Ubuntu 12.04 Beta

Ubuntu 12.04 LTS Precise PangolinEu reluto um pouco em postar algo sobre o assunto, uma vez que a tendência é que este post se torne defasado em poucas semanas. O principal objetivo deste blog não é dar notícias ou “contar novidades”. Mas, vamos lá… 🙂

Softwares distribuídos em versão Beta, são softwares para testes. Portanto, NÃO O INSTALE no seu PC de trabalho.

Embora a versão 12.04 seja um LTS (Long Time Support), ou seja, uma versão que deverá priorizar a estabilidade em detrimento dos avanços, além de ser voltada aos usuários que desejam permanecer sem alterar o sistema operacional por um tempo maior (5 anos).

A versão final, prevista para 26 de Abril, roda sobre um kernel Linux v3.2.6 e virá com o LibreOffice v3.5.
O player de músicas padrão é o Rhythmbox. Na área de trabalho, o Unity 5.2 traz mais facilidade de personalização, através do painel de configuração do sistema – na seção “Aparência”.

44 Novos papéis de parede pra nova versão do Ubuntu

Tablet with Ubuntu

Em função do tamanho restrito de um CD, muitos dos papéis de parede sugeridos por usuários ficarão de fora. Mas você pode baixá-los gratuitamente, desde já e usá-los – mesmo que não use o Ubuntu.
Clique aqui  para dar uma olhada e, se quiser, baixar pra conferir.

LibreOffice chega ao seu primeiro aniversário, com 15 milhões de usuários.

A conta é feita considerando o fato de que todas as grandes distribuições Linux vêm com a suíte instalada. Mas, se levarmos em conta os 6 milhões de downloads, desde Janeiro/2011, quando se lançou a primeira versão estável e os usuários Windows e OS/X (Apple), o número pode chegar (ou ultrapassar) os 25 milhões de usuários.

Desenvolvimento

O projeto, depois que se separou da Oracle se tornou mais independente e vem atraindo profissionais colaboradores de todas as áreas.
Segundo Charles Shulz, do The Document Foundation (organização responsável pelo projeto), há pelo menos 270 programadores e outros 270 tradutores trabalhando. Há mais de 100 listas de discussão que contam com mais de 15 mil voluntários inscritos que ajudam de diversas formas. Contam, ainda, com milhares de artigos escritos sobre o software, nas mais diversas línguas.

Minha opinião é de que se trata de um excelente trabalho e, no que tange à tradução para o português, é nítida a dedicação dos seus colaboradores.

Opening

Readyboost no Ubuntu

Embora seja apresentado como readyboost no Linux, o cenário aqui descrito não tem muito a ver com o que a Microsoft propõe em seu sistema operacional – um sistema de cache do disco rígido em memória flash (pendrive). A única semelhança da solução demonstrada aqui é o uso do seu pendrive. Mas o propósito é outro: direcionar o swap para a memória flash, o que não tem qualquer coisa a ver com caching.
Sob certo ponto de vista, são duas coisas completamente opostas.

Vale a pena configurar o readyboost no Linux?

Não digo isto para desencorajar mas — sejamos realistas — O Linux funciona muito bem em sistemas com poucos recursos. Se a sua máquina foi adquirida depois de 2012, ela terá no mínimo 2 GB de memória RAM. Ainda que tenha apenas 1 GB de RAM, possivelmente nenhuma diferença será percebida na performance do sistema. O recurso do Readyboost usa memória de troca (swap) – Numa configuração como estas, o swap raramente é usado por um usuário normal.
Leia este artigo sobre como melhorar a performance do Ubuntu — o texto traz uma série de dicas e truques que, se aplicados juntos, podem dar uma “envenenada” na sua máquina (seja ela nova ou velha). A maioria das dicas vale para qualquer distro.

Como aplicar o readyboost no Linux

O Readyboost, no Linux, consiste em direcionar prioritariamente os dados que iriam pra partição dedicada ao swap, em seu HD, para o seu pendrive que, por não conter partes mecânicas, é mais rápido. Em um sistema com 512MB de memória RAM, ou menos, será possível notar diferença na performance. Uma advertência inicial: todo o conteúdo do seu pendrive será apagado durante este processo. Tire backup antes, portanto. Ao inserir o seu pendrive, o Ubuntu o montará e exibirá o seu conteúdo automaticamente. Clique sobre o ícone do pendrive na área de trabalho, com o botão direito do seu mouse e selecione Ejetar. Nós precisamos dele desmontado. Os comandos que seguem, partem do pressuposto de que o seu pendrive esteja conectado em /dev/sdb1. Adeque-os ao seu caso. Feito isto, abra um terminal com Ctrl+Alt+T e digite o seguinte comando:

sudo mkswap /dev/sdb1

Agora vamos direcionar o swap para o pendrive, com a máxima prioridade possível (32767):

sudo swapon -p 32767 /dev/sdb1

Para verificar se tudo foi feito corretamente, o comando a seguir mostra as partições swap em uso:

cat /proc/swaps

No meu caso, ele exibe o seguinte:

cat /proc/swaps
Filename				Type		Size	Used	Priority
/dev/sda1                               partition	1951740	0	-1
/dev/sdb1                               partition	249820	0	32767

A quarta coluna exibe o quanto está sendo usado do swap: 0 (zero).

LEIA MAIS

Existe uma técnica, para reduzir o uso do SWAP, que pode melhorar o desempenho do seu sistema Linux.
Leia mais sobre isto, aqui.

Considerações finais

A função do swap é servir de extensão à memória RAM.
— De forma resumida, quando esta fica saturada, os arquivos menos usados são realocados pro swap, que fica em um arquivo ou em uma partição exclusiva (recomendado). Este é o principal motivo pra solução descrita aqui não ter grande efeito em um sistema com grande quantidade de memória RAM, onde o swapping raramente é usado.
Contudo, ele tem outra utilidade, a de guardar todas as informações do estado atual do sistema quando este é posto pra hibernar. Neste caso, é possível experimentar melhor velocidade no processo de restabelecer o sistema. Neste caso, é necessário que o tamanho do espaço dedicado ao swap seja equivalente ao da memória RAM.

Conheça o visualizador de imagens para Linux Geeqie

O Geeqie é um programa para apresentar/visualizar imagens. O projeto nasceu em Março de 2008, após 3 anos de inatividade do GQview, cujo código foi aproveitado pelos desenvolvedores. Por isto, aqueles que já usavam o programa anterior (o GQview), se sentirão em casa aqui.

Sua tela inicial se divide em um navegador, onde você escolhe os arquivos que deseja visualizar, as pastas que quer abrir e uma janela, à direita, onde as imagens selecionadas são exibidas.

Profissionais ou aficionados por fotografia podem gostar muito da velocidade e eficiência com que ele trata imagens RAW (formato que contém todos os dados da imagem tal como foi captada pelo sensor da câmera. Normalmente, estes arquivos não são comprimidos).

Entre os recursos que eu achei interessantes está a janelinha de confirmação de exclusão de um arquivo, em que o Geeqie exibe uma prévia da imagem a ser removida.
Pode evitar acidentes.
confirmação

Usuários do Ubuntu, podem instalá-lo facilmente através da Central de Programas, que pode ser acessada do Menu de Aplicativos (Alt + F1). Pros(as) aventureiros(as), sempre tem a linha de comando:

sudo apt install geeqie