Livrarias online britânicas alternativas à Amazon

Então, prefere evitar a Amazon ou apenas gostaria de conhecer lugares diferentes para comprar seus livros?
Se você também não tem problema em ver opções e alternativas em língua inglesa, este post é para você.

Eu também compro livros na Amazon e tenho um lindo Kindle para tornar meus momentos de leitura ainda mais agradáveis.
Mas também gosto de comprar de outros lugares, tanto os itens físicos, quanto os digitais (ebooks).

Se você tiver pressa para receber seus livros, recomendo procurar sites de livrarias nacionais (que costumam ter livros importados no estoque).
Livros (de papel), comprados no exterior, podem demorar meses para chegar às suas mãos.
São direcionados à Alfândega, assim que tocam o solo brasileiro (antes de chegar aos Correios, portanto), onde os pacotes sorteados para inspeção passam por um processo de busca e análise.

Livros físicos (de papel) são isentos de impostos, de acordo com o artigo 150, inciso VI, letra “d”, da Constituição Federal.
Mesmo assim, tem que passar pela inspeção…

Os ebooks (livros digitais) podem ser uma opção mais interessante a ser considerada.
Você paga e recebe na mesma hora.
Vale ressaltar que este item (até aonde sei) não é isento de impostos e nem todos os sites vendem ebooks para o Brasil.

Cuidados ao comprar livros no exterior

Não vejo problemas na idoneidade das lojas, em questão.
Os cuidados que você tem que ter são bem óbvios, mas podem escapar no “calor da emoção” de ver o livro que você tanto quer:

  1. Ficar atento às moedas e fazer a conversão, ainda que aproximada, para Real. Nem todas as lojas fazem isto automaticamente.
    Um valor que “parece baixo” em Real ou Dólar, pode ser bem mais alto, quando expresso em Libras Esterlinas.
  2. Se for comprar livros físicos, verifique se a loja faz entregas internacionais (international ou worldwide delivery), novamente, fique atento(a) ao valor do frete.
    Este tipo de informação costuma estar em uma FAQ ou página em separado. Você pode encontrar o link, em geral (não é uma regra), no rodapé da página, sob o nome shipping ou delivery.

Leia também o meu post sobre livrarias online nos Estados Unidos.

As grandes livrarias online no Reino Unido

Independente da distância geográfica, contudo, já sabemos quem é, eventualmente, responsável pela demora na entrega…
E, se você optar por obter uma cópia digital, este fator se torna totalmente insignificante.

Nem todo mundo simpatiza (alguns, com razão) com a empresa do Jeff Bezos. Para estas pessoas, vamos analisar algumas alternativas.
online uk bookstores

Talvez por causa disto, o jornal britânico, Independent, fez sua relação de livrarias online:

  • Hive.co.uk — Trata-se de uma rede de mais de 360 livrarias e você pode, se quiser, escolher uma delas, para fazer a compra.
    Infelizmente, na última vez em que olhei, eles não estavam vendendo ebooks para fora o Reino Unido.
  • Wordery.com — Esta livraria faz competição séria com a Amazon e chega ter opções de frete grátis internacional.
  • Bookbutler.co.uk — Rede de 51 livrarias (incluindo a Amazon), localizadas em vários países europeus.
  • Bookdepository.com — opção de livraria tão boa quanto as outras e aceita pagamento via PayPal.
    Infelizmente, o envio para o “Brazil” está suspenso temporariamente. De acordo com o site “isto é devido a questões aduaneiras no país, que estão fora do nosso controle e estão afetando muito os serviços postais”.
    Acho que era isso que eu dizia, lá no começo… Enfim, esta foi a única referência ao problema, que eu encontrei.
  • Blackwells.co.uk — Este site detecta de onde você está conectando e, no meu caso, avisa que faz entregas no Brasil.
    blackwells site

    Originalmente, era apenas uma livraria acadêmica, com títulos de não-ficção.
    Atualmente, o acervo está bem mais variado, contudo.
    Se tiver tempo disponível, sugiro dar uma olhada na seção de livros raros (rare books) da loja.
    Nas buscas que fiz no site, percebi que ele é bem forte na área de conhecimento.
    Pode ser um bom lugar para encontrar os livros que você precisa para a sua faculdade ou carreira.

