Como copiar arquivos recursivamente no linux (no terminal)

Você provavelmente veio parar aqui por que usou um comando semelhante a este:
cp -r /origem/*.mp3 /destino/
e não funcionou.
Há várias formas de fazer isto, com arquivos de qualquer extensão (*.mp3, *.jpg, *.txt etc.). Como você já sabe, cp -r não é uma delas.

Como copiar arquivos recursivamente com os comandos find e cpio

Estes comandos dão conta do recado. O primeiro encontra os arquivos do tipo desejado, recursivamente. O outro faz a cópia, mantendo a estrutura de diretórios.
Adapte a linha de comando, que segue, para que ela atenda às suas necessidades.
$ find /caminho/de/origem/ -name ‘*.mp3’ | cpio -pdm /caminho/de/destino/

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Veja o que as opções ‘-pdm’ fazem:

  • -p habilita a operação de cópia recursiva
  • -d cria a estrutura de diretórios no destino, de acordo com a original
  • -m preserva as datas de modificação dos arquivos

Como monitorar o uso do HD (disco rígido) no Linux

O IOTOP é uma ferramenta semelhante ao TOP, no Linux, voltado para monitoramento do fluxo de informações de Entrada/Saída.
Sabe aquele problema em que você percebe que a máquina está usando/acessando excessivamente o disco rígido?
O iotop é uma das ferramentas que pode ajudar a esclarecer o que está havendo.
Um outro ponto, que precisa ser destacado, é que o iotop só vai funcionar no modo admnistrador. Mas, se você pode instalar programas no sistema, então provavelmente é o administrador – e eu não sei por que estou falando isto pra você. 🙂

LEIA MAIS:

Como instalar o iotop

Se a sua distro for baseada no Debian (Ubuntu, Linux Mint etc) use o seguinte comando para instalar o astro deste artigo:

sudo apt-get install iotop

No SuSE fica assim:

sudo yum install iotop

Como executar o iotop

Como já foi dito, o aplicativo precisa de privilégios administrativos para rodar no seu sistema. Você pode resolver isto com o comando sudo. Veja:

sudo iotop

Na parte superior, uma barra informa as taxas totais de leitura (read) e escrita (write) em relação ao HD. Em seguida, as taxas relativas a cada proceso ou threads são relacionadas.
iotop Captura de tela de 2013-03-17 10:31:27
Quem conhece o comando top, vai querer saber se há como customizar o iotop. É claro que sim.
Em vez de ver todas as threads ou processos que estão acessando o HD, pressione a tecla o e veja como um monte de informação desnecessária “desaparece” da tela:
iotop -o Captura de tela de 2013-03-17 10:38:03
Com uma visualização mais “limpa”, pode ficar mais fácil entender o que está acontecendo.
Se você quiser, pode acompanhar apenas um processo, como o do aplicativo transmission (cliente para baixar torrents). Para isto, primeiro você precisa descobrir o PID do processo e depois iniciar o iotop. Veja como:

deckard@Nexus6:~$ ps aux | grep transmission
deckard   <b>3487</b> 15.5  5.6 237420 115012 ?       Sl   09:23  15:51 transmission-gtk /tmp/.fr-m8WEzj/The.Pirate.Bay.AFAK(HDTV-x264-ASAP)[VTV].torrent

Note que o meu PID é 3487. No seu sistema, o valor será diferente. Fique atento a isso.
ps aux | grep transmission 13-03-17 11:05:44
De posse do seu PID informe-o ao iotop, conforme o exemplo:

sudo iotop --pid=3487

E note que apenas as informações referentes ao PID do programa selecionado serão exibidas na tela (no meu caso, o transmission).
Outra forma de acompanhar o transmission, que faz uso relativamente intenso do seu HD – o que pode depender da quantidade de arquivos envolvidos em processos de uploads/downloads é usar a opção de cumulatividade em conjunto com o filtro de processos ativos, assim:

sudo iotop -ao

Desta forma, muitas informações desnecessárias são inibidas e o relatório acumula os valores das taxas de entrada/saída de dados do seu HD.
iotop - oa Captura de tela de 2013-03-17 10:29:27

Como saber se o meu servidor está pronto para instalar o Magento?

Magento_logo
Se você já tem um servidor de Internet LAMP (Linux, Apache, MySQL e PHP) funcionando, é provável que tudo esteja em ordem. Caso contrário, leia aqui um artigo sobre como preparar o seu servidor.

O ambiente

Os comandos, abaixo, precisam de privilégios administrativos. Portanto, ao abrir um terminal, dê login como root, antes de prosseguir.

A verificação oficial

O site oficial do Magento tem um script que faz a verificação para você: magento-check.php.
Use o wget para fazer o download. Abra um terminal e entre como administrador do sistema (root):
wget http://www.magentocommerce.com/_media/magento-check.zip
Em seguida, instale o unzip:
apt-get install unzip
Extraia o arquivo:
unzip magento-check.zip
Copie-o pra pasta “home” do Apache:
cp magento-check.php /var/www/
Captura de tela de 2013-03-13 18:52:08
Agora acesse, com o seu navegador favorito o endereço localhost/magento-check.php e veja se o seu servidor está pronto para receber o Magento
Captura de tela de 2013-03-13 18:54:54
No caso da figura acima, falta instalar a extensão curl do PHP, o que pode ser feito assim:
apt-get install php5-curl
Reinicie o Apache:
/etc/init.d/apache2 stop
/etc/init.d/apache2 start

Depois disto, repita a checagem:
w3m localhost/magento-check.php
Captura de tela de 2013-03-13 19:04:14
Se tudo estiver ok, você pode seguir em frente com a instalação do Magento
Leia mais: Passo a passo para instalar o Magento.

