Como organizar seus contatos com mais eficiência no Android.

Samsung Galaxy S5
Organizar os seus contatos é uma das principais maneiras de poupar tempo, principalmente para quem usa muito o smartphone para… telefonar!

Contatos Android - Adicionar nova conta Google
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Vou te mostrar algumas opções de armazenamento de seus contatos e como evitar duplicidade, como deixá-los todos em um só lugar e a garantir a sua portabilidade. Como (quase) sempre, não existe o jeito certo. Veja qual destas dicas se encaixa melhor no seu estilo de vida e sinta-se totalmente à vontade para deixar um comentário sobre o assunto ou a sua própria dica de uso.

Armazenamento no telefone

É vantajoso e, até certo ponto, mais seguro armazenar suas informações no seu aparelho. Assim, você não compartilha suas informações de contato com o Google ou qualquer outra empresa online. O ruim é que se você perder o aparelho ou se ele for roubado, perdem-se junto as informações – a menos que você tenha feito algum backup.
Falando em backup… os softwares de armazenamento de contatos, que costumam vir instalados são ótimos e permitem compartilhar apenas o que você deseja e fazer os seus backups – no cartão de memória, online, via USB, Bluetooth etc.

Armazenamento de contatos no cartão SIM

Os cartões SIM atuais podem armazenar mais de 250 contatos. O seu método de armazenamento é muito simples: um contato e telefone por linha. Não é possível armazenar outras informações, tais como e-mail, endereço ou, mesmo, atribuir a um mesmo contato um segundo número de telefone.
Além das limitações extremas de armazenamento, o cartão SIM é tão vulnerável a perda e roubo quanto o aparelho em que estiver inserido.
O backup, aqui, também não é um problema. É comum as operadoras incluírem nos aparelhos comercializados softwares (de terceiros) para fazer backup (cópia de segurança, sincronização) deste conteúdo. Em alguns casos, pode-se optar por um processo automatizado de sincronização.

Passe a usar o Google

O Android tem tudo a ver com o Google. E o Google pode organizar os contatos para você.
Ao armazenar os seus novos contatos na sua conta Google, eles passarão a ficar disponíveis no Gmail e em outros serviços da empresa. Ao trocar de aparelho, temporariamente ou não, todos os seus contatos estarão disponíveis no novo, assim que você der login.
Por um lado, você ganha comodidade e eficiência na gestão dos seus contatos. Por outro, se torna mais e mais dependente de uma só empresa, de um só provedor de produtos – e isto pode ser um problema, principalmente no uso corporativo.

Outros serviços de armazenamento de contatos

Alguns celulares Samsung vêm com software para sincronizar os seus dados nos servidores desta empresa. É um serviço semelhante ao do Google. Infelizmente, não provê um e-mail com o domínio samsung.com aos usuários (seria pedir demais, não é?).
Se você optar por usar esta solução, saiba que a empresa não garante compatibilidade com outros produtos. Ainda assim, é possível exportar os dados daí e importá-los em outro aplicativo de outra empresa.

android importar e exportar lista de contatos
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Como exportar contatos do telefone para a agenda Google?

Este processo já foi complicado. Se a sua versão do Android for anterior à série 4.x.x, será necessário exportar os arquivos para o formato .csv ou vCard e, em seguida, importá-los (dependendo da versão) no aplicativo de contatos do Gmail.
Nas novas versões do Android, tudo o que você precisa fazer para enviar seus contatos pra sua agenda Google, é seguir estes passos:

  • tocar o ícone contatos, na tela principal do aparelho;
  • abra o menu da tela de contatos
  • escolha importar/exportar
  • em seguida, selecione local de onde você deseja importar os contatos
  • selecione salvar na conta Google
  • neste ponto, o sistema ainda irá pedir mais uma “coisinha” pra você: selecionar os contatos que você deseja enviar pra . Você pode selecionar alguns ou todos. Ao terminar, toque em Concluído, no canto superior da tela do seu smartphone.