  • Waterstones.comTheWorks.co.ukFoyles.co.uk — Dentre várias livrarias ou redes menores se destacam estas 3.
    A Foyles entrega em até 3 dias, para Portugal.
    Tirando o Waterstones, até o momento deste post, os sites aceitam PayPal.

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Livrarias em outros países de língua inglesa

Uma das boas possibilidades de acessar livrarias situadas, fisicamente, em outros países é comprar livros ou mídias exclusivas (de certa forma) daquele lugar.
Na Bookworm, por exemplo, é oferecido um livro de fotografias dos parques nacionais da Austrália — algo que pode ser difícil (ou não) de encontrar em outros locais.
Literatura produzida por autores regionais é certeza de que se vai encontrar, contudo.
A livraria Bookworm (Austrália) — Oferece a possibilidade de pagamento via PayPal e entrega para o Brasil.
Esta foi a 4a livraria, cujo site eu visitei. As outras 3 apenas faziam entregas dentro do território australiano e na Nova Zelândia — o que talvez já seja complicado o suficiente para eles.

Como ajudar os desenvolvedores do GIMP a fazer um trabalho cada vez melhor, para você.

Há várias formas de oferecer de volta ou agradecer pelo que recebemos, de boa vontade, dos desenvolvedores de software livre.
Criar tutoriais (em vídeo ou texto), evangelizar ou doar dinheiro a projetos que são importantes e úteis para você, são algumas das formas de ajudar a mantê-los cada vez mais fortes.

Quem tem conhecimento de programação, pode contribuir com código novo ou ajudar a corrigir erros de software.

Os usuários/clientes da Adobe ou outras empresas contribuem financeiramente através da compra de seus produtos ou pagando pagando planos de serviços.
Por que não podemos fazer o mesmo com os softwares livres que amamos?!

Ao contribuir monetariamente para o projeto do GIMP, você pode se tornar um cliente/usuário mais valoroso, do tipo que realmente contribui para o engrandecimento do software.

Neste texto, vou mostrar algumas formas de contribuir uma única vez ou mensalmente (nos moldes da Adobe) com este bonito projeto.
É fácil!

Como contribuir com o projeto

A Fundação GNOME foi convidada a ser agente fiscal das doações para o projeto do GIMP, o que dá mais credibilidade ainda ao processo.
Desta forma, é possível contribuir através do GNOME — basta especificar que o projeto GIMP é o beneficiário.
Como a fundação é legalmente tida como não-lucrativa, goza de isenção de impostos nos EUA. Desta forma, fica garantido que o seu dinheiro será usado para ajudar no desenvolvimento do GIMP e não para o governo de outro país.

Há várias formas de enviar dinheiro. Segue a relação de sites:

  • Doe através do PayPal — por este meio, o projeto será notificado imediatamente sobre a sua doação. É provavelmente o meio mais fácil de fazer uma única doação ou especificar um valor mensal.
    É você quem escolhe o valor. Apenas pense na segurança que a doação mensal pode dar ao projeto, para fazer seus planos e traçar estratégias de crescimento.
    É importante também ter em mente que o valor do dólar flutua, em relação às outras moedas e, o que parece barato hoje… amanhã, pode ter outro aspecto.
  • Doe via Flattr — como plataforma de micro pagamentos, é possível oferecer valores pequenos, a partir de 2 euros, à plataforma, que distribui os valores entre os projetos de acordo com a sua vontade. Leia o artigo da Wikipedia sobre o Flattr (english), para saber mais sobre seu funcionamento.

Consulte o site oficial, se preferir fazer pagamentos em Bitcoins ou cheque.

Como contribuir diretamente com os desenvolvedores

Em vez de contribuir com o projeto GIMP, como um todo, é possível enviar dinheiro diretamente ao desenvolvedor que está fazendo um trabalho que você aprecia ou necessita.

