Como reduzir o tamanho do arquivo de audio mp3

O caso aqui é o de reaproveitar todo e qualquer aparelho reprodutor de mp3, ou cartões de memória velhos e, sobretudo, com espaço para armazenamento muito limitado. Eu, mesmo, tinha um pendrive “guerreiro” de 256 Mb, que devia estar próximo dos 7 anos de uso — simplesmente não lembro de quando o comprei. Mas funciona bem em uma caixa de som com entrada USB.
Recentemente, converti uma coleção inteira de CDs para mp3, como cópia de segurança. Agora, para ouvir no dia a dia, não preciso de arquivos de 320 kbps – 128 kbps, ou menos, podem ser o suficiente.

MP3 Logo
MP3 Logo

Se você tem um iPod ou celular antigo, com espaço insuficiente para armazenar músicas, fazer um downsampling nelas pode ser uma solução — é possível triplicar a quantidade de músicas que cabem no dispositivo.
OBS.:A segunda parte deste artigo ensina a fazer esta tarefa com o gstreamer-tools.

Ferramentas necessárias para reduzir o tamanho do arquivo mp3

Os aplicativos necessários para realizar esta tarefa são o python-mutagen e o lame. Ambos podem ser baixados e usados livremente.
No Ubuntu, você pode instalar os dois primeiros via terminal (Ctrl + Alt + T), assim:

sudo apt-get install lame python-mutagen

Como converter os arquivos mp3

Você deve ter centenas de arquivos para converter, não apenas um, eu sei… — mas eu quero mostrar como tudo funciona. Sinta-se livre para pular esta parte, se quiser, apressadinho(a). 😉
Dentro do terminal aberto, digite o seguinte comando para resamplear a sua música (adapte o comando à sua situação, substituindo os nomes dos arquivos):

lame -V5 --vbr-new --resample 44.1 arquivo_original.mp3 arquivo_resampleado.mp3

Aguarde alguns intantes, enquanto os arquivos são processados e, depois, compare os tamanhos.

reduzir o tamanho do mp3
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Depois de concluído o trabalho, verifique os tamanhos dos arquivos.
Parece que vai dar pra reviver o antigo cartão de memória, ou não?
Como resamplear arquivos mp3
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Problemas que você pode ter com a conversão

Temos dois problemas com este método, por mais eficiente que ele seja:

  • O LAME não copia as tags id3 pro arquivo de origem — em outras palavras, na hora em que estiver tocando, o display do seu aparelho não vai mostrar as informações da música (nome, cantor, álbum etc) – o que pode ser um problema menor para quem vai tocá-las em um aparelho sem visor;
  • Como eu imagino que você tenha centenas de músicas para converter, todo este trabalho braçal não tem sentido.

Como converter muitos arquivos mp3

Para fazer o resampling de uma quantidade brutal de arquivos, o ideal é usar um script.
O Linerd do TuxTweaks, ensina a montar um este script que automatiza a nossa tarefa.
Em verdade, vos digo que serão 2 scripts. O primeiro lê todos os arquivos do diretório a partir do qual está sendo executado e os repassa pro segundo script, que faz o resampling e copia as tags id3. Todos os arquivos do diretório atual serão copiados para um segundo, chamado resample, criado pelo script.
A recomendação, aqui, é que você crie uma pasta (diretório) só para scripts e programas seus:

mkdir ~/bin
cd ~/bin

Copie o texto do script abaixo e cole-o dentro do seu editor de textos preferido. Salve-o como mp3shrink dentro do diretório criado para isto ~/bin

#!/bin/bash
#
# mp3shrink - Um script para resamplear todos os arquivos mp3
# em um diretorio. Este script chama o cptag que precisa
# estar no diretorio do mp3shrink. O cptag depende do lame
# e do mid3v2 (mid3v2 se encontra no pacote do python-mutagen
# É aconselhavel que os scripts fiquem no diretório  
# ~/bin.
######################################################

# Lita os mp3 no diretorio atual
ls *.mp3 > mp3_list
ls *.MP3 >> mp3_list

# Analisa os arquivos mp3 e substitui os espaços em branco por barras de escape.
sed -i 's: :\\ :g' mp3_list

# Verifica a existencia do diretorio resample. Cria um se nao existir
if
   test -e ./resample
then
   echo "diretorio/arquivo resample ja existe. deseja remover? (S/n)"
   read reply
   if
     [ "$reply" != "n" ]
   then
     rm -r resample
     mkdir resample
   else
     exit
   fi
else
   mkdir resample
fi

