Como monitorar o uso do HD (disco rígido) no Linux

O IOTOP é uma ferramenta semelhante ao TOP, no Linux, voltado para monitoramento do fluxo de informações de Entrada/Saída.
Sabe aquele problema em que você percebe que a máquina está usando/acessando excessivamente o disco rígido?
O iotop é uma das ferramentas que pode ajudar a esclarecer o que está havendo.
Um outro ponto, que precisa ser destacado, é que o iotop só vai funcionar no modo admnistrador. Mas, se você pode instalar programas no sistema, então provavelmente é o administrador – e eu não sei por que estou falando isto pra você. 🙂

LEIA MAIS:

Como instalar o iotop

Se a sua distro for baseada no Debian (Ubuntu, Linux Mint etc) use o seguinte comando para instalar o astro deste artigo:

sudo apt-get install iotop

No SuSE fica assim:

sudo yum install iotop

Como executar o iotop

Como já foi dito, o aplicativo precisa de privilégios administrativos para rodar no seu sistema. Você pode resolver isto com o comando sudo. Veja:

sudo iotop

Na parte superior, uma barra informa as taxas totais de leitura (read) e escrita (write) em relação ao HD. Em seguida, as taxas relativas a cada proceso ou threads são relacionadas.
iotop Captura de tela de 2013-03-17 10:31:27
Quem conhece o comando top, vai querer saber se há como customizar o iotop. É claro que sim.
Em vez de ver todas as threads ou processos que estão acessando o HD, pressione a tecla o e veja como um monte de informação desnecessária “desaparece” da tela:
iotop -o Captura de tela de 2013-03-17 10:38:03
Com uma visualização mais “limpa”, pode ficar mais fácil entender o que está acontecendo.
Se você quiser, pode acompanhar apenas um processo, como o do aplicativo transmission (cliente para baixar torrents). Para isto, primeiro você precisa descobrir o PID do processo e depois iniciar o iotop. Veja como:

deckard@Nexus6:~$ ps aux | grep transmission
deckard   <b>3487</b> 15.5  5.6 237420 115012 ?       Sl   09:23  15:51 transmission-gtk /tmp/.fr-m8WEzj/The.Pirate.Bay.AFAK(HDTV-x264-ASAP)[VTV].torrent

Note que o meu PID é 3487. No seu sistema, o valor será diferente. Fique atento a isso.
ps aux | grep transmission 13-03-17 11:05:44
De posse do seu PID informe-o ao iotop, conforme o exemplo:

sudo iotop --pid=3487

E note que apenas as informações referentes ao PID do programa selecionado serão exibidas na tela (no meu caso, o transmission).
Outra forma de acompanhar o transmission, que faz uso relativamente intenso do seu HD – o que pode depender da quantidade de arquivos envolvidos em processos de uploads/downloads é usar a opção de cumulatividade em conjunto com o filtro de processos ativos, assim:

sudo iotop -ao

Desta forma, muitas informações desnecessárias são inibidas e o relatório acumula os valores das taxas de entrada/saída de dados do seu HD.
iotop - oa Captura de tela de 2013-03-17 10:29:27

Como saber se o meu servidor está pronto para instalar o Magento?

Magento_logo
Se você já tem um servidor de Internet LAMP (Linux, Apache, MySQL e PHP) funcionando, é provável que tudo esteja em ordem. Caso contrário, leia aqui um artigo sobre como preparar o seu servidor.

O ambiente

Os comandos, abaixo, precisam de privilégios administrativos. Portanto, ao abrir um terminal, dê login como root, antes de prosseguir.

A verificação oficial

O site oficial do Magento tem um script que faz a verificação para você: magento-check.php.
Use o wget para fazer o download. Abra um terminal e entre como administrador do sistema (root):
wget http://www.magentocommerce.com/_media/magento-check.zip
Em seguida, instale o unzip:
apt-get install unzip
Extraia o arquivo:
unzip magento-check.zip
Copie-o pra pasta “home” do Apache:
cp magento-check.php /var/www/
Captura de tela de 2013-03-13 18:52:08
Agora acesse, com o seu navegador favorito o endereço localhost/magento-check.php e veja se o seu servidor está pronto para receber o Magento
Captura de tela de 2013-03-13 18:54:54
No caso da figura acima, falta instalar a extensão curl do PHP, o que pode ser feito assim:
apt-get install php5-curl
Reinicie o Apache:
/etc/init.d/apache2 stop
/etc/init.d/apache2 start

Depois disto, repita a checagem:
w3m localhost/magento-check.php
Captura de tela de 2013-03-13 19:04:14
Se tudo estiver ok, você pode seguir em frente com a instalação do Magento
Leia mais: Passo a passo para instalar o Magento.

Como instalar um servidor LAMP no Debian Linux

LAMP é uma abreviatura para LINUX – APACHE – MYSQL – PHP (ou Perl, ou Python…). Um servidor LAMP é útil para quem deseja criar páginas para Internet aplicativos web, mas quer testar em seu próprio computador antes de fazer os uploads.
lamp
Se você já está usando o Debian 9, sugiro a leitura de um texto mais atual, neste post https://elias.praciano.com/2017/07/como-instalar-um-servidor-web-lamp-no-debian-9/.

