Como integrar o Gmail ao seu desktop GNOME

O aplicativo gnome-gmail pode ser usado para disparar o site do gmail direto do seu desktop.
Escrito em Python, trata-se de um pequeno script que trabalha abrindo o seu navegador padrão, direto no site do serviço do Google.

Não é um aplicativo cliente de email completo, como o Evolution, o Geary ou o Thunderbird, portanto.
O script torna mais ágil o acesso à interface web do Gmail. Apenas isso.
Você pode continuar a usar o seu cliente de email favorito e, eventualmente, quando precisar acessar o site, basta rodar o script direto do Dash.
Dash gnome gmail

O GNOME Gmail integra a interface web do serviço de email do Google ao seu ambiente de trabalho.
Toda vez que for requisitado um serviço de email, o sistema irá abrir a página gmail.com.

Como instalar o GNOME-gmail

Para realizar a instalação do aplicativo, abra o painel de instalação de Programas e procure por “gnome-gmail” ou apenas “gmail”.
instalação do gnome-gmail

Se prefere usar a CLI, para instalar via apt, rode o comando:


sudo apt install gnome-gmail

Estou usando o Debian, em meus exemplos, mas este app deve estar disponível para outras distribuições.

Depois de instalado, o aplicativo vai perguntar se você deseja que o website https://gmail.com seja o recurso padrão para enviar mensagens de correio eletrônico do seu sistema.
Responda “sim” ou “não”.
gmail padrão

Em seguida, irá requisitar a conta de email, que se deseja abrir.

Se o seu navegador padrão já estiver autenticado, através da conta indicada, o seu conteúdo irá abrir direto.
Muito simples, não é?

Introdução ao Linux, para iniciantes.

O Linux está presente em muito mais lugares do que muita gente imagina.
Perto de 90% dos super computadores mais poderosos do mundo rodam Linux e um número um pouco menor dos servidores web, também usam o sistema operacional do Pinguim.

O seu smartphone, se for Android, também roda Linux.
Pequenos dispositivos ou carros e caminhões autônomos também estão adotando o sistema.

Faz sentido se perguntar “por que o meu computador ou notebook também não poderia rodar Linux?” — e é claro que pode!
Só que, se você está acostumado com o seu sistema operacional atual (Windows, provavelmente), antes de migrar para outro, pode ser interessante entender os paradigmas e os conceitos sobre os quais o Linux se sustenta.

Tarefas rotineiras são realizadas de modo diferente em outro sistema operacional. Não é nem mais, nem menos, complicado ou difícil. É apenas diferente.

Os componentes do Linux

O sistema operacional GNU/Linux vem “embalado” de modo diferente de outros sistemas, como o Windows ou o MacOS.
Em vez de apenas uma grande empresa cuidando (bem ou mal) de todos os aspectos concernentes a sistema operacional, no mundo livre, há várias empresas integradas e trabalhando — cada qual, no que sabe fazer melhor.
Algumas destas empresas são grandes (IBM, Red Hat, Oracle, etc)

No Windows, por exemplo, usa-se apenas uma interface gráfica e, como ela é dominante, ninguém sabe sequer o nome dela.
No Linux, podemos escolher interfaces diferentes da que veio embalada na nossa distro: GNOME, KDE Plasma, Cinnamon, XFCE, Mate etc.

Não só empresas.
Há comunidades realizando trabalhos importantes.
Os ambientes gráficos GNOME e KDE (entre outros) são conduzidos por comunidades de desenvolvedores e usuários — e com forte participação de empresas.
Diferente de softwares de código fechado e/ou proprietário, todo mundo pode participar do desenvolvimento dos Softwares Livres.

De modo genérico, uma instalação Linux compreende:

  1. o kernel, ou o cerne do sistema.
  2. os programas do sistema e os arquivos residentes em disco.
  3. um ambiente gráfico (que não é obrigatório).
  4. um gestor de pacotes, para facilitar a instalação de novos softwares.
  5. as aplicações.

Vamos conhecer um pouco mais de cada item.

