Teclas de atalho avançadas para o GNOME

Depois de aprender a usar as teclas de atalho básicas, no seu ambiente gráfico favorito, este é o passo mais avançado para se adquirir a máxima eficiência no uso da interface.
Pensando nos usuários que, por um motivo ou outro, não disponham de um mouse ou touchpad para guiar o ponteiro na tela, nem disponham de um dispositivo de toque, o GNOME 3 permite realizar uma série de tarefas com uso apenas do teclado.
Neste post, vou além das teclas de atalho do Gnome — vou mostrar como tirar a mão o mínimo possível do teclado, para manusear todo o seu ambiente de trabalho, com o objetivo de maximizar sua produtividade.
Se você quiser dar uma olhada nas teclas de atalho básicas do GNOME, clique aqui.
Segue, abaixo, uma tabela com os atalhos e a descrição da sua ação.
Gnome 3 logo vertical oficial

Atalho de teclado Descrição de seus efeitos
Tab e Ctrl + Tab Move o foco do teclado entre diferentes controles.
Ctrl + Tab move o foco entre grupos de componentes da interface, tal como da barra lateral para o conteúdo principal da área de trabalho.
Alguns aplicativos (como o Firefox/Iceweasel) usam Ctrl + Tab para alternar entre suas abas.
Combine com a tecla Shift, para reverter a ordem de alternância do controle.
← ↓ ↑ → As teclas direcionais podem ser usadas em subgrupos de itens, como botões de rádio, caixas de seleção (a tecla Tab também).
As listas em árvore aceitam as teclas direcionais para expandir ou colapsar subitens.
Ctrl + ← ↓ ↑ → Em conjunto com a tecla Ctrl, dentro de um menu com ícones ou em uma lista, pode ser usado para mover o foco do teclado entre os itens sem alterar sua seleção.
Shift + ← ↓ ↑ → Em uma lista ou em modo de ícones, pode ser usado para selecionar todos os itens, a partir do que estiver selecionado.
Espaço Ativa um item que esteja sob foco, tal como um botão, uma caixa de seleção etc.
Ctrl + Espaço Seleciona ou desativa um item, sem desativar outros itens previamente selecionados.
Alt Pressione a tecla Alt para revelar aceleradores — letras sublinhadas nos nomes dos itens de menu, nos botões etc.
Pressione a tecla Alt, seguida da letra sublinhada para ativar o controle a que ela se refere.
Esc Uma das teclas mais antigas da computação, a tecla de “escape” pode ser usada para sair de um menu, uma janela popup, um switcher ou uma janela de diálogo comum.
F10 Abre o primeiro menu na barra de menu da janela do aplicativo ativo. Você pode usar as teclas direcionais para navegar entre os vários menus do programa a partir daí.
Super + F10 Abre o menu de aplicativos no barra de status do GNOME.
Shift + F10 Equivale à tecla Menu, presente em alguns teclados.
Equivale, ainda, ao botão direito do mouse/touchpad, quando pressionado sobre um item.
Ele ativa um menu contextual relativo ao item que detém o foco.
Ctrl + F10 No gerenciador de arquivos padrão do GNOME, exibe o menu de contexto, referente ao item ou à pasta selecionada — de onde é possível copiar, renomear, excluir etc.
Equivale a um clique, com o botão direito, sobre o fundo da janela.
Ctrl + PageUp ou Ctrl + PageDown Em uma interface baseada no uso do Tab para navegar, alterna pro item de tabulação da esquerda ou da direita.
Navegação na área de trabalho
Alt + F1 ou Super Alterna entre exibição das Atividades e a área de trabalho.
De maneira geral, para encontrar e executar um aplicativo, basta começar a digitar seu nome.
Super + Tab Alterna rapidamente entre as janelas de aplicativos ativos no sistema. Use o Shift para reverter a ordem de seleção.
Super + ' A segunda tecla, desta combinação, corresponde à tecla de aspas simples ou apóstrofe, que fica em cima da tecla Tab.
Ctrl + Alt + Tab Eleva o foco do teclado à barra de status no topo da tela. Use a mesma combinação de teclas, para sair desta seleção.
Na visualização Atividades, alterna o foco do teclado entre a barra no topo, o Dash, visualização de janelas, a lista de aplicações, o campo de buscas e a barra (ou bandeja) de mensagens.
Use as teclas direcionais para navegar.
Super PageUp e Super PageDown Alterna entre as áreas de trabalho.
Alt + F6 e Alt + ' Circula o foco entre as janelas do mesmo aplicativo.
Alt + Esc Circula entre as janelas abertas em uma área de trabalho — sem exibir a barra de visualização de janelas. Ele é diferente, neste ponto, do Alt + Tab.
Super + M Abre a bandeja de mensagens. Tecle Esc para fechar.
Navegação entre janelas
Alt + F4 Fecha a janela atual (essa você já sabe). 😉
Alt + F5 ou Super + ↓ Restaura a janela maximizada a seu estado ou tamanho original.
Você pode usar Alt + F10 para maximizar/restaurar.
Alt + F7 Move a janela atual.
Use as teclas direcionais para fazer a movimentação. Quando a janela estiver no ponto certo, pressione Enter para finalizar.
Se você pressionar Esc, a janela retorna a seu lugar original, cancelando suas alterações.
Alt + F8 Tem o mesmo funcionamento do Alt + F7, só que serve para redimensionar a janela.
Super + Shift + PageUp e Super + Shift + PageDown Movimenta a janela atual para outra área de trabalho.
Alt + F10 e Super + ↑ Maximiza/restaura a janela atual.
Super + H Minimiza uma janela.
Super + → e Super + ← Maximiza a janela atual em uma metade da tela (na direção da seta).
Útil para colocar janelas lado a lado.
Alt + Space Exibe o menu de janela, tal como se você tivesse clicado com o botão direito do mouse/touchpad na barra de títulos.

