MySQL: ferramentas de monitoramento

A comunidade do MySQL está bem servida de ferramentas de monitoramento de seus bancos de dados.
Neste texto, vou apresentar 4 delas, para monitorar o andamento das atividades no seu servidor MySQL — elas podem mostrar dados diversos, tais como o uptime, carga e performance do servidor no Linux.
O uptime, no MySQL tal como no Linux, se refere ao tempo em que o servidor está rodando ininterruptamente, desde a ultima vez em que foi ligado ou reiniciado.
Com as ferramentas, que seguem, é possível obter informações sobre o funcionamento do servidor do banco de dados — quantas queries por segundo estão sendo executadas, quantas threads, se há requisições lentas, entre outros dados estatísticos.

Mytop

Feito pra rodar no console, tal como o seu (quase) homônimo top, escrito em Perl, por Jereme Zawodny, o mytop roda no terminal e exibe as estatísticas do seu servidor MySQL — total de consultas, requisições lentas, uptime, carga etc. em formato tabular.

mysql mytop monitoramento.
Clique para ampliar.

O programa ajuda administradores a otimizar e melhorar a performance do MySQL na manipulação de grandes requisições e a reduzir a carga do servidor.

Mtop

O mtop é uma ferramenta similar ao mytop — também foi escrito em Perl e apresenta os dados de forma tabular similar ao top e ao mytop.
O aplicativo monitora as queries MySQL que estejam demorando mais a ser concluídas e as termina/interrompe após um determinado tempo.
Adicionalmente, permite acompanhar problemas relacionados à baixa performance, informações de configuração, estatísticas do funcionamento de servidor.
A última versão do mtop, para download, é de 2004 e, portanto, não se trata de uma ferramenta atualizada — e pode não funcionar na sua versão do MySQL.

Innotop

O aplicativo innotop é uma ferramenta de linha de comando em tempo real, usada para investigar e monitorar servidores MySQL locais ou remotos, rodando mecanismos de armazenamento (storage engines) InnoDB.
A ferramenta tem vários recursos e inclui opções e modos de operação que ajudam a monitorar diversos aspectos da performance do MySQL e ajuda a encontrar, se houver, problemas no servidor.
O aplicativo não tem pacotes nos repositórios oficiais na maioria das distribuições Linux.
No Red Hat, é preciso ativar o repositório (de terceiros) epel e, em seguida, instalar com o comando yum.

Mysqladmin

De todas as ferramentas, esta é a única que vem instalada por padrão, junto com todos os outros aplicativos do MySQL.
Pronta para uso imediato após a instalação, o mysqladmin realiza uma incontável quantidade de operações — tais como o monitoramento de processos, verificação das configurações do servidor, recarga de privilégios, visualização do status corrente, ajuste e mudança da senha root do MySQL, criação e remoção de bancos de dados etc.
Você pode verificar o status da sua instalação MySQL com o seguinte comando do mysqladmin:

mysqladmin -u root -p version

que deve retornar algo semelhante a isto;

Enter password: 
mysqladmin  Ver 8.42 Distrib 5.5.35, for debian-linux-gnu on i686
Copyright (c) 2000, 2013, Oracle and/or its affiliates. All rights reserved.

Oracle is a registered trademark of Oracle Corporation and/or its
affiliates. Other names may be trademarks of their respective
owners.

Server version		5.5.35-0ubuntu0.13.10.2
Protocol version	10
Connection		Localhost via UNIX socket
UNIX socket		/var/run/mysqld/mysqld.sock
Uptime:			2277 days 1 hour 27 min 47 sec

Threads: 3  Questions: 3204  Slow queries: 0  Opens: 235  Flush tables: 1  Open tables: 57  Queries per second avg: 0.000

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Conclusão

Das ferramentas descritas neste texto, para monitoramento de servidores MySQL, se destacam seguramente, mytop e innotop — sendo que a primeira é de facílima instalação em distribuições derivadas do Debian (Ubuntu, por exemplo) e a segunda em distribuições baseadas no Red Hat (CentOS, Fedora etc).
Se você precisa fazer monitoramento de transações, o innotop é a opção para você.
O mtop fica no artigo na posição do “só pra constar”. Ainda que se tratasse de um software que tivesse atingido o status de perfeito, o MySQL passou por diversas mudanças nos últimos 10 anos e ele não as acompanhou.
Se você não tem privilégios para instalar novos aplicativos no servidor, o mysqladmin é a opção para fazer o trabalho, uma vez que ele já vem no pacote do MySQL.