O kernel do sistema

O núcleo de um sistema operacional é chamado de kernel.
É considerado o motor, sob um capô.
Permite, entre outras coisas, que múltiplos programas possam estar a ser executados simultaneamente e ainda coordena o acesso de cada um aos serviços e dispositivos, de forma que tudo funcione elegantemente.

Os programas e os arquivos do sistema

Em vez de ser executados de dentro de um kernel, os arquivos (de configuração, por exemplo) e os programas do sistema ficam em disco, esperando ser chamados à execução.
Incluem serviços, também chamados daemons, que rodam em segundo plano, utilitários que permitem realizar diversas operações, arquivos de configuração e de log (relatórios do sistema).

Os programas do sistema são, em sua maioria, pequenos aplicativos que cuidam, cada qual, de uma pequena tarefa básica — como ajustar a data, conectar à rede Wi-Fi etc.
Isto inclui o programa init, que é o primeiro a ser lançado e é responsável por iniciar todos os outros.
No Linux, até mesmo o programa init pode ser escolhido pelo usuário — embora seja bastante incomum.

O ambiente gráfico do Linux

O ambiente gráfico é um pacote completo de programas voltados para colocar uma interface gráfica na tela do computador e fornecer uma série de outros programas para manter tudo funcionando e complementar a experiência do usuário.
Comumente, chamamos o ambiente gráfico de GUI (Graphic User Interface, ou interface gráfica de usuário) ao conjunto da interface com todos os programas de apoio (o que inclui os programas de configuração da GUI).
Em oposição ao ambiente gráfico, tem o ambiente texto ou linha de comando. Também chamada de CLI (Command Line Interface, ou interface de linha de comando).

Ao contrário de outros sistemas operacionais, no Linux é comum usuários fazerem uso das duas interfaces, (CLI e GUI) alternadamente.
É apenas uma questão de gosto pessoal.

Diferente dos sistemas da Apple e da Microsoft, usuários podem escolher qual a GUI que preferem usar.
Mesmo que você tenha adquirido o seu linux com uma GUI padrão, nada impede de mudar este “detalhe”.
No ato da instalação, é comum o programa perguntar qual ou quais ambientes gráficos você deseja instalar.
Se optar por mais de um, pode alternar entre eles, durante o uso.
Alguns ambientes gráficos são projetados para ficarem parecidos com o Windows ou o OSX.
Outros, são tão originais que se tornaram referência àqueles sistemas.
Pessoalmente, embora eu use com mais frequência o GNOME, gosto muito da velocidade do XFCE ou da enorme quantidade de recursos visuais do KDE Plasma.
Estou sempre alternando entre eles.

Gestão de pacotes no Linux

Ter uma “loja” ou “repositório” (como é chamado no Linux), aonde se concentram todos os aplicativos que o usuário pode baixar e instalar facilmente, com um único clique, é uma ideia que surgiu com as distribuições Linux.
O repositório da sua distribuição é um local seguro, em que você pode pesquisar e encontrar os softwares de que precisa.

Este é provavelmente um dos conceitos mais copiados do Linux.
Desde os seus primórdios o sistema operacional do pinguim oferece maneiras diferenciadas de se instalar programas.
Com o tempo, o processo foi se refinando e os usuários passaram a procurar, escolher e instalar seus programas a partir de repositórios. o conceito foi copiado pelas “lojas de aplicativos” da Apple e do Google.

gimp install debian
Loja de apps: Como instalar um aplicativo no Linux.

A loja de aplicativos é um front end gráfico para os gestores de pacotes do Linux.
Sua função é buscar um programa do repositório ou biblioteca de aplicativos da sua distribuição GNU/Linux e fazer a instalação.
Os repositórios contém milhares de aplicativos para você baixar com segurança.

Até mesmo os programas nativos para Windows, podem rodar em Linux, com o uso do WINE.

