Adicione mais entretenimento ao Linux, com o pacote de emulação zsnes

Com emuladores, é tecnicamente possível jogar qualquer jogo, de qualquer plataforma. Este tipo de aplicativo ajudou a derrubar as fronteiras entre plataformas de hardware e software.
Neste post, pretendo mostrar como tirar o máximo do emulador Super Nintendo (ou SNES), ZSNES, para você poder aproveitar, por horas a fio, o entretenimento e as descobertas da sua plataforma preferida.

Sinta-se à vontade para fornecer suas próprias dicas ou descobertas aos outros leitores na seção de comentários.
Clique nas imagens, para obter mais informações sobre algum assunto específico.

O que é o SNES?

Console snes 16-bit
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O Super Nintendo Entertainment System (SNES), faz parte da quarta geração de videogames.

O SNES foi a resposta da Nintendo ao crescimento repentino da SEGA no mercado. — Foi lançado nos EUA em 23 de Agosto de 1991. Só chegou (oficialmente) ao Brasil 2 anos depois.
O SNES foi um console campeão em sua era e continua tendo uma grande quantidade de fãs de seus jogos.

Mesmo com a chegada da tecnologia 32-bit, o console continuou vendendo muito, mostrando que tinha fôlego e jogos de qualidade — todo gamer sabe: jogo bom não tem tempo de validade.

Especificações técnicas do SNES

O design de 16-bit do aparelho, incorpora a capacidade de produzir gráficos de alta qualidade e simular efeitos 3D, com uma incrível paleta de cores de 32K e 8 canais de áudio.

SNES processador Ricoh
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A unidade de processamento gráfico (GPU), conta com 64Kb de memória SRAM para armazenar dados de vídeo.

O placa de áudio, 8-bit, consiste de um sistema Sony SPC700, um processador de sinais digitais de 16 bits e outros 64Kb de memória SRAM. É quase completamente independente do restante do sistema.
Assim, a memória do aparelho é composta de 128Kb de memória RAM principal, 64 Kb RAM para vídeo e outros 64 Kb pro sistema de som.

Sim. A capacidade de hardware do SNES pode ser melhorada com o uso de cartuchos específicos.

Travas regionais do SNES

Falando em cartuchos, a empresa comercializou diferentes formatos para diferentes mercados, como forma de dificultar contrabandos.
Internamente, foram introduzidos chips que impediam aparelhos NTSC serem usados em sistemas PAL.
Obviamente, as pessoas descobriram meios para burlar todos estes estratagemas.
Switches PAL-M/NTSC foram muito populares no Brasil para permitir que se pudesse usar aparelhos importados (não somente videogames) nas TVs nacionais.

Emuladores para a plataforma da Nintendo

Atualmente, é possível encontrar emuladores SNES em diversas plataformas — o que inclui os aparelhos Android, iOS, Sony Playstation Portable etc.
Disponível para várias plataformas — o que inclui o Windows, DOS, Linux, FreeBSD, Mac, Xbox etc.
A maioria das dicas deste artigo, podem ser aproveitadas em qualquer plataforma que você esteja usando.

Sobre o emulador zsnes

De acordo com a documentação do programa, o ZSNES foi criado em 1997 e vem atraindo mais desenvolvedores e outros contribuidores desde então.
O fato é que se trata de uma plataforma de emulação estável e atual — escrita em assembler, C e C++.
Por conter código escrito em x86 assembler, o programa requer um sistema de hardware 100% compatível com processadores x86 — o que provavelmente já deve ser o seu caso.
Embora ele possa ser executado em um simples Pentium II, alguns recursos podem exigir uma máquina mais robusta — como a gravação do vídeo/áudio do seu jogo ou uso de resoluções de tela mais altas.

Como instalar o zsnes

A página de downloads (link ao final deste artigo), tem várias opções de downloads, para várias plataformas.
No Ubuntu e no Debian, a instalação pode ser feita com o apt:


sudo apt install zsnes

Fazer o download do código fonte, como sempre, é a melhor opção — embora seja um pouco trabalhoso.
Se desejar desinstalar o aplicativo mais tarde e não souber como, leia este artigo.

