Configurar teclas de atalho no Ubuntu 10.10

A principal função das teclas de atalho é melhorar a eficiência no uso do teclado, evitando usar o mouse para percorrer menus atrás de aplicativos, por exemplo.
O acesso mais fácil a este recurso, no Ubuntu 10.10 é clicar em Sistema / Preferências / Atalhos de Teclado e configurar da maneira que achar melhor. Alguns atalhos já existem e podem ser usados do jeito que estão lá. Outros podem ser criados livremente. Como vocẽ pode ver, eu o configurei para que a combinação Mod 4 + Pause ative o meu reprodutor de mídia. Em tempo, a tecla Mod 4 corresponde àquela com o desenho de uma janelinha (em alusão a um certo sistema operacional), à esquerda no seu teclado.

Atalhos de teclado no Ubuntu 10.10
Atalhos de teclado no ubuntu 10.10

Uma outra forma, mais “sofisticada” para configurar os seus atalhos é através do gconf-editor. Para acessá-lo, use o atalho Alt + F2 e digte gconf-editor na caixa de texto. Tecle Enter.
Digitar o aplicativo a ser executado
Caixa de diálogo para executar um aplicativo

Para explicar rapidamente o meu caso, o meu netbook (obviamente) não tem todas as opções que se costuma ter em teclados maiores. Criar atalhos pode ser uma forma inteligente de contornar a falta das teclas multimídia e outras que tornam a vida mais fácil. O que me faz falta é uma tecla que acione rapidamente a suspensão do equipamento. Decidi que a combinação Ctrl + Alt + Pause seria a ideal para disparar o programa pm-suspend-hybrid, responsável por esta tarefa.
Com o gconf-editor aberto, a primeira coisa a ser feita é selecionar apps / metacity / keybinding_commands e clicar em command_1. Preencha o Valor com o comando a ser executado. No meu caso, o gksudo é necessário, uma vez que o pm-suspend-hybrid só roda com privilégios de superusuário (ótimo, por que evita a chatice de suspender a máquina acidentalmente).
keybindings_commands
apps / metacity / keybinding_commands / command_1

Feito isto, escolha a opção acima de keybindings_commands à esquerda: global_keybindings. Na janela grande, à direita, selecione run_command_1 e, na caixa de diálogo, digite a combinação de teclas que deverá disparar o comando.
global_keybindings
apps / metacity / global_keybindings

Clique Ok e feche o gconf-editor. Experimente, pra ver se funciona.

Readyboost no Ubuntu

Embora seja apresentado como readyboost no Linux, o cenário aqui descrito não tem muito a ver com o que a Microsoft propõe em seu sistema operacional – um sistema de cache do disco rígido em memória flash (pendrive). A única semelhança da solução demonstrada aqui é o uso do seu pendrive. Mas o propósito é outro: direcionar o swap para a memória flash, o que não tem qualquer coisa a ver com caching.
Sob certo ponto de vista, são duas coisas completamente opostas.

Vale a pena configurar o readyboost no Linux?

Não digo isto para desencorajar mas — sejamos realistas — O Linux funciona muito bem em sistemas com poucos recursos. Se a sua máquina foi adquirida depois de 2012, ela terá no mínimo 2 GB de memória RAM. Ainda que tenha apenas 1 GB de RAM, possivelmente nenhuma diferença será percebida na performance do sistema. O recurso do Readyboost usa memória de troca (swap) – Numa configuração como estas, o swap raramente é usado por um usuário normal.
Leia este artigo sobre como melhorar a performance do Ubuntu — o texto traz uma série de dicas e truques que, se aplicados juntos, podem dar uma “envenenada” na sua máquina (seja ela nova ou velha). A maioria das dicas vale para qualquer distro.

Como aplicar o readyboost no Linux

O Readyboost, no Linux, consiste em direcionar prioritariamente os dados que iriam pra partição dedicada ao swap, em seu HD, para o seu pendrive que, por não conter partes mecânicas, é mais rápido. Em um sistema com 512MB de memória RAM, ou menos, será possível notar diferença na performance. Uma advertência inicial: todo o conteúdo do seu pendrive será apagado durante este processo. Tire backup antes, portanto. Ao inserir o seu pendrive, o Ubuntu o montará e exibirá o seu conteúdo automaticamente. Clique sobre o ícone do pendrive na área de trabalho, com o botão direito do seu mouse e selecione Ejetar. Nós precisamos dele desmontado. Os comandos que seguem, partem do pressuposto de que o seu pendrive esteja conectado em /dev/sdb1. Adeque-os ao seu caso. Feito isto, abra um terminal com Ctrl+Alt+T e digite o seguinte comando:

sudo mkswap /dev/sdb1

Agora vamos direcionar o swap para o pendrive, com a máxima prioridade possível (32767):

sudo swapon -p 32767 /dev/sdb1

Para verificar se tudo foi feito corretamente, o comando a seguir mostra as partições swap em uso:

cat /proc/swaps

No meu caso, ele exibe o seguinte:

cat /proc/swaps
Filename				Type		Size	Used	Priority
/dev/sda1                               partition	1951740	0	-1
/dev/sdb1                               partition	249820	0	32767

A quarta coluna exibe o quanto está sendo usado do swap: 0 (zero).

