O que você gosta… em blocos!

Vi isto em um vídeo. Trata-se de um aparelho conceito que pode ser montado de acordo com as necessidades ou desejos momentâneos de um usuário.

O telefone personalizável
Phone blocks – os componentes são encaixados em blocos.
Basicamente, você poderia adquirir um aparelho com funções básicas e, a partir desta “base”, adicionar novos recursos em “blocos”. Ou substituí-los.
Você gosta de tirar fotos dentro da cidade e prefere armazenar as imagens em um servidor nas nuvens. Neste caso, pode optar por ter um bloco de memória menor e, aproveitando o espaço, uma bateria de maior durabilidade.
Da mesma forma, se deseja ter uma câmera melhor, não há por que comprar um celular inteiro para isto; basta adquirir um módulo com a câmera que você deseja – encaixa-o no aparelho e usa.
Não é difícil uma pessoa trocar de aparelho apenas por estar insatisfeita com um único detalhe ou recurso que lhe é insuficiente: pouca memória RAM, som muito baixo, câmera com flash fraco ou lentes ineficientes. O conceito é este: troque apenas o que te faz infeliz.
Ecologicamente, esta ideia é muito boa. E, da minha parte, gosto muito desta aparência que me lembra o LEGO… doce infância.

Debian Edu — uma solução educacional completa

Como o próprio nome sugere, trata-se de um sistema operacional Debian GNU/Linux completo com aplicativos voltados pro ambiente educacional.
A palavra completo, aqui, significa que, a partir de seus diversos perfis, é possível instalar servidores, estações de trabalho e laptops que funcionam integrados dentro do ambiente de rede escolar.
Com o Debian Edu, os próprios professores ou o pessoal do suporte podem preparar e instalar um ambiente educacional multiusuário em múltiplas máquinas em questão de horas ou dias – o sistema chega a centenas de aplicações pré-instaladas e milhares de outras disponíveis em pacotes prontos para serem baixados e instalados a partir dos repositórios Debian.
A versão analisada aqui é a Debian Edu 7.1+edu0 “Wheezy”, baseada no sistema operacional Debian 7 “Wheezy” Stable, atualizada e cuidadosamente aprimorada, comparada à versão anterior – e continua com os mesmos recursos e facilidade de manutenção.

O que tem sido dito sobre a Debian Edu

  • Giorgio Pioda, administrador de sistemas, que tem usado o Debian Edu na SPSE (Scuola per Sportivi d’Élite) em Tenero, Suíça: “Posso dizer que estou com o Debian Edu Wheezy instalado em ambiente de produção desde meados de Agosto e ele está funcionando perfeitamente. Está sendo usado todos os dias”.
  • Nigel Barker, Coordenador de TI na Hiroshima International School, Japão: “Eu consegui deixar um Tjener e um laboratório de computação em funcionamento, para o início das aulas, em apenas 4 dias após o lançamento da versão beta 1. Estou muito satisfeito com o rumo das coisas desde o primeiro mês de aula.”
  • Segundo Lucas Nussbaum, Líder do Debian Project: “o Debian Edu é um projeto fantástico por, pelo menos, duas razões. Uma, por que expõe um público – especificamente crianças – ao Software livre e ao Debian. Segundo, por que demonstra como é possível montar uma distribuição bem sucedida a partir do Debian e de dentro do Debian”

Sobre o Debian Edu e o Skolelinux

Debian Wheezy - Skolelinux
Logo do Skolelinux – Debian.

O Debian Edu – também conhecido como Skolelinux – é uma distribuição baseada no Debian, que provê um ambiente de rede escolar completamente configurado e pronto para usar.

Imediatamente após a instalação de um servidor na escola, rodando todos os serviços necessários a uma rede escolar, o sistema já estará pronto para que usuários e máquinas sejam adicionados via GOsa² – uma interface web confortável.
Um ambiente de inicialização via rede é preparado com o PXE, de forma que, após a primeira instalação do servidor principal com um CD ou pendrive, todo o restante do parque de máquinas pode ser instalado via rede local.
O servidor escolar oferece um banco de dados LDAP e serviço de autenticação Kerberos, centralização dos diretórios pessoais, um servidor DHCP, um proxy web e muitos outros serviços.
O desktop  é instalado com mais de 60 pacotes de softwares educativos e muitos outros podem ser adicionados do arquivo Debian. Além disto, as escolas podem escolher entre os ambientes KDE Plasma, GNOME, LXDE e Xfce.

