Como escolher um nome para sua empresa

Os brasileiros são reconhecidamente empreendedores. Mas isto não é o suficiente para manter uma empresa, fazê-la crescer e torná-la sólida em seu ramo de negócios.
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Dentre os vários fatores que contribuem positivamente para os negócios, o nome da companhia é um deles. Este é o assunto deste artigo.
Baseado nos dados do site DataHero (veja o link ao final do texto), há algumas regrinhas bem básicas que ajudam a evitar erros fatais para os seus negócios.

O que deve estar contido no nome da sua empresa?

Como já foi dito, as dicas são básicas e não substituem a contratação de profissionais especializados no assunto — não esqueça disto: eles podem poupar seu dinheiro a longo prazo, uma vez que o melhor nome é aquele que, por si só, já faz uma grande propaganda para os seus negócios.
Você deve começar se perguntando “o que eu quero comunicar às pessoas”. O nome deve reforçar os pontos chave do seu negócio.
Se você tem em mente montar um negócio voltado a um determinado segmento social ou nicho empresarial, deve se perguntar o que gostaria de dizer a estas pessoas ou instituições sobre a sua empresa — faça uma lista, escreva no papel o que lhe vier à cabeça.
Quanto melhor o seu nome comunicar sobre seu negócio a seus consumidores em potencial, menos esforço você terá que exercer para vendê-lo.
Experts recomendam priorizar o uso de palavras reais, que existem no dicionário, em detrimento de inventar vocábulos — desta forma as pessoas terão mais facilidade para relacionar o nome da empresa ao tipo de produto ou serviço que ela oferece.
Por outro lado, ter significado “excessivo”, também pode atrapalhar.
Nomes geográficos, como o nome da sua cidade, podem atrapalhar uma futura expansão da sua empresa.
Outro caso, é quando o nome faz referência forte a um produto… e você decide iniciar a venda de outro produto ou serviço — o nome da empresa fica ad eternum limitando os seus negócios àquele primeiro produto/serviço.
O desafio é encontrar um nome que tenha significado e, ao mesmo tempo, seja genérico o suficiente para não limitar seus negócios no futuro:

  • Nomes descritivos sempre dizem algo significativo a respeito do seu negócio — o que fazemos, o que vendemos, onde você pode nos encontrar etc.
  • Nomes sugestivos são mais abstratos e focam nos valores, na missão da empresa.

O nome hipotético “Chile Tour” ajuda ativamente a promover as atividades da empresa — ele diz tudo sobre ela. Os consumidores identificam imediatamente o que a empresa oferece e qual a sua especialidade.

O que devo considerar para escolher um nome para minha empresa

Há alguns itens importantes a serem considerados quando estiver imerso no processo de escolha do nome da sua empresa:

  • Escolha um nome que tenha significado, não apenas, para você. Preocupe-se, antes, com o significado que ele tem para seu público.
  • Escolha um nome que seja familiar e que remeta a memórias agradáveis para seus clientes, de forma que eles tenham uma resposta emocional positiva.
  • Nomes grandes e confusos precisam ser repensados sempre. Evite-os.
  • Fique longe de gracinhas, piadas (internas) ou palavras bonitas que apenas você e sua família entendem. Não é para você mesmo ou sua família que você pretende vender alguma coisa.
  • Não use sufixos como “cia”, “ltda” ou “SA”, a menos que sua empresa realmente se encaixe nestes moldes.

Seja criativo(a)

Parece que todas as palavras do dicionário já foram registradas… e a opção de criar novas, para batizar novas empresas está se tornando tentadora.
Nomes inventados podem se tornar mais significativos do que aqueles baseados em palavras reais.
Michael Barr, do NameLab, explica que a palavra “Acura” (uma marca de carros americana) não existe no dicionário, mas ela remete à precisão da engenharia (acurácia).
De fato, o sufixo “Acu” significa “preciso” em muitas línguas.
Assim, criou-se uma nova palavra que é, ao mesmo tempo, única e fortemente significativa.
Criar palavras, contudo, é um processo mais complexo para iniciantes. Deve ser evitado, se você não estiver disposto a estudar bastante sobre o assunto.
A mesma NameLab foi quem criou o nome da gigante de computação “Compaq”, quando queriam lançar uma fábrica de computadores “compactos”.
Mesmo sendo inventada, a palavra remete imediatamente ao significado de “compacto”.

