Crie toques mp3 com Audacity

O Audacity é um aplicativo para edição de arquivos de som, que trabalha com os mais variados formatos — mp3, ogg, wav etc.
Das dezenas de recursos disponíveis no aplicativo, vamos falar basicamente de dois, neste artigo, pois são os que mais interessam a quem pretende criar toques mp3 ou ringtones personalizados pro seu celular ou smartphone.

O aplicativo roda no seu PC e os requisitos de sistema são bem modestos: 64Mb de espaço em disco e um processador que “corra” a pelo menos 300Mhz.

Onde baixar o Audacity

O Audacity tem versões para 3 dos sistemas operacionais mais populares:

  • Linux — você pode fazer o download para este sistema operacional, neste site. Pra galera do Ubuntu e do Debian vou dar umas dicas extra, abaixo.
  • Windows — Usuários deste sistema operacional podem fazer download do Audacity aqui.
  • Mac OS — Usuários Mac, podem pegar o aplicativo aqui.

Se você usa Ubuntu, ou qualquer outra distro baseada no Debian, clique no botão abaixo para fazer a instalação automática:
apt://audacity
Se preferir, abra um terminal e use o apt-get:


sudo apt install audacity

Depois de fazer a instalação no seu sistema, me acompanhe no uso do Audacity para criar os toques mp3.

Inicie o Audacity e carregue um arquivo de áudio

Audacity - importar arquivo de audio mp3
Clique para ampliar.

O Audacity suporta vários formatos de arquivos de áudio. No mundo Android, a maioria são MP3 ou OGG.
Algumas versões do Audacity podem estar em português (de Portugal) e, portanto, o menu Arquivo deve estar sob o nome Ficheiro — se você quiser, pode usar um atalho de teclado, para abrir arquivos: Ctrl + o.
Escolha o arquivo de áudio em que você deseja trabalhar e vamos ao próximo passo.

Como cortar um arquivo MP3

Embora o título fale de arquivos em formato MP3, os procedimentos descritos servem para qualquer outro formato.
Localize, no canto superior da tela do Audacity, o botão Play. Com ele é possível iniciar, a qualquer momento a reprodução da música. Tenho certeza de que você não terá dificuldades com isto.
Logo abaixo dos controles, fica a área de edição, que mostra os diversos “momentos” da trilha de áudio, em azul.

Audacity - área de edição de arquivos de áudio
Clique para ampliar.

Se o arquivo de som for estéreo, haverá, pelo menos 2 trilhas de áudio: uma em cima (audio 1) e outra embaixo (audio 2).
Qualquer trecho da trilha de áudio é selecionável — basta clicar em um ponto e arrastar o ponteiro do mouse até outro.
A seleção pode ser feita em qualquer direção: da esquerda pra direita ou vice-versa.
Ao clicar no botão Play, apenas a trilha de áudio selecionada será tocada. Experimente.
Quando você já estiver craque em selecionar trechos da trilha de áudio, selecione a parte que você deseja transformar em toque mp3.
Uma vez selecionado, vá ao menu Editar e selecione a opção Aparar Áudio ou Títulos e, em seguida, Aparar áudio — na versão em inglês, Trim audio.
Com isto, o Audacity remove tudo o que estiver fora da seleção.
O seu toque mp3 já está quase pronto.

Como exportar o seu arquivo de áudio

Audacity - janela de progresso da exportação de um arquivo de áudio em ogg
Clique para ampliar.

Clique em Ficheiro (Arquivo) e, depois, em Exportar
Dê um nome pro seu toque ou ringtone e selecione o formato de gravação. O padrão é OGG e ele funciona bem em smartphones Android — mas nada impede que você use o velho e bom mp3.
Clique em Salvar e pronto. Já pode transferir o seu arquivo pro celular.

Como suavizar o início e o fim do toque

Se você sente que o seu toque poderia iniciar de maneira mais suave e terminar o volume baixando aos poucos, use o recurso Fade in/out, dentro do menu Efeitos.
O Fade in parte do volume 0 até atingir a altura normal. O Fade out parte do volume normal até 0.
Os efeitos são aplicados às áreas selecionadas na trilha de áudio.
Experimente outros efeitos especiais do Audacity em seu arquivo de áudio.
Espero que você tenha bons momentos de diversão — e não esqueça de compartilhar este artigo com os seus amigos, nas redes sociais.