O que é uma distribuição

Já expliquei que várias empresas e comunidades estão envolvidas no desenvolvimento do Linux.
Pois bem. Algumas delas também “empacotam”, junto com o kernel do Linux, uma série de outros aplicativos prontos para ajudar os usuários a rodar uma solução completa de sistema operacional.
Hoje, as distribuições são muito parecidas entre si. As diferenças estão cada vez mais relegadas aos detalhes — que somente usuários intermediários irão perceber.
Isto significa que você pode escolher qualquer uma.
Contudo, algumas distros são mais populares, justamente por causa “do conjunto dos detalhes” que acaba por agradar mais os seus usuários.
Veja algumas:

  • Slackware e Archlinux — costuma agradar mais a usuários avançados, que preferem fazer ajustes “manuais” e mais detalhados no seu Linux.
    Este tipo de característica, por contraditório que possa parecer, também torna estas opções excelentes para quem deseja aprender mais sobre sistemas operacionais e, em particular, sobre o Linux.
    A primeira opção é uma distro das mais antigas e tradicionais. Ambas possuem uma grande comunidade ativa e muita documentação disponível.
  • Debian e Ubuntu — O Debian é uma das primeiras distribuições a surgir e já conta com, aproximadamente, 25 anos de existência. Tem uma comunidade extremamente forte e ativa e apoio de várias empresas.
    O mesmo pode ser dito do Ubuntu.
    O Ubuntu tem uma empresa forte por trás de suas decisões: a Canonical e, por ser derivado do Debian, usufrui de toda a base de conhecimento construída sobre ele. Ou seja, tudo o que você ler sobre Debian, de modo geral, vale para o Ubuntu e vice-versa.
    Uma das diferenças importantes entre ambos os sistemas é que o Ubuntu é baseado no ramo testing do Debian. Por isto, vai contar com um repositório de aplicativos mais atualizados, enquanto o Debian vai privilegiar manter um repositório com aplicativos que passaram por testes mais exaustivos e que são considerados mais estáveis.
  • Red Hat, CentOS e Fedora — O Red Hat é, ao lado do Debian, do Slackware e do SuSE, uma das distribuições tradicionais do Linux. Fedora e CentOS são originárias do Red Hat.
    Depois que a empresa Red Hat decidiu por um modelo mais “fechado” de distribuições, o Fedora e o CentOS são lançados primeiro e a comunidade testa os softwares antes de chegarem ao Red Hat.
    Desta maneira, o Red Hat Enterprise Linux é voltado a clientes corporativos pagantes e que preferem uma distribuição mais estável e com sólido apoio e suporte técnico.
    O CentOS tem uma “pegada” mais voltada para a segurança, vale dizer.
  • OpenSuSE — Derivada do SuSE Linux, uma distro originada na Alemanha a partir do Slackware. Com o tempo, se afastou deste e passou a adotar uma série de recursos do Red Hat, mantendo sua independência como distro.

Pessoalmente, recomendo as pessoas a usar o que eu uso (Debian ou Ubuntu) — basicamente, por que a documentação online e livros é mais abundante.
O melhor é ler mais sobre o assunto e escolher a que mais se identifica com você.
E, não se preocupe, sempre será possível trocar de distribuição GNU/Linux, quando você quiser.
É comum usuários experimentarem várias distribuições até, finalmente, decidir por uma.

Não esqueça de ler o texto 5 distribuições Linux que sempre vale a pena considerar.
Dê também uma olhada nesta lista de livros sobre Linux, que podem ajudar muito a iniciar suas aventuras no mundo do software livre.
E conheça as minhas 10 dicas para migrar do Windows para Linux.

5 ajustes básicos para fazer após instalar o sistema operacional da System76, o Pop!_OS

O sistema operacional POP!_OS é baseado na versão mais atual do Ubuntu, que é, por sua vez, derivado do Debian.
Trata-se de uma alternativa oferecida pela fabricante estadunidense de computadores System76, baseada em Denver, no estado do Colorado.