Como resolver alguns problemas com criatividade

Segundo o DataHero, algumas dicas pode ajudar a contornar problemas com marcas já registradas ou com nomes que não podem, por um motivo ou outro, ser usados.

  • Adicione uma letra — Digg, Thinkk etc.
  • Retire uma letra — Flickr, Tumblr, Grindr, Blendr etc. Em todos estes casos, a retirada da letra, não altera a pronúncia da palavra em inglês e a destaca em qualquer texto.
  • Adicione um sufixo, que pode eventualmente vir a ser usado no registro do domínio — Spotify, Bitly, Migreme, Miudim etc.

solving problems naming a company

Faça testes com o seu nome antes de bater o martelo

Quando finalmente você chegar a uma lista de quatro ou cinco nomes, que são fáceis de memorizar, pronunciar e são expressivos, você está pronto para fazer uma pesquisa sobre se já não estarão registrados ou sendo usados por outro negócio.
Em alguns casos, os nomes das empresas não precisam estar necessariamente registrados — mas preocupar-se com os aspectos legais de registrar sua marca pode poupar problemas e gastos futuros, além de processos judiciais onerosos e desgastantes por parte de possíveis detentores daquela marca.

Finalmentes…

Com alguma sorte e muito trabalho você terá uma lista final com 3 a 5 nomes fortes dos quais você gostou. Como tomar uma decisão?
Volte aos critérios definidos no início da escolha de nomes — e verifique qual destes se adequa melhor e descreve melhor o tipo de negócio que você está se propondo a iniciar.

  • Alguns empreendedores chegam a uma decisão definitiva, pelos seus próprios instintos.
  • Outros contratam uma empresa para fazer pesquisas de mercado.
  • Outros se reúnem (entre sócios, por exemplo) e votam.

Tenha em mente que as firmas profissionais levam de 6 semanas a 6 meses para concluir todo o processo. Você provavelmente não tem todo este tempo. Contudo, planeje dispender ao menos 5 semanas no processo de escolha do nome de sua empresa.

Referências

Diferenças entre Google Chromium e Chrome

O Google Chromium browser e o Google Chrome são 2 navegadores distintos, produzidos pela mesma empresa.
Neste artigo, vou mostrar algumas diferenças sob o ponto de vista de um usuário do sistema operacional Ubuntu 14.04 — mas valem para qualquer outro usuário de qualquer outro sistema operacional.
Quem usa esta versão do Ubuntu, tem 4 versões disponíveis para instalação.
Logotipos Google Chromium vs Chrome
De maneira geral, as descrições dos navegadores são estas:

pacote descrição
chromium-browser O Chromium é um projeto de navegador de código aberto do Google que tem como objetivo construir um software mais seguro, mais rápido e mais estável para todos os usuários de Internet.
O código do Chromium serve de base pro Google Chrome.
google-chrome — uma versão rebranded do Chromium, com alguns poucos recursos adicionados, tal como tracking e um sistema de atualização automática.

A primeira versão é de código aberto e serve de base pra segunda, que incorpora uma quantidade de código proprietário para (supostamente) melhorar a experiência do usuário na internet.

As diferenças, de acordo com o Google

O site oficial do projeto no Google (veja os links abaixo) informa uma série de outras diferenças entre um navegador e outro:

Item Google Chrome Chromium Descrições adicionais
Logo Colorido Azul
Relatório de erros ou crash reporting Precisa ser ligado Não tem
User metrics Precisa ser ativado Não tem Nome dado a uma plataforma desenvolvida pela Wikimedia Editor Engagement Experimentation (E3) para medir as atividades dos usuários, baseado em padrões pré-determinados
Padrões de áudio e vídeo suportados AAC, H.264, MP3, Opus, Theora, Vorbis, VP8, VP9, e WAV Opus, Theora, Vorbis, VP8, VP9, e WAV por padrão Pode variar de acordo com a distro usada
Suporte a Flash Sandboxed PPAPI (non-free) plugin incluído Suporte a plugins NPAPI (unsandboxed) plugins — o que inclui o do Adobe para Chrome (versão 34 e anteriores)
Código Testado por desenvolvedores Chrome Pode ser alterado pelas distribuições Linux
Sandbox Sempre ativado Depende da distro do usuário Obtenha mais informações digitando about:sandbox na barra de navegação e pressionando Enter
Pacotes (linux) deb ou rpm padrão Depende de cada distro
Informações de perfil do usuário Mantidas em ~/.config/google-chrome Mantidas em ~/.config/chromium Esta informação é específica do Linux
Cache Mantido em ~/.cache/google-chrome Mantido em ~/.cache/chromium Esta informação é específica do Linux
Garantia de qualidade Novas versões são testadas antes de enviar aos usuários Depende da distribuição/sistema operacional usado O Google se responsabiliza, no primeiro caso. No segundo, a responsabilidade é de quem distribui/fornece o aplicativo
Google API keys Adicionado pelo Google Depende da distro/sistema operacional do usuário