O comando wput em 5 exemplos

O comando wput é uma versão do wget — só que ele faz o contrário: em vez de downloads, o wput faz uploads de arquivos pro servidor FTP, com a mesma eficiência e simplicidade. Se você já usa o wget para agilizar os seus downloads, vale a pena conhecer e usar o wput para fazer os seus uploads.
feat rede network-grayEu incluo o wput entre as ferramentas essenciais para quem trabalha com atualização de páginas na Internet — seja webdesigner ou programador web.
O wput é um cliente robusto para conexões FTP. Trabalha sem a necessidade de interação do usuário e pode rodar em background. Pode subir de um simples arquivo a diretórios inteiros pro servidor.
Se você tem problemas com a estabilidade de suas conexões, o wput foi feito pra você — ele tem suporte a retomada de downloads (resuming), ou seja, ele continua o trabalho, de onde parou.
Você pode, ainda, restringir a taxa de transferência dos arquivos, para evitar sobrecarga na sua rede. Ele é um excelente aplicativo para estar dentro de um script que transfira seus backups de um servidor a outro.

Como usar o wput

A sintaxe do comando é simples e intuitiva. Você deve informar os arquivos ou diretórios que serão enviados, nome do usuário ftp, sua senha, endereço do servidor e o diretório que irá receber os arquivos. Veja um exemplo da sintaxe:

wput arquivos_de_origem ftp://nome_de_usario:senha_de_usuario@meuservidor.com.br/diretorio_destino/

Vamos supor que eu deseje enviar os arquivos da pasta /var/www/html/ para a pasta /public_html, pro servidor fordlandau.net. Veja como fica:

wput /var/www/html/ ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

Note que no exemplo acima, o nome do usuário é a1308311 e sua senha é Grujz437.
Faça um teste, para ver como funciona para você, alterando os nomes para aqueles que se adequam à sua situação.

Verbosidade

Embora eu use o wput para atualizar sites e transferir arquivos de backup, nem sempre sinto necessidade de conferir o que está sendo feito o tempo todo.
Deixar uma janela, em um canto da tela, em um dos monitores, mostrando o upload é uma boa opção. Neste caso, gosto de usar o parâmetro --less-verbose, desta forma:

wput --less-verbose * ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

Use os coringas

Note que o *, no exemplo anterior, significa “todos os arquivos dentro do diretório atual”.
Você pode usar livremente os coringas. Se quiser subir apenas os arquivos PHP, use *.php.
O comando admite a flexibilidade de transferir vários tipos de arquivos, assim:

wput *.php *.html *.css ./includes/*.php ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

Pra quem já está acostumado a usar coringas, é simples assim.

Faça a transferência com mais discrição

Se você não deseja obter qualquer atualização visual do andamento dos uploads, pode usar a opção --quiet e, ainda pode jogar o comando “pros bastidores”, com a opção &, do Linux, ao final da linha de comando. Veja como:

wput --quiet * ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/ &

O wput tem uma opção melhor do que esta, com a opção --background — que joga a execução “pros fundos” e grava os resultados no arquivo de log ./wputlog, onde você pode verificar o que ocorreu (ou está ocorrendo) durante a transferência. Veja um exemplo:

wput --background * ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

A qualquer momento você pode ler o arquivo de log da transferência:

less ./wputlog

Como retomar uploads incompletos

Você pode interromper o envio de arquivos a qualquer momento — basta teclar Ctrl + C — e retomar o trabalho no ponto em que ele parou, mais tarde.
O resuming é o comportamento padrão do wput. Contudo, se quiser, você pode pedir para ele começar o trabalho todo de novo. A opção --reupload faz a transferência dos dados, mesmo que já tenham sido transferidos:

wput --reupload --less-verbose * ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

Limite o uso de banda nos uploads

Para evitar “incomodar” outros usuários e aplicativos na rede, você pode limitar o consumo de banda do wput com a opção de comando --limit-rate.
Se você quiser limitar o uso da banda para 14 mil bytes, pode usar o comando assim: --limit-rate=14K. Veja um exemplo:

wput --limit-rate=15K --reupload --less-verbose * ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

É importante frisar que o controle do uso da banda é feito pela média do uso. Ou seja, se você estabelecer um limite de 5K e, por conta da lentidão na rede, o wput só conseguir usar 2K, assim que lhe for possível, ele vai usar mais do que o limite de 5K, até restabelecer a média de 5K.
Portanto, não se espante com uma provável oscilação nestes números.