Alguns desenvolvedores, responsáveis por partes importantes e complexas do GIMP, aceitam este tipo de contribuição:

  • Øyvind Kolås, que trabalha no GEGL, o novo e sofisticado núcleo de processamento de imagens do GIMP.
    Seu trabalho é crucial para implementar recursos tais como a edição não-destrutiva, camadas de ajustes e efeitos de camadas.
    Esta é a conta dele no Patreon: https://www.patreon.com/pippin.
  • Jehan Pagès é também um programador ativo do projeto e está trabalhando no desenvolvimento de recursos avançados de animação no GIMP.
    A conta dele, no Patreon, contudo, é voltada para o financiamento de um projeto de filme animado. Saiba mais no site: https://www.patreon.com/zemarmot.

Da minha parte, que uso muito o GIMP para editar as imagens do site, optei por fazer um contribuição anual via PayPal.
E você?! Se sente à vontade para também contribuir? Qual é o seu projeto de software livre favorito?! 😉

Ferramenta de gestão de tempo Pomodoro aplicado ao Linux

A Técnica Pomodoro é um sistema de gestão de tempo desenvolvido por Francesco Cirillo, nos anos 80.
Consiste em usar um timer, para dividir o seu tempo de trabalho em intervalos que têm maior chance de serem produtivos.
Tradicionalmente, são usados 25 minutos de trabalho separados por pequenos intervalos de tempo para descanso.
Os intervalos principais (de 25 minutos) são chamados pomodoros (tomates, em italiano).

Como as pessoas não são iguais, é possível que intervalos de tempo diferentes funcionem melhor para cada um. Use 15, 20, 30 minutos. Faça algumas experiências — Enfim, veja aí o que for melhor para você.

A técnica é muito popular e há dezenas de aplicativos voltados a ela.
Não é difícil de aplicar, por que, como ferramenta, só exige um timer.
Há inúmeros sites que provêm apps online, junto com instruções, para quem não quer instalar novos aplicativos no seu computador.

A técnica está relacionada ao desenvolvimento incremental (usado no design de softwares) e tem sido adotada no contexto da programação em pares.

Detalhes da técnica Pomodoro

De modo resumido, o processo é composto por 6 passos:

  1. Decida sobre o conjunto de tarefas a serem realizadas e elimine as possíveis distrações.
  2. Acione o timer — usualmente, 25 minutos.
  3. Trabalhe nas tarefas propostas. Marque/risque as tarefas à medida em que forem concluídas.
  4. Termine o trabalho, quando o timer avisar.
  5. Se tiver menos de 4 tarefas concluídas, faça uma parada de 3 a 5 minutos e vá para o passo 2.
  6. Após 4 pomodoros, use um intervale de descanso maior (15 a 30 minutos) e vá para o passo 1.

Se o seu smartphone é uma fonte de distrações para você, saiba Como configurar o NÃO PERTURBE no celular Android.
Na seção de referências, ao final do artigo, há um link para o artigo na Wikipedia que explica mais sobre a técnica Pomodoro, caso queira se aprofundar mais no assunto.

Técnica Pomodoro no Linux

Nos repositórios da sua distro GNU/Linux é possível encontrar, com toda certeza, mais de um aplicativo voltado ao uso desta técnica.
Para escrever este artigo, uso o Debian 10 Buster, que traz uma edição de timer como extensão do GNOME Shell.
Para quem não tem medo de usar a CLI, é possível encontrar uma variedade maior de aplicativos com a invocação do gerenciador de pacotes da sua distro (apt, apt-get, dnf, yum etc).
No Debian/Ubuntu, use o apt search:


apt search pomodoro

ou, para obter muito mais resultados:


apt search timer

A segunda lista irá retornar diversas opções para quem usa outros ambientes de desktop (como XFCE, KDE…), tais como ktimer, xfce4-timer-plugin etc.
Se preferir, é possível não instalar nada adicional e apenas usar o que já está presente no seu sistema.
O relógio padrão do GNOME (semelhante ao do XFCE e do KDE) tem um timer incluído que pode ser usado a qualquer momento.
Pressione a tecla Super e faça a busca por “Relógio”
relógio do gnome

No painel principal do Relógio, selecione a aba ‘Temporizador’ e ajuste o tempo que for mais adequado para você.
Quando o tempo “estourar”, o GNOME dará um aviso sonoro discreto (na configuração padrão) e visual, na área de notificações.
gnome watch

Por fim, não deixe de considerar também o uso do Workrave, como opção mais complexa (ou completa) de aplicativo para controlar o tempo que você passa na frente do computador.

Referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9cnica_pomodoro.

criptografia com o GNUPG para iniciantes

O GNU Privacy Guard ou GnuPG (GPG ou segurança da privacidade GNU, em uma tradução livre) é um software livre desenvolvido para oferecer uma solução segura, com padrões abertos e auditáveis para criptografar dados de usuários.
Com desenvolvimento iniciado em 1997, na Alemanha, teve sua primeira versão estável lançada em 1999.
É, hoje, uma solução madura e sólida para dar mais segurança às suas informações — tanto no armazenamento, quanto no tráfego.

O GPG pode dar uma camada concreta de segurança para arquivos desde os mais simples, de texto, a pacotes volumosos de backups.
O software pode manter suas conversas por chat ou email protegidas de olhares bisbilhoteiros do governo, de grandes corporações ou dos seus concorrentes empresariais.

Usuários Linux dispõem de clientes de email com a tecnologia integrada, desde a instalação — como o Kmail (KDE) e o Evolution (GNOME).
Outros aplicativos podem receber a funcionalidade através de plugins.

Resumidamente, é uma solução para criptografar e descriptografar, além de assinar digitalmente os dados que você envia — para garantir ao recebedor que as informações estão realmente vindo de você.
Quem ainda não tem o hábito de criptografar informações sensíveis, deveria começar a levar isto a sério.
Os tempos atuais já exigem que se tenha este tipo de cuidados com os dados, seja no servidor, no computador pessoal ou do trabalho.

Este post é baseado no GNU/Linux (Debian 10 testing “Buster”, mais especificamente). Os conceitos, contudo se aplicam a qualquer outra distribuição ou sistema operacional.

É importante garantir que seus dados não serão facilmente lidos pelas pessoas erradas.

Este artigo parte do zero, ou seja, do pressuposto de que você não sabe nada sobre o GPG ainda.
Inúmeras aplicações fazem uso da criptografia com o GPG.
Na medida em que o seu conhecimento sobre o assunto for se consolidando, sua compreensão irá melhorar sobre o funcionamento deste recurso.

Neste sentido, vamos fazer um passo a passo, que começa com a instalação à geração de uma chave pública e outra privada para você usar.
Vamos começar pela linha de comando (CLI) e, em outros artigos, vou mostrar como usar a criptografia em aplicativos (CLI e GUI).
Abra o terminal!

Instalação do GnuPG

Baixe e instale o pacote de criptografia dos repositórios.
No Debian, no Ubuntu e nas outras distribuições derivadas destas, use o apt (ou apt-get):


sudo apt install gnupg

Isto é tudo o que você precisa, por enquanto.
Vamos em frente.

Como funcionam as chaves criptográficas

Tecnicamente, o gpg já está pronto para ser usado para criptografar seus arquivos.
Para usar todos os recursos do software, é necessário gerar algumas chaves criptográficas.
São duas:

  • a chave pública ou public key
  • a chave privada ou private key

É com este par de chaves que seus dados são codificados/decodificados.
Elas são associadas ao seu endereço de email.
A chave pública é a que você compartilha com as pessoas que desejam se comunicar com você, em segurança.
A chave privada, como o nome sugere, é a que só lhe diz respeito. Esta não é para ser compartilhada.
Quando você e outra pessoa trocam suas chaves públicas, podem passar a trocar mensagens privadas entre si.

Por exemplo, para enviar uma mensagem criptografada para João, é necessário que você e ele troquem chaves públicas entre si.
Então você abre o seu email (com suporte a criptografia) e digita sua mensagem para João.
Antes de enviar sua mensagem, clique no botão para criptografá-la.
A mensagem será codificada (ou embaralhada) com a chave pública de João e só ele poderá abri-la, com a chave privada dele.

Como gerar suas chaves criptográficas


Segue o passo a passo para criar seu par de chaves (pública e privada) para usar todo o potencial do GPG
No terminal rode o comando


gpg --gen-key 

gpg (GnuPG) 2.1.18; Copyright (C) 2017 Free Software Foundation, Inc.
This is free software: you are free to change and redistribute it.
There is NO WARRANTY, to the extent permitted by law.

Note: Use "gpg --full-generate-key" for a full featured key generation dialog.