Diferença entre o Chromium e o Chrome no Ubuntu

No Ubuntu, é possível ver as diferentes opções de instalação com o comando apt-get, executado em um terminal:

apt-cache search browser | grep chrom

O resultado vai mostrar 4 possibilidade de instalação (no Ubuntu 14.04 LTS):

chromium-browser-dbg - chromium-browser debug symbols
chromium-chromedriver - WebDriver driver for the Chromium Browser
unity-chromium-extension - Unity WebApp extension for the chromium browser
oxideqt-chromedriver - Web browser engine library for Qt (chromedriver build)
chromium-browser - Chromium web browser, open-source version of Chrome
chromium-browser-l10n - chromium-browser language packages
chromium-codecs-ffmpeg - Free ffmpeg codecs for the Chromium Browser
chromium-codecs-ffmpeg-extra - Extra ffmpeg codecs for the Chromium Browser
google-chrome-beta - The web browser from Google
google-chrome-stable - The web browser from Google
google-chrome-unstable - The web browser from Google
  1. chromium-browser — como já explicado, a versão de código aberto (que eu recomendo)
  2. google-chrome-beta — versão mais atualizada, com código proprietário. Voltada a quem deseja conhecer primeiro todas as novidades do produto e não se importa muito quando este “dá pau”.
  3. google-chrome-stable — versão mais estável e mais testada, com código proprietário. Voltado para ambiente de produção e usuários que precisam de um produto estável, mesmo que não venha com os recursos mais avançados.
  4. google-chrome-unstable — apesar do nome, é uma versão razoavelmente testada e estável. Mas não deve ser usada em ambiente de produção.

Assim, espero ter contribuído para elucidar a questão e ajudar você a fazer a melhor escolha.
Divirta-se!

Referências

O comando grep e suas aplicações.
AskUbuntu – descrição do pacote chromium-browser — http://packages.ubuntu.com/lucid/chromium-browser
Diferenças entre o Chromium vs Chrome — https://code.google.com/p/chromium/wiki/ChromiumBrowserVsGoogleChrome
O que são user metricshttp://www.mediawiki.org/wiki/User_Metrics

Vale a pena criptografar os dados no smartphone?

Criptografar os dados no seu smartphone pode impedir que pessoas não autorizadas tenham acesso às suas fotos, vídeos, e outros tipos de arquivos.
Nas versões mais novas do Android, é uma medida de segurança eficaz para dificultar a exposição de arquivos pessoais e/ou profissionais.
Em caso de roubo, o conteúdo na memória do aparelho e no cartão de memória não poderão ser acessados sem que se conheça a senha.
A única forma de poder fazer uso do aparelho é remover a criptografia, através de um reset de fábrica — que promove a remoção total dos dados gravados no aparelho. O cartão de memória, para poder ser usado, precisará ser reformatado.

Criptografia, do grego, kryptós + graphein, pode ser traduzido como escrita secreta.
Consiste no uso de técnicas de segurança para bloquear acesso de pessoas não autorizadas a um determinado conteúdo

Quem deve usar criptografia?

Há vários perfis de usuários que justificam o uso de criptografia.
Executivos, consultores, advogados e inúmeros outros profissionais que armazenam no smartphone arquivos de trabalho sensíveis e confidenciais, devem fazer uso da criptografia.
Há também motivações pessoais para a adoção desta medida.
Quem tem já tirou fotos íntimas ou fez um ou mais vídeos “calientes“, na maioria das vezes, não tem interesse em ver este material circulando livremente nos sites pornôs ou nas redes sociais (Facebook, Whatsapp etc.) — o que pode causar um estrago na sua imagem, nas suas relações familiares e, até mesmo, profissionais.

