Como impedir o Android de atualizar aplicativos automaticamente

Um celular recém adquirido vem com uma série de aplicativos pré-instalados.
Contudo, nem todos são desejáveis pelo dono. Ainda assim, permanecem lá, desafiando a sua boa vontade.

A irritação pode aumentar se houver pouco espaço no aparelho, somado ao fato de que alguns destes aplicativos começam a “inchar”, à medida em que vão sendo atualizados automaticamente pelo sistema — mesmo que você não faça uso deles.
Usualmente, são chamados de fatware, bloatware, crapware, crudware entre outros nomes.
Para ser sucinto, alguns destes softwares são de má qualidade, de tamanho desproporcional à sua utilidade (ocupam muito espaço e não servem para muito coisa) e, o pior de tudo, não podem ser desinstalados, sem aplicar o rooting no seu aparelho.

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Configurações: como parar as atualizações de aplicativos

Independente de você gostar de usar um aplicativo, frequentemente vai ver que ele é atualizado pelo sistema.
Atualização não é uma coisa ruim. Na verdade, manter os aplicativos atualizados é importante para a segurança do seu sistema.
Para desativar a atualização automática e passar a fazê-la manualmente,
Abra o menu de configurações dentro do aplicativo Play Store.

  • Ative a opção de Notificações (costuma ser a primeira) para receber avisos de que há versões novas dos aplicativos já instalados – o aplicativo só vai avisar;
  • Clique em Atualizar aplicativos automaticamente e selecione a primeira opção: Não atualizar aplicativos automaticamente
  • Configuração android - atualizar aplicativos

Desta forma, você será sempre avisado de que há atualizações, mas terá que fazê-las manualmente.

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Conclusão

Vale falar um pouco mais sobre as duas possibilidades de atualização: automática e manual.

  • A atualização manual permite que você leia sobre as novas versões dos aplicativos, na Internet ou nas revistas especializadas antes de decidir aplicá-las ou não.
    Não é incomum desenvolvedores lançarem novas versões de aplicativos com efeitos colaterais.
    Estar informado e poder decidir, evita aborrecimentos, com toda certeza.
  • Por outro lado, fazer uso de aplicativos sempre atualizados faz parte das boas práticas de segurança.
    Automatizar o processo pode evitar que, por ter esquecido, você continue usando uma versão defeituosa de um aplicativo — às vezes com falhas graves de segurança, já solucionadas nas versões mais novas.
  • Se você se incomoda com as notificações de atualização de aplicativos que você não usa, pode ir além, desativando-os ou removendo-os (mesmo que apenas parcialmente) — Leia Como desativar aplicativos no Android.

O equilíbrio é a chave, aqui.
Se optar por deixar muitos aplicativos para atualizar manualmente, você poderá se sentir incomodado(a) com um possível excesso de notificações.
Então estabeleça um limite razoável — eu sugiro um número máximo entre 5 e 10 apps, para ser atualizados manualmente.
Veja o que é melhor para você.

O aplicativo parou de responder? Use xkill para matar.

Relacionado ao comando kill, o xkill é usado no ambiente gráfico para matar janelas ou aplicativos que não estejam mais respondendo.
Pelos mesmos motivos expostos aqui, não deve ser usado o tempo todo. Você pode perder informações e tornar a sua sessão instável, ao abusar do uso deste método para terminar programas.

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Como fechar programas no ambiente gráfico do Linux

Quando um programa para de responder, no ambiente gráfico, você ainda tem opções para evitar a perda dos dados que estavam sob o trato do aplicativo.
Se o mouse ainda não parou de responder, tente fechar o aplicativo pelo próprio menu do sistema:

  • clique com o botão direito do mouse sobre a aba referente à janela do programa (na barra de tarefas);
  • selecione a opção Fechar F4;
  • confirme que você deseja terminar o programa
  • Aviso do sistema para fechar programa que parou de responder
    Clique para ampliar.

Só para constar: este é o jeito certo de fechar aplicativos que pararam de responder. Aguarde, pacientemente, enquanto o sistema fecha a janela do aplicativo.
Se isto não deu certo, use o xkill

Como usar o xkill para fechar aplicativos

Desenvolvido por Jim Fulton e pela programadora Dana Chee, o xkill, permite fechar arbitrariamente a conexão de um programa com o servidor X.
Se o xkill não for encontrado no menu do sistema, você pode iniciá-lo a partir de um terminal:

xkill

ao iniciar, o xkill transforma o cursor do mouse em uma “caveirinha“. Ao clicar dentro de qualquer janela, a caveirinha vai “tentar matar” o aplicativo que estiver rodando ali.
Se você se arrepender, aperte a tecla ESC no seu teclado para cancelar o “assassinato”.

