Como instalar um servidor LAMP no Debian Linux

LAMP é uma abreviatura para LINUX – APACHE – MYSQL – PHP (ou Perl, ou Python…). Um servidor LAMP é útil para quem deseja criar páginas para Internet aplicativos web, mas quer testar em seu próprio computador antes de fazer os uploads.
lamp
Se você já está usando o Debian 9, sugiro a leitura de um texto mais atual, neste post https://elias.praciano.com/2017/07/como-instalar-um-servidor-web-lamp-no-debian-9/.

Como instalar o Apache

O Apache é o servidor web mais usado no mundo e pode ser instalado de maneiras diferentes no Debian. Umas das maneiras mais simples é através do aplicativo tasksel:

  1. No terminal, execute o tasksel
  2. Na tela do aplicativo, marque a opção Servidor Web
  3. Use a tecla Tab para ir até o botão Ok e tecle Enter

Captura de tela de 2013-03-13 16:25:16
Algumas questões serão feitas durante o processo de instalação e é seguro optar pela resposta padrão até a finalização.
Você pode instalar e configurar tudo (Apache, MySQL e PHP), com o tasksel, também. Leia mais aqui.

Como testar o Apache

O Debian tem um navegador em modo texto, que pode ser usado para esta tarefa: o w3m — mas você pode usar qualquer outro navegador para isto.
Execute o seguinte comando:


w3m http://localhost/

Se tudo tiver corrido bem, você terá uma tela parecida com esta:
Captura de tela de 2013-03-13 16:38:25
Para sair do w3m, tecle ‘Q’ e, em seguida, confirme a saída com ‘y’.

Como instalar o PHP

Vamos instalar aqui o PHP 5 e a biblioteca de integração do Apache ao PHP:


apt-get install php5 libapache2-mod-php5

Como testar a instalação do PHP

Execute o seguinte comando (ou copie e cole com Ctrl+C, Ctrl+V):


su -c "echo '<?php echo phpinfo(); ?>' > /var/www/html/teste.php"

Novamente, rode o w3m para verificar a instalação do PHP:


w3m http://localhost/teste.php

Captura de tela de 2013-03-13 17:05:00
Se você vir uma tela, semelhante à da figura, com informações sobre a instalação atual do PHP, é por que este está funcionando.

Como instalar o MySQL

Para instalar o MySQL execute o comando, a seguir:


apt-get install mysql-server mysql-client php5-mysql

Quando o instalador pedir, forneça uma nova senha pro MySQL e confirme-a, quando for pedido.
Captura de tela de 2013-03-13 17:11:34

Como instalar o PhpMyAdmin

Esta não é uma ferramenta essencial, mas ajuda a gerenciar os seus bancos de dados e tabelas no servidor, sem ocupar espaço significante no seu sistema:


apt-get install phpmyadmin

Novamente, aceite as configurações padrão durante a instalação (teclar Enter em algumas telas será o suficiente). O PhpMyAdmin vai pedir a senha que você cadastrou anteriormente para acessar o MySQL e vai pedir uma senha nova pro PhpMyAdmin (que deverá ser confirmada em seguida).

Teste do PhpMyAdmin

Como a página do PhpMyAdmin usa frames, é indicado usar um navegador mais sofisticado para testá-lo. Neste caso, o Firefox ou Chromium devem dar conta do recado. A página a ser acessada é http://localhost/phpmyadmin
Captura de tela de 2013-03-13 17:48:47
Divirta-se!

Magento: Instalar uma ferramenta de comércio eletrônico, passo a passo

Magento_logo

Introdução

O Magento é uma entre várias ferramentas de comércio eletrônico ou e-commerce disponíveis por aí. Há, basicamente, uma versão paga e uma comunitária. Aqui, vamos tratar da instalação da segunda opção, a Community Edition.

O ambiente e as ferramentas

Este artigo foi escrito na plataforma Ubuntu 12.10, mas as informações se aplicam a qualquer ambiente, uma vez que 99% das operações ocorrerão na web.

O banco de dados

Peça-chave de qualquer software de comércio eletrônico, um banco de dados tem que estar criado e disponível no servidor. Consulte o administrador do seu servidor sobre um banco de dados disponível para o Magento, com uma senha.