Android Google Salvar contatos
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Uma vez iniciado, o processo não poderá ser interrompido. Portanto, fique atento ao que vai fazer.
Eu gostaria de dizer que o processo de organização de seus contatos termina aqui. Mas acontece que muitos dos contatos, agora na conta Google, serão repetidos. Ou seja, você terá algum trabalho para remover estas redundâncias, antes de poder dizer que o trabalho terminou.

Linux — comandos básicos

Neste artigo vou mostrar exemplos de comandos básicos, usados no dia a dia, no Linux — já que nem tudo a gente quer fazer no ambiente gráfico. Se quiser, guarde esta página nos seus favoritos, imprima-a e, se você se sentir à vontade, compartilhe com outros leitores a sua maneira de fazer as coisas nos comentários.

exemplos de uso do comando tar

Como criar um arquivo tar com o conteúdo de um diretório:

tar cvf arquivo.tar diretorio/

Para extrair:

tar xvf arquivo.tar

Como ver o conteúdo do arquivo tar:

tar tvf arquivo.tar

leia mais sobre o comando tar.

O comando grep

Leia aqui, mais exemplos de uso do comando grep. Basicamente, posso usar este comando para pesquisar uma string (cadeia de caracteres) dentro de um conjunto de arquivos:

grep -r "minha string" *.txt

O comando dado fará com que a cadeia “minha string” seja pesquisada em todos os arquivos com extensão .txt, recursivamente.
Eu prefiro usar este comando da seguinte forma… supondo que eu deseje encontrar todas as ocorrências da string “mcrypt”, dentro do arquivo /etc/php5/apache2/php.ini:

cat /etc/php5/apache2/php.ini | grep -i mcrypt

O parâmetro -i desliga a sensibilidade à caixa das letras – ou seja, tanto faz se estiver em minúsculas ou não.

Leia mais sobre o comando grep.

O comando find

Ainda dentro do tema “encontrar o que eu quero, no Linux”, o comando find é o que nos permite pesquisar o sistema atrás de um determinado arquivo. Veja como encontrar o arquivo php.ini, no seu sistema:

find -iname "php.ini"

Neste caso, para fazer uma busca insensível à caixa, usei o parâmetro -iname. A busca do find é realizada recursivamente, a partir do diretório atual. Eventualmente, você precisará ter privilégios especiais para acessar alguns conteúdos.

Lá embaixo, na seção sobre como ouvir músicas no console, eu ensino a usar o find para montar rapidinho a sua lista de músicas.

O comando SSH

O comando SSH permite acessar remotamente um servidor.
Como ver a versão do SSH, instalada no meu sistema:

ssh -V

Como acessar um servidor remoto woody.com, com o login wlantz, via SSH:

ssh -l wlantz woody.com

Leia mais sobre como se conectar a um servidor de banco de dados via SSH

O comando ls

Um dos comandos mais usados no terminal, lista os arquivos e diretórios. Tem várias formas de exibir esta lista. As minhas preferidas são as seguintes:

ls -l 

o comando, acima, exibe a relação de arquivos e diretórios de forma mais detalhada, informando as permissões, exibindo as permissões, tamanhos (em bytes), data e hora de criação…
Gosto de combinar o comando acima com o parâmetro -h, que “humaniza” o número que indica o tamanho do arquivo. Em outras palavras, o torna mais fácil de ser lido. Veja como:

ls -lh /etc/

Para colorir a lista, use:

ls -lh --color /etc/

O comando pwd

O comando pwd (print working directory), faz o que seu nome diz. Ele mostra o diretório atual, em que você se encontra:

pwd

Muito útil. Já me ajudou a não fazer a coisa errada, no lugar errado — se é que você me entende. 😛

