Como verificar a saúde do seu HD (disco rígido) com Ubuntu.

Sou defensor de um uso mais intenso do Linux pelo suporte técnico para diagnosticar e resolver problemas (quando possível) ou contorná-los.
Uma das vantagens técnicas ao começar a fazer um diagnóstico utilizando uma distro Linux é estar livre, de cara, de todo um ambiente infestado de vírus. É um problema (dos grandes) a menos.
Há um série de distros, cada qual com suas especialidades, que podem ser usadas pelo suporte técnico para diagnosticar e resolver problemas. Mas este não será o assunto aqui.

LEIA MAIS:

Um outro momento em que ter uma distro Linux à mão (dentro de um pendrive) pode ser na hora de comprar um computador usado. Este cuidado possibilita ver a saúde geral da máquina que se deseja comprar.
Vamos abordar uma forma rápida e simples de diagnosticar o seu disco rígido e, se houver, encontrar setores ruins ou bad sectors em sua superfície, utilizando a linha de comando.

Aviso

O programa que vamos usar aqui pode destruir os dados contidos no disco rígido, dependendo da maneira em que for usado. Faça backup dos seus dados sempre e seja atencioso no que faz. Você foi avisado.

Ao trabalho…

O sistema já vem com a ferramenta de que precisamos: o aplicativo badblocks. Ele precisa ser executado como administrador do sistema, por isso, certifique-se de ter os privilégios necessários para tal.
Abra um terminal com Ctrl + Alt + T e digite dentro dele o comando (trocando a referência ao seu HD aonde for necessário):
sudo badblocks -v /dev/sda1 > setores_ruins.log
Com este comando, desviamos todas as informações da tela para dentro de um arquivo texto chamado setores_ruins.log, que poderemos abrir e analisar com calma mais tarde. O ṕarâmetro -v faz com que a execução do comando seja mais verbosa, ou seja, exibe informações mais detalhadas do que está sendo feito.
Captura de tela de 2013-03-05 09:49:25
No caso de estar adquirindo um HD usado, já instalado no computador, o ideal é rodar o badblocks de um CD ou pendrive Linux live. O seguinte comando só pode ser rodado em uma partição que não esteja montada:
badblocks -nvs /dev/sda
Embora não seja um exame destrutivo, ele precisa ler e escrever dados no HD.

Como instalar Ubuntu em um pendrive

Há várias utilidades em se ter um pendrive com o Linux instalado, qualquer que seja a distribuição. Entre elas, eu citaria:

  • Suporte técnico – executar diagnósticos em uma máquina cujo sistema operacional esteja avariado
  • Privacidade – rodar o seu próprio sistema operacional, com seus próprios programas e gravando tudo dentro do seu próprio pendrive. Assim, você chega a qualquer computador, usa o seu sistema personalizado, navega na Internet, trabalha e vai embora sem deixar qualquer rastro pros xeretas.
  • Testar novas distros Linux – sem precisar fazer instalações novas e se arriscar a perder arquivos, você pode testar praticamente qualquer distro Linux. Aqui, vamos sugerir o download da versão de testes (em>beta ou alpha).
  • Distros especiais para ocasiões específicas – para quem deseja ter uma distro mais leve, com apenas os programas necessários para realizar certas tarefas, um pendrive pode ser muito útil para abrigar um sistema operacional e aplicativos exclusivos para tarefas de multimidia, servidor de arquivos, WEB ou banco de dados etc.

Ubuntu pendrive
Há várias outras aplicabilidades para esta situação, mas vamos ficar só nestas, por enquanto.
Comece por fazer o download da sua distribuição preferida. A sugestão, aqui, é ir à página do Ubuntu e pegar uma das que se encontra à disposição lá. Mas eu encorajo você a ser livre para escolher outra 😉

Aviso

Como sempre, mantenha backup dos seus dados. As dicas, aqui, podem formatar o seu pendrive e, portanto, apagar os dados contidos nele. Portanto, use um pendrive que não contenha informações relevantes.

