Debian Edu — uma solução educacional completa

Como o próprio nome sugere, trata-se de um sistema operacional Debian GNU/Linux completo com aplicativos voltados pro ambiente educacional.
A palavra completo, aqui, significa que, a partir de seus diversos perfis, é possível instalar servidores, estações de trabalho e laptops que funcionam integrados dentro do ambiente de rede escolar.
Com o Debian Edu, os próprios professores ou o pessoal do suporte podem preparar e instalar um ambiente educacional multiusuário em múltiplas máquinas em questão de horas ou dias – o sistema chega a centenas de aplicações pré-instaladas e milhares de outras disponíveis em pacotes prontos para serem baixados e instalados a partir dos repositórios Debian.
A versão analisada aqui é a Debian Edu 7.1+edu0 “Wheezy”, baseada no sistema operacional Debian 7 “Wheezy” Stable, atualizada e cuidadosamente aprimorada, comparada à versão anterior – e continua com os mesmos recursos e facilidade de manutenção.

O que tem sido dito sobre a Debian Edu

  • Giorgio Pioda, administrador de sistemas, que tem usado o Debian Edu na SPSE (Scuola per Sportivi d’Élite) em Tenero, Suíça: “Posso dizer que estou com o Debian Edu Wheezy instalado em ambiente de produção desde meados de Agosto e ele está funcionando perfeitamente. Está sendo usado todos os dias”.
  • Nigel Barker, Coordenador de TI na Hiroshima International School, Japão: “Eu consegui deixar um Tjener e um laboratório de computação em funcionamento, para o início das aulas, em apenas 4 dias após o lançamento da versão beta 1. Estou muito satisfeito com o rumo das coisas desde o primeiro mês de aula.”
  • Segundo Lucas Nussbaum, Líder do Debian Project: “o Debian Edu é um projeto fantástico por, pelo menos, duas razões. Uma, por que expõe um público – especificamente crianças – ao Software livre e ao Debian. Segundo, por que demonstra como é possível montar uma distribuição bem sucedida a partir do Debian e de dentro do Debian”

Sobre o Debian Edu e o Skolelinux

Debian Wheezy - Skolelinux
Logo do Skolelinux – Debian.

O Debian Edu – também conhecido como Skolelinux – é uma distribuição baseada no Debian, que provê um ambiente de rede escolar completamente configurado e pronto para usar.

Imediatamente após a instalação de um servidor na escola, rodando todos os serviços necessários a uma rede escolar, o sistema já estará pronto para que usuários e máquinas sejam adicionados via GOsa² – uma interface web confortável.
Um ambiente de inicialização via rede é preparado com o PXE, de forma que, após a primeira instalação do servidor principal com um CD ou pendrive, todo o restante do parque de máquinas pode ser instalado via rede local.
O servidor escolar oferece um banco de dados LDAP e serviço de autenticação Kerberos, centralização dos diretórios pessoais, um servidor DHCP, um proxy web e muitos outros serviços.
O desktop  é instalado com mais de 60 pacotes de softwares educativos e muitos outros podem ser adicionados do arquivo Debian. Além disto, as escolas podem escolher entre os ambientes KDE Plasma, GNOME, LXDE e Xfce.

Mais informações

Você pode obter mais informações e baixar o manual aqui.
E você pode fazer o download do CD netinstall multi arquiteturas (655 MiB) nos seguintes links:

Aqui você pode encontrar a versão para gravar no pendrive, voltada para múltiplas arquiteturas:

Como importar e exportar seus favoritos do navegador Google Chromium

Esta é fácil.
Quando você precisa remover todos os seus arquivos, formatar um HD, reinstalar tudo etc, quando possível, procura fazer backup de tudo antes.
Algumas pessoas, têm uma série de sites interessantes dentro dos seus favoritos que não gostariam de perder à toa.

Faça login

Login do Google Chrome
Login do Google Chrome
Uma das maneiras mais simples de gerenciar os seus favoritos no Google Chromium é, caso você já tenha uma conta no Google, se autenticar através da seção de Login, no canto superior direito da janela do navegador. A vantagem de usar este método é que você vai ter os seus favoritos sempre à mão, onde quer que esteja. Mesmo que você troque dispositivos de acesso, seja no tablet, no celular, no computador (seu ou de outra pessoa), você se autentica na rede do Google e se sente sempre em casa.
Mas eu não escrevi este artigo para quem quer fazer isto :p

Você quer ser um pouco mais independente?