Mais informações

Você pode obter mais informações e baixar o manual aqui.
E você pode fazer o download do CD netinstall multi arquiteturas (655 MiB) nos seguintes links:

Aqui você pode encontrar a versão para gravar no pendrive, voltada para múltiplas arquiteturas:

Use o StartPage como alternativa ao Google.

Um dos pontos mais criticados por quem faz suas pesquisas através do Google é o da privacidade. É neste ponto que as alternativas se tornam muito atraentes.
Se você não quer que o Google saiba e repasse a seus parceiros comerciais o que você anda buscando por aí, usar um mecanismo de busca que respeite a sua privacidade é algo interessante.

Como funciona

Tela inicial do StartPage
Tela principal do StartPage – clique para ampliar.

O StartPage faz uso da máquina de pesquisa do Google. Ou seja, toma os termos de pesquisa que você forneceu e vai fazer a consulta ao Google – fornecendo as próprias informações ao Google, em vez das suas.
É assim que a sua privacidade fica (razoavelmente) preservada. É como se você, em vez de enviar uma carta em seu próprio nome, a entregasse para outra pessoa envelopar e colocar seu próprio endereço e depois postá-la. Ou seja, embora o conteúdo seja seu, as informações sobre quem o enviou (postou) dizem respeito a outra pessoa.

Hubs vs Switches vs Roteadores – diferenças

Introdução

Na infraestrutura da rede em que você está trabalhando, jogando, navegando (ou fazendo nada) você deve estar conectado a um hub, um switch ou um roteador (router, em inglês).Switch com luzes acesas, mostrando atividade.
Se você chegou aqui, é por que “bateu uma curiosidade” sobre o que é e como funciona basicamente cada equipamento destes.
Alguns conceitos dados e abordados neste artigo vão precisar de uma leitura mais aprofundada para serem melhor entendidos. Eu recomendo ler sobre o modelo OSI na Wikipedia, para adquirir mais conhecimento no assunto.

Hubs

Conhecidos também como repetidores, são dispositivos de rede que operam na camada física (layer 1) na conexão de outros dispositivos de rede para comunicação.

Hub Cisco 108T - Linux Network - MySQL
Clique na imagem para ver em tamanho maior – Hub Cisco 108T
  • Os hubs não processam o tráfego da camada 2 ou da camada 3. Não processam informações baseadas nos endereços MAC ou IP;
  • Tudo o que um hub faz é transferir dados a cada porta, excluindo-se aquela de onde os dados se originaram;
  • Hubs trabalham apenas no modo half duplex, o que significa que um dispositivo conectado a ele não pode enviar e receber dados simultaneamente. Envia dados em um momento e recebe dados em outro;
  • Se mais de um dispositivo enviar dados simultaneamente ocorre a colisão de dados;
  • Em caso de colisão, o hub rejeita os dados de todos os dispositivos e envia-lhes um sinal para enviar novamente;
  • Hubs têm propensão a colisões e, à medida em que vamos adicionando novos dispositivos e hubs à rede, as chances de ocorrerem colisões vão aumentando e o desempenho da rede, como consequência, vai caindo.

Switches

São aparelhos que operam na camada 2 (camada de enlace) no modelo OSI de comunicação.

Switches
Clique na imagem para ver em tamanho maior – switches
  • São também conhecidos como hubs inteligentes;
  • Os switches operam com os endereços de hardware dos dispositivos conectados para transferir dados entre estes;
  • O motivo de serem chamados hubs inteligentes é que montam uma tabela com os endereços de hardware e portas dos dispositivos conectados;
  • Assim que são ligados, agem de maneira limitada, tal como os hubs. Por isto são comparados a estes.