O comando gzip

Cria arquivos comprimidos, com a extensão .gz. Merece um post inteiro, só pra ele. Vou mostrar, aqui, as formas mais comuns de usá-lo.
Como comprimir um arquivo:

gzip arquivo.txt

Isto vai criar o arquivo.txt.gz. Para descomprimir, faça assim:

gzip -d arquivo.txt.gz

Como extrair arquivos ZIP no Linux

Os arquivos compactados pelo ZIP, usam um padrão diferente do gzip. Portanto, o programa adequado para fazer este trabalho é outro. Use o unzip:

unzip arquivozipado.zip

Para ver o conteúdo do arquivo zipado:

unzip -l arquivozipado.zip

Como desligar o PC com o comando shutdown

Para desligar apenas, faça assim:

shutdown -h now

Este comando só pode ser fornecido desta maneira por quem está conectado como root ou administrador do sistema. Você provavelmente só conseguirá executar este comando, usando o sudo, como prefixo:

sudo shutdown -h now

Para esperar 10 minutos, antes de desligar:

sudo shutdown -h +10

Para reiniciar agora o computador:

sudo shutdown -r now

Para cancelar o comando shutdown:

sudo shutdown -c

O comando ps

Este comando exibe os processos em execução no seu sistema. Pode ser usado sem parâmetro algum, mas vai produzir uma quantidade muito grande (ou muito pequena) de informações. É costume “filtrar” sua saída com alguns parâmetros e combinando outros comandos, para ver apenas o que interessa.
Eu gosto de usar a “sintaxe BSD” para ver todos os processos em execução no sistema:

ps aux

Muita coisa?! Misture com o comando less para ir mais devagar:

ps aux | less

use a tecla ‘q’, para sair do less.
Para ver apenas os processos referentes ao navegador Chromium, use assim:

ps aux | grep -i chromium

Isto é muito útil para descobrir o PID de um processo que você deseja interromper à força, com o comando kill.

Como saber a quantidade de memória livre no Linux

O comando free resolve este assunto pra você:

Solaris-8:~$ free
             total       usado      livre    compart.  buffers     em cache
Mem:       2052948    1740056     312892          0     145652     809244
-/+ buffers/cache:     785160    1267788
Swap:      2076668      16184    2060484
Solaris-8:~$ 

Muito complicado para ler? Eu sei. Use o parâmtro -g para converter todos estes número em gigabytes:

free -g

ou use assim, para “humanizar” a exibição do resultado e incluir os totais:

free -ht

O comando top

O trabalho deste comando é exibir as aplicações mais ativas no sistema – organizadas pela intensidade de uso da CPU:

top

Comando top no Linux
Dica rápida: use a tecla ‘z’ para alterar as cores de exibição no top.

Como verificar o uso do disco no Linux

O comando df exibe o uso atual do seu disco. Para exibir o espaço ocupado e livre (available) no seu sistema de arquivos, em kilobytes, use-o assim:

df -k

Eu gosto de usar desta forma:

df -hT

O parâmetro -h humaniza (human readable) a exibição dos resultados. E o -T mostra o tipo do sistema de arquivos em uso.

O comando kill – ou como interromper (matar) um processo em execução

Neste exemplo, vou exibir os PIDs do aplicativo Chromium (o navegador). Em seguida, vou interromper sua execução. Isto é muito útil quando um processo trava. Veja como funciona.
Primeiro, uso o comando ps para determinar o PID do Chromium:

ps -ef | grep -i chromium-browser
1000      5396  1913  5 Dez16 ?        01:18:36 chromium-browser                          
1000      5400  5396  0 Dez16 ?        00:03:26 chromium-browser                          
1000      5401  5396  0 Dez16 ?        00:00:00 /usr/lib/chromium-browser/chrome-sandbox /usr/lib/chromium-browser/chromium-browser --type=zygote

Destas 8 colunas exibidas, a segunda é a que interessa no momento. É esta que exibe o PID de cada processo. Vou escolher o primeiro: 5396.
… e interromper sua execução:

kill 5396

opcionalmente, você pode usar o parâmetro -9 para matar processos “mais difíceis”:

kill -9 5396

O comando cat

comando cat no LinuxO comando cat – que eu suponho ser uma abreviatura da palavra catch, que pode ter o significado de “pegar” – serve para mostrar o conteúdo de uma arquivo na tela – usualmente texto.