# Resampleia cada arquivo mp3 e grava as tags atraves do script cptag
cat mp3_list |while read song
do
   echo "$song"
   ~/bin/cptag "$song"
done

# fazendo a limpeza .... 
if
   test -e mp3_list
then
   rm mp3_list
fi
if
   test -e tag2.txt
then
   rm tag2.txt
fi
exit

Feito isto, crie o arquivo cptag, também dentro do diretório ~/bin. Segue o código:

#!/bin/bash
#
#cptag - Um script que resampleia arquivos mp3 com o LAME
#        e copia as tags id3v2 do original pro novo.
#
#####################

# Le as tags id3 e grava no arquivo
mid3v2 -l "$1" > tag2.txt

# Resampleia o arquivo de audio

lame -V5 --vbr-new --resample 44.1 "$1" "resample/$1"

# ajusta o valor da variavel 'title'
if
   grep TIT2= tag2.txt > /dev/null  #testa se a tag title existe
then
   title=`grep TIT2= tag2.txt | sed "s:TIT2=::"`
   echo $title
else
   echo "A tag title nao existe."
fi

# Ajusta a variavel 'album'
if
   grep TALB= tag2.txt > /dev/null  #testa se a tag album existe
then
   album=`grep TALB= tag2.txt | sed "s:TALB=::"`
   echo $album
else
   echo "A tag album nao existe."
fi

# Ajusta a variavel 'artista'
if
   grep TPE1= tag2.txt > /dev/null  #Testa se a tag artista existe
then
   artist=`grep TPE1= tag2.txt | sed "s:TPE1=::"`
   echo $artist
else
   echo "A tag artista nao existe."
fi

# Ajusta o valor da variavel 'track'
if
   grep TRCK= tag2.txt > /dev/null  # Testa se a tag track existe
then
   track=`grep TRCK= tag2.txt | sed "s:TRCK=::"`
   echo $track
else
   echo "A tag track nao existe."
fi

# Ajusta a variavel 'genre'
if
   grep TCON= tag2.txt > /dev/null  # Testa se a taf genre exsite
then
   genre=`grep TCON= tag2.txt | sed "s:TCON=::"`
   echo $genre
else
   echo "A tag genre nao existe."
fi

# Grava as tags no arquivo
mid3v2 -t "$title" -A "$album" -a "$artist" -T "$track" -g "$genre" "resample/$1"

exit

Agora, você precisa tornar estes dois scripts executáveis:

cd ~/bin
chmod u+x mp3shrink cptag

Feito!
Agora vá para o diretório em que se encontram todos os mp3 que você deseja resamplear e execute:

mp3shrink

O script vai guardar os novos arquivos em um subdiretório chamado resample. Dê uma olhada!
Divirta-se!

4 comandos fatais e proibidos pro Linux.

Há comandos que são extremamente danosos pro seu sistema operacional Linux, se executados inadvertidamente.
Felizmente, nenhum deles pode ser executado sem privilégios administrativos — mas você deve ser cuidadoso, mesmo assim.
Captura_de_tela-Breaking.Bad.S01E04.avi-1Se o seu objetivo é o aprendizado, o ambiente mais seguro para testar estes e muitos outros comandos é o virtual. Aprenda a criar uma máquina virtual e vá brincar com segurança dentro dela.

O comando que apaga tudo

A função do comando rm é remover arquivos — e ele pode remover diretórios inteiros também, sem pedir qualquer confirmação.
Ao executar o comando rm -rfv /, com privilégios de root todos os arquivos e diretórios do seu sistema serão eliminados.
Veja o que ele faz:

  • r — indica a recursividade. Todos os arquivos do diretório atual e seus subdiretórios sofrerão a ação do comando;
  • f — indica a ‘forçabilidade’. Todos os arquivos serão forçosamente removidos, independente de suas permissões;
  • v — liga a ‘verbosidade’. Torna tudo mais lindo ao exibir os arquivos à medida em que são eliminados no seu terminal;
  • / — indica o local em que a operação ocorrerá. Neste caso, a raiz. É isto que torna o comando todo tão perigoso;

Se você executar a linha sem privilégios administrativos, só os arquivos nos quais você tem permissão de escrita serão afetados.