GnuPG needs to construct a user ID to identify your key.

Real name: 

O seu nome real será pedido, como primeiro requisito.
Em seguida, seu endereço de email.
Seja cuidadosa(o) e verifique se as informações estão corretas.
O gpg irá pedir para entrar uma senha (sua chave privada) — que deve ser o mais complexa possível, envolvendo caracteres alfanuméricos, números, letras alternadamente maiúsculas/minúsculas e símbolos.

O ponto mais fraco do GPG é a senha que você escolhe como chave privada. Sugiro ler sobre o uso do apg, para ajudar a gerar senhas pessoais mais seguras.

Ao confirmar, uma série de bytes aleatórios serão gerados, para compor a sua nova chave pública.
Este processo pode demorar um pouco.
É uma boa ideia manter o sistema ocupado com outras ações: usar o teclado, o mouse, abrir o conteúdo do pendrive etc. Com isto, você ajuda a “gerar ruído” a ser usado para aumentar a complexidade da sua public key.
Ao fim do processo, o gpg irá reportar a criação com sucesso da chave e exibir sua ID de chave pública, sua “impressão digital” (fingerprint), entre outras informações.

Com isto, você está pronto para os próximos passos.
Continue no terminal!

Como exportar sua chave pública

Este procedimento é muito importante.
Sem isto, não é possível às outras pessoas criptografarem mensagens exclusivas para você.
Para exportar sua chave pública, rode o seguinte comando:


gpg --armor --export seu-email > chave_publica.asc

Acima, substitua “seu-email” pelo email usado para criar a chave pública, anteriormente.
Este comando cria o arquivo chave_publica.asc (você pode usar outro nome, se quiser).
Este arquivo contém a sua chave pública. Se quiser ver o seu conteúdo, use o comando cat:


cat chave_publica.asc 

-----BEGIN PGP PUBLIC KEY BLOCK-----

PkoQEWmlxNAEllQWoHwVbXBmgi6bkB945gg6M9QNLujLgfsDY0vAgeMMxTXbAnTR
BxL+w/PikSy44CIGy9EtQ+d27PpcrLkRM/HLABEBAAG0NkVsaWFzIFNlcnJhIFBy
YWNpYW5vIFBlcmVpcmEgPGVsaWFzcHJhY2lhbm9AZ21haWwuY29tPokBVAQTAQgA
PhYhBA2NPdDX0EfJoPcb2v2mn4cCXf7cBQJaB1EEAhsDBQkDwmcABQsJCAcCBhUI
CQoLAgQWAgMBAh4BAheAAAoJEP2mn4cCXf7cLU0H/3xW3ShRh1xXGQ5NLAmAuTOl
6D8ECyQmpxdhTJaiQ2wsosnrRIBi6XNuMj5b3Mhd51pVNlMadKRIWfNs99Yjaci5
S5oQz3oHwlIZ2C/g35utcHcTpShbSBJrm3bgY+dOeXtk2M0cuKPxJ4uyLvSfgknG
x1eqF6OAKhIqHi9NC7sW5YJ3Fq4zXh0gYyVTmLQ5O5LviPOGjn+B9IMg/Ewjk/vL
8rI4w1IRuXL+BAy3RKwv4Cb0qmsu2o0WfzkAEQEAAYkBPAQYAQgAJhYhBA2NPdDX

...

6D8ECyQmpxdhTJaiQ2wsosnrRIBi6XNuMj5b3Mhd51pVNlMadKRIWfNs99Yjaci5
S5oQz3oHwlIZ2C/g35utcHcTpShbSBJrm3bgY+dOeXtk2M0cuKPxJ4uyLvSfgknG
x1eqF6OAKhIqHi9NC7sW5YJ3Fq4zXh0gYyVTmLQ5O5LviPOGjn+B9IMg/Ewjk/vL
qGuITvoL2H2C+I6Z1hxLxnFq4BciiEXpErxTk+A+HbUYSTyCf4LsjZn0vVaYpq7C
sBBsFXTMWZS1osrgvkE9K05g/yEKBYxpFVR98hSKrmxfNSL8YPnjCXQ7vn7eV5K5
-----END PGP PUBLIC KEY BLOCK-----

Se quiser, você pode inserir este conteúdo no rodapé dos seus emails. Ele é para ser compartilhado com todo mundo que deseja te enviar informações criptografadas.
Se achar mais cômodo, apenas envie o arquivo chave_publica.asc para as pessoas.