Controles do zsnes

Joystick do SNES
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Você pode jogar com várias pessoas, simultaneamente, o mesmo jogo, com um mesmo teclado.
O emulador vem com a configuração pronta para até 2 jogadores — mas é possível acrescentar mais.

A opção mais confortável para jogar com outras pessoas é usar o modo network game.
Veja, na tabela abaixo, a correspondência entre os botões do controle e o teclado (para 2 players).

Botão no ZSNES Teclado – player 1 Teclado – player 2
D-Pad p/cima Seta p/cima J
D-Pad p/baixo Seta p/baixo M
D-Pad p/esq. Seta p/esq. N
D-Pad p/dir. Seta p/dir. ,
Start Enter Ctrl esq.
Select Shift dir. Alt esq.
A X Home
B Z End
X S Insert
Y A Delete
L D Pg. Up.
R C Pg. Dn.
Esta é a tabela de controles básicos do SNES. Como há teclados diferentes, pode ser interessante alterar a configuração do seu aplicativo para você ter mais conforto durante os jogos.
Selecione Config/Devices para alterar as configurações do seu teclado.

Use o mouse para jogar na plataforma de emulação snes

É possível usar o mouse como controle:

Super Scope Button Botão correspondente no mouse/teclado
Atirar (fire) Botão esquerdo do mouse/touchpad
Botão modo cursor Botão direito do mouse/touchpad
Ativar tiro automático (auto-fire) =
Pausa Backspace

As teclas do emulador

O próprio emulador tem suas teclas de controle — também configuráveis.
Muitas destas teclas podem ser usadas durante o jogo e servem para ajustar o hardware, gravar o estado do jogo etc.

Tecla Função Menu onde personalizar
Esc Quando um jogo é carregado, ativa a interface gráfica de usuário (GUI) — serve para pausar a emulação, sem tirar a GUI de visibilidade. Não pode ser alterado.
F1 Abre o menu rápido F1 Não pode ser alterado
F2 Grava o estado atual, do jogo, no slot atual. Menu Config/Saves
F3 Abre a caixa de diálogo de seleção de estados gravados (save states), onde você pode escolher pra que ponto de algum jogo deseja voltar. Config/Saves
F4 Carrega uma situação gravada do slot atual Config/Saves
F5, F6… F12 Ativa os canais de som 1, 2 até 8 Misc./Misc Keys
1, 2, 3, 4 Altera o fundo da tela Misc./Misc Keys
5 Ativa a camada de objeto/sprite Misc./Misc Keys
6 Panic key — esta é a tecla de “pânico”.
Reinicializa todos os switches para o modo padrão.
Isto inclui: modo Offset, modo janela, camadas de fundo, canais de som, desativa os dispositivos adicionais e a emulação de speed throttle
Misc./Misc Keys
8 Ativa o motor de gráficos novo. Pode não funcionar com todos os jogos. Quando funciona, é mais eficiente. Misc./Misc Keys
9 Ativa o windowing Misc./Misc Keys
0 Ativa o modo offset Misc./Misc Keys
T Ativa a janela de bate-papo (chat), quando você estiver jogando em modo de rede (network) Misc./Misc Keys
~ Fast Forward Config/Speed
P Faz uma pausa na emulação Config/Speed

Consulte o menu de configuração da GUI, para conhecer outras teclas de função do ZSNES.

Como salvar os seus jogos

A documentação do programa adverte para usar os controles de gravação/salvamento internos de cada jogo.
Você pode usar o controle de gravação do emulador, mas não deve confiar 100% nele.

Onde encontrar mais informações

Abaixo, estão a página de downloads e página de documentação oficial do emulador.
Havia uma versão em português, mas foi retirada pelo autor quando saiu a nova versão do ZSNES — ele provavelmente sentiu que estaria desatualizada.

Há inúmeras páginas que falam detalhadamente sobre o equipamento, o emulador e sobre os jogos especificamente — além das páginas de download das ROMs, sem as quais, não é possível jogar.
Leia também sobre a emulação do SNES no Android.