Saiba mais sobre o POP OS neste post.
Se você já está acostumado com a interface mais atual do GNOME 3.2x, não vai ter dificuldades para encontrar tudo o que precisa, aqui.
A sensação é de que se trata apenas de “um tema diferente”.
pop os logo
Para quem usa uma máquina System76, contudo, o POP OS já vai deixar uma série de coisas prontas, incluindo toda a instalação de drivers.
Escrevo este post em uma máquina Dell Inspiron 5448 e, sinceramente, tenho a sensação de que me serve melhor que o Ubuntu 14.04 LTS original.

Atualização do sistema

Não faça absolutamente nada, se não estiver com o sistema atualizado.
Se não houver qualquer notificação para atualizar, ative o Dash, com a tecla Super.
Em seguida pesquise por “shop” e selecione o Pop!_Shop.
Se houver atualizações disponíveis, elas serão listadas neste painel.
pop os update screen

Como alternativa, o procedimento também pode ser feito no terminal, com o comando apt:


sudo apt update

sudo apt full-upgrade

Se tiver interesse, está melhor explicado aqui.

No POP SHOP também podem ser encontrados os programas que você quer ou precisa, para instalar no seu sistema.
O repositório usado, no POP OS, é o mesmo do Ubuntu.

Recomendo voltar aqui, quando terminar os outros ajustes, para encontrar e instalar os softwares que você precisa para começar a trabalhar e se divertir.

Configurações básicas de login do usuário

No menu de configurações há uma série de itens que podem ou deveriam ser ajustados inicialmente.
Neste tópico, sugiro configurar o seu ícone ou foto de usuário no login.
Selecione a aba “Detalhes”, à esquerda do menu.
Em seguida, clique em “Usuários”
Pode ser necessário “Desbloquear” o painel, no canto superior à direita, para conseguir fazer as alterações que deseja.
pop os configurações de usuário

Este painel permite alterar o seu nome de exibição na tela de login do seu sistema, bem como a sua foto ou ícone de identificação.

Os atalhos de teclado do POP OS

Se você veio de alguma distro que usa o GNOME ou o KDE puros, pode ter percebido que o Alt+ F4 não funciona para fechar as suas janelas.
O atalho de teclado, com esta função, é o Super + W.
É W, de window (janela).
Faz mais sentido, não é?
Você pode ver todos os atalhos padrão do seu sistema operacional POP OS em configurações, no painel Dispositivos e dentro da guia Teclado (Configurações/Dispositivos/Teclado).
atalhos de teclado
Um jeito rápido de chegar a esta tela, é através da tecla Super.
Em seguida, digite “atalhos”. Veja a imagem, acima.
pop os atalhos de teclado

Leia mais sobre os atalhos de teclado.

Instale os codecs de áudio e vídeo

No ato da instalação do sistema operacional, é perguntado se você deseja instalar “as atualizações” e os codecs de áudio e vídeo, já durante o procedimento.
Se você pulou esta parte, pode ser que não consiga ver alguns sites com conteúdo multimídia.
Ubuntu restricted extras e addons

Abra um terminal (Ctrl + Alt + T) e digite o comando:


sudo apt install ubuntu-restricted-extras

Papéis de parede

dash plano de fundo ou papel de parede
O POP OS vem com vários papéis de parede padrão e você pode fazer suas escolhas no painel de configurações.
pop os plano de fundo

Instalar o Google Chrome

O navegador padrão, aqui, é o Mozilla Firefox.
Se você prefere o Google Chrome, pode baixar o pacote de instalação do site: https://www.google.com/chrome/.
eddy download install deb files

Clique no botão de download no site e certifique-se de “aceitar as condições” de uso do software.
Selecione o Eddy como gerenciador de pacotes da distro.
Em seguida, clique em “Fazer isso automaticamente nos arquivos como este de agora em diante”, se quiser simplificar a instalação dos próximos pacotes .DEB

eddy download install deb files

Dentro do Edddy, clique no botão Instalar.
eddy download install deb files

Se tudo correr bem, o Google Chrome já poderia ser executado a partir do Dash.
executar o chrome do dash

Arraste os itens mais importantes para a barra de lançamentos do Dash

Ao pressionar a tecla Super, o sistema abre o Dash, de onde você pode executar aplicativos direto da barra de lançamentos rápidos, à esquerda ou fazer uma busca, no topo.