Se você não estiver usando Ubuntu

Se você estiver usando Windows, este outro artigo vai te ajudar muito mais.
Algumas variações do Ubuntu, como o LUbuntu, não tem o software necessário instalado. Mas isto pode ser facilmente corrigido com um comando no terminal:

sudo apt-get install usb-creator-gtk

Em poucos minutos (dependendo da sua conexão) ele estará instalado e pronto para ser executado.

Criar disco de inicialização com Ubuntu

Abra o Dash apertando a tecla Supeŕ (aquela que tem o simbolo do Windows), à esquerda da barra de espaços. Faça uma busca por discos e selecione o Criador de Discos de Inicialização:
Captura de tela de 2013-03-05 11:24:22
Insira o seu pendrive e aguarde alguns instantes, enquanto ele é montado.
Captura de tela de 2013-03-05 11:42:29
Caso o Ubuntu abra janelas adicionais para acessar o conteúdo do seu pendrive, cancele e volte à janela do Criador de discos de inicialização.
Na primeira seção do quadro do Criador, selecione o arquivo .ISO que você baixou (lembra da Introdução deste artigo?)
0Captura de tela de 2013-03-05 13:42:38
Feito isto, opte por Apagar disco, caso não tenha dados relevantes no pendrive. Se você não mandar apagar, os seus dados atuais serão preservados.
Captura de tela de 2013-03-05 13:52:15
As últimas opções estão relacionadas à sua privacidade. Se você considera seguro armazenar seus dados pessoais no pendrive, opte pela primeira. Todo o seu trabalho e as personalizações ficarão armazenadas no pendrive, dentro da área que você definir.
Se você preferir um nível de privacidade mais paranóico opte por Descartar ao desligar. Assim, nada será armazenado neste pendrive. Caso você tenha uma conexão à Internet, poderá armazenar online, em algum local que você considere seguro.
Captura de tela de 2013-03-05 13:52:53
Feito as opções, clique no botão Criar disco de inicialização e aguarde a criação do seu “disco”/pendrive com Ubuntu (ou outra distro que você tenha escolhido).
Captura de tela de 2013-03-05 14:01:26
Para dar o passo final, será necessário dar a sua senha para ter acesso administrativo ao setor de boot do dispositivo.
Captura de tela de 2013-03-05 14:05:23
Ao final do processo, reinicie o seu computador. Deixe o pendrive conectado, para que o Linux se inicie a partir dele.
Captura de tela de 2013-03-05 14:09:37

Possíveis problemas

Em algumas máquinas, pode ser necessário acessar um menu de boot para indicar que você deseja iniciar a partir do pendrive. O acesso e a aparência deste menu varia de fabricante pra fabricante. Consulte o manual do seu computador para saber como chegar lá, caso ele não inicie do pendrive automaticamente.
Este menu pode ser semelhante ao da imagem abaixo.
bootmenu
Neste caso, a opção certa é “USB Flash Device“.
Ao seguir em frente, se tudo deu certo, o seu sistema operacional será carregado. Divirta-se.

O comando grep

O grep pode ser visto como uma forma simplificada de consulta a um banco de dados em texto puro, em que cada linha representa um registro.
O utilitário pode ser usado para retirar um conjunto de strings (cadeias de caracteres) do resultado de um comando dado ou de um arquivo texto, por mais longo que seja.
Este artigo reúne uma coletânea de exemplos, que irão ajudar a entender bem o funcionamento do grep.

LEIA MAIS:

Use a caixa de busca para descobrir outros artigos que fazem uso de exemplos com o comando grep.