Linha de comando

Há alguns parâmetros de execução que podem ajudar a ter um melhor desempenho na jogabilidade.
Use a ajuda do programa, para conhecer as opções de execução:


zsnes -?

Após baixar uma ROM, é possível executá-la direto da linha de comando, sem passar pela GUI do emulador:


zsnes -m TopGear.zip

Divirta-se!

Os princípios do MVC para desenvolvedores PHP

Os conceitos por trás do MVC, remontam à década de 60 e influenciaram linguagens de programação orientadas a objetos, como o Smalltalk-80 e incontáveis projetos, como o Apple Macintosh.
Sigla para Model-View-Controller ou Modelo-Visão-Controlador, o MVC pode ser definido como uma arquitetura de software ou padrão de projetos (design patterns).
diagrama da arquitetura MVC
Se isto fizer alguém se sentir mais seguro e confiante, não estamos falando de conceitos que “surgiram ontem” aqui.
Quando me pediram para escrever sobre o MVC (Model-View-Controller), tal como Marc Plotz, tive a percepção de que há muito pouco escrito sobre o assunto, que se possa chamar de relevante (eu sei, isto é apenas uma opinião) — alguns termos carecem de uma definição mais aprofundada.
Mas, quem deseja se aprofundar mais sobre um determinado assunto, deve procurá-lo em livros, enquanto meios mais adequados e confortáveis para se explorar conceitos.
Neste artigo, vou procurar expor o que sei sobre MVC, da maneira mais simples possível e sob a ótica de um programador PHP – onde reside boa parte da minha experiência enquanto desenvolvedor.

Vantagens do MVC

Para ser objetivo:

  • robusto;
  • escalável;
  • enxuto e muito bem escrito.

Quando eu era adolescente, meu pai, doutor em matemática, me deu alguns conselhos sobre como programar melhor. Um deles dizia “seu código não deve ultrapassar o tamanho de uma tela”.
Pode parecer bobagem, mas seguindo este princípio, nos anos 90, antes de ter qualquer formação acadêmica, eu já aplicava alguns dos conceitos da boa programação de que vamos falar aqui.
Ao seguir este princípio, sou obrigado a pensar o meu código para ser enxuto e livre de redundâncias.

O que é o MVC

A arquitetura de software MODEL – VIEW – CONTROLLER, usada na engenharia de softwares tem como princípio fundamental a idéia de que a lógica de uma aplicação deve estar separada de sua apresentação — ou seja, o MVC é uma maneira melhor de separar a lógica de construção da sua aplicação do modo como ela é vista.
Sua fundamentação é separar a aplicação em 3 partes principais, conhecidas como o Modelo, a Visão e o Controlador.
Observe o diagrama:

  • As linhas contínuas representam as associações diretas
  • As linhas tracejadas representam as associações inferidas

Estas últimas, são associações visíveis pelo ponto de vista do usuário, mas que não representam necessariamente a realidade do projeto de software.

Design patterns - MVC - padrões de projeto de software
Clique, para ampliar.

Uma das formas de pensar o MVC é considerar as seguintes situações:

  • Um usuário interage com o view, clicando em um link ou enviando dados em um formulário.
  • O Controller manipula os dados fornecidos pelo usuário e os transfere ao Model.
  • O Model recebe a informação e atualiza seu estado — o que significa realizar um cálculo envolvendo os dados fornecidos, adicioná-los a um banco de dados, pra citar alguns exemplos.
  • O View verifica o estado do Model e responde — listando os dados, fornecendo o resultado de um cálculo etc.
  • O View aguarda uma nova interação vinda do usuário.

Em termos práticos, o MVC representa uma boa filosofia de projetos.
A ideia de separar a ĺógica do display não é nova — mas o MVC consegue apresentá-la de uma forma mais amigável.
A apresentação e o layout são mais simples — e, como consequência, seu aplicativo pode ter uma manutenção mais fácil.
O View fica entre os arquivos de view, a lógica dentro do modelo (template) e o Controller manipula tudo.

