcodec-extra

Em seguida, instale o Java (para uso básico):
apt://icedtea-7-plugin,openjdk-7-jre
Se preferir usar o terminal, o comando é este:

sudo apt-get install icedtea-7-plugin openjdk-7-jre

Para rodar DVDs encriptados, precisamos da biblioteca libdvdcss, que costumava estar presente no repositório Medibuntu.
Enfim, esta e outras bibliotecas de mídia foram incorporados aos repositórios oficiais. Os comandos para instalação são os seguintes:

sudo apt-get install libdvdread4
sudo /usr/share/doc/libdvdread4/install-css.sh

Instale o mplayer e o mpg123

Sem muito apelo visual, estes 2 players têm ficado de fora em muitas distribuições Linux.
Quem os conhece, sabe que são muito bons e têm algo que aprecio muito: tocam tudo, consumindo o mínimo de recursos da máquina.
O primeiro é voltado para vídeos, o segundo para arquivos de audio MP3.

apt://ubuntu-restricted-extrasapt://ubuntu-restricted-extras

Se optar pela instalação via console, você pode enfileirar os dois pacotes para a instalação:

sudo apt-get install mplayer mpg123

O player mpg123 é bem adequado para ouvir suas músicas durante o processo de instalação de softwares, uma vez que, sendo leve, não concorre com as ferramentas de instalação e configuração pelos recursos do sistema.

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O Gimp, para editar imagens

Este é um dos programas mais completos para edição e retoque de imagens. Se você ainda não o conhece, vale a pena instalar.
apt://ubuntu-restricted-extras
No terminal, use o seguinte comando:

sudo apt-get install gimp

Instale o codec de suporte a h.264, para Firefox

Ao empacotar o Ubuntu pra você, as equipes da Canonical fizeram uma série de opções. Algumas, foram bem difíceis — trouxeram benefícios, por um lado e sacrifícios por outro. Assim é a vida.
Um destes sacrifícios é o plugin do FFmpeg pro GStreamer 0.10. No lugar dele, é usada a nova biblioteca de áudio/vídeo libav. Infelizmente, sem o FFmpeg, o Firefox não roda os filmes em H.264.
Para resolver isto, abra um terminal (no Ubuntu, use Ctrl + Alt +T) e execute o seguinte código:

sudo add-apt-repository ppa:mc3man/trusty-media
sudo apt-get update
sudo apt-get install gstreamer0.10-ffmpeg

Instale o Chromium

Este navegador não vem junto — o que não é problema. Clique no botão, abaixo, para abrir a Central de Programas do Ubuntu, na seção de instalação do navegador Chromium.
apt://chromium-browser
Alternativamente, como você já sabe, pode usar o terminal:

sudo apt-get install chromium-browser

Instale o rar

Dentro do pacote rar vem o rar e o unrar, ambos importantes para descompactar certos arquivos comuns na internet ou dentro das empresas.
apt://ubuntu-restricted-extras
No terminal, o comando é:

sudo apt-get install rar

Audacity, o editor de arquivos de audio

Com o Audacity, é fácil cortar e transformar suas canções preferidas em “toques irados” de celular.
apt://ubuntu-restricted-extras

sudo apt-get install audacity
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Conclusão

Há vários outros itens na minha lista tenho-que-instalar. Contudo, não são de uso imediato e, portanto, vão sendo instalados à medida em que vou precisando deles. Como você pôde ver, instalar aplicativos não é um assunto de difícil abordagem no Ubuntu — é até facil demais.
Se você acredita que este artigo possa ser útil a outras pessoas, compartilhe-o nas redes sociais e sinta-se à vontade para escrever um comentário abaixo.

Como bloquear o Lulu, o Tubby e outros aplicativos no Facebook

Neste artigo, vou mostrar como impedir que outros aplicativos (Lulu, Tubby etc) tenham acesso aos seus dados no Facebook.
Embora estes aplicativos tenham suas próprias opções para bloqueio, em contrapartida, ao usá-las, você tem que concordar com os termos dos desenvolvedores, o que inclui abrir mão de processá-los (por calúnia, difamação etc), entre outras coisas. Por isto é que vou ensinar a fazer o bloqueio via Facebook. Me acompanhe…
Comece por abrir o menu de configurações, no canto superior direito da tela. Em seguida, selecione o item Configurações de privacidade.
Facebook menu de configurações
Na próxima tela, selecione à esquerda, o item AplicativosFacebook Menu de configurações
O “Face” deve abrir uma janela ampla, exibindo todos os aplicativos que você tem utilizado (e alguns que você nem usa mais), cada qual com suas permissões de acesso.
Role mais para baixo e selecione a sessão Aplicativos usados por outras pessoas.Facebook aplicativos usados por outras pessoas - privacidade
Na próxima tela, você deve selecionar ou “deselecionar” os tipos de informações a que outros aplicativos deverão ter acesso.
Tenha em mente que estas configurações são aplicadas “indiscriminadamente”, ou seja, todos os aplicativos de terceiros serão afetados por seus configurações ao tentar acessar os seus dados no Facebook.