O navegador oferece também a possibilidade de guardar os seus favoritos (bookmarks) localmente, no seu HD (ou no seu pendrive… aonde você quiser, enfim).
Siga os passos:

  • Clique no menu do Chrome menu, no canto superior direito da janela do aplicativo;
  • Selecione Favoritos > Gerenciador de favoritos;
  • Bookmarks - Gerenciador de favoritos do Google Chromium
    Clique para ampliar a imagem – Importar e exportar favoritos.
  • Na tela do gerenciador, selecione o menu Organizar;
  • Se quiser gravar, fazer backup dos seus favoritos – que podem ser usados em outro navegador, inclusive – use a opção exportar;
  • Para recuperar um backup feito anteriormente, use a opção importar.

Outra forma…

Embora não seja necessária – e nem recomendada pelo fabricante – há uma outra solução: copiar os arquivos da pasta de configurações do Google Chromium.
No Ubuntu, o arquivo de favoritos é este:
~/.config/chromium/Default/Bookmarks
Os métodos mais seguros, contudo, continuam a ser os dois primeiros, já explicados. Lidar diretamente com o arquivo Bookmarks, só deve ser feito se você souber, mesmo, o que está fazendo.

Use o StartPage como alternativa ao Google.

Um dos pontos mais criticados por quem faz suas pesquisas através do Google é o da privacidade. É neste ponto que as alternativas se tornam muito atraentes.
Se você não quer que o Google saiba e repasse a seus parceiros comerciais o que você anda buscando por aí, usar um mecanismo de busca que respeite a sua privacidade é algo interessante.

Como funciona

Tela inicial do StartPage
Tela principal do StartPage – clique para ampliar.

O StartPage faz uso da máquina de pesquisa do Google. Ou seja, toma os termos de pesquisa que você forneceu e vai fazer a consulta ao Google – fornecendo as próprias informações ao Google, em vez das suas.
É assim que a sua privacidade fica (razoavelmente) preservada. É como se você, em vez de enviar uma carta em seu próprio nome, a entregasse para outra pessoa envelopar e colocar seu próprio endereço e depois postá-la. Ou seja, embora o conteúdo seja seu, as informações sobre quem o enviou (postou) dizem respeito a outra pessoa.

Como gravar Blu-Ray no Ubuntu GNU/Linux

Até a versão 13.04, do Ubuntu o pacote de aplicativos que costumava vir no cdrecord foi substituído pelo wodim. Há uma polêmica em torno disto e eu não vou entrar no mérito (por pura incapacidade de determinar quem está certo ou errado). O fato é que, se você deseja gravar blu-ray no Linux, você precisa ter o cdrecord — e sua instalação implica na remoção do wodim.

blu-ray logo
blu-ray logo
Para evitar qualquer frustração posterior, devo avisar que vamos tratar exclusivamente deste processo de substituição, aqui, neste artigo.

Aviso

Eu sei que é muito chato dizer isto, mas… se o seu sistema ficar inoperante depois de você aplicar o que aprendeu aqui, a culpa não é minha. Ok? 😉

Como adicionar a PPA do cdrecord

Já sabemos que o cdrecord não faz parte do repositório oficial do Ubuntu 13.04. Portanto, será necessário indicar um PPA onde ele poderá ser baixado para o seu sistema. É fácil fazer isto dentro de um terminal (Ctrl + Alt + T):

sudo add-apt-repository ppa:brandonsnider/cdrtools

Feito isto, atualize a lista de pacotes com o seguinte comando:

sudo apt-get update

Em seguida, instale o cdrecord:

sudo apt-get install cdrecord

Note que o sistema irá avisar sobre a remoção do wodim.

