Monitore a temperatura do seu HD com hddtemp

O aplicativo hddtemp serve para monitorar a temperatura do seu HD, através da leitura dos dados do S.M.A.R.T.

O QUE É S.M.A.R.T?

É um acrônimo para Self-Monitoring, Analysis and Reporting Technology — tecnologia de automonitoramento e análise, em português.
Trocando em miúdos, é um sistema de monitoramento desenvolvido para discos rígidos (HDs) e unidades de estado sólido (SSDs).
Seu propósito é antecipar falhas no dispositivo de armazenamento, o que permite ao usuário se prevenir de perda de dados. Você pode saber mais sobre o assunto no site do wikipedia.

O que o hddtemp faz?

O utilitário busca informações sobre a temperatura do disco rígido nos dados fornecidos pelo S.M.A.R.T — desde que o dispositivo tenha suporte ao recurso.
O aplicativo pode ser executado como um comando simples ou como daemon, para obter informações de todos os servidores.

Como instalar o hddtemp

O programa pode ser instalado no Debian ou no Ubuntu com o apt-get:

sudo apt-get install hddtemp

Nas distribuições baseadas no Red Hat, use o yum:

sudo yum install hddtemp

Se quiser, pode instalar o hddtemp direto do código fonte. Comece com o download:

http://download.savannah.gnu.org/releases/hddtemp/hddtemp-0.3-beta15.tar.bz2

Em seguida, instale-o no seu sistema:

tar xvjf hddtemp-0.3-beta15.tar.bz2
cd hddtemp-0.3-beta15
./configure
make
sudo make install

Em seguida, instale o banco de dados de temperatura de discos rígidos — você pode escolher instalar este arquivo em /usr/share/misc ou em /etc. Eu vou optar pelo primeiro diretório:

cd /usr/share/misc
sudo wget http://download.savannah.nongnu.org/releases/hddtemp/hddtemp.db

Se tudo correu bem, até aqui, já podemos seguir em frente com a diversão.

Como verificar a temperatura do drive com o hddtemp

Execute o comando em um terminal, informando o caminho do disco cuja temperatura você deseja verificar. Veja um exemplo:

sudo hddtemp /dev/sda

No meu sistema, o resultado foi este:

/dev/sda: TOSHIBA MK1652GSX: 49°C

Como monitorar a temperatura do HD remotamente

O hddtemp responde a requisições via rede TCP/IP, na porta 7634 — para que isto aconteça, é necessário rodar o aplicativo no modo daemon.
No exemplo, abaixo, vou mostrar como rodar o hddtemp no modo daemon e monitorando o dispositivo SATA /dev/sdb:

 sudo hddtemp -d SATA:/dev/sdb

Agora vá para outro computador e use o netcat para acessar o IP daquela máquina:

 sudo netcat 192.68.254 7634

No meu caso, o resultado foi este:

|/dev/sdb|TOSHIBA MK1652GSX|56|C|

Experimente no seu sistema.

MySQL: ferramentas de monitoramento

A comunidade do MySQL está bem servida de ferramentas de monitoramento de seus bancos de dados.
Neste texto, vou apresentar 4 delas, para monitorar o andamento das atividades no seu servidor MySQL — elas podem mostrar dados diversos, tais como o uptime, carga e performance do servidor no Linux.
O uptime, no MySQL tal como no Linux, se refere ao tempo em que o servidor está rodando ininterruptamente, desde a ultima vez em que foi ligado ou reiniciado.
Com as ferramentas, que seguem, é possível obter informações sobre o funcionamento do servidor do banco de dados — quantas queries por segundo estão sendo executadas, quantas threads, se há requisições lentas, entre outros dados estatísticos.

Mytop

Feito pra rodar no console, tal como o seu (quase) homônimo top, escrito em Perl, por Jereme Zawodny, o mytop roda no terminal e exibe as estatísticas do seu servidor MySQL — total de consultas, requisições lentas, uptime, carga etc. em formato tabular.

mysql mytop monitoramento.
Clique para ampliar.

O programa ajuda administradores a otimizar e melhorar a performance do MySQL na manipulação de grandes requisições e a reduzir a carga do servidor.

Mtop

O mtop é uma ferramenta similar ao mytop — também foi escrito em Perl e apresenta os dados de forma tabular similar ao top e ao mytop.
O aplicativo monitora as queries MySQL que estejam demorando mais a ser concluídas e as termina/interrompe após um determinado tempo.
Adicionalmente, permite acompanhar problemas relacionados à baixa performance, informações de configuração, estatísticas do funcionamento de servidor.
A última versão do mtop, para download, é de 2004 e, portanto, não se trata de uma ferramenta atualizada — e pode não funcionar na sua versão do MySQL.

