Como instalar um servidor web LAMP no Debian 9

Um servidor web é um ponto de início básico para poder instalar e usar uma série de outros softwares e serviços, como galeria de fotos, blog, fórum ou apenas um simples site HTML.
O LAMP é, basicamente, um web server Linux, que inclui o Apache, um banco de dados e suporte à linguagem de programação PHP.

O assunto já rendeu várias tags LAMP e posts diversos, neste mesmo site.
No decorrer do texto, sugiro clicar nos links, sempre que tiver alguma dúvida e queira se aprofundar um pouco mais em um ponto específico.
O conceito é bastante flexível, como podemos ver a seguir

O que é um servidor web LAMP

Como conceito, o LAMP inclui estas 4 “peças”:

  • Você pode usar uma das diversas opções Linux disponíveis. Neste texto, estamos nos baseando no Debian 9 Stretch — que é uma versão LTS do sistema operacional, ou seja, vai ter suporte prolongado até 2022, após quase 2 anos de desenvolvimento — uma ótima opção, portanto, a ser usada em um servidor. A gama de sistemas operacionais, contudo, inclui o FreeBSD e até mesmo o Windows. Neste último caso, o servidor leva o nome de WIMP (Windows, IIS, MySQL e PHP) e, como você pode ver no link para o Urban Dictionary, o termo costuma ter sentido pejorativo.
    Como alternativas, já escrevi sobre como instalar o LAMP no Ubuntu e no OpenSUSE.
  • O servidor web, de que falamos aqui, é o Apache. Alternativas comuns são o Nginx e o Lighttpd.
  • O banco de dados MySQL foi a escolha perfeita deste quarteto, por muito tempo. Hoje, há um processo de migração para o MariaDB em curso — e o Debian está seguindo esta tendência.
  • Por último, temos a escolha da linguagem de programação, até onde se estende a flexibilidade do conceito.
    As escolhas mais comuns são, pela ordem, PHP, Python e Perl — que coincidentemente começam com a letra ‘P’.
    Entretanto, se quiser rodar apps web importantes, como o WordPress, e-commerce ou Piwigo, você vai precisar do PHP.
    Servidores Linux, contudo, já costumam incluir suporte ao Perl e ao Python.
    Se você tem interesse no uso de alguma destas duas opções, verifique se estão presentes no servidor com os seguintes comandos:

    
    perl --version
    
    This is perl 5, version 24, subversion 1 (v5.24.1) built for x86_64-linux-gnu-thread-multi
    (with 67 registered patches, see perl -V for more detail)
    
    Copyright 1987-2017, Larry Wall
    
    ...
    
    
    python --version
    
    Python 3.5.3
    

    Tenha em conta que o Python pode ter 2 versões independentes instaladas, em muitas distribuições GNU/Linux.

Como instalar o servidor web no Debian

O Debian tem uma ferramenta que automatiza a instalação de meta pacotes para o seu sistema.
Sugiro ler sobre o tasksel, mais tarde, para ver o que mais o utilitário pode fazer por você.
Para ter o Apache instalado e rodando, em poucos minutos, rode o seguinte comando:


sudo tasksel install web-server

debian tasksel web-server
Debian tasksel web-server install
Para verificar se o seu web server está funcionando direito, execute o seguinte:


sudo service apache2 status

[sudo] senha para justincase: 
● apache2.service - The Apache HTTP Server
   Loaded: loaded (/lib/systemd/system/apache2.service; enabled; 
   Active: active (running) since Sun 2017-07-16 12:26:00 -03; 15
 Main PID: 6524 (apache2)
    Tasks: 55 (limit: 4915)
   CGroup: /system.slice/apache2.service
           ├─6524 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─6526 /usr/sbin/apache2 -k start
           └─6527 /usr/sbin/apache2 -k start

jul 16 12:26:00 ultra-5 systemd[1]: Starting The Apache HTTP Serv
jul 16 12:26:00 ultra-5 apachectl[6513]: AH00558: apache2: Could 
jul 16 12:26:00 ultra-5 systemd[1]: Started The Apache HTTP Serve
lines 1-13/13 (END)

Procure por “active (running)“.
Debian test web-server Apache
Você também pode testar o Apache invocando o daemon diretamente (ops!), da seguinte forma:


sudo apachectl -v

Server version: Apache/2.4.25 (Debian)
Server built:   2017-06-20T19:29:11

Outro método de verificar se tudo está OK, é acessar o servidor via web: abra o endereço http://localhost em seu navegador.