A lógica de negócios

O termo, em inglês, é Business Logic.
O conceito é simples: lógica de negócios é o processo de calcular os processos lógicos de uma aplicação.
Exemplo: no caso de um calendário, a lógica de negócios consistiria em calcular a data atual, em que dia da semana estamos, quantos dias já se passaram desde o início do ano ou do mês etc.
Não se deixe confundir por termos bonitinhos — em uma aplicação a lógica de negócios se refere ao processamento das informações — simplesmente.

São rotinas que realizam entradas de dados, consultas aos dados, geração de relatórios e mais especificamente todo o processamento que se realiza por trás da aplicação visível para o utilizador (Backoffice). (Wikipedia)

Modelos

O termo, em inglês (para facilitar sua busca, caso deseje pesquisar mais sobre o assunto) é templates.
É comum frameworks MVC usarem algum tipo de sistema de modelos, para enfatizar o princípio DRY (veja abaixo), tornando mais fácil reusar código já pronto.
Há frameworks que rodam sobre o Smarty ou seus próprios mecanismos de modelos – ou nenhum.
Especialistas avisam que alguns mecanismos de modelos (template engines) possuem sintaxe um tanto complicada — o trabalho de aprendizagem pode não valer a pena. Se informe antes de começar a aprender uma nova linguagem, que pode servir apenas para renderizar páginas.

DRY

A palavra dry, em inglês, que dizer “seco” ou “enxuto” — isto pode ajudar a memorizar.
No contexto de que estamos tratando, tem outro significado: Don’t Repeat Yourself — ou seja, não se repita ou não seja redundante.
A ideia é que você escreva código uma vez apenas e o reuse sempre que for necessário.

Na engenharia de software, o princípio DRY (não seja redundante) é usado para evitar repetição de informações e de trabalho.
“Cada peça de conhecimento deve ter uma única e não ambígua representação autoritativa dentro do sistema”. (Dave Thomas, 2003).
O princípio foi formulado pelos autores do livro “The pragmatic programmer“, Andy Hunt e Dave Thomas.
Sua aplicação inclui esquemas de bancos de dados, planos de testes, documentação etc.

A correta implementação deste princípio, implica que alterar um elemento dentro do sistema, não afeta outros elementos não-relacionados.

Programação por convenção

Este é um paradigma de projeto de software, que busca reduzir o número de decisões que os desenvolvedores precisam tomar — tornando o processo mais simples mas, nem por isso, menos flexível.
Assim, o programador só precisa especificar aspectos não convencionais da aplicação.
Por exemplo: havendo uma classe Vendas, dentro do modelo, a tabela correspondente, dentro do banco de dados, vai se chamar também “vendas”, por padrão.
Código “extra” relacionado a estes nomes, só vai precisar ser escrito, se alguém usar um nome diferente pra tabela.
Se pensar bem, é muito simples.
Leve em consideração um formulário:

  • ele tem elementos que sempre são requeridos;
  • estes elementos têm estados que, comumente, são os mesmos;
  • Um formulário, em meio ao código HTML, tem uma tag <form> que especifica uma ação a ser tomada, um método, um nome, uma id etc.
    Se você não precisa alterar nada, é mais fácil obter logo o nome do form, seu id, ação etc. direto da url.

Aplicar esta ideia a todos os elementos torna a construção deste tipo de aplicação muito fácil, rápida e simplificada.

Conclusão

O assunto não se esgota neste artigo — e pretendo retomá-lo em outros posts.
Tal como foi dito, até aqui, o MVC é uma maneira de começar a produzir de maneira limpa, escalável e robusta — e escrever código rápido, no menor espaço de tempo possível, com o mínimo de esforço.
Alguns frameworks MVC possuem apenas um ou dois destes recursos. O conselho é experimentar até encontrar um que te sirva.
Como sempre, sinta-se à vontade para comentar e compartilhar sua experiência comigo e com os outros leitores.

Leia mais

http://c2.com/cgi/wiki?BusinessLogicDefinition
http://pt.wikipedia.org/wiki/Padr%C3%A3o_de_projeto_de_software

GnuCash, um aplicativo de gestão financeira.