cat .bashrc

Como o conteúdo exibido pode acabar por ser muito extenso, prefiro combinar este comando com o grep. Assim, por exemplo:

Solaris-8:~$ cat .bashrc | grep aliases
# enable color support of ls and also add handy aliases
# some more ls aliases
# ~/.bash_aliases, instead of adding them here directly.
if [ -f ~/.bash_aliases ]; then
    . ~/.bash_aliases

O comando é muito útil para analisar logs do sistema. Assim, se quiser verificar a quantidade de memória livre no sistema, através do arquivo /proc/meminfo, faça assim:

cat /proc/meminfo | grep -i free
MemFree:          317056 kB
HighFree:         107440 kB
LowFree:          209616 kB
SwapFree:        2052464 kB
HugePages_Free:        0

O comando mount

Este já foi um dos que eu mais usei, nos “primórdios do Linux”. Para montar um drive de CD-ROM, o comando é este:

mount -t iso9660 /dev/cdrom /mnt

Esta linha de comando parte do pressuposto de que a pasta /mnt já existe no sistema. Se ela não existir, um erro será retornado. Você pode usar o nome de outra pasta existente no seu sistema. Mas certifique-se de que ela esteja vazia – você não perderá o seu conteúdo. Mas ele ficará indisponível enquanto o dispositivo estiver montado usando aquela pasta como referência.
O iso9660 é um dos sistemas de arquivo mais comumente usados em CD-ROMs. Mas você pode, para se sentir mais seguro(a) substituir isto por auto, assim:

mount -t auto /dev/cdrom /mnt

… isto fará com que o sistema tente detectar automaticamente o sistema de arquivos usado na mídia.
Para montar um antigo drive de disquete, usa-se:

mount -t vfat /dev/floppy /media/floppy

Se usado sozinho, o comando mount exibe os sistemas de arquivos ativos no sistema:

Solaris-8:~$ mount
/dev/sda2 on / type ext4 (rw,errors=remount-ro)
/dev/sda3 on /home type ext3 (rw)
gvfsd-fuse on /run/user/justincase/gvfs type fuse.gvfsd-fuse (rw,nosuid,nodev,user=justincase)

O comando chmod

Este comando é usado para alterar as permissões de um ou mais arquivos ou de um diretório, no sistema.
Para tornar o arquivo meuscript.shexecutável:

chmod aug+x meuscript.sh

Este comando torna o arquivo executável por todos (a), pelo usuário (u) e pelo grupo (g).
Para remover a permissão de execução para todos e deixar apenas pro usuário atual, faça assim:

chmod ag-x meuscript.sh

O comando chown

No exemplo, vamos alterar o dono do arquivo meuarquivo.txt para pcarlos. O grupo, a que ele pertence, continuará sendo justincase. Veja como:

Solaris-8:~# ls -la *.txt
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase   847 Set 28 19:44 lightdm.txt
-rw-rw-r-- 1 justincase   justincase     0 Dez 17 12:40 meuarquivo.txt
Solaris-8:~# chown pcarlos.justincase meuarquivo.txt
Solaris-8:~# ls -la *.txt
-rw-rw-r-- 1 justincase justincase   847 Set 28 19:44 lightdm.txt
-rw-rw-r-- 1 pcarlos    justincase     0 Dez 17 12:40 meuarquivo.txt

Se você obtiver uma mensagem de erro ao executar este comando, o motivo provável é que você não tem permissão para fazer esta alteração. Use o root, neste caso.

Como alterar a senha de usuário no Linux

Para isto, use o comando passwd. O superusuário, root, pode alterar a senha de qualquer outro usuário. Neste caso, o sistema não pergunta nada além da senha desejada:

Solaris-8:~# passwd pcarlos
Digite a nova senha UNIX: 
Redigite a nova senha UNIX: 
passwd: senha atualizada com sucesso

Use este mesmo comando para desabilitar a senha de um usuário:

passwd -d pcarlos

Ao ter a senha desabilitada, o usuário poderá entrar no sistema sem precisar fornecê-la.