* A tecla Super é aquela que tem uma janelinha desenhada.

Instale a versão mais atualizada do navegador Iceweasel (Firefox) no Debian a partir dos backports

A partir dos backports do Debian, é possível adiantar uma geração da distro para alguns pacotes de software específicos — e, assim, você pode usar uma versão mais atual do seu aplicativo favorito, sem necessariamente, fazer um upgrade de toda a distro.
Configurar o Debian para incluir um repositório de backports é muito fácil e já foi explicado aqui (dê uma olhada!).
Neste texto, vou mostrar o procedimento para baixar o Iceweasel Beta (Firefox Beta), dos backports oficiais Debian/Mozilla.
Iceweqsel official logo

Como configurar e instalar o Iceweasel Beta no Debian

A equipe de desenvolvedores Debian Mozilla disponibiliza várias versões de alguns pacotes relacionados ao Mozilla para uso nos diferentes sistemas Debian.
As instruções, que seguem, mostram como instalar a versão Iceweasel Beta (equivalente ao Firefox Beta) no Debian 8.x Jessie.
Se quiser checar, antes, a versão instalada do Iceweasel, use este comando:

iceweasel --version
Mozilla Iceweasel 38.4.0

Para dar início ao processo, adicione ao sources.list a seguinte linha: deb http://mozilla.debian.net/ jessie-backports iceweasel-beta.
Veja como:

cp /etc/apt/sources.list /etc/apt/sources.list.backup-2015-11-15 # backup para o caso de querer voltar atrás...
echo "deb http://mozilla.debian.net/ jessie-backports iceweasel-beta" >> /etc/apt/sources.list

Só pra lembrar, estes comandos precisam ser executados com privilégios administrativos.
A seguir, baixe e instale a chave pública da Mozilla Foundation:

wget http://mozilla.debian.net/pkg-mozilla-archive-keyring_1.1_all.deb
dpkg --install pkg-mozilla-archive-keyring_1.1_all.deb
gpg --check-sigs --fingerprint --keyring /etc/apt/trusted.gpg.d/pkg-mozilla-archive-keyring.gpg --keyring /usr/share/keyrings/debian-keyring.gpg pkg-mozilla-maintainers

Enfim, atualize a sua distro em relação aos repositórios e faça o upgrade do Iceweasel:

apt update
apt install -t jessie-backports iceweasel
iceweasel --version
Mozilla Iceweasel 42.0

Iceweasel help software version
Com esta atualização, você estará com o navegador Firefox Beta, instalado no seu sistema — apenas o nome e o logo são diferentes. O código é o mesmo.

Referências

Como configurar o Debian para backports: https://elias.praciano.com/2015/11/use-as-versoes-mais-novas-de-seus-programas-favoritos-com-os-backports-no-debian/
Debian Mozilla Team: http://mozilla.debian.net/.
As várias versões do Firefox: Stable, Beta, Aurora.