Até agora, já temos o Apache rodando no sistema.
Falta o banco de dados e o PHP…

Como instalar o MariaDB no Debian

O banco de dados pode ser instalado via apt:


sudo apt install mariadb-server mariadb-client 

Ainda existe a necessidade de instalar uma pequena biblioteca para ajudar na integração entre o PHP e o banco de dados, que iremos ver no próximo tópico.
Por enquanto, faremos uma rápida checagem:


mariadb --version

mariadb  Ver 15.1 Distrib 10.1.23-MariaDB, for debian-linux-gnu (x86_64) using readline 5.2

ou pode usar o service, como fez, anteriormente, com o Apache:


sudo service mariadb status

● mariadb.service - MariaDB database server
   Loaded: loaded (/lib/systemd/system/mariadb.service; enabled; vendor preset: enabled)
   Active: active (running) since Sun 2017-07-16 15:17:52 -03; 15min ago
 Main PID: 9974 (mysqld)
   Status: "Taking your SQL requests now..."
   CGroup: /system.slice/mariadb.service
           └─9974 /usr/sbin/mysqld

jul 16 15:17:50 ultra-5 systemd[1]: Starting MariaDB database server...
jul 16 15:17:51 ultra-5 mysqld[9974]: 2017-07-16 15:17:51 139788240409152 [Note] /usr/sbin/mysqld (mysqld 10.1.23-MariaDB-9+deb9u1) starting as proces
jul 16 15:17:52 ultra-5 systemd[1]: Started MariaDB database server.

Se o serviço não estiver active, ative-o assim:


systemctl start {apache2,mariadb}

Como instalar o PHP no Debian

Alguns tutoriais recomendam a instalação do PHP primeiro. Isto pouparia o tempo de reiniciar o Apache. Fora isso, o resultado é o mesmo.
O Debian 9 já usa, não somente, o MariaDB como padrão, como o PHP 7.0 em seus repositórios.
Tradicionalmente, a instalação é feita assim:


sudo apt install php php-mysqli apache2-mod-php7.0

Instale o phpmyadmin

Por fim, o phpmyadmin cumpre duas funções neste processo, como um todo.
É raro realizar operações diretamente no banco de dados, se você pretende usar aplicativos como o WordPress — uma vez que há plugins para isso.
Mas nem todo mundo gosta de confiar tarefas de manutenção do banco de dados a ferramentas de terceiros.
Além disto, os plugins acrescentam “peso” ao seu site e o “manual das boas práticas” manda não abusar do recurso.

O phpmyadmin, permite realizar tarefas administrativas nos bancos de dados MySQL/MariaDB.
A ferramenta representa um meio-termo entre a simplicidade dos plugins e a complexidade da linha de comando (CLI).

A segunda função do aplicativo é ajudar a verificar se toda a instalação, feita até aqui, ocorreu bem.


sudo apt install phpmyadmin


Isto feito, não se esqueça de reiniciar o serviço do Apache:


sudo systemctl restart apache2

O fato é que se ficou faltando alguma coisa, nos passos anteriores, a instalação do phpmyadmin irá cuidar de garantir que todas as dependências estejam instaladas e configuradas.
phpmyadmin frontscreen
Basta abrir a página http://localhost/phpmyadmin, para ver se tudo está bem ou não.