O GnuCash é um software de gestão de finanças voltado para uso corporativo, de pequenos negócios ou para uso pessoal.
Você pode organizar e acompanhar suas finanças em múltiplas contas. Há suporte a processamento de clientes, vendedores e funcionários.
O aplicativo tem versões para os principais sistemas operacionais, o que inclui o Android — o que te permite acompanhar suas contas em qualquer lugar, a qualquer momento.
gnucash splash screen - Screenshot

Como instalar o GnuCash

Como já foi dito, o aplicativo tem versões para as mais diversas plataformas.
Usuários Mac e Windows, podem fazer o download no site do produto
Quem usa Linux, pode instalar o programa confortavelmente dos repositórios de sua distro.
Usuários Ubuntu, podem fazer a instalação através do Software Center, clicando no botão abaixo:

Clique para instalar o aplicativo.
Clique para instalar o aplicativo.

Quem preferir o terminal, no Ubuntu, pode usar os seguintes comandos (copie e cole):

sudo apt-get install gnucash

No Fedora, é possível instalar pelo seu gerenciador de pacotes ou pelo terminal, com o yum:

sudo yum install gnucash

Você pode obter mais informações sobre o processo de instalação no Red Hat ou Fedora aqui.
No Android, é possível baixar e instalar o aplicativo pelo Google Play.
Contudo, neste post, irei abordar especificamente a versão para PC, do GnuCash.

Lá vem história…

Se achar melhor, você pode pular esta seção — mas acho que vale falar um pouco da trajetória deste aplicativo, que vem desde 1997 (falta pouco para fazer 20 anos!).
Começou voltado a usuários comuns e ganhou músculos e força para, em 2001 incorporar a capacidade de atender às finanças de pequenas empresas.
A versão para PC é escrita em C, com uma pequena fração dela, em Scheme. A versão Android é feita em Java.
O GnuCash para Android é um aplicativo diferente, que atua como complemento do que você usa no PC.
O site de análises Ohloh publicou um post mostrando que o código do aplicativo é estável, maduro e tem uma base de desenvolvedores ativos.

A interface

GnuCash - criar nova contaO visual do GnuCash se integra à interface do ambiente desktop que você está usando.
Inicialmente, ele é espartano — à medida em que você vai usando e necessitando o nível de complexidade vai gradativamente aumentando. Ou seja, ele não assusta os novatos e dá aos veteranos, em contabilidade ou finanças, os recursos que precisam.
A tela de criação de um nova conta – uma das primeiras ações de quem vai usar o aplicativo – permite fornecer diversas informações e inclui 13 tipos de contas (é possível alterar esta lista).
Novas contas podem ser criadas a partir de outras preexistentes, incorporando seu saldo e, também, podem ser ocultas.
As contas podem estar organizadas hierarquicamente — o que pode ser útil também para quem só quer organizar suas finanças pessoais.

Importar dados de outros aplicativos

Importar dados de outro aplicativo proprietário, pode ser uma dor de cabeça — algumas empresas dificultam a disponibilização dos dados do usuário que os deseja levar a outro aplicativo.
Ainda assim, com um pouco de esforço, você pode levar os dados do seu aplicativo anterior para dentro do GnuCash.
O GnuCash aceita importar arquivos

  • QIF, OFX e QFX;
  • Contas e transações CSV
  • e mais alguns outros.

Aliás, se você tem dificuldade de extrair os dados do seu aplicativo atual para levar para outro, você já está em maus lençóis e deveria considerar mais seriamente a mudança para outra plataforma que ofereça mais respeito com os seus dados e com a sua liberdade.

Conclusão

O GnuCash é uma excelente ferramenta quando você deseja apenas gerir suas contas pessoais.
Não faz sentido ficar “se matando” em cima de planilhas que, com o tempo, vão ficando pesadas em função da quantidade de dados e são difíceis de manusear.