Esta barra de lançamentos pode ser (re)configurada.
barra de lançamentos rápidos GNOME

Clique no último item da barra, embaixo, para “Mostrar aplicativos”.
Em seguida, arraste para fora da barra os apps que você não deseja que fiquem lá.
Da relação de apps, no centro da tela, arraste os ícones dos programas aos quais queira ter acesso mais rápido.
Use a caixa de busca para encontrar os aplicativos instalados no sistema.

Configure suas contas online

Para facilitar a sua vida, é possível integrar melhor o sistema às suas contas em diversos sites e aplicativos online — como redes sociais (em que você pode compartilhar este post, por exemplo), serviços de armazenamento nas nuvens, aplicativos de mensagens instantâneas etc.
gnome contas online

Basta selecionar o app ou serviço online e fornecer seus dados, para o sistema operacional fazer a conexão.

Configurações de energia

Se vocẽ está usando um notebook, configurar o uso da energia é importante.
Para chegar ao painel apropriado, busque por “bateria” no Dash.
configurações de energia do gnome

Vale a pena ficar atento a 3 opções, neste painel:

  1. Reduza o brilho da tela ao máximo possível, se vai depender da bateria por um período prolongado.
  2. Ajuste a suspensão automática para o intervalo de tempo mais curto possível.
  3. Configure o botão de desligar para o comportamento que achar mais adequado para você. O padrão é que ele apenas suspenda o computador. Se prefere que a máquina seja desligada, vai ter que especificar isto.

O brilho do teclado é para quem tem retro iluminação no teclado.
No meu laptop, a barra tem a mesma função da tecla específica para este recurso, no teclado — ou seja, apenas 3 posições: desligado, luz fraca e luz normal.

Como pesquisar em arquivos .ODT, com o comando grep

Infelizmente, o comando grep não consegue enxergar o conteúdo de arquivos .odt, bem como muitos outros arquivos que não sejam puro texto.
Arquivos binários, como é o caso, não são transparentes para o uso do grep.

Neste texto, vou mostrar como fazer a conversão do seu arquivo .odt e, durante o processo, o grep captura o conteúdo e faz a busca pelas strings que você sugere, na linha de comando.
Para isto, o utilitário odt2txt faz a conversão do .odt e repassa o resultado ao comando grep.
A sintaxe é assim:

odt2txt --stdout nome-do-arquivo.odt | grep -i string-a-ser-pesquisada

Veja um exemplo:


odt2txt --stdout Documentos/Linux\ Cloud.odt | grep -i linux

A Evolução do GNU/Linux
Distribuições GNU/Linux
Certificação Linux
Mercado Linux
Conhecendo a Arquitetura do Sistema Linux
Linux Inside: Instalação Desktop Debian e CentOS

Com a opção ‘–stdout’, o utilitário odt2txt desvia o resultado para a saída padrão do sistema.
Em seguida, o grep é chamado para interceptar o resultado, no modo texto e exibir as linhas que contém a cadeia de caracteres solicitada.

Leia mais sobre o comando grep.

Tethering com a câmera Canon T6 (1300D) é frustrante no Linux

Tethering é uma técnica para tirar fotos, que consiste em conectar sua câmera a um notebook ou PC e, a partir dele, ajustar e controlar a câmera.
Há alguns softwares bem conhecidos, no Linux, que permitem fazer sessões de fotografia com a câmera “atada” ao PC.

Neste post, vou abordar a técnica com o uso do Entangle, do lado do software.
Eu sei que o Darktable também permite este tipo de conexão, mas não o usei desta vez.
A distro usada é a Debian 10 testing.
Também conduzi alguns testes usando o Pop OS, baseado no Ubuntu 17.10 (com os mesmos resultados).