Innotop

O aplicativo innotop é uma ferramenta de linha de comando em tempo real, usada para investigar e monitorar servidores MySQL locais ou remotos, rodando mecanismos de armazenamento (storage engines) InnoDB.
A ferramenta tem vários recursos e inclui opções e modos de operação que ajudam a monitorar diversos aspectos da performance do MySQL e ajuda a encontrar, se houver, problemas no servidor.
O aplicativo não tem pacotes nos repositórios oficiais na maioria das distribuições Linux.
No Red Hat, é preciso ativar o repositório (de terceiros) epel e, em seguida, instalar com o comando yum.

Mysqladmin

De todas as ferramentas, esta é a única que vem instalada por padrão, junto com todos os outros aplicativos do MySQL.
Pronta para uso imediato após a instalação, o mysqladmin realiza uma incontável quantidade de operações — tais como o monitoramento de processos, verificação das configurações do servidor, recarga de privilégios, visualização do status corrente, ajuste e mudança da senha root do MySQL, criação e remoção de bancos de dados etc.
Você pode verificar o status da sua instalação MySQL com o seguinte comando do mysqladmin:

mysqladmin -u root -p version

que deve retornar algo semelhante a isto;

Enter password: 
mysqladmin  Ver 8.42 Distrib 5.5.35, for debian-linux-gnu on i686
Copyright (c) 2000, 2013, Oracle and/or its affiliates. All rights reserved.

Oracle is a registered trademark of Oracle Corporation and/or its
affiliates. Other names may be trademarks of their respective
owners.

Server version		5.5.35-0ubuntu0.13.10.2
Protocol version	10
Connection		Localhost via UNIX socket
UNIX socket		/var/run/mysqld/mysqld.sock
Uptime:			2277 days 1 hour 27 min 47 sec

Threads: 3  Questions: 3204  Slow queries: 0  Opens: 235  Flush tables: 1  Open tables: 57  Queries per second avg: 0.000

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Conclusão

Das ferramentas descritas neste texto, para monitoramento de servidores MySQL, se destacam seguramente, mytop e innotop — sendo que a primeira é de facílima instalação em distribuições derivadas do Debian (Ubuntu, por exemplo) e a segunda em distribuições baseadas no Red Hat (CentOS, Fedora etc).
Se você precisa fazer monitoramento de transações, o innotop é a opção para você.
O mtop fica no artigo na posição do “só pra constar”. Ainda que se tratasse de um software que tivesse atingido o status de perfeito, o MySQL passou por diversas mudanças nos últimos 10 anos e ele não as acompanhou.
Se você não tem privilégios para instalar novos aplicativos no servidor, o mysqladmin é a opção para fazer o trabalho, uma vez que ele já vem no pacote do MySQL.

Use o Glances para monitorar o seu sistema Linux

Se tem uma coisa que não falta ao Linux, são ferramentas de monitoramento do seu servidor e de todos os dispositivos (de hardware ou software) que o compõem.
Além disto, o sistema torna o acesso ao hardware tão transparente que é possível montar fácil o seu próprio script, que monitore precisamente o que você quer.
Neste artigo, vou mostrar como funciona o Glances, uma ferramenta de monitoramento do sistema, multiplataforma, baseada na biblioteca curses.
O Glances se adapta ao tamanho da sua tela, exibindo o máximo de informação possível, dentro do espaço que lhe for destinado.
O programa pode também trabalhar no modo cliente/servidor, para fazer monitoramento remoto.
O utilitário é escrito em Python e usa a biblioteca psutil para encontrar os números e as estatísticas do seu servidor.

Como instalar o Glances

Sendo um aplicativo escrito em Python, é possível fazer a instalação através da ferramenta pip. Mas você pode instalar através das ferramentas convencionais do seu sistema também.
Se você optar pela instalação via pip:

sudo pip install glances

No Debian ou qualquer outra distro baseada no Ubuntu, instale assim:

sudo apt-get install glances

Para instalar no Fedora, no Red Hat ou outra distro baseada em uma destas:

sudo yum install glances

Como usar o Glances

Geralmente, o glances é executado direto na linha de comando do seu terminal:

glances
glances ferramenta de monitoramento Linux - tela principal
Clique para ampliar