Como encontrar um comando no seu sistema

Vou mostrar como usar o comando whereis (Quer dizer ondeestá, em inglês) e como ele pode ser usado para ver onde, exatamente, se encontra um determinado comando e os arquivos diretamente relacionados a ele no seu sistema.
Vou começar por mostrar como encontrar o comando ls e alguns arquivos relativos a ele (páginas do manual, normalmente):

Solaris-8:~# whereis ls
ls: /bin/ls /usr/share/man/man1/ls.1.gz

No exemplo dado, foram exibidos 2 arquivos:

  • /bin/ls — o programa ls, que lista os arquivos presentes no diretório atual
  • /usr/share/man/man1/ls.1.gz — a página do comando, no manual do sistema. É o texto que aparece, quando você digita o comando man ls

O comando whatis

O significado deste comando é oqueé, em inglês. Sua função é mostrar o que um determinado comando é ou faz no seu sistema. De certa forma, a ajuda ou a página do manual referente a cada comando, já faz isto – ele apenas simplifica.
Experimente:

whatis ls

O comando su

Basicamente, a função deste comando é permitir trocar rapidamente para outro usuário. O administrador do sistema pode assumir a identidade de qualquer usuário, sem precisar fornecer sua senha, através do comando su. Desta maneira, o administrador pode reproduzir um erro ou uma situação específica em que o usuário esteja tendo dificuldades. No exemplo abaixo, o comando será usado para assumir a identidade do usuário patodonald:

su patodonald

Se você não for root, vai precisar conhecer a senha do usuário para obter sucesso neste comando.
Como administrador, você pode usar o su para executar um ou mais comandos no lugar de um usuário e voltar ao seu prompt:

su - patodonald  -c 'chmod a+x script.sh'

No exemplo acima, executei o comando chmod a+x script.sh como usuário patodonald. Este comando torna o arquivo script.sh executável por todos os usuários do sistema.

Como alterar a data e a hora no Linux

No Linux, é muito simples alterar a hora e a data do sistema. Contudo, por ser um procedimento cujos resultados trazem implicações mais profundas – pode também abrir brechas de segurança no seu sistema – só pode ser executado com privilégios administrativos.
Veja como alterar a data do sistema para 06 de Agosto de 2080:

sudo date --set="2080-08-06"

Para ajustar a hora 11h da noite, faça assim:

sudo date --set="23:00:00"

Você pode usar este modelo para ajustar minutos e segundos.
“Posso ajustar os dois de uma só vez?”
Pode, sim. Veja como:

sudo date --set="2080-08-06 23:00:00"

O comando hwclock

Enquanto o comando date ajusta a hora e a data do sistema (ligado ao kernel), o comando hwclock faz o ajuste direto no relógio do BIOS, o RTC.
Veja como ajustar o relógio do BIOS, pelo do sistema:

sudo hwclock --systohc

ou o contrário:

sudo hwclock --hctosys
SAIBA MAIS SOBRE O ASSUNTO:

Veja como pode ser mais simples ajustar o relógio do sistema e do hardware automaticamente, através de um servidor NTP.

Ouça música no console com o mpg123

Para ouvir música no console, meus favoritos são o mpg123 e o mpg321.
Não sou muito do tipo que escolhe o que vai ouvir – se está no meu HD, é por que eu gosto. O que me leva aos comandos que seguem.
Para ouvir todas as músicas, em mp3, dentro do diretório Música/ (e seus subdiretórios), recursivamente e misturadas, uso o mpg321:

mpg321 -Bzx Música/

As opções -Bzx ativam a recursividade, misturam as músicas antes de tocar e exibe na barra de título do terminal o nome da música que está tocando, respectivamente.
O mpg123 não pode ser ignorado, em função dos vários recursos presentes no programa – e ele é software livre desde 2006! Mas, infelizmente, ele não tem a recursividade.
Para resolver isto, criei uma lista recursiva de todos os arquivos .mp3, com o comando find, deste jeito:

find Música/ -iname *.mp3 > playlist.lst

Em seguida, é só executar o mpg123:

mpg123 -z --title --list playlist.lst

Imprima este artigo, ponha-o nos seus favoritos (para o caso de precisar de referências posteriormente) e, lembre-se que a melhor forma de agradecer é compartilhar
– passe o conhecimento para frente! 😉

Como desmontar um drive ocupado em 2 passos

Se você está tentando desconectar um dispositivo USB, um pendrive ou remover um DVD e ele demora muito (e, aparentemente, nada acontece) é por que algo errado pode estar acontecendo.
Há várias situações em que um dispositivo pode parar de responder às suas tentativas de remoção (desmontar, ejetar etc.) — a mais comum é que ele esteja sendo retido por algum programa (processo).
usb flash media pendriveSe um processo ainda estiver escrevendo/lendo dados, ele vai “tentar” impedir que você desconecte o dispositivo — seja um CD/DVD/Blu-Ray, um pendrive, um cartão de memória, um HD externo etc.
O ideal é esperar — se você estiver lidando com transferências volumosas entre dispositivos, boa parte destes dados pode estar armazenada no cache do sistema, aguardando disponibilidade para concluir a transação.
Ou seja, mesmo que você não perceba qualquer atividade de tráfego de dados no sistema, ela pode, sim, ainda estar ocorrendo — e desconectar um drive nestas condições é extremamente arriscado.
Neste post, vou mostrar como lidar, de forma segura, com esta situação.

Feche os programas relacionados ao dispositivo

Você está ouvindo música no pendrive ou no cartão de memória?
Está editando algum texto ou planilha armazenada no dispositivo?
Em casos assim, o dispositivo está em uso pelo programa em execução e impedir que ele seja retirado é uma medida de segurança do sistema — para evitar que você perca os seus dados e/ou danifique o sistema de arquivos do dispositivo.
Feche todos os programas abertos e aguarde uns instantes — e tente ejetar novamente.
Se isto ainda não resolveu, prossiga a leitura.

Como resolver o problema

A minha primeira opção é o comando sync. Sua função é escoar os dados retidos no buffer do sistema de arquivos, pro dispositivo de destino.
Na maioria das vezes, tudo se resolve com este comando.
Comece por abrir um terminal e execute o comando:

sudo sync

Aguarde alguns instantes.
Se isto não resolver, tente o que segue:
Localize o dispositivo, com o comando mount:

mount
/dev/sda2 on / type ext4 (rw,errors=remount-ro)
proc on /proc type proc (rw,noexec,nosuid,nodev)
sysfs on /sys type sysfs (rw,noexec,nosuid,nodev)
none on /sys/fs/pstore type pstore (rw)
/dev/sda1 on /home type ext4 (rw)
systemd on /sys/fs/cgroup/systemd type cgroup (rw, noexec, nosuid, nodev, none, name=systemd)
gvfsd-fuse on /run/user/1000/gvfs type fuse.gvfsd-fuse (rw, nosuid, nodev, user=justincase)
/dev/sdc1 on /mnt type ext4 (rw)

Vou usar como exemplo o dispositivo destacado acima /dev/sdc1, que está montado na diretório /mnt.
Para tentar desmontá-lo, use o seguinte comando:

sudo umount /dev/sdc1

comandos mount umount linux ubuntu
comando mount retornou erro
Se este método não funcionou, você vai precisar descobrir qual(is) processo(s) está(ão) retendo o dispositivo — e decidir o que fazer com ele(s).