Outra solução é enviar a sua chave pública para um servidor (public key server), de forma que ela fique catalogada e possa ser acessada por qualquer pessoa no mundo que queira trocar mensagens seguras com você.
Para isto, use a opção --list-keys:


gpg --list-keys 

/home/justincase/.gnupg/pubring.kbx
-----------------------------------
pub   rsa2048 2017-11-23 [SC] [expires: 2019-11-23]
      6750982194C7BB445CE45LL0B092D0E68C08315A
uid           [ultimate] Justin Case 
sub   rsa2048 2017-11-23 [E] [expires: 2019-11-23]

Preste atenção na cadeia de caracteres na segunda linha, logo após a data de expiração. No meu caso, é a seguinte: 6750982194C7GG445CE45FF0B092D0E68C08315A.
Esta é a identificação primária (primary ID), associada à chave que será exportada.
Agora rode o seguinte comando:


gpg --keyserver pgp.mit.edu --send-keys 6750982194C7CC445CE45BB0B092D0E68C08315A

gpg: sending key 2194C7GG445CE45FF0 to hkp://pgp.mit.edu

Você já deve ter deduzido que o comando acima envia sua chave pública para armazenamento em um dos servidores do MIT. Lá, ela poderá ser acessada e baixada por qualquer um.

Como acessar a chave pública de uma pessoa

Depois de exportada, sua public key poderá ser vista e usada para criar documentos criptografados para você, a partir do servidor do MIT:

https://pgp.mit.edu/

Se a pessoa souber o seu nome ou o seu email, ela pode fazer uma busca no servidor, conforme a imagem abaixo:
elias praciano chave publica no servidor do MIT
Resultado da busca:
mit public key

Como importar a chave pública de alguém

No caminho inverso, se você quiser enviar um email com conteúdo criptografado para alguém, vai precisar da chave pública desta pessoa.
Você pode obter a chave diretamente da pessoa ou de um servidor público.
De posse da chave, é necessário “importá-la”. Veja como fazer isso.
Vamos supor que a chave esteja dentro do arquivo ‘fulano_public_key.asc’. Use ‘--import‘:


gpg --import ~/.PUBKEYS/fulano_public_key.asc

De acordo com a configuração de cada aplicativo que usa o GPG, o seu sistema vai saber aonde encontrar as chaves públicas que você tiver, aí.
Ou seja, se estiver usando o plugin Enigmail, o cliente de email Thunderbird fará uso intuitivo e automático da criptografia, quando requerido.

referências

https://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_Privacy_Guard.

https://www.linux.com/learn/how-send-and-receive-encrypted-data-gnupg.

Sugestões de alias para usar no Linux

O comando alias permite facilitar a digitação de sequências de comandos muito grandes e/ou muito usadas, unificando tudo em apenas um nome (apelido).
Sugiro a leitura dos artigos relacionados (ao final) na seção de referências, caso queira se aprofundar um pouco mais no assunto.


Se você ainda não conhece o comando, por favor leia esta introdução.
Quando temos um procedimento complexo, que envolve uma série de linhas de comando para ser realizado, podemos montar um script — que, ao ser invocado, realiza toda a tarefa.
Shell scripts não são solução para tudo. Você pode associar uma pequena sequência de comandos a um alias.
Segue alguns exemplos.

Alias para troca de diretórios

O comando atende a heavy users de sistemas GNU/Linux ou UNIX.
Trocas constantes de diretórios, para realizar tarefas administrativas pode ser cansativo — até para quem é rápido no teclado.
Experimente estas sugestões:

# volta para o diretório pai do atual
alias ..="cd .." 

# volta 2 níveis de diretórios
alias ...="cd ../.."

# volta 3 níveis de diretórios
alias ....="cd ../../.." 

Também gosto da seguinte alternativa:

alias .2="cd ../.."
alias .3="cd ../../.."
alias .4="cd ../../../.."