Tabela de teclas de controle do Glances

Tecla Efeito Tecla Efeito
a ordena processos automaticamente c ordena processos pelo percentual de tempo das CPUs usado
m ordena processos pelo percentual de memória usado p ordena processos por nome
i ordena processos pela taxa do fluxo de Entrada/Saída (Input/Output rate) d exibe ou esconde estatísticas de uso de disco
f exibe ou esconde informações do sistema de arquivos n exibe ou inibe informações sobre o fluxo de dados na rede
s mostra ou esconde os dados dos sensores y mostra ou esconde os dados do hddtemp
l exibe ou inibe dados dos logs b altera o parâmetro de exibição das estatísticas do fluxo da rede para bytes ou bits
w apaga os avisos (warnings) dos logs x apaga avisos e logs críticos
1 informações globais de CPU e per-CPU t combina a exibição dos dados do fluxo da rede Rx/Tx
u exibe dados do fluxo da rede cumulativamente z exibe ou inibe lista de processos
q quit — sai do programa
Você também pode usar ESC ou Ctrl + C
h help — exibe ou inibe a tela de ajuda do programa

Como usar o Glances no modo cliente/servidor

O Glances pode ser usado no modo cliente/servidor para monitorar remotamente qualquer situação.
Para ativar este modo, é necessário ter em mãos os números de IPv4 ou IPv6 ou o hostname da máquina servidora.
Você pode iniciar o modo servidor em uma máquina, com senha (opcionalmente), assim:

glances -s -P minhasenha

Na máquina cliente, você usa o seguinte comando:

glances -c 192.168.254.3 --password
Enter the Glances server password
Password:
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Você pode usar o seguinte comando para fazer o Glances atualizar suas informações a cada 3 segundos:

glances -t 3

Conclusão

Isto encerra o “capítulo” do Glances no livro das ferramentas de monitoração do Linux. Se você acredita que este artigo lhe foi útil, compartilhe-o nas redes sociais, com os seus amigos.
Have fun!

Use o mpg123 com equalização

Para quem gosta de ouvir música no console e já usa o mpg123 ou o mpg321, vou mostrar como usar o recurso de equalização nestes aplicativos.
O mpg123 pode ser iniciado com a opção para aceitar comandos do teclado durante sua execução. Mas, entre estes comandos, não há qualquer um que permita alterar a equalização durante a reprodução das músicas.
O mpg321 não tem equalização. Já no mpg123, a sintaxe para usar um arquivo de equalização é esta:

mpg123 -E arquivo_de_equaliz.txt nome_do_arquivo.mp3

NOTA: O nome do arquivo de equalização pode ter qualquer extensão. Trata-se de um arquivo texto simples.

Como montar um arquivo de equalização

Vou mostrar como criar os seus próprios arquivos de equalização — você pode ter várias equalizações, em vários arquivos.
Um arquivo de equalização só precisa ter números, dispostos em 2 colunas — a primeira é referente ao speaker esquerdo e a segunda ao speaker direito:

0.0 3.0

Deve ter até 32 linhas — o que equivale a 32 canais.
Os valores vão de 0.0 a 5.0.

Exemplo de arquivo de equalização do mpg123

Para ajudar a entender, segue um arquivo exemplo:

# arquivo de equalização
# 32 canais de áudio: esquerdo e direito
# Ordenados do mais grave para o mais agudo
1.2 1.2
1.2 1.2
1.2 1.2
1.2 1.2
1.2 1.2
1.2 1.2
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
5.0 5.0
5.0 5.0
5.0 5.0
5.0 5.0
5.0 5.0
5.0 5.0

Você pode copiar este arquivo, colar no seu editor de textos preferido e alterá-lo de acordo com suas preferências.
As linhas com um # são comentários e são ignoradas pelo mpg123.

LEIA MAIS
  • mpg123 — conheça mais comandos e exemplos de uso do mpg123.
  • mpg321 — o clone do mpg123 pode executar suas músicas recursivamente. Veja como.
  • Zeya — use este software para fazer streaming de músicas do seu computador.
  • Como baixar e compilar o mpg123 — com esta opção, é possível montar uma versão mais eficiente do aplicativo, customizada pro seu sistema. Experimente!

Qual Ubuntu escolher?

O Ubuntu é um sistema operacional, de código aberto, com mais de 20 milhões de usuários, ao redor do mundo.
Ao acessar o site de download do Ubuntu no Brasil ou o site internacional, uma versão do Ubuntu é apresentada por padrão. Mas, será que ela é a mais indicada para você?
qual ubuntu escolher
Este texto é orientado a ajudar as pessoas escolher a versão mais adequada do Ubuntu para instalar.

Qual o melhor Ubuntu para máquinas mais antigas?

A cada 6 meses, uma versão nova do Ubuntu é lançada – tradicionalmente, nos meses de Abril e Outubro. Desta forma, você sempre tem uma versão atualizada para instalar e usar.
Não importa se sua máquina é nova ou velha — instale sempre a versão mais atual do Linux. As versões atualizadas vem sempre com correções de erros e melhorias pro seu hardware. Se a sua máquina for antiga, há uma probabilidade crescente de ela ser contemplada com uma maior quantidade de melhorias e correções de erros conhecidos.
Se você acredita que os recursos visuais das novas versões tornam a máquina mais lenta, há meios para desligá-los. Não faz sentido optar por uma versão velha e ultrapassada do Linux.
Se a sua máquina tem recursos muito restritos, então você talvez deva considerar instalar outra distro Linux ou uma das variações do Ubuntu para máquinas com recursos limitados — mas siga a regra: opte sempre pela mais atual.