Exemplo básico de uso do comando grep

Para pedir uma lista dos processos em execução na máquina, podemos usar o comando ‘ps aux’.
Mas a lista pode ser muito extensa e você só quer saber (por exemplo) do ‘NetworkManager’:


ps aux | grep -i net

Observe que ele exibe e destaca todas as strings contendo a cadeia de caracteres “net” (veja a imagem, abaixo).
Captura de tela de 2013-02-22 13:42:27
Entenda o que foi feito:

  • O comando ps aux exibe todos os processos em execução.
  • O operador | redireciona os resultados do comando ps para o grep, que filtra as ocorrências de “net” do resultado.
  • O parâmetro -i, pede ao programa que ignore se as letras estão em maiúsculas/minúsculas.

Use o grep para filtrar resultados de arquivos de log do sistema

Certos arquivos de log do sistema são muito extensos e podem conter uma quantidade imensurável de informações irrelevantes pra sua situação.
O grep pode ajudar a encontrar “uma agulha no palheiro”.
Vejamos, como exemplo o arquivo de log /var/log/dmesg que contém informações atuais do que está ocorrendo no seu sistema.
Vamos visualizar seu conteúdo – deixando de fora tudo o que não se refere à nossa interface de rede eth0:


cat /var/log/dmesg | grep eth0

Captura de tela de 2013-02-22 14:09:19

Use o egrep para filtrar resultados com operadores lógicos

Outros comandos, como lshw, também retornam uma lista muito extensa e podem demorar muito para finalizar.
O interessante, aqui, é direcionar o resultado do comando para um arquivo texto, que será usado com muito mais facilidade.
Com o seguinte comando, você cria o arquivo lshw.log contendo o resultado do lshw:


sudo lshw > lshw.log

Este procedimento traz as vantagens de não precisar mais invocar o sudo, para obter o resultado do lshw e a velocidade com que o sistema lê e exibe o texto do lshw.log.
A seguir vamos usar uma versão diferente do grep, o egrep, para filtrar os resultados que se referem às nossas interfaces de rede eth0 e wlan0:


egrep -C 2 -i '(eth|wlan)0' lshw.log

Olha a explicação do comando acima:

  • -C 2 — inclui as 2 linhas acima e as 2 linhas abaixo daquela em que foi encontrada a string desejada.
    Assim você sabe em que contexto o resultado está inserido.
  • -i — desativa a sensibilidade às ‘caixas’, ou seja, tanto faz se os caracteres estiverem em minúsculas ou maiúsculas.
  • o operador lógico | ou pipe — Desde que a string termine com ‘0’, tanto faz que seja ‘eth0’ ou ‘wlan0’.
    Assim, ficam incluídos os resultados referentes à interface de rede a cabo e sem fio.

Captura de tela de 2013-02-22 14:34:04

LEIA MAIS:

Como encontrar arquivos com o comando grep

Você pode usar o utilitário também para encontrar arquivos de texto pelo seu conteúdo.
Para pesquisar recursivamente no diretório atual por arquivos que contenham a palavra “firefox”, use-o da seguinte forma:


grep -iR 'firefox' *.conf

comando grep para encontrar arquivos por conteúdo

Conclusão

Como dicas finais, ao fazer a pesquisa dentro de arquivos grandes, gosto de usar os parâmetros ‘-n’ e ‘--color‘.
O primeiro numera as linhas, tornando mais fácil, ao abrir o arquivo, encontrar algo que eu desejo alterar.
O segundo mostra a saída do comando em cores, o que também ajuda a discernir melhor os resultados.
Você pode obter mais informações sobre o comando ao executar o seu manual:


man grep

Divirta-se!

Altere as cores dos nomes dos diretórios, no terminal

Esta não é uma dica que exija algum conhecimento avançado de Linux, embora seja voltado para quem usa o terminal para executar alguns comandos — especialmente se for pra ver os conteúdos dos diretórios.
O problema aqui é que os nomes dos diretórios, quando coloridos, costumam vir em azul escuro – o que é ótimo para quem usa um terminal, como o xterm, com o fundo branco.
Mas atrapalha a visibilidade para quem usa um tema de fundo escuro no console.
No Ubuntu, o aplicativo de terminal padrão tem fundo preto, o que dificulta a leitura de letras azul escuro ou, azul com fundo verde (o que depende das permissões destes diretórios).
Captura de tela de 2013-02-07 22:31:10
Neste post vou mostrar como alterar a cor das letras dos nomes dos diretórios para amarelo claro — mas você pode experimentar e optar por outras colorações.
Readéque os exemplos à sua preferência.