LEIA MAIS

Existe uma técnica, para reduzir o uso do SWAP, que pode melhorar o desempenho do seu sistema Linux.
Leia mais sobre isto, aqui.

Considerações finais

A função do swap é servir de extensão à memória RAM.
— De forma resumida, quando esta fica saturada, os arquivos menos usados são realocados pro swap, que fica em um arquivo ou em uma partição exclusiva (recomendado). Este é o principal motivo pra solução descrita aqui não ter grande efeito em um sistema com grande quantidade de memória RAM, onde o swapping raramente é usado.
Contudo, ele tem outra utilidade, a de guardar todas as informações do estado atual do sistema quando este é posto pra hibernar. Neste caso, é possível experimentar melhor velocidade no processo de restabelecer o sistema. Neste caso, é necessário que o tamanho do espaço dedicado ao swap seja equivalente ao da memória RAM.

Geeqie

Visualizador de imagens é uma ramificação de outro projeto.

Geeqie

O Geeqie é um programa para apresentar/visualizar imagens. O projeto nasceu em Março de 2008, após 3 anos de inatividade do GQview, cujo código foi aproveitado pelos desenvolvedores. Por isto, aqueles que já usavam o programa anterior (o GQview), se sentirão em casa aqui.

Sua tela inicial se divide em um navegador, onde você escolhe os arquivos que deseja visualizar, as pastas que quer abrir e uma janela, à direita, onde as imagens selecionadas são exibidas.

Profissionais ou aficcionados por fotografia podem gostar muito da velocidade e eficiência com que ele trata imagens RAW (formato que contém todos os dados da imagem tal como foi captada pelo sensor da câmera. Normalmente, estes arquivos não são comprimidos).

Entre os recursos que eu achei interessantes está a janelinha de confirmação de exclusão de um arquivo, em que o Geeqie exibe uma prévia da imagem a ser removida. Pode evitar acidentes.confirmação

Usuários do Ubuntu, podem instalá-lo facilmente através da Central de Programas do Ubuntu, que pode ser acessada do Menu de Aplicativos (Alt + F1). Pros(as) aventureiros(as), sempre tem a linha de comando:

sudo apt-get install geeqie

Bug do KnetworkManager – solução

De forma objetiva, tenho notado a presença do bug no uso do KDE 4, no Kubuntu, desde a versão 10.04, Lucid Lynx. O problema já foi relatado por usuários do Maverick Meerkat 10.10 também.

Costuma-se dizer que, do nada, o KnetworkManager deixa de funcionar e o seu ícone passa a exibir uma das seguintes mensagens: “rede indisponível”, “não gerenciado”, “unmanaged” ou “disabled” (nas versões em inglês). Comigo, isto tem ocorrido quando o PC ou o notebook entra em hibernação. Tive que reinstalar tudo algumas vezes e sair desligando todas as opções de hibernar disponíveis – pra evitar que ocorresse de novo.
A solução é mais simples do que isto.
Como root (administrador do sistema) abra o arquivo /var/lib/NetworkManager/NetworkManager.state e ajuste-o para que fique assim:

[main]
NetworkingEnabled=true
WirelessEnabled=true
WWANEnabled=true

Entendeu? Todas as opções têm que estar “true”. Não esqueça de reiniciar a máquina, depois.

Continuando…

Para as próximas vezes em que o problema ocorrer, faça download do seguinte script.
Agora, abra um terminal e mude sua condição para executável. Quando o KNetworkManager parar de funcionar de novo, basta rodá-lo como administrador (root):
falken@Joshua:~/Download$ chmod aug+x raxb300P.txt
falken@Joshua:~/Download$ sudo ./raxb300P.txt

password for falken:
Checking for root…
You are root. moving on
Problem found..
Problem repaired.

E não esqueça de reiniciar.
Fontes: http://pastebin.com/raxb300P, http://ubuntuforums.org/showthread.php?t=1464187