O que é Ubuntu LTS?

LTS, em inglês, quer dizer Long Term Support — “suporte prolongado“, em português.
Para quem usa um computador em produção, para trabalho e necessita de mais estabilidade e confiabilidade, há as versões LTS do Ubuntu, nas quais a Canonical refreia seu ímpeto para empacotar os softwares mais novos e que ainda não foram suficientemente testados.
As versões LTS são voltadas ao público corporativo, profissionais liberais ou qualquer outra pessoa que precise privilegiar a estabilidade e a confiabilidade.
A Canonical tem atualizado as versões LTS a cada 2 anos. Cada uma delas tem 5 anos de tempo de suporte. Ou seja, A LTS mais estável, hoje, é a 12.04 — com suporte previsto até 2017.
Desta forma, sempre haverá 2 LTS disponíveis: uma estável e outra mais estável ainda.
Se você acha que a estabilidade não é tão importante e prefere ter os programas mais atualizados instalados em sua máquina, vá para a versão mais nova que houver disponível no site, independente de ser LTS ou não.
Em ambiente de produção, a versão LTS mais estável é a mais recomendada.
Aqui a regra sobre optar pela mais atual deve ser quebrada, caso você tenha uma necessidade maior de estabilidade. Pela lógica, a versão LTS anterior (no caso, a 12.04) tem mais tempo de estrada que a 14.04 — e, portanto, é a opção recomendada.

Ubuntu Alpha e Beta

Estas versões são o oposto das LTS: são versões de teste, que usam as últimas versões dos softwares disponíveis e com muito pouca estabilidade.
Se você tiver mais de um computador, pode separar uma máquina exclusiva para testes — e, nela, pode experimentar a versão Beta ou Alpha do Ubuntu.
As versões Alpha precedem as Beta e são, portanto, mais instáveis.

Por que eu deveria instalar Ubuntu Alpha ou Beta?

Em primeiro lugar, você não deve instalar software beta em máquinas de produção. Neste estágio, os programas ainda são muito instáveis e podem atrapalhar mais do que ajudar.
Há basicamente 2 motivos para instalar versões de teste de softwares:

  • Conhecer o que há de mais novo no desenvolvimento daquele software. Quando a versão estável for lançada, você já terá mais intimidade com ele do que a maioria das pessoas;
  • Ajudar no desenvolvimento — os beta-testers são muito bem vindos na comunidade Ubuntu. Uma das melhores maneiras de ajudar a sua distro favorita é usar sua versão beta e dar retorno sobre o que achou, como funcionou, os problemas que teve etc.
    Alguns projetos dão créditos aos seus beta-testers mais ativos.

Ubuntu 32-bit ou 64-bit?

A versão 32-bit é a escolha mais segura para quem tem máquina com recursos limitados.
Os desenvolvedores já portaram seus softwares ou os tem reescrito para o ambiente 64-bit — que aproveita muito melhor a capacidade e os recursos de seu hardware.
Se o seu sistema de hardware é 64-bit e você não tiver algum “motivo especial” para usar uma versão 32-bit, vá de 64-bit.

Ubuntu, Kubuntu, Xubuntu ou Lubuntu

A relação de derivados ou spins do Ubuntu é bem grande.
Como é impossível um único sistema operacional satisfazer a toda a sua base de usuários, desenvolvedores criam customizações a partir da distro original, para atender a usuários com necessidades diferenciadas.
O assunto merece um post exclusivo — por isto, vou procurar ser o mais sucinto possível aqui.
Instalar uma distro Linux em um pendrive, para testar, é sempre um bom ponto de partida, para começar a conhecer as opções que você tem.
Tanto o Ubuntu quanto o Kubuntu são opções com bastante recursos visuais. O ambiente gráfico do Ubuntu usa o Unity, que tem uma concepção bem moderna e que se integra bem a dispositivos com tela de toque.

LEIA MAIS:

O Xubuntu e o Lubuntu são voltadas para quem prefere mais simplicidade, menos recursos visuais e um ambiente mais rápido e ágil. São ótimas para quem tem uma máquina mais antiga ou para quem usa netbooks.
Espero ter conseguido demonstrar as qualidades e as diversas possibilidades do Ubuntu. Se você tiver alguma dica ou experiência pessoal, sinta-se à vontade para compartilhar com a gente, nos comentários.