Use o Glances para monitorar o seu sistema Linux

Se tem uma coisa que não falta ao Linux, são ferramentas de monitoramento do seu servidor e de todos os dispositivos (de hardware ou software) que o compõem.
Além disto, o sistema torna o acesso ao hardware tão transparente que é possível montar fácil o seu próprio script, que monitore precisamente o que você quer.
Neste artigo, vou mostrar como funciona o Glances, uma ferramenta de monitoramento do sistema, multiplataforma, baseada na biblioteca curses.
O Glances se adapta ao tamanho da sua tela, exibindo o máximo de informação possível, dentro do espaço que lhe for destinado.
O programa pode também trabalhar no modo cliente/servidor, para fazer monitoramento remoto.
O utilitário é escrito em Python e usa a biblioteca psutil para encontrar os números e as estatísticas do seu servidor.

Como instalar o Glances

Sendo um aplicativo escrito em Python, é possível fazer a instalação através da ferramenta pip. Mas você pode instalar através das ferramentas convencionais do seu sistema também.
Se você optar pela instalação via pip:

sudo pip install glances

No Debian ou qualquer outra distro baseada no Ubuntu, instale assim:

sudo apt-get install glances

Para instalar no Fedora, no Red Hat ou outra distro baseada em uma destas:

sudo yum install glances

Como usar o Glances

Geralmente, o glances é executado direto na linha de comando do seu terminal:

glances
glances ferramenta de monitoramento Linux - tela principal
Clique para ampliar

Tabela de teclas de controle do Glances

Tecla Efeito Tecla Efeito
a ordena processos automaticamente c ordena processos pelo percentual de tempo das CPUs usado
m ordena processos pelo percentual de memória usado p ordena processos por nome
i ordena processos pela taxa do fluxo de Entrada/Saída (Input/Output rate) d exibe ou esconde estatísticas de uso de disco
f exibe ou esconde informações do sistema de arquivos n exibe ou inibe informações sobre o fluxo de dados na rede
s mostra ou esconde os dados dos sensores y mostra ou esconde os dados do hddtemp
l exibe ou inibe dados dos logs b altera o parâmetro de exibição das estatísticas do fluxo da rede para bytes ou bits
w apaga os avisos (warnings) dos logs x apaga avisos e logs críticos
1 informações globais de CPU e per-CPU t combina a exibição dos dados do fluxo da rede Rx/Tx
u exibe dados do fluxo da rede cumulativamente z exibe ou inibe lista de processos
q quit — sai do programa
Você também pode usar ESC ou Ctrl + C
h help — exibe ou inibe a tela de ajuda do programa

Como usar o Glances no modo cliente/servidor

O Glances pode ser usado no modo cliente/servidor para monitorar remotamente qualquer situação.
Para ativar este modo, é necessário ter em mãos os números de IPv4 ou IPv6 ou o hostname da máquina servidora.
Você pode iniciar o modo servidor em uma máquina, com senha (opcionalmente), assim:

glances -s -P minhasenha

Na máquina cliente, você usa o seguinte comando:

glances -c 192.168.254.3 --password
Enter the Glances server password
Password:
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Você pode usar o seguinte comando para fazer o Glances atualizar suas informações a cada 3 segundos:

glances -t 3

Conclusão

Isto encerra o “capítulo” do Glances no livro das ferramentas de monitoração do Linux. Se você acredita que este artigo lhe foi útil, compartilhe-o nas redes sociais, com os seus amigos.
Have fun!

Use o mpg123 com equalização

Para quem gosta de ouvir música no console e já usa o mpg123 ou o mpg321, vou mostrar como usar o recurso de equalização nestes aplicativos.
O mpg123 pode ser iniciado com a opção para aceitar comandos do teclado durante sua execução. Mas, entre estes comandos, não há qualquer um que permita alterar a equalização durante a reprodução das músicas.
O mpg321 não tem equalização. Já no mpg123, a sintaxe para usar um arquivo de equalização é esta:

mpg123 -E arquivo_de_equaliz.txt nome_do_arquivo.mp3

NOTA: O nome do arquivo de equalização pode ter qualquer extensão. Trata-se de um arquivo texto simples.