Instale o “baixador” no seu servidor

O site do Magento tem um aplicativo em .PHP que faz o download do magento e dá início ao processo de instalação: o magento-downloader-1.7.0.0.zip
Clique no link abaixo e escolha o pacote Downloader para baixar.

mg20-Captura de tela de 2013-03-06 23:46:42
Feito o download, extraia o conteúdo do pacote e faça o upload pro seu servidor.
O upload e a extração do pacote magento-downloader-1.7.0.0.zip podem ser feitos através do Painel de Controle do seu servidor.

Execute o downloader.php

Uma vez feito o upload pro seu servidor, é hora de rodar o downloader.php de dentro do seu site:
http://www.meusite.com.br/downloader.php
mg01-Captura de tela de 2013-03-06 11:22:19
Clique em “Continue” para ir para a etapa de validação, que irá verificar se o seu servidor atende aos pré-requisitos do Magento. Se tudo estiver bem, a sua tela terá informações semelhantes às da próxima imagem:
mg02-Captura de tela de 2013-03-06 11:24:33
Caso você tenha erros, informe-os ao seu administrador para que sejam corrigidos, antes de você continuar.
Logo abaixo, há um formulário. Preencha-o com as informações fornecidas pelo seu administrador (nome do servidor de banco de dados, nome do usuário e senha).
O botão Check for InnoDB Support verifica se as informações fornecidas estão corretas. Se estiverem, você pode prosseguir.
mg02-Captura de tela de 2013-03-06 11:25:40
Na tela Magento Connect Manager Deployment você precisa fornecer algumas informações sobre como o download da implementação do Magento deve ocorrer.
As recomendações da equipe de desenvolvimento do Magento são as seguintes:

  • Escolha a conexão via HTTP no primeiro campo. A opção FTP (mais lenta) é recomendada apenas no caso da configuração da sua rede não permitir outro tipo de acesso à Internet.
  • A versão do Magento a ser utilizada vai depender do uso que você pretenda fazer. Em ambientes de produção a versão stable é mandatória.
  • Em seguida, opte pela implementação via FTP Connection, que irá evitar que você tenha que ajustar permissões de arquivos (que vão te obrigar a incomodar novamente o administrador).

mg03-Captura de tela de 2013-03-06 11:28:14
E, se tudo tiver corrido bem, teremos chegado ao assistente de instalação do Magento.

O Assistente de Instalação

Até agora, verificamos se o nosso servidor está “em condições” de receber o Magento. O Magento’s Installation Wizard (ou Assistente de Instalação do Magento) vai nos guiar nas tarefas de baixar uma versão do software, instalá-lo e fazer alguns ajustes bem básicos.
Vejamos quais são as opções recomendadas, aqui. Note que um quadro preto, abaixo do formulário, semelhante a um terminal, vai mostrar o andamento do processo:
mg07-Captura de tela de 2013-03-06 15:31:38

  • Em Magento Connect Channel Protocolo as opções são FTP ou HTTP. Escolha a mesma que você usou anteriormente, em Magento Connect Manager Deployment.
  • Em Magento Version Stability, novamente opte pela mesma anterior. Se você escolheu a versão stable, é recomendado continuar assim.
  • No campo Custom Permissions escolha como serão aplicadas as permissões de execução, leitura e escrita às pastas e aos arquivos que serão baixados no servidor.
    • Yes – O administrador Magento CE será capaz de executar, alterar e ler os arquivos dentro das pastas que forem baixadas. Neste caso, especifique as permissões usando os valores no sistema númerico octal de acordo com o desejado.
    • No (recomendado) – Neste caso, são usadas as permissões padrão (default):
      1. Para pastas – 0777 (read, write, and execute)
      2. Para arquivos – 0666 (read and write)
  • Em Deployment type escolha o que já havia selecionado anteriormente. Há possibilidade de ocorrer erros mais pra frente, se não o fizer.

Feito isto, inicie o download e aguarde o final do processo:
mg07b-Captura de tela de 2013-03-06 15:32:50
Se houver alguma interrupção durante o download, é recomendável reiniciar a instalação, do começo.