Como determinar qual processo está ocupando o dispositivo

A idéia é justamente esta: identificar quem está ocupando o drive e “pedir para ele parar”.
Neste artigo, vou abordar 3 métodos para identificar e resolver o problema:

  • pseste comando exibe um relatório instantâneo sobre os processos em execução.
  • lsof — este comando é usado para listar os arquivos em aberto. Ele pode apontar se há algum programa mantendo um arquivo aberto em seu pendrive.
  • fuser — identifica processos que estejam usando arquivos ou sockets.

O comando PS

O ps, em conjunto com o comando grep, pode resolver esta situação em um piscar de olhos.
Adéque a linha de comando, abaixo, à sua realidade:

ps aux | grep -i "/mnt"

No exemplo acima, eu inquiri o sistema sobre os processos em execução com ps aux e filtrei o resultado, para ver apenas o que se referia à pasta em que o dispositivo /dev/sdc1 está montado: /mnt. Veja o resultado:

justinc+  8233  2.8  0.1  83016  3012 pts/30   Sl   20:06   0:04 mpg123 /mnt/Música/REO Speedwagon - discography/1971 R.E.O. Speedwagon/01 Gypsy Woman's Passion.mp3
justinc+  8264  0.0  0.0   4956   848 pts/30   S+   20:09   0:00 grep --color=auto -i /mnt

Quem está mantendo o meu dispositivo ocupado é o player mpg123 — e a identificação do processo 8233.
Para interromper este aplicativo, use o comando kill:

kill -9 8233

Use lsof para listar os arquivos abertos (opened files)

Vou usar um método semelhante ao que usei antes com o comando ps, combinando-o com um filtro grep:

lsof | grep -i "/mnt/"

Tenha um pouco de paciência — este comando pode demorar um pouco para apresentar os seus resultados.
Novamente, o player de músicas mpg123 aparece na lista, com o seu PID. Veja:

mpg123    13424       justincase    8r      REG       8,33    9695544  5505285 /mnt/Música/REO Speedwagon - discography/1971 R.E.O. Speedwagon/02 157 Riverside Avenue.mp3
threaded- 13424 13427 justincase    8r      REG       8,33    9695544  5505285 /mnt/Música/REO Speedwagon - discography/1971 R.E.O. Speedwagon/02 157 Riverside Avenue.mp3

Use o comando kill para terminar o processo (note que o PID – Process IDentification – mudou):

kill -9 13424

Use o fuser para encontrar o processo que está usando o seu dispositivo

O último método é o meu preferido.
O comando fuser pode ser usado para identificar processos que estejam mantendo arquivos abertos ou ocupando sockets. Veja como usar:

fuser -m /dev/sdc1

O resultado, no meu sistema foi o seguinte:

/dev/sdc1:            6740c 13702

O último número, é o do PID — que vamos informar ao comando kill:

kill -9 13702

como usar o comando fuser
Se necessário, preceda o comando kill com o sudo — para ter privilégios administrativos:

sudo kill -9 13702

Outras soluções com umount

Se o problema persistir, você pode tentar “remontar” um dispositivo em modo “somente leitura” (read-only) – o que causará menos danos ao seu sistema de arquivos, se for removido arbitrariamente (use o sudo, se necessário):

sudo umount -rv /dev/sdc1
[sudo] password for justincase: 
umount: /dev/sdc1 está ocupado - remontado somente para leitura

Se você obtiver sucesso nisto, já pode desconectar o drive ou a mídia.
As soluções que seguem são variantes do comando umount e você combinar os parâmetros e as opções para obter o melhor resultado.
Elas não funcionam não funcionam em kernels anteriores ao 2.4:
Para forçar a remoção:

sudo umount -vf /dev/sdc1

Remover imediatamente o sistema de arquivos do dispositivo junto a todas as referências, tão logo ele se desocupe:

sudo umount -l /dev/sdc1

Combinando as duas:

sudo umount -lf /dev/sdc1

Espero que uma destas soluções funcione para você. 😉

Como fazer backup de um banco de dados MySQL, usando o phpMyAdmin

O phpMyAdmin é um aplicativo web presente em quase todos os servidores web, com MySQL. Ele torna fácil realizar uma série de tarefas administrativas em seus bancos de dados ou dentro das tabelas especificamente.