Como montar um arquivo de equalização

Vou mostrar como criar os seus próprios arquivos de equalização — você pode ter várias equalizações, em vários arquivos.
Um arquivo de equalização só precisa ter números, dispostos em 2 colunas — a primeira é referente ao speaker esquerdo e a segunda ao speaker direito:

0.0 3.0

Deve ter até 32 linhas — o que equivale a 32 canais.
Os valores vão de 0.0 a 5.0.

Exemplo de arquivo de equalização do mpg123

Para ajudar a entender, segue um arquivo exemplo:

# arquivo de equalização
# 32 canais de áudio: esquerdo e direito
# Ordenados do mais grave para o mais agudo
1.2 1.2
1.2 1.2
1.2 1.2
1.2 1.2
1.2 1.2
1.2 1.2
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
0.5 0.5
5.0 5.0
5.0 5.0
5.0 5.0
5.0 5.0
5.0 5.0
5.0 5.0

Você pode copiar este arquivo, colar no seu editor de textos preferido e alterá-lo de acordo com suas preferências.
As linhas com um # são comentários e são ignoradas pelo mpg123.

LEIA MAIS
  • mpg123 — conheça mais comandos e exemplos de uso do mpg123.
  • mpg321 — o clone do mpg123 pode executar suas músicas recursivamente. Veja como.
  • Zeya — use este software para fazer streaming de músicas do seu computador.
  • Como baixar e compilar o mpg123 — com esta opção, é possível montar uma versão mais eficiente do aplicativo, customizada pro seu sistema. Experimente!

MyISAM: vantagens e desvantagens.

O mecanismo de armazenamento MyISAM, padrão no MySQL até a versão 5.5, é o mais usado na WEB, em armazéns ou depósitos de dados e vários outros tipos de aplicações.
Neste texto, vou mostrar algumas de suas características e as situações onde o seu uso é indicado e quando não é.
Escolher o mecanismo de armazenamento (ou storage engine) mais adequado pras suas aplicações é crucial e uma decisão errada tomada nesta escolha pode ser de difícil reversão.
Antes do MySQL 5.5.5, ao criar uma nova tabela, o padrão escolhido pelo sistema será o MyISAM, a menos que você especifique outro. A partir desta versão, o padrão será o InnoDB.

SAIBA MAIS:
O mecanismo de armazenamento MyISAM é derivado de um outro, mais antigo, chamado ISAM — Indexed Sequential Access Method, originalmente desenvolvido pela IBM, para ser usado em mainframes. Ainda dentro da IBM, o ISAM evoluiu pro VSAM — Virtual Storage Access Method.
Atualmente, a IBM promove o uso do DB2.
Era possível usar o mecanismo de armazenamento ISAM até o MySQL 3.23. A partir de então, ele se tornou indisponível, embora seu código ainda estivesse incluído até a versão 4.1.
Conheça outros mecanismos de armazenamento para MySQL.

As vantagens de usar o MyISAM

Atualmente, muitas distros Linux oferecem o MySQL em seus repositórios e, no Ubuntu 14.04 é a versão 5.5 que ainda estará lá, para ser baixada — onde o mecanismo de armazenamento padrão é o MyISAM. A Canonical tem planos de mudar do MySQL para MariaDB em um futuro próximo.
Eu posso citar, pelo menos, 4 boas razões para usar o MyISAM storage engine.

1 – a simplicidade

As tabelas MyISAM são simples. Se você é novato no assunto “bancos de dados” ou no que concerne ao MySQL, é recomendado começar a usar o MyISAM, antes de sair experimentando os outros.
Segue um exemplo de como criar um novo banco de dados e uma tabela no MySQL.
(Se você ainda não tem o MySQL instalado, dê uma olhada no artigo Como instalar o MySQL).
Para criar um banco de dados, usamos a declaração CREATE DATABASE. Em seguida, o selecionamos para uso, com USE. Veja como:

CREATE DATABASE teste;
USE teste;

Uma vez criado o banco e selecionado para uso, vamos criar uma nova tabela dentro dele:

CREATE TABLE teste.meuslivros (
id int UNSIGNED NOT NULL AUTO_INCREMENT,
titulo TEXT NOT NULL;
autor VARCHAR(30)
genero VARCHAR(20),
PRIMARY KEY(id))
ENGINE = MyISAM;

O exemplo, acima, mostra como é simples e rápida a criação de uma nova tabela no MySQL. Se você tiver interesse, o artigo – como criar tabelas no MySQL –, mostra o processo com mais exemplos e detalhes.