Termos da licença

Feito o download, é necessário que você concorde com os termos da licença de uso antes de continuar.
mg08-Captura de tela de 2013-03-06 15:34:08

Localização

Na localização, você vai ajustar a sua futura instalação do Magento ao seu local, ao seu idioma e à sua moeda. Caso necessário, estes ajustes podem ser feitos posteriormente.
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Configuração

Na página de configuração, preencha os campos de acordo com as espedificações do seu servidor ou de acordo com as informações que o administrador lhe forneceu.
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As duas primeiras opções tornam as transações de compra e a administração mais seguras. Normalmente, as outras opções pode ser deixadas do jeito que estão.
mg10b-Captura de tela de 2013-03-06 15:55:11
No que tange a opção Use Secure URLs (SSL), a equipe do Magento recomenda ajustar as seguintes opções de acordo com o certificado SSL do seu servidor, caso ele esteja instalado:

  • Selecione a caixa Use Secure URLs (SSL); ajustes adicionais se tornam disponíveis ao clicar aqui.
  • Especifique a base completa da URL para a conexão SSL, no campo Secure Base URL e selecione a opção Run the admin interface with SSL.
  • Neste caso, é recomendado selecionar também a opção Use Web Server (Apache) Rewriters.
    E siga adiante

    Criar o administrador

    Preencha este formulário com os seus dados.
    Se você não quiser fornecer uma chave de encriptação (encryption key), o sistema criará uma para você. Será necessário guardar esta informação para o caso de querer mover a sua loja de um servidor para outro, mantendo os seus dados – no caso de você estar usando a Community Edition.
    mg12-Captura de tela de 2013-03-06 16:09:03
    Parabéns!!! Você concluiu a instalação.

    O que fazer agora?

    A tela de conclusão tem 2 botões: Go to Frontend e Go to Backend.
    A primeira opção leva à sua nova loja na Internet e a segunda leva à administração da loja. Divirta-se!

Como verificar a saúde do seu HD (disco rígido) com Ubuntu.

Sou defensor de um uso mais intenso do Linux pelo suporte técnico para diagnosticar e resolver problemas (quando possível) ou contorná-los.
Uma das vantagens técnicas ao começar a fazer um diagnóstico utilizando uma distro Linux é estar livre, de cara, de todo um ambiente infestado de vírus. É um problema (dos grandes) a menos.
Há um série de distros, cada qual com suas especialidades, que podem ser usadas pelo suporte técnico para diagnosticar e resolver problemas. Mas este não será o assunto aqui.

LEIA MAIS:

Um outro momento em que ter uma distro Linux à mão (dentro de um pendrive) pode ser na hora de comprar um computador usado. Este cuidado possibilita ver a saúde geral da máquina que se deseja comprar.
Vamos abordar uma forma rápida e simples de diagnosticar o seu disco rígido e, se houver, encontrar setores ruins ou bad sectors em sua superfície, utilizando a linha de comando.

Aviso

O programa que vamos usar aqui pode destruir os dados contidos no disco rígido, dependendo da maneira em que for usado. Faça backup dos seus dados sempre e seja atencioso no que faz. Você foi avisado.

Ao trabalho…

O sistema já vem com a ferramenta de que precisamos: o aplicativo badblocks. Ele precisa ser executado como administrador do sistema, por isso, certifique-se de ter os privilégios necessários para tal.
Abra um terminal com Ctrl + Alt + T e digite dentro dele o comando (trocando a referência ao seu HD aonde for necessário):
sudo badblocks -v /dev/sda1 > setores_ruins.log
Com este comando, desviamos todas as informações da tela para dentro de um arquivo texto chamado setores_ruins.log, que poderemos abrir e analisar com calma mais tarde. O ṕarâmetro -v faz com que a execução do comando seja mais verbosa, ou seja, exibe informações mais detalhadas do que está sendo feito.
Captura de tela de 2013-03-05 09:49:25
No caso de estar adquirindo um HD usado, já instalado no computador, o ideal é rodar o badblocks de um CD ou pendrive Linux live. O seguinte comando só pode ser rodado em uma partição que não esteja montada:
badblocks -nvs /dev/sda
Embora não seja um exame destrutivo, ele precisa ler e escrever dados no HD.