  1. Abra o arquivo ~/.bashrc com o seu editor favorito
  2. Inclua ao final do arquivo o seguinte código:
    LS_COLORS='di=1;33';export LS_COLORS
    # altera a cor de exibição dos nomes de diretórios para amarelo forte.

Caso você não goste muito desta opção de cor (1;33), há outras, como você pode ver abaixo.

  • Azul = 34
  • Verde = 32
  • Verde Claro = 1;32
  • Ciano = 36 — usada para exibição de links
  • Vermelho = 31
  • Púrpura = 35
  • Marrom = 33
  • Amarelo = 1;33
  • Branco = 1;37
  • Cinza Claro = 0;37
  • Preto = 30
  • Cinza escuro = 1;30

O primeiro número determina a intensidade ou a variação da cor:

  • 0 — nenhuma
  • 1 — negrito
  • 2 — normal
  • 3 — clareado
  • 4 — sublinhado

O valor após o ponto e vírgula (;) determina a cor a ser usada.
Depois de feitas, as alterações só terão efeito depois de reiniciar a sessão.

Como ver as alterações no console sem reiniciar a sessão

Vamos simplificar as coisas a ponto de bastar iniciar um novo terminal (Ctrl+Alt+T) para ver as alterações.
Para isto, é necessário incluir a linha if [ -f ~/.bashrc ]; then . ~/.bashrc; fi no arquivo .bash_profile:

echo "if [ -f ~/.bashrc ]; then . ~/.bashrc; fi" >> ~/.bash_profile
# Este codigo pode ser removido quando os ajustes de lscolors estiverem finalizados.

Leia mais sobre o LS_COLORS aqui.
Toda vez que você abrir um novo terminal (ou shell), o .bash_profile, presente no seu diretório home, é executado. A linha, que incluímos força a leitura adicional do arquivo de configuração .bashrc seja lido.

Assista e baixe fácil videos do Youtube com o Minitube.

O Minitube existe aí em versões para Windows, Mac e Ubuntu.
Se você é um feliz possuidor de uma máquina Ubuntu, siga em frente. Vamos ver, aqui, duas formas de instalar este software. Note que a instalação de aplicativos exige você tenha acesso administrativo à máquina.

Via terminal

  • Abra um terminal com as teclas Ctrl + Alt +T
  • Instale o Minitube com o apt-get:
    sudo apt-get install libqtgui4 libqt4-xml libqt4-network libqt4-dbus phonon-backend-vlc

A partir de agora, você pode rodar o Minitube do terminal ou usar o dash.
Fácil, né? 😉
PS:A princípio, bastaria executar sudo apt-get install minitube. Mas, como eu sabia que você provavelmente iria copiar e colar o comando todo, decidi transcrever o comando na sua forma mais completa e, portanto, menos susceptível à erros… 😉

Pela Central de Programas do Ubuntu

Meu modo preferido de instalar meus aplicativos é pelo terminal. Mas, cada um tem o seu jeito… Se você curte uma interface gráfica para fazer as coisas acontecerem, quem sou eu pra te contrariar?

  • Abra a Central de Programas do Ubuntu
    Captura de tela de 2013-02-04 16:08:36
  • Faça a busca por ‘minitube’, no canto superior direito do aplicativo
  • Quando ele aparecer nos resultados da busca, marque-o para instalaçãoCaptura de tela de 2013-02-04 16:13:48

Feita a instalação, feche a Central e rode o aplicativo a partir da sua barra de aplicativos à esquerda, na tela.
Se tudo der certo, o Minitube será adicionado automaticamente à barra de aplicativos à esquerda da tela.