2 – otimização e base de conhecimento

Eu poderia dizer que o MyISAM é muito rápido – mais rápido que muitos outros storage engines, mas os benchmarks feitos por várias empresas mostram resultados muito diferentes entre si. Esta variação se deve às tarefas executadas, às configurações dos servidores e do mysqld, entre outros fatores. A melhor medição, quem faz, é você, dentro do seu ambiente de trabalho. Ainda assim, é notória a performance do mecanismo de armazenamento MyISAM, nos testes.
Em função do tempo em que o MyISAM tem estado “na estrada”, há muitos sistemas plenamente otimizados para usa-lo.
Se você sente que o seu sistema não está perfeitamente otimizado para uso do MyISAM, há uma extensa base de conhecimento disponível na Internet para ajudá-la(o) a resolver isto.

3 – indexação FULLTEXT e busca dentro do banco de dados

Considerando a tabela que criamos, imagine que precisamos realizar uma pesquisa, percorrendo títulos e gêneros dos livros.
Uma solução simples, possibilitada pelo MyISAM é adicionar um índice FULLTEXT. Veja o exemplo:

ALTER TABLE teste.livros ADD FULLTEXT alltext (autor, genero);

Agora, fica fácil encontrar todos os livros que contenham as palavras “mauro vasconcelos” e “infanto-juvenil”, dentro da tabela:

SELECT * FROM teste.livros WHERE MATCH(autor, genero) AGAINST ('mauro vasconcelos infanto-juvenil');

Com uma alteração na declaração acima, é possível obter o mesmo resultado, só que ordenado por relevância. Veja:

SELECT *, MATCH(autor, genero) AGAINST ('mauro vasconcelos infanto-juvenil') FROM teste.livros ORDER BY rel DESC;

4 – uso de recursos em ambientes limitados

Uma das vantagens de qualquer sistema que tem longa estrada percorrida é a estabilidade conquistada pelos anos de uso, pessoas envolvidas no projeto e seu contínuo desenvolvimento.
O MyISAM é o mais indicado em sistemas de poucos recursos, em servidores de menor capacidade de processamento e/ou com pouco espaço de armazenamento em disco ou memória RAM.
Nesta arena, ele se mostra imbatível nos benchmarks de que falamos no item anterior, mesmo que você não dedique algum tempo a otimizar o hardware e o mysqld.

As desvantagens do mecanismo de armazenamento de tabelas MyISAM

Se há situações em que o MyISAM é o mais indicado para uso, há várias outras em que ele é superado por outros mecanismos.
Aqui, vou mostrar alguns dos problemas que administradores e programadores enfrentam ao usar o MyISAM, no MySQL.

1 – integridade de dados

O MyISAM não tem suporte a transações ou a restrições de chaves estrangeiras.
Leve em conta uma aplicação bancária, onde ocorre uma transferência monetária – o que envolveria duas declarações SQL UPDATE: uma para debitar o valor de uma conta; outra para creditar o mesmo valor à outra conta.
Se houvesse uma falha no servidor, exatamente neste momento, você poderia acabar com o valor nas duas contas ou em nenhuma delas. O recurso de “transações”, presente no InnoDB, é o que evita este tipo de situação.

2 – recuperação de acidentes

O MySQL é estável e confiável. Contudo, as tabelas MyISAM podem voltar corrompidas, após uma falha.
O problema pode ser resolvido com o uso de um REPAIR TABLE – o que é um trabalho administrativo a mais, na verdade.

3 – travamento de tabelas

Ao adicionar ou atualizar um registro em uma tabela MyISAM, todas as outras mudanças são impedidas pelo travamento, até que aquela operação seja completada.
É difícil demonstrar ou provar que este comportamento diminui a performance ou causa problemas à sua aplicação web, mas há um consenso entre especialistas de que o mecanismo mais adequado para você não é o MyISAM, se a sua aplicação realiza grandes quantidades de inserções e atualizações à tabela.