Artigos relacionados:

Neste texto, vou mostrar como é rápido e fácil fazer um backup do seu banco de dados, usando este aplicativo. Me acompanhe…

Encontre o endereço do phpMyAdmin

Em uma instalação local normal, o aplicativo pode ser acessado do seu navegador, no endereço http://localhost/phpmyadmin.
No servidor remoto, do seu provedor, ele terá outro endereço. Se você não souber, consulte o administrador ou leia a documentação oferecida pelo provedor de hospedagem do seu site.
phpmyadmin login screen - tela de autenticação
Após a autenticação, selecione o banco de dados que você deseja copiar, na coluna à esquerda. Em seguida, clique na guia “Exportar“.
O painel de exportação é um painel, inicialmente simples — lógico que tudo depende da versão do aplicativo que você está usando. Basicamente, há dois métodos de exportação:

  • Quick — uma versão espartana com poucas opções
  • Custom — uma versão completa com inúmeras opções para “montar” o seu backup de acordo com o seu gosto

Vamos optar pela primeira, usando o formato SQL, uma vez que o objetivo é somente fazer um backup completo e rápido do banco escolhido.
phpmyadmin exportar banco de dados do servidor atual - backup
Ao clicar em Executar, o sistema irá pedir o nome do arquivo de backup. Crie um, escolha o local para onde ele deve ser baixado e confirme. Se o seu banco de dados for extenso, o processo pode ser um pouco demorado – Aguarde. A velocidade da conexão também influi na demora para fazer o download do backup.
phpmyadmin nome do arquivo de backup

Como restaurar o backup pelo phpMyAdmin

Você pode restaurar o seu backup no mesmo servidor em que o fez ou em outro — caso você queira ter o banco de dados replicado em outro servidor, basta abrir o phpMyAdmin lá e seguir o procedimento, que serve para qualquer caso.
Clique na guia Importar, ao lado de Exportar. Em seguida, clique em Escolher arquivo e selecione o arquivo de backup, que vocẽ deseja restaurar.
phpmyadmin importar arquivo sql  backup
Isto é tudo.
A recomendação final é a de que você proceda com cautela, para evitar perda de dados por falta de atenção — pelo fato de ser uma tarefa simples.
Torne o backup um hábito frequente e lembre os seus amigos — comece compartilhando este post!

Como bloquear o Lulu, o Tubby e outros aplicativos no Facebook

Neste artigo, vou mostrar como impedir que outros aplicativos (Lulu, Tubby etc) tenham acesso aos seus dados no Facebook.
Embora estes aplicativos tenham suas próprias opções para bloqueio, em contrapartida, ao usá-las, você tem que concordar com os termos dos desenvolvedores, o que inclui abrir mão de processá-los (por calúnia, difamação etc), entre outras coisas. Por isto é que vou ensinar a fazer o bloqueio via Facebook. Me acompanhe…
Comece por abrir o menu de configurações, no canto superior direito da tela. Em seguida, selecione o item Configurações de privacidade.
Facebook menu de configurações
Na próxima tela, selecione à esquerda, o item AplicativosFacebook Menu de configurações
O “Face” deve abrir uma janela ampla, exibindo todos os aplicativos que você tem utilizado (e alguns que você nem usa mais), cada qual com suas permissões de acesso.
Role mais para baixo e selecione a sessão Aplicativos usados por outras pessoas.Facebook aplicativos usados por outras pessoas - privacidade
Na próxima tela, você deve selecionar ou “deselecionar” os tipos de informações a que outros aplicativos deverão ter acesso.
Tenha em mente que estas configurações são aplicadas “indiscriminadamente”, ou seja, todos os aplicativos de terceiros serão afetados por seus configurações ao tentar acessar os seus dados no Facebook.

Facebook informações disponiveis para aplicativos de outras pessoas
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