Quando estiver realizando procedimentos em 2 diretórios diferentes e precisar ir e voltar frequentemente entre eles crie um apelido chamado ‘volta’:

alias volta='cd $OLDPWD'

crie alias para ir rapidamente para diretórios específicos:

alias docs="cd ~/Documentos"
alias facul="cd ~/Documentos/faculdade"
alias vids="cd ~/Vídeos"

Atalhos para listagens de diretórios

O comando ls permite uma série de ajustes de parâmetros e opções que podem ser incorporadas todas dentro de apelidos.
Veja algumas sugestões:

alias ll='ls -l'     
alias lf='ls -F'
alias l='ls -al'
alias lm="ls -al | more"

Para o ls sempre sair colorido:

alias ls="ls --color"

Alias para comandos de data e hora

Se você costuma checar o tempo no terminal, experimente estas configurações:

alias d='date +%F'
alias agora='date +"%T"'
alias hoje='date +"%d/%m/%Y"'

Force a confirmação de comandos

Para forçar a confirmação de comandos de copiar, mover ou apagar, sugiro estes:

alias cp='cp -i'
alias ln='ln -i'
alias mv='mv -i'
alias ln='ln -i'

Alias para comandos variados

Estou sempre pesquisando no meu histórico para rever o funcionamento de algum comando dado há algumas semanas atrás.
Criar um apelido para um procedimento que combine o comando history ao more ou ao comando grep é uma ótima ideia:

alias hm="history | more"
alias hg="history | grep -i"

veja um exemplo de uso deste último:


hg getconf

 1500  getconf LONG_BIT
 1502  man getconf
 1533  getconf -a | grep arq
 1534  getconf -a | grep -i bit

Segue um exemplo para encontrar arquivos no sistema:

alias ff="find / -type f -name"

Agora basta indicar o nome do arquivo, após ff:


ff hello.c

Para fazer buscas dentro dos subdiretórios atuais, use o comando assim:


alias buscar="find . -name "

buscar hello

./hello
./python/scripts/hello

O comando mount pode ser ajustado para exibir uma listagem em colunas organizadas:

alias mount="mount |column -t"

Use estes, para obter informações do sistema:

alias df="df -Tha --total"
alias du="du -ach | sort -h"
alias free="free -mt"
alias ps="ps auxf | more"

Note que já existem utilitários com estes nomes (df, du, free e ps).
O alias se sobrepõe ao nome de um comando preexistente.
Uma variante do último alias, da lista acima, permite buscar informações sobre um determinado processo:


alias psg="ps aux | grep -v grep | grep -i -e VSZ -e"

psg bash

USER       PID %CPU %MEM    VSZ   RSS TTY      STAT START   TIME COMMAND
justinc+ 28944  0.0  0.0  21992  6064 pts/0    Ss   10:26   0:00 bash

Segue algumas sugestões para fazer a atualização do sistema:

alias sau="sudo apt update"
alias alu="apt list --upgradable"
alias saf="sudo apt full-upgrade"

Para desligar, reiniciar, suspender, hibernar ...

# encerrar a sessão no terminal atual
alias sair="exit"   

# reiniciar o sistema
alias reset="systemctl reboot"

# desligar o sistema
alias desligar="systemctl poweroff"

# suspender o sistema
alias suspender="systemctl suspend"

# hibernar
alias hibernar="systemctl hibernate"

No artigo Como copiar arquivos na linha de comando com exibição do progresso da tarefa, ensino um truque interessante, com o uso do rsync e alias.
Não esqueça que as definições em alias são perdidas quando terminamos uma sessão.
Para que sejam persistentes, é necessário gravá-las em arquivos de inicialização do Bash, como .bashrc ou o .bash_profile ou, ainda, .bash_aliases.

Referências

https://www.networkworld.com/article/2782375/operating-systems/unix-tip--useful-unix-aliases.html.

https://www.linuxtrainingacademy.com/23-handy-bash-shell-aliases-for-unix-linux-and-mac-os-x/.

https://www.digitalocean.com/community/tutorials/an-introduction-to-useful-bash-aliases-and-functions.

https://lifehacker.com/398258/ten-handy-bash-aliases-for-linux-users.

https://www.cyberciti.biz/tips/bash-aliases-mac-centos-linux-unix.html.