Usar o xkill é recomendável?

Não. Não é.
Use-o apenas como último recurso.
Entre os resultados indesejados, você pode tornar o seu sistema instável e perder os dados que estavam dentro do aplicativo fechado.
Além disto, o xkill não garante o fechamento do aplicativo — a única coisa que ele se propõe é fechar sua conexão com o gerenciador gráfico de janelas.
Embora a maioria dos aplicativos costume abortar quando a sua conexão com o X é fechada, alguns podem optar por continuar rodando, em background.

LEITURA SUGERIDA

Como matar programas no Linux

Da série de comandos tradicionais do universo Linux e Unix, o comando kill permite interromper processos arbitrariamente.
Uma definição simplificada de processo é de que se trata de um programa ou uma tarefa em execução
É um sistema UNIX! Eu conheço isto! Kill
Ao iniciar, cada processo recebe uma identificação numérica única, atribuída pelo sistema — chama-se PID, Process IDentification.
Para “matar” um programa em execução, você precisa saber o PID dele (no final do artigo, vou mostrar como matar um processo sem saber seu PID).

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A sintaxe do comando kill

Apesar do nome, o comando kill serve para muito mais do que apenas matar processos.
Sua função é enviar sinais para processos e alguns destes não tem absolutamente qualquer coisa a ver com “morte”.
Sua execução segue, portanto, a seguinte forma:


kill -s SINAL PID

Nos exemplos, abaixo, vou mostrar outras formas de usar o comando.

Como encontrar o PID de um processo específico

O comando ps aux pode mostrar uma lista bem extensa de processos em execução, o que pode dificultar a busca.
É aqui que entra o comando grep, um velho conhecido da gente.
Para exemplificar, vou rodar o ftp em background (&) e determinar o seu PID com o grep em conjunto com o ps:


ftp &

[1] 2983

ps aux | grep ftp

proftpd   1242  0.0  0.1  11996  2172 ?        Ss   10:01   0:00 proftpd: (accepting connections)              
1000      2983  0.0  0.0   5212  1012 pts/5    T    11:51   0:00 ftp
1000      2985  0.0  0.0   4724   836 pts/5    S+   11:51   0:00 grep --color=auto ftp
[1]+  Parado                  ftp

Neste exemplo, o programa ftp tem o PID 2983. No seu sistema o PID será diferente. Verifique.

O comando kill, em exemplos

Uma vez que você já sabe como determinar o PID dos processos, já pode entender como usar esta informação em conjunto com o kill.
Há dois sinais básicos para indicar que se deseja interromper a execução de um processo:

  • SIGTERM(15) — que requisita educadamente a interrupção de um processo. Cabe a este aceitar ou ignorar o sinal. Se aceitar, ele finaliza sua própria execução, graciosamente e gravando o que precisa ser gravado. Há um sinal semelhante a ele, chamado SIGINT. Cada sinal atende por um número. O do SIGTERM é 15.
  • SIGKILL(9) — envia uma requisição ao processo para que este seja terminado imediatamente. Ele não pode ser ignorado e é sequer analisado pelo processo, que é interrompido incontinenti. O número deste sinal é 9.

Vamos ver como aplicá-los:
Podemos enviar um SIGTERM ao processo 2983, de 4 formas diferentes:


kill 2983
kill -s TERM 2983
kill -TERM 2983

ou indicando o número do sinal:


kill -15 2983

Para enviar um SIGKILL, use uma destas 3 opções:


kill -9 2983
kill -s KILL 2983
kill -KILL 2983

Espero ter deixado claro, como terminar um processo via terminal, no Linux. O ambiente gráfico tem um comando similar, chamado xkill, do qual falaremos em outro artigo.

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Como finalizar um programa sem conhecer o seu PID

Há casos em que um processo abre vários outros processos – em que um programa abre várias outras instâncias de si mesmo. Quando o usuário dá um ps no sistema, vê uma quantidade muito grande de PIDs para fechar.
Veja a figura, abaixo, onde se pode ver uma certa quantidade de processos do chromium-browser abertos.
comando ps aux linux
É possível fechá-los todos com o killall. Veja como:


killall chromium-browser

Você pode repassar o número de um sinal para o comando, assim:


killall -9 chromium-browser

Fácil, não é?