A criptografia atual é baseada em teorias matemáticas aliadas a softwares poderosos, com o objetivo de criar algoritmos difíceis de serem quebrados por invasores.
Teoricamente, é possível quebrar chaves criptográficas… mas é altamente desestimulante, sem recursos computacionais avançados.

Uma vez roubado, não há mais nada que você possa fazer para impedir que um estranho tenha acesso a todos os seus arquivos no smartphone ou no tablet, caso estejam desprotegidos.
Neste caso, a criptografia é uma medida de segurança preventiva, que evita o uso ou a exibição indevida dos seus dados.
Em resumo, todo mundo pode se beneficiar da criptografia de dados.

Desvantagens da criptografia

Tudo tem um preço. Quanto mais fechaduras, mais chaves.
À medida em que os níveis de segurança vão avançando, mais trabalho você terá para desativá-los.
Para ativar a criptografia em um smartphone Android, a depender da versão utilizada, será necessário adotar o bloqueio por senha — com pelo menos 6 dígitos.
Na tabela, abaixo, descrevo 3 motivos que podem tornar a experiência irritante para um usuário.

Problema Descrição
Dificuldade para digitar a senha Ao usar o Android 4.2, o bloqueio da tela por senha é mandatório, se você quiser fazer uso da criptografia.
Em telas menores do que 4″ (polegadas), pode achar incômodo ter que digitar uma senha com 6 caracteres, dos quais 2 têm que ser numéricos.
Se estiver na rua, em dia medianamente ensolarado e tiver esquecido de aumentar o brilho da tela do seu smartphone, terá dificuldades para conseguir digitar a senha e desbloquear o aparelho, para fazer uma chamada ou ver um SMS.
Lentidão do aparelho A criptografia faz uso mais intenso do processador. Todo arquivo precisa ser descriptografado, antes de poder ser lido. Se for alterado, vai precisar ser criptografado novamente. Toda foto tirada, será criptografada antes de ser gravada.
Como regra geral, contraindico o uso da criptografia em aparelhos que usem processadores com clock inferior a 1.0GHz e menos de 2 núcleos.
Você pode ficar trancado do lado de fora… Se você esquecer a senha, vai perder o acesso aos seus dados, como consequência.
Se o seu aparelho pifar, não será possível ler os dados do cartão em outro aparelho ou no PC.

Quando a criptografia é uma boa idéia

Use criptografia, sim, no caso de você manter fotos e vídeos íntimos seus ou de outras pessoas. Em caso de roubo, você terá a tranquilidade de que seus arquivos não serão vistos, nem usados contra você ou quem quer que seja.
Smartphones de trabalho podem ser visados por concorrentes, desejosos de ver seus contatos e outros arquivos de cunho profissional.
Na relação de links, abaixo, há um para um artigo que ensina o procedimento passo a passo para criptografar seus dados no Android.
Se quiser, use a área de comentários, para dar sua opinião sobre o assunto.

Impacto na performance

No vídeo, abaixo, o Chris mostra um comparativo real com o Nexus 5, rodando o Android 5.0 Lollipop — criptografado VS não criptografado.
O aparelho da direita é o que está encriptado.
Fica claro que, no uso geral do aparelho, não há impacto significativo na performance — ou seja, ele não fica mais lento.
O vídeo não foi feito em laboratório, com todas as condições e variáveis de ambiente sob controle. Portanto, precisamos dar um desconto para alguns fatores (o Chris chama a atenção para isto).
As flutuações na rede podem ter tornado alguns apps mais lentos, independente de seus dados estarem criptografados ou não — isto pode explicar o delay de 3 segundos a mais para abrir o Facebook no aparelho da direita (o que está encriptado) e que não ocorreu na abertura de outros apps.