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Como configurar o módulo mpm prefork para melhorar a performance do servidor web Apache

Ao concluir a instalação do seu servidor web Apache, pode ser interessante realizar alguns ajustes na sua configuração para obter um melhor desempenho ou adequá-lo às condições de hardware e de uso.
Neste post, vou mostrar como ajustar o mpm_prefork.conf do Apache.
apache-feather-logo-24colors
As informações contidas neste post foram testadas em um sistema operacional Debian 8.2 “jessie”, com o servidor web Apache 2.4 padrão da distribuição — e servem para Ubuntu 14.04 LTS (ou superior) também.
Outras diretivas e parâmetros de configuração, presentes no Apache, precisam ser incluídas no ato da compilação do software — e, portanto, não serão abordados neste texto.
Para saber a versão do seu servidor Apache, use o seguinte comando:

sudo apache2 -v
Server version: Apache/2.4.10 (Debian)
Server built:   Aug 28 2015 16:28:08

O que é o MPM prefork do Apache?

MPM é sigla para Multi-Processing Module ou Módulo de Processamento Múltiplo (em uma tradução livre).
É responsável pela implementação de um servidor web sob a “metodologia” non-threaded, em um servidor pre-forking, que lida com as requisições de modo similar ao do Apache 1.3. (Veja o quadro ao final deste texto)
É apropriado para sites que precisam evitar a criação de threads, para manter compatibilidade com bibliotecas non-thread-safe (PHP, por exemplo…).
O MPM é autorregulado, de modo que raramente é necessário ajustar diretivas de configuração.

O conteúdo do arquivo mpm_prefork.conf

Para ver o conteúdo do arquivo de configuração, tema deste artigo, use o comando cat.
O conteúdo do meu arquivo mpm_prefork.conf (tirando os comentários) é o que segue:

cat /etc/apache2/mods-enabled/mpm_prefork.conf
#
<IfModule mpm_prefork_module>
	StartServers			5
	MinSpareServers			5
	MaxSpareServers			10
	MaxRequestWorkers		150
	MaxConnectionsPerChild  	0
</IfModule>

Estes são os valores originais.
O significado de cada uma destas linhas de configuração é o que segue:

  • StartServers — número de processos do servidor para iniciar
  • MinSpareServers — quantidade mínima de processos do servidor a ser reservada
  • MaxSpareServers — quantidade máxima de processos do servidor a ser reservada
  • MaxRequestWorkers — número máximo de processos do servidor permitidos para iniciar.
    Em versões anteriores ao Apache 2.4, era chamado de MaxClients
  • MaxConnectionsPerChild — número máximo de requisições que um processo do servidor deve atender

Como funciona o MPM

Um único processo é responsável pelo lançamento dos processos filhos, que ouvem as conexões e as atendem, quando chegam.
O Apache sempre tenta manter vários processos do servidor em reserva, prontos a atender novas requisições — desta forma, economiza tempo para criar novos processos filhos (forking) para atender a novas requisições.
As diretivas StartServers, MinSpareServers, MaxSpareServers e MaxRequestWorkers controlam o modo como os processos pais criam novos processos filhos para servir às novas requisições.
Em geral, o Apache é bom em se autorregular em função da demanda, de modo que muitos administradores de sites não vão precisar ajustar estas diretivas.
Manter os valores padrão é o recomendado para a maioria, portanto.
Sites que precisam servir mais do que 256 requisições simultâneas, contudo, podem precisar aumentar o valor de MaxRequestWorkers.
Caso os recursos de memória sejam limitados, pode ser necessário reduzir este valor para prevenir que o servidor faça thrashing — ou seja, faça uso da memória swap em disco (o que vai ocasionar um problema severo de lentidão).

O mais importante é que o MaxRequestWorkers seja grande o suficiente para comportar a quantidade de requisições simultâneas que você espera receber.
Ao mesmo tempo, o valor desta diretiva deve ser pequeno o suficiente para assegurar que haja memória RAM física suficiente para todos os processos.

Enquanto o processo pai é costumeiramente iniciado como root (UNIX e GNU/Linux) para se conectar à porta 80, os processos filhos são iniciados pelo Apache com privilégios de usuário comum.
As diretivas de Usuário e Grupo são usados para ajustar os privilégios dos processos filhos do Apache — que só precisam estar habilitados a ler aquele conteúdo que será servido.
A diretiva MaxRequestsPerChild controla a frequencia com que o servidor recicla processos, matando os velhos e criando novos.