Como executar uma fork bomb

Esta é uma das formas de se fazer um ataque de negação de serviços, que consiste em, basicamente, saturar os recursos de um servidor ao ponto de torná-lo indisponível.
A fork bomb apresentada a seguir faz com que o Linux ou o Unix opere definindo uma função, chamada ‘:’ e que refira-se a si mesma duas vezes – em background e foreground:

: (){ : | : & };:

No Linux, o administrador pode prevenir este tipo de ataque com o comando ulimit que impõe restrições à quantidade de processos simultâneos por usuário.

Formatar uma partição

Qualquer instalação decente do Linux estará distribuída em várias partições. O comando:

mkfs.ext4 /dev/sdaX</code>

vai aplicar uma formatação completa à partição /dev/sdaX.
Formatar um disco completamente, desta forma, pode ser útil no caso de se estar repassando a máquina para uma outra pessoa.

Escrever diretamente no disco rígido

Ao enviar a saída de um comando diretamente pro endereço do dispositivo de disco rígido não é apenas desaconselhável. É uma ação muito perigosa e danosa pro sistema de arquivos, em sua máquina.
Pode ser feito da seguinte forma:

ls > /dev/sda

Há várias outras formas de se danificar um sistema Linux/Unix — e, na maior parte delas, é necessário ter privilégios especiais para ter sucesso.
Distribuições Linux voltadas para usuários com menor nível de conhecimento costumam vir com algumas configurações que previnem a maior parte dos acidentes.

Seja responsável! 😉

Como fazer backup do seu banco de dados MySQL?

Cluster (Imagem: WikiMedia.)
Cluster (Imagem: WikiMedia.)

A segurança em TI, começa com as cópias de segurança (os backups):

  1. Sempre faça Backup de tudo o que é importante
  2. Teste frequentemente os seus backups — poucas coisas, em sua vida, serão tão frustrantes quanto, ao tentar se recuperar de um desastre, descobrir que não foram feitos adequadamente ou se corromperam
  3. Armazene adequadamente — mantenha as cópias de segurança longe do local em que se encontram os dados originais, para que não corram riscos de sofrer o mesmo incidente (roubo, incêndio, sabotagem etc).

Nenhum ‘esquema’ de segurança está completo se o foco for apenas a prevenção dos eventos sinistros. Política de segurança vai além da prevenção — uma vez que as possibilidades de ser vítima de invasão e acidentes são reais — por isso é fundamental ter um plano eficaz para uma rápida recuperação. Se os danos são inevitáveis, ter um plano B, C… pode minimizar significativamente os prejuízos.

Você é blogueiro? Tem um website ou portal?

Donos de sites e blogueiros têm razões adicionais para se preocupar com backup de todos os seus posts. O provedor pode tirar do ar e remover de seus servidores todo o seu trabalho, se acreditar que termos do seu contrato foram violados.
Veja como se colocar do lado seguro.

O nosso cenário

Neste post, vou mostrar como usar o comando mysqldump para fazer guardar cópias de segurança dos dados armazenados no seu servidor. Se você não se sente à vontade com comandos em modo texto, pode usar uma excelente ferramenta web, chamada phpMyAdmin, que faz o mesmo trabalho com alguns cliques.
Vamos usar algumas variáveis em meio aos comandos, para tentar torná-los mais compreensíveis. Se você não souber como preencher algumas destas variáveis, consulte o administrador do banco de dados. Veja quais são:

  • dbname — o nome do banco de dados
  • dbuser — o nome de usuário que vai acessar o banco. Em alguns casos, vamos usar o root (administrador)
  • dbpass — a senha do usuário do banco
  • dbhost — o servidor em que se encontra o banco. Em uma instalação local, normalmente é localhost