Facebook informações disponiveis para aplicativos de outras pessoas
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Como usar o comando Crontab – o cron para novatos.

Este post tem a pretensão de dar uma rápida introdução ao cron — e cobrir o básico de tudo o que ele é capaz de fazer para você.

O que é o cron?

Cron é o nome do programa que permite aos usuários do Unix/Linux executar comandos ou scripts (grupos de comandos) automaticamente em um determinado horário/data.

É comumente usado pelos administradores de sistemas para programar a execução de suas tarefas administrativas – como o backup.

Vamos ver, aqui, como funciona o Cron Vixie, uma versão desenvolvida por Paul Vixie.

Como iniciar o cron

Patek Philipecron é um daemon, o que significa que ele é um serviço que é iniciado uma vez (usualmente, quando o sistema é ligado), entra em stand by e, na hora certa, executa a(s) tarefa(s) programada(s) – usualmente, em background, ou seja, nos bastidores do sistema.

Outro exemplo de daemon é o servidor FTP, que fica em stand by, quando não está sendo usado.

O daemon crond já vem instalado na maioria das distros Linux e costuma ter algumas tarefas corriqueiras, já agendadas, como padrão.

Se você quiser saber o estado do seu crond, rode o seguinte comando:

ps aux | grep crond

O meu resultado foi este:

root 311 0.0 0.7 1284 112 ? S Dec24 0:00 crond

2914659 20624 0.0 0.0 112364 856 pts/1 SN+ 12:49 0:00 grep crond

A primeira linha, indica que o crond está sendo executado no meu sistema.

Se ele não estiver rodando no seu sistema, ou ele foi desligado (por você ou outro usuário) ou apenas nem foi iniciado.

Para iniciá-lo, você pode adicionar a linha crond a um dos scripts de inicialização ou rodar o aplicativo manualmente, como root:

crond

como usar o cron

Dentro do diretório /etc/, é possível encontrar subdiretórios chamados cron.hourly/, cron.weekly/, cron.daily/, cron.monthly/. O princípio é simples, assim – ao copiar um script para dentro de um destes diretórios, ele será executado a cada hora (hourly), a cada semana(weekly), a cada mês (monthly). A frequência com que o script será executado, depende do nome do diretório, portanto.

É possível ter mais flexibilidade no modo como a tarefa será executada, através da edição do arquivo /etc/crontab. Em um típico servidor Debian, este arquivo tem a seguinte aparência:

SHELL=/bin/sh
PATH=/usr/local/sbin:/usr/local/bin:/sbin:/bin:/usr/sbin:/usr/bin</p>
<p># m h dom mon dow user	command
17 *	* * *	root    cd / &amp;&amp; run-parts --report /etc/cron.hourly
25 6	* * *	root	test -x /usr/sbin/anacron || ( cd / &amp;&amp; run-parts --report /etc/cron.daily )
47 6	* * 7	root	test -x /usr/sbin/anacron || ( cd / &amp;&amp; run-parts --report /etc/cron.weekly )
52 6	1 * *	root	test -x /usr/sbin/anacron || ( cd / &amp;&amp; run-parts --report /etc/cron.monthly )
#

Você pode verificar o arquivo, no seu sistema, com o seguinte comando:

cat /etc/crontab

explicando o arquivo crontab

As primeiras linhas, do arquivo, definem algumas variáveis usadas pelo cron. A segunda parte é a que exige um pouco mais de atenção. Vamos usar tabela para explicar a linha

# m h dom mon dow user	command
Item Descrição
m ou minute minuto – determina a quantos minutos, dentro de uma hora, o comando será executado. Os valores aceitos vão de 0 a 59.
h ou hour hora – determina a que hora o comando será executado e sua especificação segue o padrão 24h. Portanto, aceita valores entre 0 e 23 (sendo que 0 é meia-noite).
dom ou day of month dia do mês – determina o dia do mês em que o comando será executado. Se quiser que a tarefa seja executada no dia 25 do mês, use o valor 25.
mon ou month mês – determina o mês em que o comando será executado. Aceita tanto valores numéricos referentes aos meses do ano, como alfabéticos (e. g. August).
dow ou day of week dia da semana – aceita tanto valores numéricos de 0 a 7, como caracteres: sun, mon, tue, wed, thu, fri e sat, que correspondem, respectivamente a domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado.
user usuário – determina o usuário do sistema sob cujos privilégios o comando irá ser executado
cmd ou command comando – determina o comando a ser executado.