A diretiva StartServers

Este parâmetro ajusta o número de processos filhos que devem ser criados na inicialização do Apache.
Uma vez que este número é controlado dinamicamente, em função da carga de trabalho do servidor web, geralmente há poucas razões para alterar este número.

A diretiva MaxSpareServers

O valor padrão desta diretiva é 10, de acordo com a documentação oficial do Apache (link no final do texto).
Este parâmetro determina o número máximo de processos ociosos do servidor.
É denominado processo ocioso aquele que não esteja trabalhando com alguma requisição.
O processo pai vai ‘matar’ os processos filhos ociosos, assim que sua quantidade exceder o limite determinado em MaxSpareServers.
Ajustar este parâmetro só é necessário em sites muito ocupados.
Se você ajustar o valor deste parâmetro para um número igual ou menor do que o valor de MinSpareServers, o Apache irá automaticamente reajustá-lo para MinSpareServers + 1.

Ajustar os parâmetros MinSpareServers e MaxSpareServers para valores extremos é quase sempre uma idéia ruim.
Ao fazer isto, você adiciona ao servidor um excesso de carga de trabalho ou overhead, por que ele precisará terminar/iniciar, sem necessidade, os workers de reserva em execução no background.

A diretiva MinSpareServers

Esta variável ajusta o número desejado de processos filhos ociosos do servidor.
Como você já sabe, processo ocioso é aquele que não está lidando com alguma requisição.
Havendo menos destes processos do que a quantidade determinada em MinSpareServers, o processo pai irá iniciar a criação de novos processos filhos, a uma taxa máxima de 1 por segundo.

A diretiva MaxConnectionsPerChild

Delimita o número de conexões com que cada processo filho pode trabalhar individualmente.
Após atingir o valor definido em MaxConnectionsPerChild, o processo filho irá terminar (morrer).
Você pode ajustar o valor para 0 (zero), se quiser que o processo nunca expire.
Ao usar valores diferentes de 0, contudo, você vai limitar a quantidade de memória que cada processo poderá consumir em caso de vazamento acidental de memória.

Conclusão

Quando terminar de configurar estes parâmetros, não use o reload para reiniciar o Apache.
O certo é parar o servidor e, em seguida, iniciá-lo.
A razão disto é que nem todas as mudanças farão efeito até que você desligue o processo principal (inicial) do Apache.
No Debian, use o seguinte comando para isto:

sudo service apache2 stop
sudo service apache2 start
sudo service apache2 status

O resultado do último comando deve ser parecido com o que segue:

● apache2.service - LSB: Apache2 web server
   Loaded: loaded (/etc/init.d/apache2)
   Active: active (running) since Sex 2015-12-04 10:00:49 BRT; 1min 7s ago
  Process: 7399 ExecStop=/etc/init.d/apache2 stop (code=exited, status=0/SUCCESS)
  Process: 6561 ExecReload=/etc/init.d/apache2 reload (code=exited, status=0/SUCCESS)
  Process: 7451 ExecStart=/etc/init.d/apache2 start (code=exited, status=0/SUCCESS)
   CGroup: /system.slice/apache2.service
           ├─7465 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─7469 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─7470 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─7471 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─7472 /usr/sbin/apache2 -k start
           ├─7473 /usr/sbin/apache2 -k start
           └─7474 /usr/sbin/apache2 -k start

Dez 04 10:00:48 ultra apache2[7451]: Starting web server: apache2AH00558:...e
Dez 04 10:00:49 ultra apache2[7451]: .
Hint: Some lines were ellipsized, use -l to show in full.

O que são Non-threaded e Pre-fork no Apache?

Servidores web diferentes, tem diversas técnicas de manipulação das requisições HTTP em paralelo.
Uma das metodologias mais populares envolve o uso de threads — ou seja, o servidor web vai criar/dedicar uma única thread a cada nova requisição recebida.
O servidor web Apache suporta múltiplos modelos de tratamento de requisições — um deles, o MPM, usa threads.
Além disto, suporta um outro modelo chamado prefork MPM, que usa processos — no qual o servidor web cria/dedica um único processo a cada nova requisição.