    Suponha que haja 3 dispositivos conectados a um determinado switch. Vamos chama-los, para simplificar, de dispositivo A, dispositivo B e dispositivo C.
    Agora, vamos imaginar que o sistema tenha sido reiniciado. Se o dispositivo A envia uma mensagem ao dispositivo B, então, tal como um hub, o switch vai remeter a mensagem a cada um dos outros dispositivos na rede &emdash; só que vai armazenar os endereços de hardware de cada dispositivo e a porta correspondente em uma tabela. Desta forma, na próxima vez em que houver um pacote destinado ao dispositivo A, o switch vai agir inteligentemente e enviá-lo apenas à porta correspondente, em vez de todas.

Assim, à medida em que a rede vai sendo usada, os endereços e as portas vão sendo “anotados” na tabela do switch e, após um certo tempo, já teremos um hub que envia inteligentemente os pacotes apenas pros destinatários certos;

  • Switches são comumente confundidos com pontes (bridges). Ainda que sejam similares, a maior diferença é que o switch usa um circuito de hardware especial chamado ASICs, que lhe permite direcionar os dados na velocidade máxima atribuída ao seu cabeamento (100 mbps, 1000mbps etc);
  • Diferente dos hubs, os switches têm a capacidade de transmitir dados em full duplex para cada dispositivo conectado;
  • Como os cabeçalhos (headers) dos protocolos da camada 2 não têm informação sobre a rede dos pacotes de dados, os switches não podem reenviar dados baseados nas redes. Por isto não são usados em grandes redes, que são subdivididas em várias sub-redes;
  • Com o uso do protocolo STP (Spanning Tree Protocol) os switches podem evitar loops dentro da rede &emdash; que “consiste no envio de um host com o pacote de IP de origem desconhecida ou falsa. Se Propaga nos roteadores e instala rotas erradas nas tabelas de roteamento”. (Wikipedia)

 

Roteadores

Os roteadores são os dispositivos, na rede, que operam na camada 3 (de rede ou Layer 3) do modelo OSI de comunicação.

    • Como os protocolos da camada de rede têm acesso aos endereços lógicos (endereços IP) os roteadores têm a capacidade de transmitir dados entre redes diferentes;
    • Podem ser comparados a switches de camada de rede;
    • Roteadores têm uma quantidade de recursos bem maior do que os switches;
    • Roteadores retém a tabela de rotas para a transmissão de dados;
    • Roteadores antigos eram lentos, se comparados aos switches. Isso se devia a que a consulta à tabela de roteamento levava um tempo consideravelmente alto, o que já não ocorre nos dias atuais, felizmente;
    • As operações de rede, nos roteadores atuais, são feitas em dispositivos com latência muito reduzida e, portanto, não são mais lentos do que os switches;
    • Roteadores geralmente têm menos portas do que switches;
    • Roteadores são comumente usados como elementos de transmissão de dados entre redes em WANs (Wide Area Networks).

Veja outros artigos relacionados a redes.

Vale a pena encerrar um aplicativo Android com task killers? Entenda por que não.

android-logo
Sempre que o assunto é gerenciamento de memória no Android este tema vem à tona.
Task killers são programas que servem para fechar arbitrariamente outros programas. Quem usa Linux talvez conheça o xKill, que serve para fechar qualquer aplicativo, desde que ele tenha alguma janela em exibição na tela.

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Embora seja útil para desenvolvedores ou profissionais que estejam fazendo testes, entre outros, para o usuário normal fazer uso de um task killer (assassino de tarefas, em português) pode ajudar a bagunçar o seu sistema em vez de torná-lo mais leve e rápido, como te prometeram.

O que é RAM

RAM (Random Access Memory ou memória de acesso aleatório, em português) é uma área, no seu aparelho, para armazenar os seus dados, enquanto ele estiver ligado. Cada sistema operacional faz um uso da RAM do dispositivo em que se encontra instalado.
Como o seu dispositivo não tem HD (disco rígido), ele vai usar a RAM para as mesmas atividades, manter aplicativos e dados em local mais acessível para o processador, uma vez que este tipo de memória tem um tempo de acesso muito melhor do que o cartão SD. É aonde os dados que precisam ser acessados mais vezes ficarão armazenados temporariamente.