Como instalar e usar o f.lux

O f.lux é um aplicativo criado para tornar mais confortável o uso do seu monitor à noite. Ele ajusta automaticamente a temperatura das cores do monitor ao longo do dia, para tornar seu uso mais confortável e evitar dificuldades de dormir após a exposição prolongada à noite.
Com as mesmas funções que o Redshift, ao cair da tarde, o f.lux “aquece” a temperatura das cores da tela — o que causa a sensação de conforto visual.
O software, desenvolvido por Michael Herf, tende a prevenir insônia causada pela exposição à luminosidade excessiva da tela do seu computador.
O programador Kilian Valkhof, desenvolveu uma versão para usar no Ubuntu — como iremos ver aqui.

ajuste, temperatura, cores, Linux, Ubuntu
Ajuste automático da temperatura de cores no Linux, com f.lux

O aplicativo tem versões para os principais sistemas operacionais do mercado (exceto Android). Vou mostrar como instalar, configurar e usar o aplicativo no Linux.

Como instalar f.lux no Ubuntu

Para instalar no Ubuntu, é preciso adicionar o repositório de Kilian e, em seguida, basta seguir o processo normal de instalação via apt-get. Abra um terminal (Ctrl+Alt+TL), copie e cole cada uma das linhas, que segem:

sudo add-apt-repository ppa:kilian/f.lux
sudo apt-get update
sudo apt-get install fluxgui

Isto deverá ser o suficiente para adicionar à barra superior (no Ubuntu) o ícone no f.lux
Para configurar o aplicativo, clique no ícone e selecione Preferences. Em seguida, informe sua latitude.

F.lux app indicator no Ubuntu
Clique para ampliar.

Eventuais problemas

O aplicativo ainda não está totalmente pronto e pode não funcionar tão bem.
Algumas placas de vídeo ainda não são suportadas — o que provavelmente pode ser resolvido se você atualizar seus drivers.
Em computadores 64bit, é necessário instalar o ia32-libs antes, para obter um funcionamento adequado do aplicativo.
Suporte a múltiplos monitores são providos pelo aplicativo para linha de comando — que será abordado a seguir.

Instalando o xflux daemon na linha de comando

Se você não usa o Ubuntu, pode instalar o daemon xflux e usufruir de todas as suas benesses em outras distribuições Linux.
Como recurso adicional, esta versão suporta múltiplos monitores.
Faça o download da versão 64bit ou da versão 32bit.
Uma vez baixado o aplicativo, abra um terminal e o descompacte:

tar xvvzf xflux-pre.tgz

Se você optou por baixar a versão 64bit, descompacte assim:

tar xvvzf xflux64.tgz

Saiba mais sobre o comando tar.

Como usar o xflux

Feito o download e a descompactação, rode o aplicativo informando sua latitude atual. Caso você não saiba, informe-se neste site:
https://justgetflux.com/map.html
Veja como fica a execução do aplicativo, para quem está em Fortaleza, Ceará:

xflux -l -3.7319

No exemplo, acima, eu apenas informei a latitude da cidade de Fortaleza.
Opcionalmente você pode indicar, exatamente, qual o ambiente que você tem ao anoitecer:

  • Ember: 1200K — este é o brilho mínimo, indicado para quem está sob as mais precárias condições de iluminação
  • Candle: 1900K — como o nome indica, voltado para quem está trabalhando à luz de velas
  • Warm Incandescent: 2300K — indicado para uso com luz incandescente
  • Halogen: 3400K — este é valor padrão, indicado para a maioria das pessoas
  • Fluorescent: 4200K — quem trabalha em um escritório bem iluminado pode se sentir mais confortável com este valor
  • Daylight: 5500K — valor de iluminação que corresponde à (quase) iluminação do dia (6500K)

Para indicar o valor desejado, em Kelvin, use a opção -k. Veja como:

xflux -l -3.7319 -k 4200

Se quiser interromper o uso do aplicativo, use o comando killall:

killall xflux

Simples, não é?

Conclusão

Como dica final, sugiro o uso da versão de download e execução na linha de comando. O motivo disto é que esta versão é a mais atual.
Quem usa a versão de linha de comando, precisa consultar a documentação do seu sistema para configurá-lo para iniciar o aplicativo automaticamente a cada vez que o sistema for iniciado — ou então você terá que lembrar de ativá-lo, o que eu não acho muito viável.

LEIA MAIS

Sinta-se à vontade para comentar e dar outras dicas de uso do aplicativo sempre que quiser.