Referências:

https://httpd.apache.org/docs/2.2/mod/prefork.html.
http://askubuntu.com/questions/488044/neither-prefork-nor-worker-settings-are-found-in-etc-apache2-apache2-conf-why.
http://wiki.zarafa.com/index.php/Apache_tuning.
http://stackoverflow.com/questions/1623914/what-is-thread-safe-or-non-thread-safe-in-php.
http://serverfault.com/questions/684424/how-to-tune-apache-on-ubuntu-14-04-server.

Como ocultar a versão do Apache no servidor

Neste post vou mostrar como alterar a configuração do Apache para não mostrar mais sua versão a requisições remotas. Esta é uma das várias medidas para fortalecer a segurança de um servidor web.
apache cadeado segurança
No artigo Como descobrir a versão do Apache em execução, mostro como obter informações sobre um servidor web remoto (e local). Neste artigo vou mostrar como inibir a exibição deste “excesso” de informações a pessoas estranhas.
Ninguém precisa saber que versão do Apache você está executando; que módulos você tem rodando e quais são as suas vulnerabilidades (baseado na versão do servidor web em execução).
Para ficar claro, o procedimento não protege contra vulnerabilidades existentes — mas dificulta a vida de quem deseja obter informações sobre o seu sistema.
Nos tópicos, a seguir, vou motrar como alterar as diretrizes ServerTokens e ServerSignature dentro do arquivo de configuração do Apache, para ser o mais objetivo possível. Depois vou explicar um pouco melhor a função delas.

Como configurar o Apache

Antes de se aventurar a alterar um arquivo do sistema, faça uma cópia de segurança dele:

sudo cp /etc/apache2/apache2.conf /etc/apache2/apache2.conf.original

Em seguida abra o arquivo com o seu editor de texto favorito (eu vou usar o nano):

sudo nano /etc/apache2/apache2.conf

Agora altere (ou inclua) as diretrizes a que me referi acima para os seguintes valores:

ServerTokens ProductOnly
ServerSignature Off

Agora, reinicie o Apache:

sudo apachectl stop
sudo apachectl start

Agora faça um teste:

HEAD http://localhost

Altere o comando acima para os valores adequados à sua situação.
Note que no meu resultado, na 6a. linha, o nome do servidor é exibido apenas como Apache. Sua versão não é divulgada, nem tampouco o nome do sistema operacional.

200 OK
Connection: close
Date: Tue, 10 Mar 2015 21:17:25 GMT
Accept-Ranges: bytes
ETag: "2cf6-50fc9c4fbc26b"
Server: Apache
Vary: Accept-Encoding
Content-Length: 11510
Content-Type: text/html

Se quiser aumentar um pouco mais os seus conhecimentos, veja os testes descritos neste artigo.

O que é ServerTokens

A diretriz ServerTokens controla quando o cabeçalho (header) de resposta do servidor deverá, ou não, incluir uma descrição genérica do tipo de sistema operacional instalado — bem como informações sobre módulos compilados e disponíveis para uso.
Dentro do arquivo de configurações /etc/apache2/apache2.conf, esta diretriz pode ter os seguintes valores:

  • ProductOnly ou Prod — Diz para o Apache mostrar apenas o nome produto (que é o software de servidor web): Apache.
  • Major — Permite mostrar parcialmente a versão do Apache. Por exemplo: Apache/2
  • Minor — Permite ao Apache mostrar um pouco mais de sua versão. Por exemplo: Apache/2.4
  • Minimal ou Min — Torna o Apache ainda mais verboso sobre a sua versão. Por exemplo: Apache/2.4.12
  • OS — Vai além da exibição do número completo da versão do Apache e dá uma dica do sistema operacional usado no servidor. Por exemplo: Apache/2.4.12 (Unix)
  • Full ou padrão (sem parâmetros) — Mostra outros dados, como a versão do OPenSSL. Por exemplo: Apache/2.4.12 (Unix) OpenSSL/1.0.1l