Como fazer backup do banco de dados com o mysqldump

O mysqldump é uma ferramenta eficiente para fazer backup do seu banco de dados na linha de comando, no servidor local ou remoto (via SSH). Ele cria um arquivo .sql com os comandos DROP, CREATE e INSERT. Veja como usar o comando mysqldump como root:

mysqldump -u root -p dbname > backup.sql

No exemplo acima, direcionamos uma cópia integral do banco de dados dbname pro arquivo backup.sql. Todos os comandos sql necessários para a criação de uma nova versão daquele banco, estão incluídos em backup.sql.
Para copiar mais de um banco de dados, separe seus nomes com espaços:

mysqldump -u root -p dbname1 dbname2 dbname3 > backup.sql

Se você quiser fazer backup de todos os bancos de dados do servidor, usar o parâmetro --all-databases torna tudo mais fácil:

mysqldump -u root -p --all-databases > backup-de-tudo.sql

Nota: O comando mysqldump bloqueia o banco de dados enquanto trabalha. Portanto, ele deixa os usuários sem acesso, enquanto está sendo executado. Em casos de bancos de dados muito extensos, ele pode demorar para ser concluído. O bom senso manda avisar os usuários com antecedência e não fazer backups demorados em horários de pico.

Como comprimir o arquivo de backup

Há vários motivos para comprimir o seu arquivo de backup:

  • arquivos de texto .sql grandes, atingem excelentes taxas de compressão;
  • quando comprimidos, podem ser enviados de um ponto a outro na rede muito mais rápido, consumindo muito menos banda;
  • você pode armazenar uma quantidade maior de cópias de segurança em uma mídia física (CD, DVD ou BluRay) ou em uma conta na nuvem.
    • Veja como é fácil realizar este processo, usando o exemplo anterior:

      mysqldump -u root -p --all-databases | gzip -9 > backup-de-tudo.sql.gz 

      Usamos o aplicativo gzip, presente na maioria das distro Linux, com o nível de compressão máximo (9), neste exemplo.
      Para descompactar, posteriormente, use o gunzip:

      gunzip backup-de-tudo.sql.gz

      Como restaurar o backup feito com mysqldump

      Não esqueça de substituir as variáveis pelos valores adequados, a seguir:

      mysql -u dbuser -pdbpass dbname < backup.sql

      Nota: A senha deve ser digitada “grudada” ao parâmetro -p.
      Para restaurar um arquivo de backup comprimido, faça assim:

      gunzip < backup.sql.gz | mysql -u dbuser -pdbpass dbname

      Se você deseja inserir os dados de backup.sql em um banco de dados já existente:

      mysqlimport -u dbuser -pdbpass backup.sql

      Como fazer um backup local e restaurar no servidor remoto

      Aqui, vou descrever o meu modo preferido de fazer backups. O problema é que nem sempre ele é aplicável — alguns provedores proíbem conexões, de fora, ao banco de dados. Ou seja, só aceitam conexões no localhost ou de dentro da sua própria rede. Quando isto ocorre, você recebe a seguinte mensagem ao tentar se conectar:

      mysqldump: Got error: 1045: Access denied for user ... 

      Neste caso, o correto é se conectar ao provedor primeiro. Depois, ao banco de dados. Clique aqui, para saber como se conectar ao MySQL, em um servidor remoto via SSH.
      Uma vez conectado, o mysqldump pode ser usado para realizar o serviço. Veja como:

      mysqldump -u dbuser-local -pdbpass-local dbname-local | mysql -u dbuser-remoto -pdbpass-remoto --host=dbhost-remoto -C dbname-remoto

      Nota: Fique atento, para usar os nomes e senhas corretos. Os valores e nomes locais são possivelmente diferentes dos valores remotos.
      Enfim, muito mais pode ser escrito sobre backups e, com toda certeza, há muitas outras formas de realizá-los para bancos de dados MySQL. O importante, mesmo, é fazê-los com frequência. Não se esqueça disto.

Como copiar arquivos recursivamente no linux (no terminal)

Você provavelmente veio parar aqui por que usou um comando semelhante a este:
cp -r /origem/*.mp3 /destino/
e não funcionou.
Há várias formas de fazer isto, com arquivos de qualquer extensão (*.mp3, *.jpg, *.txt etc.). Como você já sabe, cp -r não é uma delas.