Use as versões mais novas de seus programas favoritos com os backports no Debian

Se você está rodando a versão estável do Debian, é por que prefere um ambiente seguro contra falhas, em detrimento de usar as versões mais avançadas dos seus softwares preferidos.
Tudo funciona bem, mas você sente que poderia se beneficiar de alguns recursos mais avançados, que só foram incluídos nas versões mais atualizadas de alguns aplicativos — mesmo que estes não sejam estáveis.
Uma das soluções é instalar a versão unstable ou testing do Debian, onde estão as versões mais novas dos seus aplicativos. — Mas, aí, você perde o argumento da estabilidade.
É para estes casos que existem os backports do Debian.
powered by Debian badge
Os backports são pacotes recompilados do canal de desenvolvimento testing e, em alguns casos, do canal unstable — para rodar sem as novas bibliotecas, onde for possível, dentro da distro stable.

A recomendação é ser conservador para escolher os softwares que você deseja manter atualizados “no limite”.

Neste texto, vou mostrar como configurar o recurso através da linha de comando — que é quase sempre o modo mais fácil e rápido, embora não seja muito bonito pra maioria das pessoas.
Para escrever este post, estou usando o Debian 8.2 “Jessie”, cuja fonte de backports é o Debian 9.0 “Stretch”. Procure adequar os procedimentos à versão da sua distro.
Se ainda restarem dúvidas, dê uma olhada nos links contidos neste texto e ao final, para obter mais informações.

Como configurar os backports

Segue o procedimento para incluir uma linha ao ‘sources.list’ (a começar pelo backup):

su -c 'cp /etc/apt/sources.list /etc/apt/sources.list.backup-2015-11-14'
su -c 'nano /etc/apt/sources.list'

Forneça a senha do root e adicione as seguintes linhas ao final do arquivo:

# Backports repository
deb http://http.debian.net/debian jessie-backports main contrib non-free

Agora, atualize os repositórios:

su -c 'apt update'

Como instalar um pacote de softwares do repositório backports

O repositório backports estará desabilitado — como procedimento padrão de segurança.
Para pesquisar dentro deste repositório ou instalar pacotes de softwares backported ou “backportados”, é necessário indicar explicitamente o seu desejo.
Veja um exemplo:

aptitude -t jessie-backports install nome-do-pacote

A opção ‘-t’ especifica que o jessie-backports é a versão alvo.
Com este comando, uma versão mais atualizada do nome-do-pacote será instalada, no lugar da versão padrão do Debian stablese houver uma disponível, claro.

Referências

Wiki Debian: https://wiki.debian.org/Backports.
Relação de pacotes do Jessie backports: https://packages.debian.org/jessie-backports/.

Debian LTS: Entenda a política de suporte prolongado do Debian.

Quem usa Ubuntu há algum tempo, já está acostumado com a sigla LTS que encerra o significado de suporte prolongado.
Em inglês, LTS quer dizer Long Term Support.
Toda distribuição GNU/Linux tem um ciclo de desenvolvimento, com lançamento de versões novas periodicamente.
A cada versão nova de uma distribuição, novas versões de pacotes de softwares são fornecidas aos clientes.
Os ciclos de vida mais comuns costumam ser 6 meses e 1 ano.
Para o público corporativo e para as pessoas que precisam ter um sistema operacional mais estável e que não podem arcar com os custos de renovar o parque de software instalado todo ano (ou a cada 6 meses, no caso do Ubuntu), existem as versões de suporte prolongado ou LTS.
As versões LTS do Debian GNU/Linux têm suporte ativo por 5 anos.
Veja, na lista abaixo, qual a atual versão LTS e quais estão programadas para ser as próximas:

  • Debian 6 “Squeeze” até Fevereiro de 2016
  • Debian 7 “Wheezy” de Fevereiro de 2016 a Maio de 2018
  • Debian 8 “Jessie“ de Maio de 2018 a Abril/Maio de 2020

Neste momento a distro mais recomendada para uso em máquinas de produção (onde a estabilidade é fundamental) é o Debian 6 “Squeeze”.

Veja bem. Debian 7 e 8 também são estáveis ou stable release, embora não sejam ainda LTS.

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A manutenção do Debian LTS

A equipe de desenvolvimento e manutenção do Debian LTS se organiza de forma semelhante a outras equipes dentro do Debian e, portanto, aceita de bom grado contribuições de qualquer um.
Se sua empresa faz uso do Debian LTS e tem o desejo de contribuir para o projeto, há várias formas de fazer isto.
Se não tiver desenvolvedores capacitados a contribuir com o código ou resolver algum problema, é fácil contratar um dos desenvolvedores do projeto Debian LTS para resolver problemas pontuais ou específicos para a sua empresa.
Para isto, existe a empresa Freexian, constituída para estabelecer a ponte entre a sua empresa e um dos desenvolvedores disponíveis do projeto.
Você pode obter mais informações sobre os desenvolvedores disponíveis aqui. Se quiser saber onde adquirir pacotes de assistência técnica, entre inúmeros outros serviços, clique aqui.
Se levar em conta que a grande maioria das soluções poderão ser replicadas por todo o seu parque de hardware e software, a solução é muito mais eficiente da que é oferecida por empresas de software proprietário.