LEIA MAIS:
  • Busca FULLTEXT — leia mais sobre pesquisas via FULLTEXT Index no MySQL.
  • Storage engines — conheça os mecanismos de armazenamento suportados pelo MySQL.
  • Tipos de dados — conheça os tipos de dados suportados dentro das tabelas MySQL
  • mysqlcheck — veja como restaurar uma tabela corrompida.
  • Bancos de dados — veja como criar novos bancos de dados no MySQL.
  • Tabelas — aprenda, através de exemplos, como criar tabelas no MySQL.

Conclusão: devo usar o MyISAM?

Há uma série de situações em que o MyISAM tende a ser a opção mais indicada, de acordo com a relação de vantagens e desvantagens apresentada, até agora. Nas situações, abaixo, a resposta é sim:

  • Você é iniciante no MySQL;
  • Sua aplicação web é simples e não precisa de transações;
  • Você precisa de velocidade;
  • Deseja usar buscas FULLTEXT;
  • Tem recursos de hardware limitados.

Já, se precisa fazer uso de “transactions” e a integridade dos dados é prioritária e crítica, outras opções devem ser consideradas.
Note que é comum se usar mais de um tipo de mecanismo de armazenamento dentro de um mesmo banco de dados. Algumas tabelas precisam usar o InnoDB, outras o MyISAM e outras podem usar o CSV – e todo mundo convive bem, sem problema algum.
Os tipos de aplicações mais indicados para usar o MyISAM são:

  • CMS – Content Management Systems, ou sistemas de gestão de contúdo;
  • Ferramentas de marcação de páginas favoritas online;
  • Leitores RSS;
  • Mecanismos de busca na web etc.

Espero que este texto tenha lhe sido útil e, se este for o caso, compartilhe com os seus amigos, nas redes sociais. Esta é sempre a melhor forma de agradecer e incentivar.

MySQL: use o mysqlcheck para fazer manutenção das suas tabelas

O programa cliente mysqlcheck oferece uma maneira eficiente para executar a manutenção das tabelas em seu banco de dados — ele verifica, conserta, otimiza ou apenas analisa as tabelas dentro do banco de dados.
O mysqlcheck deve ser usado quando o servidor mysqld está rodando — uma de suas primeiras vantagens é essa: a de não precisar indisponibilizar o servidor para fazer uma manutenção no seu sistema de banco de dados.
O mysqlcheck é um “frontend”. Ele se autentica no MySQL e execute as declarações CHECK TABLE, REPAIR TABLE, ANALYZE TABLE e OPTIMIZE TABLE do modo mais conveniente pro usuário. Ele determina a forma mais adequada para cada declaração de acordo com a operação pedida, na linha de comando, e a envia ao servidor para ser executada.
É o indicado para realizar as tarefas de manutenção em tabelas MyISAM. Outros mecanismos de armazenamento (storage engines) podem não suportar todas as operações, nestes casos, mensagens de erro irão surgir para te informar do fato:

note    : The storage engine for the table doesn't support check
PRECAUÇÕES

Você deve fazer backup dos dados nas tabelas antes de inciar uma operação de restauração (repair) nestas tabelas. Sob certas circunstâncias, a operação pode causar perda de dados.
Algumas causas de perda de dados podem estar ligadas a sistemas de arquivos com erros.

De acordo com o manual oficial do MySQL, há 3 sintaxes possíveis pro comando mysqlcheck:

mysqlcheck [opcoes] nome_do_banco [nome_da_tabela1 nome_da_tabela2 ...]
mysqlcheck [opcoes] --databases nome_do_banco1 nome_do_banco2 ...
mysqlcheck [opcoes] --all-databases

Daqui pra frente, vamos desenvolver melhor o assunto e algumas das opções mais comuns de uso do comando.

Como verificar uma tabela dentro do banco de dados

Se seu aplicativo retornou uma mensagem de erro, informando que uma determinada tabela está corrupta, execute o mysqlcheck assim:

mysqlcheck -c nome_do_banco nome_da_tabela -u root -p

forneça a senha, assim que lhe for pedido e aguarde o resultado:

nome_do_banco.nome_da_tabela      OK

Se a senha e/ou nome de usuário estiver errada, o sistema emitirá uma mensagem de erro semelhante a esta:

mysqlcheck: Got error: 1045: Access denied for user 'root'@'localhost' (using password: NO) when trying to connect

A opção -c é a que indica que a operação a ser realizada é de checagem (verificatória).