Notas:

  • Nos campos em que você não deseja fixar valor algum, pode inserir um asterisco ‘*’.
  • No campo dow, dia da semana, tanto 0 como 7 correspondem a domingo
  • Caso você determine valores para dom e para dow, o sistema não entra em conflito. O cron executa o comando nos dois casos
  • O Vixie Cron aceita listas. O que significa que você pode enumerar especificamente, por exemplo, os dias da semana em que você deseja que um script seja disparado. Veja um exemplo:
    59 11 * * 1,2,3,4,5 root backup.sh

    irá executar o script backup.sh toda segunda, terça, quarta, quinta e sexta, às 11:59

  • Se você preferir, pode usar assim:
    59 11 * * 1-5 root backup.sh

    onde 1 – 5 significa de segunda a sexta

  • Você também pode “pular” números. Veja como:
  • se você usar o valor */2 no campo dom, o comando irá rodar a cada 2 dias.
  • */5, no campo de horas, fará com que o comando seja executado a cada 5 horas
  • Os nomes dos meses e dos dias da semana não são sensíveis à caixa. Ou seja, tanto faz escrever Jul como jul. O importante é que você use apenas as 3 primeiras letras do dia da semana ou do nome do mês.
  • Você pode (e deve) inserir comentários para explicar o que está fazendo. Para isto, basta usar um ‘#’ no início da linha comentada.

O crontab é multiusuário

O Unix é um sistema, por natureza, multiusuário. Cada usuário que se conecta ao sistema pode, em tese, programar as próprias tarefas a serem executadas pelo sistema.

Assim, você, que tem um blog WordPress instalado em um servidor – que te forneça acesso SSH – pode programar um backup e determinar a frequência com que ele irá ocorrer.

Para começar a personalizar o seu próprio crontab, use o comando:

crontab -e

O sistema irá abrir o seu editor de textos padrão (o meu é o nano).

Se você quiser usar o nano também, para editar o crontab execute o seguinte comando:

export EDITOR=nano

Note que o seu crontab “particular” segue os padrões do arquivo /etc/crontab do sistema.

Uma vez terminada a edição, o cron faz a verificação sintática e permite corrigir possíveis erros. Se tudo estiver bem, é só deixar rolar.

Outros editores de texto

Usuários que se sintam mais confortáveis com outros editores de texto, podem faze a edição no aplicativo da sua preferência.

Depois de concluído, é só usar o comando crontab para substituir o seu arquivo crontab atual pelo arquivo que você acabou de criar.

Vamos supor que você tenha escrito as definições em um arquivo chamado meu.arquivo.cron, o comando a ser usado é o seguinte:

crontab meu.arquivo.cron

Outros usos

Para listar as definições atuais do crontab:

crontab -l

Para apagar e remover o seu crontab atual:

crontab -r

Como restringir acesso ao crontab

Quem é administrador de um sistema pode impedir que usuários tenham acesso ao cron. Você pode inserir, no arquivo /etc/cron.allow os usuários que têm permissão de alterar o crontab. O arquivo /etc/cron.deny é onde são inscritos os usuários que terão seu acesso negado ao serviço.

Uma maneira de restringir quase todos e permitir o acesso a alguns é adicionar a linha ALL ao /etc/cron.deny e ir acrescentando um a um os usuários aos quais você deseja liberar o acesso em /etc/cron.allow.

Veja como restringir o acesso de todo mundo ao serviço:

echo ALL &gt;&gt; /etc/cron.deny

Para permitir o acesso à usuária sandrinha, use o comando:

echo sandrinha &gt;&gt; /etc/cron.allow

Na ausência de qualquer um destes dois arquivos, o uso do cron, no sistema, é irrestrito — ou seja, todo mundo pode usar.

Se você tiver apenas o arquivo /etc/cron.allow e, nele, inscrever a usuária sandrinha, o sistema vai entender que todos os outros usuários estão proibidos e somente esta poderá fazer uso do serviço.

Com estas dicas básicas, você já estará habilitado a administrar as tarefas programadas no seu sistema. Mais informações podem ser encontradas com o comando man crontab.

Have fun!