Como instalar Ubuntu em um pendrive

Há várias utilidades em se ter um pendrive com o Linux instalado, qualquer que seja a distribuição. Entre elas, eu citaria:

  • Suporte técnico – executar diagnósticos em uma máquina cujo sistema operacional esteja avariado
  • Privacidade – rodar o seu próprio sistema operacional, com seus próprios programas e gravando tudo dentro do seu próprio pendrive. Assim, você chega a qualquer computador, usa o seu sistema personalizado, navega na Internet, trabalha e vai embora sem deixar qualquer rastro pros xeretas.
  • Testar novas distros Linux – sem precisar fazer instalações novas e se arriscar a perder arquivos, você pode testar praticamente qualquer distro Linux. Aqui, vamos sugerir o download da versão de testes (em>beta ou alpha).
  • Distros especiais para ocasiões específicas – para quem deseja ter uma distro mais leve, com apenas os programas necessários para realizar certas tarefas, um pendrive pode ser muito útil para abrigar um sistema operacional e aplicativos exclusivos para tarefas de multimidia, servidor de arquivos, WEB ou banco de dados etc.

Ubuntu pendrive
Há várias outras aplicabilidades para esta situação, mas vamos ficar só nestas, por enquanto.
Comece por fazer o download da sua distribuição preferida. A sugestão, aqui, é ir à página do Ubuntu e pegar uma das que se encontra à disposição lá. Mas eu encorajo você a ser livre para escolher outra 😉

Aviso

Como sempre, mantenha backup dos seus dados. As dicas, aqui, podem formatar o seu pendrive e, portanto, apagar os dados contidos nele. Portanto, use um pendrive que não contenha informações relevantes.

Se você não estiver usando Ubuntu

Se você estiver usando Windows, este outro artigo vai te ajudar muito mais.
Algumas variações do Ubuntu, como o LUbuntu, não tem o software necessário instalado. Mas isto pode ser facilmente corrigido com um comando no terminal:

sudo apt-get install usb-creator-gtk

Em poucos minutos (dependendo da sua conexão) ele estará instalado e pronto para ser executado.

Criar disco de inicialização com Ubuntu

Abra o Dash apertando a tecla Supeŕ (aquela que tem o simbolo do Windows), à esquerda da barra de espaços. Faça uma busca por discos e selecione o Criador de Discos de Inicialização:
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Insira o seu pendrive e aguarde alguns instantes, enquanto ele é montado.
Captura de tela de 2013-03-05 11:42:29
Caso o Ubuntu abra janelas adicionais para acessar o conteúdo do seu pendrive, cancele e volte à janela do Criador de discos de inicialização.
Na primeira seção do quadro do Criador, selecione o arquivo .ISO que você baixou (lembra da Introdução deste artigo?)
0Captura de tela de 2013-03-05 13:42:38
Feito isto, opte por Apagar disco, caso não tenha dados relevantes no pendrive. Se você não mandar apagar, os seus dados atuais serão preservados.
Captura de tela de 2013-03-05 13:52:15
As últimas opções estão relacionadas à sua privacidade. Se você considera seguro armazenar seus dados pessoais no pendrive, opte pela primeira. Todo o seu trabalho e as personalizações ficarão armazenadas no pendrive, dentro da área que você definir.
Se você preferir um nível de privacidade mais paranóico opte por Descartar ao desligar. Assim, nada será armazenado neste pendrive. Caso você tenha uma conexão à Internet, poderá armazenar online, em algum local que você considere seguro.
Captura de tela de 2013-03-05 13:52:53
Feito as opções, clique no botão Criar disco de inicialização e aguarde a criação do seu “disco”/pendrive com Ubuntu (ou outra distro que você tenha escolhido).
Captura de tela de 2013-03-05 14:01:26
Para dar o passo final, será necessário dar a sua senha para ter acesso administrativo ao setor de boot do dispositivo.
Captura de tela de 2013-03-05 14:05:23
Ao final do processo, reinicie o seu computador. Deixe o pendrive conectado, para que o Linux se inicie a partir dele.
Captura de tela de 2013-03-05 14:09:37

Possíveis problemas

Em algumas máquinas, pode ser necessário acessar um menu de boot para indicar que você deseja iniciar a partir do pendrive. O acesso e a aparência deste menu varia de fabricante pra fabricante. Consulte o manual do seu computador para saber como chegar lá, caso ele não inicie do pendrive automaticamente.
Este menu pode ser semelhante ao da imagem abaixo.
bootmenu
Neste caso, a opção certa é “USB Flash Device“.
Ao seguir em frente, se tudo deu certo, o seu sistema operacional será carregado. Divirta-se.