5 exemplos do comando shutdown no Linux

O comando shutdown, pra ser curto, desliga o seu sistema. Mas ele pode fazer isto de maneiras “diferenciadas”, se você conhecer algumas de suas opções.
Uma das minhas formas preferidas de usar o comando shutdown é a que permite programar o desligamento ou o reboot do meu sistema.
Em alguns casos, um administrador precisa programar um reinício — na maioria das vezes para aplicar certos updates no sistema. É coisa rara. Poucas atualizações no Linux precisam que a máquina seja reiniciada. Na maioria das vezes, apenas o serviço ou o daemon a que ela se refere é que precisa ser reiniciado.
Na maioria dos casos, as pessoas desejam programar o desligamento, por que vão sair e não querem deixar a máquina ligada durante sua ausência – mas também não querem interromper um download ou alguma outra tarefa que esteja sendo executada. A solução para isto é programar o shutdown para ser executado alguns minutos após o término previsto da tarefa em questão.

O que acontece ao executar o comando shutdown

Ao rodar o comando shutdown, o sistema é desligado de forma segura e todos os usuários (no terminal) são avisados. Além disso, poucos minutos antes de desligar, o sistema não recebe mais conexões novas.
Sim. Você precisa ter privilégios administrativos para desligar um servidor. Ainda mais, se quiser fazer isto remotamente.

Exemplos de uso do comando shutdown no Linux

Veja como reiniciar a máquina, com o comando shutdown:

sudo shutdown -r now

ou para desligar, mesmo:

sudo shutdown -h now

Você pode apenas avisar os usuários que o sistema será desligado e impedir novas autenticações no sistema, com a opção code>-k:

sudo shutdown -k now

Com o uso de -k o sistema não será desligado de verdade.
Se você quiser, pode programar o desligamento ou reinício do sistema. No exemplo, a seguir, vou programar a máquina para desligar em 30 minutos:

sudo shutdown -h 30

Esta é a mensagem que outros usuários irão receber em seus terminais:

Espalhar mensagem de justincase@JustInCase-Solaris-8
	(/dev/pts/5) em 1:04 ...

The system is going down for halt in 30 minutes!

Neste caso, o shutdown pode ser cancelado com o pressionamento das teclas Ctrl + C.
Um outro usuário, com privilégios administrativos, também pode cancelar o processo, de seu terminal, com o seguinte comando:

sudo shutdown -c

Para enviar uma mensagem aos usuários afetados pelo desligamento, use o comando desta forma:

sudo shutdown -r 30 "O sistema será reiniciado para aplicação de atualizações. Aproveite pra tomar um café."

Este seria o resultado de tal comando:

Espalhar mensagem de justincase@JustInCase-Solaris-8
	(/dev/pts/5) em 1:13 ...

The system is going down for reboot in 30 minutes!
O sistema será reiniciado para aplicação de atualizações. Aproveite pra tomar um café.

Use o shutdown para fazer duelos

Quando o chefe não estiver por perto, a brincadeira consiste em acessar a máquina do outro colega (via telnet ou SSH) e aplicar-lhe um shutdown antes que ele(a) o faça com você. Quem for mais rápido, vence.
Divirta-se!

Como criar um banco de dados no MySQL

Você pode criar um banco de dados no MySQL em 1 minuto direto na linha de comando – isto depende da velocidade com que você digita. Neste tutorial, vou mostrar como criar um banco de dados, usando o cliente MySQL.

Outros artigos que complementam este:

Comece por abrir um terminal e digitar o comando para entrar no cliente MySQL:

mysql -u root -p

CREATE DATABASE

Para exemplificar, vou mostrar a criação do banco de dados chamado biblioteca. Veja como:

CREATE DATABASE biblioteca;

Isto é o suficiente para criar um banco de dados no MySQL. Experimente criar um outro por conta própria.
Se quiser ver a relação dos bancos de dados criados use SHOW:

SHOW DATABASES;

Só pra lembrar, os comandos MySQL devem terminar sempre com “;” no final.

Como remover um banco de dados

Este comando não tem volta, é irreversível. Tenha cuidado com o que vai fazer.
Para remover um banco de dados criado use o comando DROP. Veja como:

DROP DATABASE biblioteca;

Conclusão

Agora você já sabe como criar bancos de dados no MySQL, leia outros textos sobre o assunto e aprofunde o seu conhecimento.

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