Parâmetros mais comuns de uso do wput

Agora que você já sabe usar o wput, caso precise, pode voltar a esta página e ir direto pra tabela abaixo, onde vou dar uma explicação geral e rápida sobre as opções do comando.

Opção longa Opção curta Descrição
–less-verbose -nv reduz “um pouco” o output do comando, mantendo o usuário informado do básico
–quiet -q desliga a verbosidade do comando. A opção contrária é o --verbose ou -v
–background -b opera “nos bastidores” e guarda as informações, por padrão, no arquivo ./wputlog
–limit-rate -l as duas opções divergem ligeiramente no uso: --limit-rate=tx ou -l tx — em que tx é o valor da taxa acompanhado da unidade, que pode ser K (KiB) ou M (MiB)
–reupload -u ignora a presença dos arquivos já transferidos e os reescreve. Refaz o upload. O padrão do wput, é a retomada no ponto em que parou na última vez e ignorar os arquivos que já foram transferidos e não sofreram alterações
–tries -t em conexões instáveis, com constantes quedas, você pode especificar um número de tentativas para cada transferência malsucedida. O padrão do aplicativo é -1, ou seja, número ilimitado de tentativas

conclusão

Para concluir, eu gostaria de fazer uma nota rápida sobre optar ou não pelo uso da versão “longa” ou curta ao escrever o comando.
Para usar um exemplo, a opção curta de --less-verbose é -nv — ambas fazem a mesma coisa.
O uso da opção curta serve para nos poupar tempo, no dia a dia. Dentro de scripts, contudo, tenha em mente que você pode levar meses ou anos para querer alterar seus códigos. É por isto que usamos comentários nos nossos scripts. O uso da versão mais longa ajuda a entender melhor o código que você escreveu meses atrás.
No final das contas, o uso das versões mais longas tornam a linha de comando autoexplicativa, poupando seus scripts de linhas e linhas de comentários.
Por fim, recomendo dar uma olhada na página do manual do comando: man wput — onde mais informações podem ser encontradas.
Como sempre, sinta-se à vontade para comentar e, se achar que o texto lhe foi útil, compartilhe o conhecimento com outras pessoas.
Divirta-se! 😉

Como importar os favoritos do Chromium pro Firefox

Eu estou dando uma chance pro Firefox, que parece rodar melhor dentro das versões mais recentes do Ubuntu e, para isto, vou importar os meus favoritos do Chromium, para usar no novo navegador.
Aqui, vou mostrar um passo a passo para trazer os seus favoritos do Google Chromium ou Chrome para dentro do navegador Firefox.

Como fazer backup dos seus favoritos no Chromium ou Chrome

Leve o ponteiro do mouse para cima da barra de favoritos do seu navegador e clique sobre um dos itens com o botão direito do mouse.
Em seguida selecione a opção Gerenciador de favoritos.
No painel de gestão de favoritos, selecione Organizar e, em seguida, Exportar favoritos para arquivo HTML…. Escolha um nome e grave o arquivo.
Este é o procedimento para fazer backup do Chromium. A seguir, vou mostrar como usar este backup dentro do Firefox.

Como importar o arquivo de favoritos de outro navegador pro Firefox

Clique no menu Favoritos no Firefox e selecione Exibir todos os favoritos.
No painel Biblioteca, clique no meu Importar e backup e selecione Importar dados de outro navegador. Em seguida, selecione o navegador do qual você deseja importar os dados.

importar e backup do chromium pro firefox
Clique para ampliar.

Vai aparecer uma tela referente ao navegador escolhido, na qual você poderá escolher exatamente as informações que deseja importar de lá.
No caso de estar em inglês, a opção Favoritos corresponde a Bookmarks.
Se isto não funcionou, ou não apareceu qualquer navegador como opção para importar dados (como no meu caso), siga pro próximo item, abaixo.