Como instalar o Apache

O Apache é o servidor web mais usado no mundo e pode ser instalado de maneiras diferentes no Debian. Umas das maneiras mais simples é através do aplicativo tasksel:

  1. No terminal, execute o tasksel
  2. Na tela do aplicativo, marque a opção Servidor Web
  3. Use a tecla Tab para ir até o botão Ok e tecle Enter

Captura de tela de 2013-03-13 16:25:16
Algumas questões serão feitas durante o processo de instalação e é seguro optar pela resposta padrão até a finalização.
Você pode instalar e configurar tudo (Apache, MySQL e PHP), com o tasksel, também. Leia mais aqui.

Como testar o Apache

O Debian tem um navegador em modo texto, que pode ser usado para esta tarefa: o w3m — mas você pode usar qualquer outro navegador para isto.
Execute o seguinte comando:


w3m http://localhost/

Se tudo tiver corrido bem, você terá uma tela parecida com esta:
Captura de tela de 2013-03-13 16:38:25
Para sair do w3m, tecle ‘Q’ e, em seguida, confirme a saída com ‘y’.

Como instalar o PHP

Vamos instalar aqui o PHP 5 e a biblioteca de integração do Apache ao PHP:


apt-get install php5 libapache2-mod-php5

Como testar a instalação do PHP

Execute o seguinte comando (ou copie e cole com Ctrl+C, Ctrl+V):


su -c "echo '<?php echo phpinfo(); ?>' > /var/www/html/teste.php"

Novamente, rode o w3m para verificar a instalação do PHP:


w3m http://localhost/teste.php

Captura de tela de 2013-03-13 17:05:00
Se você vir uma tela, semelhante à da figura, com informações sobre a instalação atual do PHP, é por que este está funcionando.

Como instalar o MySQL

Para instalar o MySQL execute o comando, a seguir:


apt-get install mysql-server mysql-client php5-mysql

Quando o instalador pedir, forneça uma nova senha pro MySQL e confirme-a, quando for pedido.
Captura de tela de 2013-03-13 17:11:34

Como instalar o PhpMyAdmin

Esta não é uma ferramenta essencial, mas ajuda a gerenciar os seus bancos de dados e tabelas no servidor, sem ocupar espaço significante no seu sistema:


apt-get install phpmyadmin

Novamente, aceite as configurações padrão durante a instalação (teclar Enter em algumas telas será o suficiente). O PhpMyAdmin vai pedir a senha que você cadastrou anteriormente para acessar o MySQL e vai pedir uma senha nova pro PhpMyAdmin (que deverá ser confirmada em seguida).

Teste do PhpMyAdmin

Como a página do PhpMyAdmin usa frames, é indicado usar um navegador mais sofisticado para testá-lo. Neste caso, o Firefox ou Chromium devem dar conta do recado. A página a ser acessada é http://localhost/phpmyadmin
Captura de tela de 2013-03-13 17:48:47
Divirta-se!

Como verificar a saúde do seu HD (disco rígido) com Ubuntu.

Sou defensor de um uso mais intenso do Linux pelo suporte técnico para diagnosticar e resolver problemas (quando possível) ou contorná-los.
Uma das vantagens técnicas ao começar a fazer um diagnóstico utilizando uma distro Linux é estar livre, de cara, de todo um ambiente infestado de vírus. É um problema (dos grandes) a menos.
Há um série de distros, cada qual com suas especialidades, que podem ser usadas pelo suporte técnico para diagnosticar e resolver problemas. Mas este não será o assunto aqui.

LEIA MAIS:

Um outro momento em que ter uma distro Linux à mão (dentro de um pendrive) pode ser na hora de comprar um computador usado. Este cuidado possibilita ver a saúde geral da máquina que se deseja comprar.
Vamos abordar uma forma rápida e simples de diagnosticar o seu disco rígido e, se houver, encontrar setores ruins ou bad sectors em sua superfície, utilizando a linha de comando.

Aviso

O programa que vamos usar aqui pode destruir os dados contidos no disco rígido, dependendo da maneira em que for usado. Faça backup dos seus dados sempre e seja atencioso no que faz. Você foi avisado.

Ao trabalho…

O sistema já vem com a ferramenta de que precisamos: o aplicativo badblocks. Ele precisa ser executado como administrador do sistema, por isso, certifique-se de ter os privilégios necessários para tal.
Abra um terminal com Ctrl + Alt + T e digite dentro dele o comando (trocando a referência ao seu HD aonde for necessário):
sudo badblocks -v /dev/sda1 > setores_ruins.log
Com este comando, desviamos todas as informações da tela para dentro de um arquivo texto chamado setores_ruins.log, que poderemos abrir e analisar com calma mais tarde. O ṕarâmetro -v faz com que a execução do comando seja mais verbosa, ou seja, exibe informações mais detalhadas do que está sendo feito.
Captura de tela de 2013-03-05 09:49:25
No caso de estar adquirindo um HD usado, já instalado no computador, o ideal é rodar o badblocks de um CD ou pendrive Linux live. O seguinte comando só pode ser rodado em uma partição que não esteja montada:
badblocks -nvs /dev/sda
Embora não seja um exame destrutivo, ele precisa ler e escrever dados no HD.