O teste de benchmark, ao final do vídeo, revela os seguintes dados:

Teste Nexus 5 sem criptografia Nexus 5 com criptografia
Leitura Sequencial 161,15 MB/s 54,21 MB/s
Escrita Sequencial 44,67 MB/s 30,32 MB/s
Leitura Aleatória 22,18 MB/s 17,32 MB/s
Escrita Aleatória 12,57 MB/s 12,22 MB/s

A maior diferença (3x) está no primeiro teste: de leitura sequencial. Ainda assim, o cache interno do aparelho tende a eliminar isto.
O que você acha? Vale a pena usar o aparelho criptografado? 😉

Referências

Saiba como fazer — Como ativar criptografia no seu smartphone Android.
Wikipedia: Criptografia.

Como desmontar o HD externo WD Elements

Veja, neste post, como abrir com segurança o invólucro de plástico de um HD externo com o objetivo de reutilizá-lo no notebook ou trocá-lo por outro de maior capacidade.
As imagens mostram, por si, o que é possível fazer com este dispositivo de armazenamento, fora da sua caixinha.
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Se você já desmontou um HD externo e quiser postar alguma informação, sinta-se à vontade para fazer isto na sessão de comentários.

É possível conectar diretamente o HD externo em meu notebook?

Se você tiver sorte, sim.
Em alguns casos, a interface de conexão é exclusivamente USB. Nestes casos, portanto, não vai ser possível conectá-lo em outro lugar.
Se você danificar o conector USB, provavelmente sequer poderá trocar a placa a que ele estiver soldado — uma vez que esta interface tem também a função de criptografar os dados.

Como desmontar um HD externo

A grande maioria dos HDs externos é composta por um conjunto:

  • um HD comum (usualmente, de 2,5 polegadas)
  • um invólucro de plástico, feito para proteger o dispositivo de pequenos choques ou pequenas quedas (não confie demais nisto)
  • uma interface (removível ou não) entre o HD e a conexão USB — ou entre a interface SATA e a conexão USB

O invólucro de plástico, normalmente, é montado e não aparafusado.
Você precisa afastar cuidadosamente os encaixes de plástico da tampa, para poder separar as duas partes do case.

WD Elements desmontado
Clique para ampliar.

Nas imagens, o exemplo é de um dos modelos WD Elements. O princípio de desmontagem é quase sempre o mesmo. O que muda é o formato das caixas de plástico e os posicionamentos das travas de encaixe.
Abertura do invólucro plástico do WD Elements
Clique, para ver detalhes.

É possível fazer a desmontagem com uma faca de cozinha, sem ponta, desde que ela seja fina o suficiente para passar pelas frestas do invólucro.
Detalhes do encaixe
Clique para ver detalhes.

Faça a desmontagem sempre com o dispositivo desconectado e desligado.
HD Externo WD Elements
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Internamente, o disco rígido usado é o mesmo que se usa em qualquer notebook.

  • Leia este artigo, para saber como descobrir mais sobre o seu HD externo, sem precisar abrir a caixa.

Proteção de borracha do HD.
Clique para ampliar.

Na lateral do drive, encontram-se pequenas peças de borracha, chamadas bumpers, que ajudam a protegê-lo de pequenos choques.
Evite danificá-los.
Interface USB 3.0 do HD externo Western Digital WD Elements
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Quando a conexão USB está soldada à placa e esta é integrante de todo o conjunto — no caso da foto acima, não existe outra interface (nem SATA, nem nada).
Se a interface USB 3.0 for danificada você provavelmente vai perder toda a funcionalidade do seu HD externo — e, em consequência, o acesso aos seus dados.

Muitas pessoas já fazem uso do HD externo como mídia de backup.
Minha recomendação é que você faça também backup do seu HD externo em outro lugar — até por que ele está mais propenso a ser danificado em acidentes do que qualquer outro dispositivo interno.

HD WD 1.0 TB Western Digital
Clique para ampliar.

Acima, mais uma imagem do HD.
HD Externo WD Elements desmontado
Clique para ampliar

Montar novamente não é difícil. Normalmente basta posicionar as peças e pressionar levemente, para que se encaixem adequadamente.
Veja, no vídeo abaixo, como desmontar um HD externo WD Passport 2 TB. O processo é muito semelhante no WD Elements.