Aplicativos em execução

Não estou dizendo que aplicativos de monitoramento do sistema sejam ruins. Este tipo de ferramenta tem sido usado desde o início da popularização dos PC’s, na década 80 e ninguém morreu até agora. Veja aqui o modo hacker de checar o uso da memória no seu dispositivo.
O Android, tal como outros sistemas operacionais construídos sobre as raízes do Unix têm algo em comum, no que toca a RAM:

RAM não usada é RAM desperdiçada

O nosso Android, tal como o MacOS e o Ubuntu, deseja usar toda a memória RAM possível. Ele foi projetado para isto. Há ajustes (chamados “minfree“) que dizem ao sistema quanto de RAM deve ser deixado livre e disponível. Mas, para o resto, o sistema está programado para preencher o espaço mais rápido possível e manter-se assim.
Já se perguntou “com o quê ele preenche este espaço?”. É uma boa pergunta.
Depois que o sistema, em si, tiver sido carregado, junto com tudo o que ele precisa imediatamente para funcionar, o sistema continua a carregar os seus aplicativos à medida em que são usados, até que uma função interna diga para parar.
O aplicativo atualmente aberto estará, com certeza, na memória RAM, mesmo depois de fechado. O próximo também será armazenado lá e assim em diante. Quando o sistema precisar de mais memória para algum outro aplicativo, ele vai desocupar os lugares que não estiverem mais sendo usados.
Ainda que você tenha 100 apps em seu aparelho, só deve usar alguns com frequência. Há grande probabilidade de eles já estarem armazenados na RAM, o que torna a sua abertura mais rápida. Neste caso eles não precisam ser lidos do cartão SD, o que economiza seu tempo e sua bateria. Note que a leitura/escrita do cartão consome mais energia do que o acesso à RAM, além de ser mais lenta.
Veja bem. O que ele faz é manter o Google Talk (ou qualquer outro aplicativo) na memória RAM, depois de fechado, para abri-lo quase instantaneamente na próxima vez, já que não será mais necessário ler o cartão.
Por este ponto de vista é que não vale a pena eliminar o programa da memória. Caso você não o use mais e o espaço que ele ocupa se torne necessário para armazenar outras coisas, o sistema se encarregará de fazer isto. Caso contrário, ele irá abrir mais rápido para você depois.
Já imaginou ter que carregar o messenger do cartão a cada vez que chega uma notificação de nova mensagem?
Desta forma, acredito que tenha ficado claro que os aplicativos, na memória RAM, não estão consumindo espaço à toa. Estão poupando a sua bateria e não estão sequer importunando a sua CPU. Estão apenas prontos para carregar mais rápido na próxima vez em que forem requisitados.

Cada vez menos, estes problemas importam

Os aparelhos Android têm evoluído a uma grande velocidade, ainda enquanto estão sobre nossas mãos – Os softwares estão melhores, os aparelhos estão melhores e a galera que escreve os programas está se tornando melhor nisto. A evolução das ferramentas de programação, também merece destaque.
Alguns programas mais parrudos podem demorar para serem fechados, mas serão fechados – tenha nervos. Arme-se de paciência para lidar com isto ou os desinstale, até poder comprar um aparelho com mais memória e maior capacidade de processamento. Mesmo aplicativos bem escritos podem demorar para descarregar e limpar a memória dos dados usados durante a sessão.
Ao matar um aplicativo arbitrariamente, você pode “vê-lo” sumir da memória, mas podem continuar lá alguns sub-aplicativos ou plugins zumbis ou órfãos, que seriam fechados graciosamente pelas vias normais.
Para ter uma ideia do quanto isto é prejudicial ao sistema, desenvolvedores do kernel são enfáticos ao pedir que não se use task killers.

O cenário atual

Os aparelhos (celulares, tablets etc) estão vindo com uma quantidade mais decente de memória e capacidade de processamento capaz de fazer um netbook corar de vergonha. O gerenciamento de memória do Android acompanhou esta evolução do hardware. Há cada vez menos motivos para se confiar em task killers.

O melhor conselho

Deixe o Android fazer o seu trabalho, gerenciar a memória e os outros recursos do seu dispositivo. Pare de se preocupar com isto.

😉