Ajustar a diretiva ServerTokens para menos do que minimal não é recomendado pela documentação oficial do Apache — uma vez que dificulta encontrar erros (interoperacionais) no produto.
Além disto, a “obscuridade” não é política de segurança ideal. O correto é manter os seus servidores atualizados e ficar “ligado” no que tange eventuais descobertas de falhas de segurança

A diretriz ServerSignature do Apache

Dependendo do seus parâmetros de configuração, esta diretriz permite exibir um rodapé nos documentos gerados pelo servidor web (mensagens de erro, mod_proxy, a listagem do diretório ftp, saída do mod_info etc.)
O motivo para deixar esta opção ligada é que, em uma cadeia de proxies, pode ficar difícil dizer em qual dos servidores houve um erro.
A opção padrão é Off.
As outras opções são:

  • On — Adiciona uma linha com o número da versão do servidor e o valor de ServerName do host virtual.
  • Email — cria uma referência mailto: ao ServerAdmin, que permite a um visitante contatar o administrador do documento em exibição.

Após a versão 2.0.44, do Apache, a informação sobre a versão do servidor passou a ser controlada pelo ServerTokens.
Este site tem outros artigos sobre Apache, MySQL, PHP e configuração de servidores. Use o campo de busca, no canto superior direito para descobrir mais textos interessantes para você.

Referências

Leia a documentação oficial do Apache, sobre o assunto deste post, aqui.

Como descobrir a versão do Apache em execução

É possível descobrir facilmente a versão em uso do servidor web Apache, tanto localmente como remotamente. Neste texto, vou mostrar alguns métodos simples para determinar qual a versão usada, desde que ela não esteja oculta.
Apache logo
Clique nos links para se aprofundar mais em algum assunto.

Como obter a versão do Apache localmente

Ao terminar de instalar um servidor LAMP (Linux, PHP, MySQL e Apache), é comum executar um teste ao final, para verificar se tudo está funcionando adequadamente — com o uso da função phpinfo().
Você também pode abrir um terminal e executar o Apache com opções de exibição de informações:

httpd -v

ou

apache2 -v

ou, ainda,

apachectl -v

Em qualquer um dos casos, o resultado deve ser semelhante a este:

Server version: Apache/2.4.7 (Ubuntu)
Server built:   Jul 22 2014 14:36:38

Estes comandos podem ser executados localmente ou em um servidor remoto ao qual você tenha acesso (via SSH, por exemplo).

Use o comando HEAD para obter informações sobre o Apache

O comando HEAD pode ser usado localmente. Mas ele é especialmente útil para obter informações sobre um servidor web remoto.
Experimente:

HEAD http://apache.org

O resultado desejado aparece no meio da listagem:

200 OK
Cache-Control: max-age=3600
Connection: close
Date: Mon, 09 Mar 2015 19:37:32 GMT
Accept-Ranges: bytes
ETag: "a259-510dfc9e07e99"
Server: Apache/2.4.12 (Unix) OpenSSL/1.0.1l
Vary: Accept-Encoding
Content-Length: 41561
Content-Type: text/html
Expires: Mon, 09 Mar 2015 20:37:32 GMT
Last-Modified: Mon, 09 Mar 2015 19:10:34 GMT
Client-Date: Mon, 09 Mar 2015 19:35:29 GMT
Client-Response-Num: 1

Se você tiver o curl instalado, também pode usá-lo para obter o resultado. Veja:

curl --head http://apache.org

A informação sobre a versão Apache, usada aparece já nas primeiras linhas:

HTTP/1.1 200 OK
Date: Mon, 09 Mar 2015 19:44:33 GMT
Server: Apache/2.4.7 (Ubuntu)
Last-Modified: Mon, 09 Mar 2015 19:10:34 GMT
ETag: "a259-510dfc9e07e99"
Accept-Ranges: bytes
Content-Length: 41561
Vary: Accept-Encoding
Cache-Control: max-age=3600
Expires: Mon, 09 Mar 2015 20:44:33 GMT
Content-Type: text/html