Como instalar Wine no Debian.

O WINE é uma camada de compatibilidade capaz de rodar aplicações Windows dentro de vários sistemas operacionais baseados no POSIX — UNIX, OSX, BSD, Linux etc.
Em vez de tentar simular a lógica do Windows, tal como uma máquina virtual ou um emulador faria, o Wine traduz as chamadas da API do Windows para o POSIX on-the-fly, o que elimina as penalidades de memória e performance acarretadas por outros métodos.
Com este software, é possível integrar completamente as aplicações Windows à sua área de trabalho gráfica Linux.

WINE é um acrônimo para “Wine Is Not an Emulator” ou “Wine não é um emulador”.

Neste texto, vou mostrar como instalar o Wine em uma máquina Debian 8 “Jessie”. O processo é semelhante em outras distribuições derivadas do Debian (Como o Ubuntu, o Tails, o Linux Mint etc.)
No Ubuntu, você provavelmente vai querer usar o apt-get, em vez do aptitude. 😉
Só pra lembrar, você precisa ter privilégios administrativos para executar as tarefas de instalação. Portanto, use o su ou sudo, antes dos comandos.
Wine logo

Wine estável ou Wine em desenvolvimento?

Se você vai usar o Wine para rodar software de trabalho, em uma máquina de produção, a versão recomendada é a versão stable (estável).
Se você não se importa com alguns bugs e prefere ter os últimos recursos disponíveis pela equipe de desenvolvedores, pode experimentar a versão wine-development.
Os pacotes da versão de desenvolvimento estão disponíveis para download, no Debian estável, como backports — e sua instalação será abordada também neste texto.

O que são backports?

São pacotes recompilados (em sua maioria) do Debian testing e unstable e disponibilizados para a versão estável.
Aonde for possível, irão rodar sem as novas bibliotecas.
A documentação oficial do Debian, recomenda usar apenas os backports de que você necessita.
A minha sugestão é que, se for para instalar uma grande quantidade de software deste canal, pode ser mais interessante partir pra instalação completa do Debian testing ou Debian Unstable.

Apesar do seu nome, o wine-development é concebido também para usuários comuns. Além disto, é possível ter os dois sets instalados na sua máquina.

Como instalar o Wine estável no Debian

No Debian 8.x ou superior, é necessário preparar as coisas, antes da instalação.
Se você estiver usando uma arquitetura de 64-bit, precisa habilitar o multiarch, antes de instalar o software:

dpkg --add-architecture i386
apt update
apt install wine

Após o download dos pacotes e a instalação, você já pode começar a usá-lo.

Como instalar o Wine em desenvolvimento no Debian

No caso de você optar por usar o wine-development, no Debian stable, vai precisar habilitar também os seus backports, adicionando a linha
deb http://httpredir.debian.org/debian jessie-backports main ao arquivo
/etc/apt/sources.list.
Segue a sequencia de comandos (incluindo o backup) para adicionar os backports ao ‘sources.list’:

cp /etc/apt/sources.list /etc/apt/sources.list.backup
echo deb http://httpredir.debian.org/debian jessie-backports main >> /etc/apt/sources.list
dpkg --add-architecture i386
apt update
apt install wine-development

Como você pode ver, o processo de instalação não é complicado é dá para ter as duas opções instaladas.
Para usar o Wine estável, execute ‘wine’. Para executar a versão de desenvolvimento, use o wine-development.
No segundo caso, basta adicionar o sufixo “-development” a cada comando. Por exemplo: wine-development autocad.exe ou winecfg-development.

Como desinstalar o Wine

Para desinstalar o Wine stable, execute a seguinte sequencia de comandos:

apt remove wine
apt update

Para desinstalar a versão development:

apt remove wine-development
cp /etc/apt/sources.list.backup /etc/apt/sources.list
apt update

Se você removeu as duas versões do Wine, não esqueça de remover também o multiarch:

dpkg --remove-architecture i386

Referências

Site oficial do Wine: https://www.winehq.org/.
Saiba se seu aplicativo é compatível com o Wine: https://appdb.winehq.org/objectManager.php?sClass=application&sTitle=Browse%20Applications&sOrderBy=appName&bAscending=true