Como copiar arquivos recursivamente com os comandos find e cpio

Estes comandos dão conta do recado. O primeiro encontra os arquivos do tipo desejado, recursivamente. O outro faz a cópia, mantendo a estrutura de diretórios.
Adapte a linha de comando, que segue, para que ela atenda às suas necessidades.
$ find /caminho/de/origem/ -name ‘*.mp3’ | cpio -pdm /caminho/de/destino/

LEIA MAIS

Veja o que as opções ‘-pdm’ fazem:

  • -p habilita a operação de cópia recursiva
  • -d cria a estrutura de diretórios no destino, de acordo com a original
  • -m preserva as datas de modificação dos arquivos

O comando grep

O grep pode ser visto como uma forma simplificada de consulta a um banco de dados em texto puro, em que cada linha representa um registro.
O utilitário pode ser usado para retirar um conjunto de strings (cadeias de caracteres) do resultado de um comando dado ou de um arquivo texto, por mais longo que seja.
Este artigo reúne uma coletânea de exemplos, que irão ajudar a entender bem o funcionamento do grep.

LEIA MAIS:

Use a caixa de busca para descobrir outros artigos que fazem uso de exemplos com o comando grep.

Exemplo básico de uso do comando grep

Para pedir uma lista dos processos em execução na máquina, podemos usar o comando ‘ps aux’.
Mas a lista pode ser muito extensa e você só quer saber (por exemplo) do ‘NetworkManager’:


ps aux | grep -i net

Observe que ele exibe e destaca todas as strings contendo a cadeia de caracteres “net” (veja a imagem, abaixo).
Captura de tela de 2013-02-22 13:42:27
Entenda o que foi feito:

  • O comando ps aux exibe todos os processos em execução.
  • O operador | redireciona os resultados do comando ps para o grep, que filtra as ocorrências de “net” do resultado.
  • O parâmetro -i, pede ao programa que ignore se as letras estão em maiúsculas/minúsculas.

Use o grep para filtrar resultados de arquivos de log do sistema

Certos arquivos de log do sistema são muito extensos e podem conter uma quantidade imensurável de informações irrelevantes pra sua situação.
O grep pode ajudar a encontrar “uma agulha no palheiro”.
Vejamos, como exemplo o arquivo de log /var/log/dmesg que contém informações atuais do que está ocorrendo no seu sistema.
Vamos visualizar seu conteúdo – deixando de fora tudo o que não se refere à nossa interface de rede eth0:


cat /var/log/dmesg | grep eth0

Captura de tela de 2013-02-22 14:09:19

Use o egrep para filtrar resultados com operadores lógicos

Outros comandos, como lshw, também retornam uma lista muito extensa e podem demorar muito para finalizar.
O interessante, aqui, é direcionar o resultado do comando para um arquivo texto, que será usado com muito mais facilidade.
Com o seguinte comando, você cria o arquivo lshw.log contendo o resultado do lshw:


sudo lshw > lshw.log

Este procedimento traz as vantagens de não precisar mais invocar o sudo, para obter o resultado do lshw e a velocidade com que o sistema lê e exibe o texto do lshw.log.
A seguir vamos usar uma versão diferente do grep, o egrep, para filtrar os resultados que se referem às nossas interfaces de rede eth0 e wlan0:


egrep -C 2 -i '(eth|wlan)0' lshw.log

Olha a explicação do comando acima:

  • -C 2 — inclui as 2 linhas acima e as 2 linhas abaixo daquela em que foi encontrada a string desejada.
    Assim você sabe em que contexto o resultado está inserido.
  • -i — desativa a sensibilidade às ‘caixas’, ou seja, tanto faz se os caracteres estiverem em minúsculas ou maiúsculas.
  • o operador lógico | ou pipe — Desde que a string termine com ‘0’, tanto faz que seja ‘eth0’ ou ‘wlan0’.
    Assim, ficam incluídos os resultados referentes à interface de rede a cabo e sem fio.

Captura de tela de 2013-02-22 14:34:04

LEIA MAIS:

Como encontrar arquivos com o comando grep

Você pode usar o utilitário também para encontrar arquivos de texto pelo seu conteúdo.
Para pesquisar recursivamente no diretório atual por arquivos que contenham a palavra “firefox”, use-o da seguinte forma:


grep -iR 'firefox' *.conf

comando grep para encontrar arquivos por conteúdo

Conclusão

Como dicas finais, ao fazer a pesquisa dentro de arquivos grandes, gosto de usar os parâmetros ‘-n’ e ‘--color‘.
O primeiro numera as linhas, tornando mais fácil, ao abrir o arquivo, encontrar algo que eu desejo alterar.
O segundo mostra a saída do comando em cores, o que também ajuda a discernir melhor os resultados.
Você pode obter mais informações sobre o comando ao executar o seu manual:


man grep

Divirta-se!