Como instalar Ubuntu em um pendrive

Há várias utilidades em se ter um pendrive com o Linux instalado, qualquer que seja a distribuição. Entre elas, eu citaria:

  • Suporte técnico – executar diagnósticos em uma máquina cujo sistema operacional esteja avariado
  • Privacidade – rodar o seu próprio sistema operacional, com seus próprios programas e gravando tudo dentro do seu próprio pendrive. Assim, você chega a qualquer computador, usa o seu sistema personalizado, navega na Internet, trabalha e vai embora sem deixar qualquer rastro pros xeretas.
  • Testar novas distros Linux – sem precisar fazer instalações novas e se arriscar a perder arquivos, você pode testar praticamente qualquer distro Linux. Aqui, vamos sugerir o download da versão de testes (em>beta ou alpha).
  • Distros especiais para ocasiões específicas – para quem deseja ter uma distro mais leve, com apenas os programas necessários para realizar certas tarefas, um pendrive pode ser muito útil para abrigar um sistema operacional e aplicativos exclusivos para tarefas de multimidia, servidor de arquivos, WEB ou banco de dados etc.

Ubuntu pendrive
Há várias outras aplicabilidades para esta situação, mas vamos ficar só nestas, por enquanto.
Comece por fazer o download da sua distribuição preferida. A sugestão, aqui, é ir à página do Ubuntu e pegar uma das que se encontra à disposição lá. Mas eu encorajo você a ser livre para escolher outra 😉

Aviso

Como sempre, mantenha backup dos seus dados. As dicas, aqui, podem formatar o seu pendrive e, portanto, apagar os dados contidos nele. Portanto, use um pendrive que não contenha informações relevantes.

Se você não estiver usando Ubuntu

Se você estiver usando Windows, este outro artigo vai te ajudar muito mais.
Algumas variações do Ubuntu, como o LUbuntu, não tem o software necessário instalado. Mas isto pode ser facilmente corrigido com um comando no terminal:

sudo apt-get install usb-creator-gtk

Em poucos minutos (dependendo da sua conexão) ele estará instalado e pronto para ser executado.

Criar disco de inicialização com Ubuntu

Abra o Dash apertando a tecla Supeŕ (aquela que tem o simbolo do Windows), à esquerda da barra de espaços. Faça uma busca por discos e selecione o Criador de Discos de Inicialização:
Captura de tela de 2013-03-05 11:24:22
Insira o seu pendrive e aguarde alguns instantes, enquanto ele é montado.
Captura de tela de 2013-03-05 11:42:29
Caso o Ubuntu abra janelas adicionais para acessar o conteúdo do seu pendrive, cancele e volte à janela do Criador de discos de inicialização.
Na primeira seção do quadro do Criador, selecione o arquivo .ISO que você baixou (lembra da Introdução deste artigo?)
0Captura de tela de 2013-03-05 13:42:38
Feito isto, opte por Apagar disco, caso não tenha dados relevantes no pendrive. Se você não mandar apagar, os seus dados atuais serão preservados.
Captura de tela de 2013-03-05 13:52:15
As últimas opções estão relacionadas à sua privacidade. Se você considera seguro armazenar seus dados pessoais no pendrive, opte pela primeira. Todo o seu trabalho e as personalizações ficarão armazenadas no pendrive, dentro da área que você definir.
Se você preferir um nível de privacidade mais paranóico opte por Descartar ao desligar. Assim, nada será armazenado neste pendrive. Caso você tenha uma conexão à Internet, poderá armazenar online, em algum local que você considere seguro.
Captura de tela de 2013-03-05 13:52:53
Feito as opções, clique no botão Criar disco de inicialização e aguarde a criação do seu “disco”/pendrive com Ubuntu (ou outra distro que você tenha escolhido).
Captura de tela de 2013-03-05 14:01:26
Para dar o passo final, será necessário dar a sua senha para ter acesso administrativo ao setor de boot do dispositivo.
Captura de tela de 2013-03-05 14:05:23
Ao final do processo, reinicie o seu computador. Deixe o pendrive conectado, para que o Linux se inicie a partir dele.
Captura de tela de 2013-03-05 14:09:37

Possíveis problemas

Em algumas máquinas, pode ser necessário acessar um menu de boot para indicar que você deseja iniciar a partir do pendrive. O acesso e a aparência deste menu varia de fabricante pra fabricante. Consulte o manual do seu computador para saber como chegar lá, caso ele não inicie do pendrive automaticamente.
Este menu pode ser semelhante ao da imagem abaixo.
bootmenu
Neste caso, a opção certa é “USB Flash Device“.
Ao seguir em frente, se tudo deu certo, o seu sistema operacional será carregado. Divirta-se.