Recupere dados do seu HD, congelando-o

Esta técnica é um tanto controversa. Embora muitos usuários e profissionais relatem ter recuperado dados após deixar o HD dentro de um congelador por um tempo (de 1 a 12 horas), há motivos para não fazer isto.
O propósito deste texto é demonstrar o processo e discutir sua real funcionalidade — por que isto pode dar certo e por que pode dar muito errado.
Termômetro congelado

Como fazer

Se você quiser garantir que tudo dê certo, precisa seguir alguns passos:

  1. Remova o disco rígido de dentro do PC ou do notebook (se não for um HD externo).
  2. Guarde o HD dentro de uma embalagem de plástico. Use uma embalagem antiestática. Você deve reembalar várias vezes o HD. Usar plástico bolha ajuda a proteger o equipamento contra choques.
    Jamais coloque um disco rígido sem proteção alguma dentro do congelador.
  3. Agora posicione o HD dentro do congelador.
  4. Deixe-o lá por um período de 1 a 12 horas — 2 horas podem ser o suficiente.
  5. Passado este tempo, remova-o e reinstale no seu PC ou reconecte-o, se for um HD externo.
  6. Copie os seus dados pro PC. Ele vai voltar a esquentar, durante o uso — portanto garanta que os dados mais importantes sejam transferidos primeiro.
  7. Se ele parar de funcionar, repita o processo de congelamento e comece a copiar novamente a partir do ponto em que parou — até conseguir retirar todos os dados existentes.

Como dica adicional, se o drive em questão for um drive externo USB, é possível mantê-lo dentro do congelador de um frigobar, enquanto você o opera de um notebook.
Outra coisa importante é estar pronto pra começar a fazer o backup de seus arquivos mais importantes, assim que você retirar o HD do congelador — ele não vai demorar muito tempo até atingir uma temperatura superior à do ambiente e, provavelmente, parar de funcionar novamente.

Por que pode dar errado

Embora haja relatos de usuários e técnicos que conseguiram recuperar dados através desta técnica, eu vou colocar as minhas dúvidas sobre este processo.
Em alguns casos, a placa de circuitos acoplada ao HD pode estar desgastada e, por ter sido feita de material vagabundo, pode estar, até mesmo rachada, ressecada ou ter algum outro problema que pode estar causando o superaquecimento dos componentes eletrônicos — os materiais se expandem quando aquecidos.
O congelamento do HD, irá contrair os diversos materiais do aparelho, o que pode trazê-lo de volta à vida por algum tempo, como já vimos.

Entrada de ar em um HD
Clique para ampliar.

Existe um mito de que o HD tem vácuo dentro.
Os HD atuais convivem bem com ar dentro de si e chegam a ter, até mesmo, entradas de ar. Portanto, nem todos os drives trabalham com vácuo interno
Ao congelar um HD, o ar interno irá condensar, formando, inclusive cristais de gelo, sobre os pratos.
Ao pôr um equipamento congelado pra funcionar, a fricção do gelo com entre os pratos e a cabeça de leitura podem tornar os danos ainda maiores.
O pessoal da ACS Data Recovery, uma empresa especializada em recuperação de dados, tem um vídeo no Youtube (veja abaixo) mostrando o que acontece a um HD, após mais de 4 horas dentro de um freezer.

Segue um resumo, para ajudar a entender o vídeo:

  • 2:26 — o técnico chama a atenção pro fato de que, quando a técnica de congelamento funciona, isto ocorre por que havia problemas na placa de circuitos.
  • 3:23 — mostra a entrada de ar do drive que ele tem em mãos.
  • 9:50 — após a remoção da tampa do disco rígido, mostra o resultado: cristalização, condensação e gelo. Isto fica mais claro, ainda, quando ele gira, manualmente, o disco.

Algumas pessoas chamam a atenção pro fato de que a condensação ocorreu depois que o HD foi aberto (nos comentários do vídeo) — o técnico afirma que o equipamento estava selado e novo e só parou de funcionar depois do processo de congelamento.
Ele é enfático no sentido de não usar esta técnica para recuperar seus dados — ao mesmo tempo, ele sugere que você contate a empresa para a qual ele trabalha, para recuperar os seus dados. Isto, contudo, não invalida seus argumentos.

Conclusão

A opção é sempre sua e eu não vou tomar decisões no seu lugar.
Contudo, não aplique esta técnica em um drive ainda funcional ou se você ainda não tentou outras formas de recuperação de seus dados — Use o congelamento apenas como último recurso.