Como instalar um servidor LAMP no Debian Linux

LAMP é uma abreviatura para LINUX – APACHE – MYSQL – PHP (ou Perl, ou Python…). Um servidor LAMP é útil para quem deseja criar páginas para Internet aplicativos web, mas quer testar em seu próprio computador antes de fazer os uploads.
lamp
Se você já está usando o Debian 9, sugiro a leitura de um texto mais atual, neste post https://elias.praciano.com/2017/07/como-instalar-um-servidor-web-lamp-no-debian-9/.

Como instalar o Apache

O Apache é o servidor web mais usado no mundo e pode ser instalado de maneiras diferentes no Debian. Umas das maneiras mais simples é através do aplicativo tasksel:

  1. No terminal, execute o tasksel
  2. Na tela do aplicativo, marque a opção Servidor Web
  3. Use a tecla Tab para ir até o botão Ok e tecle Enter

Captura de tela de 2013-03-13 16:25:16
Algumas questões serão feitas durante o processo de instalação e é seguro optar pela resposta padrão até a finalização.
Você pode instalar e configurar tudo (Apache, MySQL e PHP), com o tasksel, também. Leia mais aqui.

Como testar o Apache

O Debian tem um navegador em modo texto, que pode ser usado para esta tarefa: o w3m — mas você pode usar qualquer outro navegador para isto.
Execute o seguinte comando:


w3m http://localhost/

Se tudo tiver corrido bem, você terá uma tela parecida com esta:
Captura de tela de 2013-03-13 16:38:25
Para sair do w3m, tecle ‘Q’ e, em seguida, confirme a saída com ‘y’.

Como instalar o PHP

Vamos instalar aqui o PHP 5 e a biblioteca de integração do Apache ao PHP:


apt-get install php5 libapache2-mod-php5

Como testar a instalação do PHP

Execute o seguinte comando (ou copie e cole com Ctrl+C, Ctrl+V):


su -c "echo '<?php echo phpinfo(); ?>' > /var/www/html/teste.php"

Novamente, rode o w3m para verificar a instalação do PHP:


w3m http://localhost/teste.php

Captura de tela de 2013-03-13 17:05:00
Se você vir uma tela, semelhante à da figura, com informações sobre a instalação atual do PHP, é por que este está funcionando.

Como instalar o MySQL

Para instalar o MySQL execute o comando, a seguir:


apt-get install mysql-server mysql-client php5-mysql

Quando o instalador pedir, forneça uma nova senha pro MySQL e confirme-a, quando for pedido.
Captura de tela de 2013-03-13 17:11:34

Como instalar o PhpMyAdmin

Esta não é uma ferramenta essencial, mas ajuda a gerenciar os seus bancos de dados e tabelas no servidor, sem ocupar espaço significante no seu sistema:


apt-get install phpmyadmin

Novamente, aceite as configurações padrão durante a instalação (teclar Enter em algumas telas será o suficiente). O PhpMyAdmin vai pedir a senha que você cadastrou anteriormente para acessar o MySQL e vai pedir uma senha nova pro PhpMyAdmin (que deverá ser confirmada em seguida).

Teste do PhpMyAdmin

Como a página do PhpMyAdmin usa frames, é indicado usar um navegador mais sofisticado para testá-lo. Neste caso, o Firefox ou Chromium devem dar conta do recado. A página a ser acessada é http://localhost/phpmyadmin
Captura de tela de 2013-03-13 17:48:47
Divirta-se!

Como verificar a saúde do seu HD (disco rígido) com Ubuntu.

Sou defensor de um uso mais intenso do Linux pelo suporte técnico para diagnosticar e resolver problemas (quando possível) ou contorná-los.
Uma das vantagens técnicas ao começar a fazer um diagnóstico utilizando uma distro Linux é estar livre, de cara, de todo um ambiente infestado de vírus. É um problema (dos grandes) a menos.
Há um série de distros, cada qual com suas especialidades, que podem ser usadas pelo suporte técnico para diagnosticar e resolver problemas. Mas este não será o assunto aqui.

LEIA MAIS:

Um outro momento em que ter uma distro Linux à mão (dentro de um pendrive) pode ser na hora de comprar um computador usado. Este cuidado possibilita ver a saúde geral da máquina que se deseja comprar.
Vamos abordar uma forma rápida e simples de diagnosticar o seu disco rígido e, se houver, encontrar setores ruins ou bad sectors em sua superfície, utilizando a linha de comando.

Aviso

O programa que vamos usar aqui pode destruir os dados contidos no disco rígido, dependendo da maneira em que for usado. Faça backup dos seus dados sempre e seja atencioso no que faz. Você foi avisado.

Ao trabalho…

O sistema já vem com a ferramenta de que precisamos: o aplicativo badblocks. Ele precisa ser executado como administrador do sistema, por isso, certifique-se de ter os privilégios necessários para tal.
Abra um terminal com Ctrl + Alt + T e digite dentro dele o comando (trocando a referência ao seu HD aonde for necessário):
sudo badblocks -v /dev/sda1 > setores_ruins.log
Com este comando, desviamos todas as informações da tela para dentro de um arquivo texto chamado setores_ruins.log, que poderemos abrir e analisar com calma mais tarde. O ṕarâmetro -v faz com que a execução do comando seja mais verbosa, ou seja, exibe informações mais detalhadas do que está sendo feito.
Captura de tela de 2013-03-05 09:49:25
No caso de estar adquirindo um HD usado, já instalado no computador, o ideal é rodar o badblocks de um CD ou pendrive Linux live. O seguinte comando só pode ser rodado em uma partição que não esteja montada:
badblocks -nvs /dev/sda
Embora não seja um exame destrutivo, ele precisa ler e escrever dados no HD.