Como importar dados em HTML pro Firefox

Se não deu certo do jeito anterior, a alternativa é usar dentro do Firefox o arquivo de backup que você gerou, lá no começo deste artigo.
Ainda, dentro do menu Importar e backup, selecione Importar favoritos em HTML…. A seguir, localize e selecione o arquivo de backup gerado no Google Chromium.

como importat favoritos do chromium no firefox
Clique para ampliar

Uma vez feita a importação, surge uma nova pasta com os seus novos favoritos. Você pode alterar o nome da pasta ou arrastar os itens novos para reorganizá-los dentro dos menus de favoritos já existentes no Firefox.
Favoritos, Firefox, organizar e renomear os menus
Clique para ampliar

Divirta-se e não se esqueça de compartilhar o artigo nas redes! 😉

Como instalar flash pro navegador Google Chrome ou Chromium, no Ubuntu

Vou mostrar como instalar rápido e fácil o flash no navegador Google Chromium ou Chrome — no Ubuntu 14.04. O procedimento pode ser efetuado em apenas 3 passos e, provavelmente funcionará em outras distros.

Como instalar flash pro Chromium no Ubuntu 14.04

O Ubuntu 14.04 já incorpora a maioria dos pacotes do repositório Multiverse, o que já reduz os passos para instalar o flash para um.
Clique no botão abaixo, e instale o aplicativo:
Clique para baixar e instalar o aplicativo
Se preferir, abra um terminal e digite (ou copie e cole…):

sudo apt-get install pepperflashplugin-nonfree

Após a instalação, reinicie o seu navegador.
Tudo deve estar “nos conformes”

Como instalar o flash em versões anteriores do Ubuntu

No terminal, adicione os repositórios Multiverse com o comando add-apt-repository, assim:

sudo add-apt-repository "deb http://us.archive.ubuntu.com/ubuntu/ saucy universe multiverse"
sudo add-apt-repository "deb http://us.archive.ubuntu.com/ubuntu/ saucy-updates universe multiverse"

Atualize a lista de pacotes:

sudo apt-get update

Em seguida, instale o plug-in do flash:

sudo apt-get install pepperflashplugin-nonfree

Reinicie o navegador e veja se tudo está funcionando como o esperado.
Divirta-se! 😉

Combine os comandos PING e TRACEROUTE no Linux, usando o MTR

O mtr é uma ferramenta de diagnóstico da rede que combina as funcionalidades dos comandos ping e traceroute.
Ao iniciar, o mtr investiga a conexão de rede entre o computador local, em que ele está sendo executado (host) e o outro, indicado pelo usuário (hostname) — enviando pacotes com TTLs propositadamente baixos. Ele envia os pacotes continuamente e registra os tempos de resposta dos roteadores intervenientes. community_symbol_2
Isto permite exibir os percentuais e tempos de respostas da rota, via Internet, até o destino.
Um repentino aumento na quantidade de pacotes perdidos ou no tempo de resposta é um indicador de que há um link ruim ou apenas sobrecarregado na rota.
O mtr trabalha enviando pacotes ICMP e incrementa o valor do TTL até encontrar uma rota entre a fonte (onde ele é executado) e o destino.
O significado de MTR é My TraceRoute, ou meu traceroute.
Ao combinar o uso do ping com o traceroute, se torna uma ferramenta poderosa para diagnosticar a sua rede.
A ferramenta permite ao administrador diagnosticar e isolar erros na rede e, ao mesmo tempo, oferece relatórios úteis sobre o estado da rede.
Vou explicar, através de exemplos, como instalar e usar o comando mtr, ao longo deste artigo.

como instalar o mtr

No ubuntu 14.04, o mtr-tiny já vem instalado e responde por mtr. Este pacote não tem o aplicativo que roda no modo gráfico.
Portanto, se você instalar o mtr, através do apt-get, ele irá remover o mtr-tiny:

sudo apt-get install mtr

A saída do comando mostra o que será feito:

Lendo listas de pacotes... Pronto
Construindo árvore de dependências       
Lendo informação de estado... Pronto
Os pacotes a seguir serão REMOVIDOS:
  mtr-tiny
Os NOVOS pacotes a seguir serão instalados:
  mtr
0 pacotes atualizados, 1 pacotes novos instalados, 1 a serem removidos e 8 não atualizados.
É preciso baixar 58,4 kB de arquivos.
Depois desta operação, 39,9 kB adicionais de espaço em disco serão usados.
Você quer continuar? [S/n]

Usuários do CentOS e Fedora podem usar o yum:

sudo yum install mtr

feat rede network-gray

como usar o mtr

O aplicativo funciona em modo gráfico e em modo texto. O padrão é o modo gráfico.
Você pode fazer a experiência, com o seguinte comando:

mtr --curses nerdices.com.br

Este comando irá executar o aplicativo no modo texto, como você pode ver na imagem, abaixo:

mtr ping traceroute diagnósitco de rede
Clique para ampliar

Para interromper a execução, tecle q.
Para rodar a ferramenta em modo gráfico (padrão), o comando é mais simples:

mtr nerdices.com.br

rede mtr ping traceroute linux
Clique para ampliar

O mtr irá rodar em modo contínuo e interativo — até você o interromper.

Execute o mtr em Report Mode

Se você preferir, pode obter um resultado instantâneo do aplicativo.
Em vez de usar o modo interativo, use o modo de relatório com a opção --report.
Neste modo, o programa roda dentro de 10 ciclos e finaliza, exibindo um relatório útil para determinar a qualidade da sua rede. Veja:

mtr --no-dns --report google.com.br

Eu obtive o resultado abaixo:

Start: Wed Apr 23 14:14:32 2014
HOST: Voyager                     Loss%   Snt   Last   Avg  Best  Wrst StDev
  1.|-- 192.168.254.254            0.0%    10    1.5   1.8   1.2   2.8   0.0
  2.|-- 200.217.255.248            0.0%    10   49.7  37.5  22.6  64.0  13.4
  3.|-- 200.164.40.95              0.0%    10   46.1  51.0  22.4  79.8  18.0
  4.|-- 200.223.131.78             0.0%    10   68.4  87.3  68.4 115.0  14.0
  5.|-- 200.199.54.180             0.0%    10   80.5  85.0  65.6 130.0  18.4
  6.|-- 72.14.195.126             10.0%    10   83.9  83.9  69.4  95.9   9.7
  7.|-- 209.85.254.136             0.0%    10  108.4 116.7 108.4 126.3   6.2
  8.|-- 209.85.245.229             0.0%    10   88.2  78.3  68.1  88.2   7.5
  9.|-- 173.194.118.87             0.0%    10   79.7  77.9  68.2  92.1   9.1

No exemplo, acima, o mtr rodou por 10 ciclos, recolheu as informações e as exibiu antes de finalizar.
Você pode alterar a quantidade de ciclos, com a opção -c.

Entenda a saída do comando mtr

Segue o significado de cada coluna no relatório visto:

  • Loss% — mostra a perda, em percentual, dos pacotes, a cada ciclo
  • Snt — exibe o número de pacotes enviados (sent)
  • Last — latência do último (last) pacote enviado
  • Avg — latência média (average) de todos os pacotes
  • Best — mostra o tempo de viagem (Round Trip Time) mais curto da origem ao destino
  • Wrst — mostra o pior tempo de viagem da origem ao destino (worst RTT)
  • StDev — provê o desvio padrão (Standard Deviation) das latências para cada host

Uma boa dica, aqui, é prestar atenção no StDev, mesmo que o Avg pareça bom.
Os indicadores, como qualquer estatística, só funcionam se estiverem “entrelaçados”.
Um StDev alto é indício de que o Avg está distorcido por alguns erros de medição ou por excesso de flutuação. Neste caso, observe as colunas Best e Wrst para se certificar de que a média está boa.

Conclusão

O manual do comando alerta para o fato de que alguns roteadores dão baixa prioridade a pacotes ICMP ECHO, em favor de outros tipos de tráfego na rede.
A consequência disto é que a confiabilidade dos resultados provenientes destes roteadores pode ser comprometida.
Você pode obter maiores informações na página oficial do aplicativo em http://www.bitwizard.nl/mtr/ ou na página do manual:

man mtr

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