Kobo Glo em análise (com vídeo)

Talvez este não seja um dos mais populares leitores de livros digitais no mercado, mas o aparelho traz boas surpresas, mesmo para quem está começando a se aventurar nesta seara — este é o meu caso.
kobo glo ereaderSe você é do tipo que derruba coisas, continue lendo livros tradicionais (de papel). Não é difícil quebrar um aparelho destes, mesmo que a queda seja pequena.
As análises de outras pessoas mais experientes com ereaders (veja o vídeo) mostram que o Kobo Glo acompanha, sem dificuldade, os produtos concorrentes que lideram o mercado.
Exemplo disto, é que o Kobo Glo já incorporou a iluminação auxiliar de leitura. O aparelho usa a tecnologia ComfortLight, que distribui uniformemente a luz ambiente pela tela — ele é verdadeiramente confortável para leitura, em qualquer lugar (fora de casa, em dia ensolarado, no carro, na sala de espera etc).
O Wi-Fi permite que você compartilhe nas redes sociais a sua leitura ou trechos selecionados do que você leu e gostou.

Especificações técnicas do Kobo Glo

Leitor de livros digitais - Kobo Glo

  • Dimensões (em milímetros): 114 x 157 x 10mm
  • Peso (em gramas): 185g
  • Processador: 1GHz
  • Display: 6″ E Ink XGA Pearl screenscale
  • Resolução: 1024x758px e 16 níveis de cinza
  • Tela: de toque, responsíva, com glare-free, o que evita reflexos. A tela é resistente, ainda, a marcas de toques dos dedos
  • Iluminação: Tecnologia ComfortLight embutida que garante uma distribuição uniforme da luz na tela
  • Botões: Liga/desliga o aparelho e liga/desliga a iluminação auxiliar
  • Conectividade: Wi Fi 802.11 b/g/n e conexão Micro USB
  • Armazenamento: 2 GB (1 Gb pro sistema e 1 Gb pro usuário). É possível armazenar até 1000 livros.
    O aparelho tem entrada para cartão de memória Micro SD, com até 32 Gb de capacidade
  • Duração da bateria: até um mês (com o Wi Fi desligado e sem uso da luz auxiliar)
  • Formatos de arquivo suportados:
    1. Livros: EPUB, PDF e MOBI
    2. Imagens: JPEG, GIF, PNG e TIFF
    3. Texto: TXT, HTML, (X)HTML, e RTF
    4. Livros/revistas em quadrinhos (HQs): CBZ e CBR

Meu veredicto

Kobo Glo - Leitor de livros digitaisO aparelho é frágil, enfim, como qualquer celular ou tablet seria. Em resumo: não pode levar quedas — e isto já era de se esperar, né.
Como, qualidades, eu cito a facilidade de carregar o aparelho a qualquer lugar. A leitura de livros, em formato epub é muito cômoda, em qualquer ambiente. O Kobo Glo, permite uma experiência de leitura imersiva e muito agradável.
Uma das coisas que ajudam muito são as grandes possibilidades de configurar o modo de leitura: iluminação, tamanho das letras, das margens e os tipos de caracteres. Eu perco a noção do tempo, quando estou com o Kobo Glo.
Houve coisas que me desagradaram, com certeza. Entre elas a lentidão do aparelho, para ligar e carregar o livro. Depois de carregado o livro não há nenhuma lentidão ou qualquer outro perrengue que possa diminuir o prazer da sua leitura.
Embora o aparelho leia arquivos PDF, CBZ e CBR, ele é péssimo para estes tipos de leitura. Apesar de vir com 1 Gb na memória e um bom processador, me parece que faltou “alguma regulagem”. A experiência de leitura de quadrinhos, em CBZ e CBR foi desagradável pra mim — uma vez que a tela é pequena, somos obrigados a ler com o zoom ligado. Neste ponto, o aparelho é lento pra atualizar as páginas, causando um efeito de “flickering” muito desagradável aos olhos.
Tirando isto, ele é muito bom.
O vídeo abaixo, pode ajudar a conhecer melhor o leitor digital e ainda traz algumas informações complementares, que só daria para mostrar em um vídeo. Compartilhe!