Captur de tela da execução do comando HEAD.
Use o comando grep, para ver apenas o que interessa:

curl --head http://apache.org | grep -i server
  % Total    % Received % Xferd  Average Speed   Time    Time     Time  Current
                                 Dload  Upload   Total   Spent    Left  Speed
  0 41561    0     0    0     0      0      0 --:--:--  0:00:01 --:--:--     0
Server: Apache/2.4.7 (Ubuntu)

ou, ainda

HEAD http://apache.org | grep -i server
Server: Apache/2.4.7 (Ubuntu)

Por questões de segurança, é comum administradores ocultarem este tipo de informação ao público. Por este motivo, é possível que alguns servidores não a disponibilizem — Leia mais, sobre como inibir estas informações no seu servidor web Apache.

Como acessar seus arquivos no servidor FTP com net2ftp

O net2ftp é um webapp cliente FTP que possibilita às pessoas acessar os arquivos no servidor, do navegador, sem a necessidade de instalar qualquer aplicativo extra.
Se você acessar o site oficial do net2ftp, vai ver um formulário, pedindo o endereço do servidor FTP que você deseja acessar, nome de usuário e senha — você pode acessar qualquer servidor do mundo, desde você tenha uma conta lá.
Captura de tela do net2ftp
A idéia, aqui, é que você instale o software do net2ftp (Ei! É grátis!) no seu próprio servidor FTP, em casa ou na empresa, para tornar o acesso mais rápido.
Qualquer dispositivo que possa navegar na Internet (tablet, smartphone, smartTV, PlayStation etc.) poderá acessar os arquivos do seu servidor.
Do lado do servidor, você precisa de:

  • Um servidor web Apache.
  • Um servidor FTP pronto e rodando.
  • Um pouco mais do que 7.5 Mb de espaço em disco.
  • MySQL é opcional — só é necessário pra quem tem o interesse em fazer logging de atividades e estabelecer limites diários de downloads a usuários.

Ao final deste texto, há alguns links para artigos que podem te ensinar a instalar fácil um servidor Apache e FTP, caso você ainda não tenha um.

Como baixar e instalar o net2ftp

O aplicativo é escrito em PHP e usa (opcionalmente) banco de dados MySQL.
De código aberto, você pode fazer o download completo a partir do site oficial:
http://www.net2ftp.com/homepage/download.html
Feito o download (da versão completa Full), descompacte o arquivo:

unzip net2ftp_v1.0.zip

“Tecnicamente”, você não instala o net2ftp, uma vez que o conjunto de scripts que compõem a solução, já vem pronto para funcionar — basta pôr tudo no lugar certo e dar permissão de acesso às pessoas.
Após descomprimir o arquivo ZIP baixado, entre no novo diretório criado.

cd net2ftp_v1.05/

Se você pretende copiar e colar os comandos acima, certifique-se antes se o nome e a versão presentes no seu sistema correspondem ao que se encontra descrito aqui.



Em seguida, copia o conteúdo da pasta files_to_upload para dentro do diretório, no seu servidor Apache, em que o net2ftp será executado. No meu caso, é o seguinte:

sudo cp -rv files_to_upload/ /var/www/html/net2ftp

Se você quer fazer upload para um servidor remoto, veja como usar o comando wput, para isto.
Altere as permissões da pasta temp:

sudo chmod 777 /var/home/www/html/net2ftp/temp/

Depois de copiados os arquivos, basta acessar o net2ftp:

http://192.168.254.20/net2ftp/

Tela inicial do net2ftp
Clique para ampliar.

Uma vez logado ao servidor FTP, através do cliente web, net2ftp, é possível baixar e enviar arquivos ao servidor.
visão do net2ftp de dentro do navegador.
Clique para ampliar.

Esta instalação já pode ser acessada de qualquer dispositivo da sua casa, que tenha um navegador básico: smartphone, tablet, smart TV etc.