Do lado do hardware, temos uma câmera Canon EOS Rebel T6 ou EOS 1300D ou, ainda, EOS Kiss X80, como é conhecida no mercado asiático.
Usualmente, o tethering é feito via USB. Mas pode ser também via Wi-Fi Direct — mas, neste caso, vai haver um impacto terrível na velocidade de comunicação entre o laptop e a câmera.
O cabo USB é a ferramenta profissional e séria de conexão PC – Câmera, por enquanto.

As informações dadas neste texto são genéricas o suficiente para serem aplicadas em qualquer distro Linux, bem como qualquer câmera com suporte a tethering.

Se você obteve resultados diferentes, por favor, use a sessão de comentários para nos contar como foi, citando a sua distro, o software utilizado e o modelo de sua câmera. 😉

clique nos links, para obter informações mais aprofundadas sobre algum tema abordado neste texto.

A Canon EOS Rebel T6 é capaz de fazer tethering no Linux?

A empresa concebeu a câmera para realizar este tipo de fotografia, com o uso do EOS Utility Softwares, que pode ser baixado do site da Canon — mas não tem versão para Linux.
Quem sabe se as pessoas cobrarem melhor suporte da empresa…

O site da Tether Tools é o maior site de vendas de cabos USB específicos para este tipo de recurso.
Eles têm uma página específica em que informa as câmeras compatíveis com o software Entangle.
Esta câmera não está listada.

O próprio Entangle, tem uma relação de câmeras suportadas – dentro do menu Ajuda. Vale conferir.

Se você ainda não comprou a sua câmera e está lendo este review preventivamente, sugiro dar uma olhada nesta seção de câmeras suportadas, para fazer uma escolha melhor.

Como conectar a câmera ao laptop

Não vi qualquer referência sobre “a ordem” em que os dispositivos devem ser conectados.
Mas gosto de conectar a câmera desligada ao laptop primeiro e, em seguida, ligá-la.
Só depois é que inicio o Entangle.

Você pode usar o comando lsusb, para verificar o que está conectado (ou não) ao seu equipamento.
Este foi o meu resultado:


lsusb --tree

/:  Bus 04.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=xhci_hcd/4p, 5000M
    |__ Port 2: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/4p, 5000M
/:  Bus 03.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=xhci_hcd/4p, 480M
    |__ Port 2: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/4p, 480M
    |__ Port 4: Dev 3, If 0, Class=Human Interface Device, Driver=usbhid, 12M
    |__ Port 4: Dev 3, If 1, Class=Human Interface Device, Driver=usbhid, 12M
    |__ Port 4: Dev 3, If 2, Class=Human Interface Device, Driver=usbhid, 12M
/:  Bus 02.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=ehci-pci/3p, 480M
    |__ Port 1: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/6p, 480M
        |__ Port 5: Dev 3, If 0, Class=Wireless, Driver=btusb, 12M
        |__ Port 5: Dev 3, If 1, Class=Wireless, Driver=btusb, 12M
/:  Bus 01.Port 1: Dev 1, Class=root_hub, Driver=ehci-pci/3p, 480M
    |__ Port 1: Dev 2, If 0, Class=Hub, Driver=hub/6p, 480M
        |__ Port 4: Dev 3, If 0, Class=Video, Driver=uvcvideo, 480M
        |__ Port 4: Dev 3, If 1, Class=Video, Driver=uvcvideo, 480M

A câmera não aparece na listagem e sequer foi detectada.
Com este resultado, a câmera não terá utilidade sequer para obter as fotos, que dirá fazer tethering que é mais complexo…

A conexão via wi-fi direct é possível

tethered camera

Sim. A câmera permite tethering com o Linux via wi-fi (inclusive wi-fi direct)… — mas sugiro não se animar muito com esta possibilidade.

Com as atuais taxas de transferência de dados via Wi-Fi, este meio de conexão é totalmente inadequado para um estúdio profissional.
Neste caso, a culpa não é da Canon, portanto.

A conexão pode ser o suficiente para brincar um pouco. Mas a demora na transferência das imagens RAW é de testar a paciência de qualquer um.