O comando grep

O comando grep pode ser visto como uma forma simplificada de consulta a um banco de dados em texto puro, em que cada linha representa um registro. Pode ser usado para retirar um conjunto de strings (cadeias de caracteres) do resultado de um comando dado ou de um arquivo texto, por mais longo que seja. Os exemplos que vou dar aqui falarão por si.

LEIA MAIS:

Exemplo básico de uso do comando grep

Para pedir uma lista dos processos em execução na máquina, podemos usar o comando ps aux. Mas a lista pode ser muito extensa e você só quer saber (por exemplo) do que diz respeito ao NetworkManager:

ps aux | grep -i net

Observe que ele exibe e destaca todas as strings contendo a cadeia de caracteres “net”.
Captura de tela de 2013-02-22 13:42:27
O comando ps aux exibe todos os processos em execução. O operador | redireciona os resultados do comando ps pro comando grep, que filtra as ocorrências de “net” do resultado. O parâmetro -i, pede ao comando que ignore se as letras estão em maiúsculas/minúsculas.

Use grep para filtrar resultados de arquivos de log do sistema

Certos arquivos de log do sistema são muito extensos e podem conter uma quantidade imensurável de informações irrelevantes pra sua situação. O comando grep pode ajudar a encontrar “uma agulha no palheiro”.
Vejamos, como exemplo o arquivo de log /var/log/dmesg que contém informações atuais do que está ocorrendo no seu sistema. Vamos visualizar o seu conteúdo – mas vamos deixar de fora tudo o que não se refere à nossa interface de rede eth0:

cat /var/log/dmesg | grep eth0

Captura de tela de 2013-02-22 14:09:19

Como usar o egrep para filtrar resultados com operadores lógicos

Outros comandos, como lshw também retornam uma lista muito extensa e, como é o caso deste, podem demorar muito para finalizar a sua execução. O interessante, aqui, é direcionar o resultado do comando para um arquivo texto, que será usado com muito mais facilidade.
Com o seguinte comando, você cria o arquivo lshw.log contendo o resultado do comando lshw

sudo lshw > lshw.log

Note que o executamos com privilégios administrativos (sudo), conforme recomenda o manual do comando. Mas ele também funciona sem isso.
A seguir vamos usar uma versão diferente do grep, o egrep para filtrar os resultados que se referem às nossas interfaces de rede eth0 e wlan0:

egrep -C 2 -i '(eth|wlan)0' lshw.log

Explicando o comando:

  • -C 2 – inclui as 2 linhas acima e as 2 linhas abaixo daquela em que foi encontrada a string desejada. Assim você sabe em que contexto o resultado está inserido.
  • -i – desativa a sensibilidade às ‘caixas’, ou seja, tanto faz se os caracteres estiverem em minúsculas ou maiúsculas.
  • Operador lógico | – Desde que a string termine com ‘0’, tanto faz que seja ‘eth0’ ou ‘wlan0’. Assim, eu incluo os resultados referentes à interface de rede a cabo e wireless.Captura de tela de 2013-02-22 14:34:04
    LEIA MAIS:

    Como encontrar arquivos com o comando grep

    Você pode usar o comando grep para encontrar arquivos de texto pelo seu conteúdo.
    Para pesquisar recursivamente no diretório atual por arquivos que contenham a palavra “firefox”, use o comando da seguinte forma:

    grep -iR 'firefox' *.conf

    comando grep para encontrar arquivos por conteúdo

    Conclusão

    Como dicas finais, ao fazer a pesquisa dentro de arquivos grandes, gosto de usar os parâmetros -n e --color. O primeiro numera as linhas, tornando mais fácil, ao abrir o arquivo, encontrar algo que eu desejo alterar. O segundo mostra a saída do comando em cores, o que também ajuda a discernir melhor os resultados.
    Você pode obter mais informações sobre o comando ao executar o seu manual:

    man grep

    De um modo geral, o comando é isto aí.
    Divirta-se!