Captura de tela - instalação do cdrecord
Captura de tela – instalação do cdrecord

Daqui pra frente

Uma vez concluído o processo, você terá o cdrecord instalado em seu sistema, em substituição ao wodim.
Antes de começar a gravar os seus CDs, DVDs ou Blu-Rays, pode ser necessário indicar no seu programa de gravação os novos comandos.

Daqui pra trás…

Se você quiser desfazer o processo, execute os seguintes passos que seguem:
Primeiro remova o cdtools.

sudo apt-get remove cdtools cdrecord

Remova a entrada que adicionamos mais cedo ao /etc/apt/sources.list.

sudo add-apt-repository --remove ppa:brandonsnider/cdrtools

Atualize o seu sistema e, em seguida, reinstale o cdrkit

sudo apt-get update
sudo apt-get install cdrkit wodim

Isto deve ser o suficente.

Como instalar as fontes Google no Ubuntu via script

As fontes Google figuram como uma opção a mais para quem trabalha com design, dentre tantas outras que também podem ser baixadas gratuitamente.
Neste tutorial, vou mostrar como baixar e instalar um script que, por sua vez, irá baixar e instalar as fontes em seu computador.

Embora o título do post se refira ao Ubuntu, nada impede que você execute o script em qualquer outra distro baseada no Debian, tais como os outros sabores do Ubuntu, como KUbuntu, XUbuntu, LUbuntu.

Google fonts
Google fonts

O script e as webfonts do Google

O TypeCatcher permite que se tenha uma prévia das fontes com seus tamanhos ajustados; fazer downloads e instalar as fontes desejadas em seu computador local. Porém, como ele não faz o download completo de todas as fontes, fomos buscar, lá no WebUpd8 um script que faz este trabalho com rapidez e simplicidade. Eu achei simples, pelo menos.

O que o script faz?

Pra ser objetivo, ele baixa os arquivos do diretório de fontes do Google (Google Font Directory) – há algo em torno de 100 itens diferentes lá, que podem ser usados para personalizar o seu desktop ou em seus trabalhos de design – e as instala em /usr/share/fonts/truetype/google-fonts/. Simples assim. 😉

Baixe o script e instale as fontes

Abra um terminal (Ctrl + Alt + T) e digite os seguintes comandos (são 3 linhas):


cd && wget http://webupd8.googlecode.com/files/install-google-fonts

chmod +x install-google-fonts

./install-google-fonts

O que foi feito?

Basicamente, o que fizemos acima foi entrar no nosso diretório /home e fazer o download para dentro dele do script de instalação. Em seguida, mudamos sua permissão (chmod) para executável e, por fim, o executamos.

Se não estiver instalado no seu sistema, o script baixará e instalará automaticamente o pacote do mercurial-common. A depender da sua conexão, este processo pode ser um pouco demorado… pausa para um café! 😉

Continuação

Uma vez terminado o processo de baixar e instalar as fontes, você pode começar a experimentá-las.
Se quiser, pode usá-las para personalizar o visual do seu Ubuntu.

Preferências da área de trabalho no LXDE - lista de fontes disponíveis.
Preferências da área de trabalho no LXDE – lista de fontes disponíveis. (Clique na imagem para ampliar)

Para tanto, clique com o botão direito do mouse sobre o desktop e selecione “Preferências” e escolha as fontes desejadas na guia Fontes.

O que eu faço com este diretório, que o script criou na minha pasta /home

Certas pessoas gostam de trabalhar em um ambiente razoavelmente organizado ou, pelo menos, não gostam de topar com “objetos estranhos”, ocupando espaço.

De fato, o script vai criar uma pasta /googlefontdirectory dentro da pasta em que foi executado.

Pois bem, você pode apagar este diretório sem problemas.
A vantagem de deixar o diretório quieto, aonde está, é que na próxima vez em que rodar o script, ele vai apenas atualizar os arquivos, em vez de baixar tudo de novo.
Para mim, vale a pena mantê-lo. O que você acha?

Como remover as fontes do Google do meu sistema

Você se arrependeu – ou cansou de brincar – e quer recuperar o espaço agora ocupado pelas fontes. Abra um terminal e proceda da seguinte forma:


sudo rm -vfr /usr/share/fonts/truetype/google-fonts/

Isto deve ser o suficiente.

Referências