Como verificar todas as tabelas em um banco de dados

Se quiser verificar todas as tabelas dentro de um banco de dados, com o mysqlcheck, omita seus nomes. Forneça apenas o nome do banco de dados que as contém (no meu caso, é clientes):

mysqlcheck -c clientes -u root -p

O meu resultado foi este:
clientes.CLPJ OK
clientes.CLCD OK
clientes.CLPD OK
clientes.CLCT OK[/plain]

Como checar todas as tabelas e bancos de dados

Para realizar uma checagem desta amplitude, o comando executado é bem curto:

mysqlcheck c -u root -p --all-databases

Você pode executar o mysqlcheck em mais de um banco de dados (sem ser todos), assim, com a opção --databases. No exemplo, que segue, o comando será executado em todas as tabelas dentro dos bancos de dados fornecedores e clientes:

mysqlcheck -c -u root -p --databases fornecedores clientes

Como analisar tabelas usando o mysqlcheck

O exemplo que segue, usa o comando mysqlcheck, com a opção -a para analisar a tabela cadastros, dentro do banco de dados clientes:

mysqlcheck -a clientes cadastros -u root -p

Internamente, o mysqlcheck roda a declaração ANALYZE TABLE em relação à clientes. Enquanto trabalha, trava a tabela, permitindo apenas a sua leitura – motivo, pelo qual, você não deve fazer estas tarefas em horários de pico.

Use o mysqlcheck para otimizar tabelas

No exemplo que segue, o mysqlcheck é usado para otimizar a tabela projetos, dentro do banco de dados clientes.

mysqlcheck -o clientes projetos -u root -p
Enter password: 
clientes.projetos                                  Table is already up to date

Como já disse, o comando mysqlcheck executa um comando MySQL internamente. Neste caso, o OPTIMIZE TABLE.
À medida em que você vai removendo registros das suas tabelas, espaços sem uso vão ficando no meio. Este comando funciona semelhante ao desfragmentador de alguns sistemas operacionais, reorganizando os espaços, o que melhora a performance em tabelas que já tenham passado por grandes quantidades de alterações.

Restaure, conserte tabelas com o comando mysqlcheck

Aqui, o mysqlcheck vai usar internamente o comando REPAIR TABLE, que repara (conserta) uma tabela MyISAM corrompida.
Veja como:

mysqlcheck -r clientes projetos -u root -p

Combine diversas tarefas em uma só declaração mysqlcheck

É claro que, para a sua comodidade, é possível combinar diversas tarefas para serem executadas pelo mysqlcheck, em apenas uma linha de comando. veja como combinar CHECK, OPTIMIZE e REPAIR e mais a opção --auto-repair, dentro do banco de dados clientes (adeque o comando à sua realidade):

mysqlcheck -u root -p --auto-repair -o clientes

Ou em todas as tabelas, em todos os bancos de dados:

mysqlcheck -u root -p --auto-repair -o --all-databases
LEIA MAIS:
  • Comandos (internos) de manutenção — rápida noção dos comandos REPAIR, ANALYZE, CHECK e OPTIMIZE.
  • Otimize suas consultas — use o QUERY CACHE!
  • Outras opções úteis pro mysqlcheck

    Para ter um feedback maior do que está sendo feito pelo programa, use a opção –debug-info. Ela é mais voltada para encontrar erros dentro do próprio programa, para desenvolvedores – mas é uma mão na roda para administradores de MySQL que desejam ter um maior controle do que o comando está executando. Veja, no exemplo, como a saída oferece mais informações.

    mysqlcheck -u root -p --debug-info --auto-repair clientes projetos
    Enter password: 
    clientes.projetos                                  OK
    User time 0.01, System time 0.00
    Maximum resident set size 1584, Integral resident set size 0
    Non-physical pagefaults 538, Physical pagefaults 0, Swaps 0
    Blocks in 0 out 0, Messages in 0 out 0, Signals 0
    Voluntary context switches 3, Involuntary context switches 17