Como instalar Ubuntu em um pendrive via Windows

Ter o Ubuntu instalado em um pendrive, pronto para uso, pode ser de grande utilidade para proteger sua privacidade ao usar computadores de terceiros (na casa de um amigo, no cibercafé etc).
Há vários métodos e aplicativos disponíveis para realizar esta tarefa.
Neste texto, vou mostrar como instalar o Ubuntu (ou qualquer outra distribuição Linux) em um pendrive, com o aplicativo Universal USB Installer, ou UUI.
A minha recomendação, contudo, permanece sendo instalar o Linux em um pendrive, a partir de outra máquina Ubuntu. Se você tiver algum amigo que use Ubuntu, esta será uma tarefa muito mais fácil de realizar.
Usuários do Mac, podem usar o UNetbootin, também bastante simples.

O que você precisa ter

Para quem precisa fazer a instalação a partir de uma máquina Windows, será necessário ter um pendrive com, pelo menos, 2Gb de espaço livre. Ele deve estar formatado com os sistemas de arquivo Fat16, Fat32 ou NTFS. O seu PC ou notebook tem que ter suporte a dar boot via USB.
ubuntu install usb
Você vai precisar fazer o download destes itens:

  • Ubuntu — escolha neste site a versão que se adéqua às suas necessidades e clique em Iniciar download
  • UUI – Universal USB Installer — clique no link para baixar o Instalador Universal USB e execute-o no seu sistema

Havendo alguma dificuldade para baixar o UUI, vá até a página do PendriveLinux (em inglês) para baixar a mais nova versão e tirar alguma dúvida.

Preparando o pendrive

Depois de baixar o Ubuntu e instalar o UUI no seu sistema, execute o instalador.
Dentro do programa instalador selecione a distro Linux que você escolheu. Em seguida, indique onde se encontra o arquivo imagem (ISO) correspondente a ela.
create-usb-windows-2-12.10
Se o seu pendrive já se encontra conectado e reconhecido pelo sistema, você pode selecioná-lo. Depois, prossiga, clicando no botão “Create“.

LEIA MAIS
  • Instale qualquer Linux em um pendrive — o aplicativo UNetbootin, disponível para Windows, Mac e Linux, permite escolher uma entre dezenas de distribuições. Ele baixa e instala tudo pra você
  • Qual Ubuntu escolher — as dicas deste artigo, vão funcionar para outras distribuições Linux. Mas, se você optou pelo Ubuntu, conheça as diferenças entre as versões e qual pode ser mais interessante para você
  • O que fazer depois de instalar o Ubuntu — veja 10 dicas sobre o que fazer, logo depois de instalar o Ubuntu

Isto é o suficiente para iniciar o processo de instalação, que pode demorar alguns minutos.
Quando terminar, reinicie o computador, com o pendrive ainda conectado. Não esqueça de indicar na BIOS do seu sistema que deseja iniciá-lo pelo pendrive.
Divirta-se!

Como instalar aplicativos até 4x mais rápido no Ubuntu — use o apt-fast!

Este artigo vai mostrar como acelerar a instalação de softwares em sistemas baseados no Debian, como o Ubuntu. Há várias outras maneiras preferíveis de se fazer isto. Mas, se você já experimentou mudar o mirror padrão dos seus repositórios, checou sua conexão com a Internet etc… e nada disso surtiu o efeito esperado, tente usar o apt-fast.
Trata-se de um shell script que envolve o aptitude e o apt-get e tem o objetivo de acelerar o download dos pacotes. Algumas análises apontaram velocidade de download 4 vezes maior pelo apt-fast do que via apt-get — quanto maior o volume de dados, maior a diferença a favor do apt-fast.

apt-get a life
apt-get a life!

Internamente, o script faz uso da ferramenta de download aria2, que baixa os arquivos em “fragmentos”, vindos de múltiplos mirrors (servidores espelho), simultaneamente – de maneira semelhante a como você baixa via torrent.
Trata-se de uma ferramenta desenvolvida por Matt Parnell e colaboração de Dominique Lasserre, entre vários outros.

Como instalar

Vamos ver o processo de instalação em 4 distribuições diferentes. Se quiser, você pode pular direto para a sua – mas não esqueça de ler a última sessão deste tutorial, onde vamos explicar como fazer alguns ajustes importantes no Ubuntu.

PCLinuxOS

Software integrante dos repositórios do PCLinuxOS, é nesta distro que ele é mais facilmente instalado. Veja como:

sudo apt-get install apt-fast

Debian

No Debian o procedimento começa com a instalação do aria2:

sudo apt-get install aria2

Em seguida, vamos baixar os pacotes de instalação via wget:

wget https://github.com/ilikenwf/apt-fast/archive/master.zip

Quando o arquivo terminar de baixar, descompacte-o:

unzip master.zip

vamos entrar no diretório que foi criado e copiar o executável pro diretório /usr/bin, onde outros programas do sistema já se encontram:

cd apt-fast-master
sudo cp apt-fast /usr/bin

Vamos copiar o arquivo de configuração pro lugar adequado:

sudo cp apt-fast.conf /etc

Os arquivos da documentação pro man:

sudo cp ./man/apt-fast.8 /usr/share/man/man8
sudo gzip /usr/share/man/man8/apt-fast.8
sudo cp ./man/apt-fast.conf.5 /usr/share/man/man5
sudo gzip /usr/share/man/man5/apt-fast.conf.5

Pronto! Isto deve resolver a história no Debian.

Ubuntu e Linux Mint

No Ubuntu ou no Linux Mint, o processo se resume a 3 passos – adicionar um repositório, atualizar a lista e instalar. Comece adicionando a PPA do apt-fast:

sudo add-apt-repository ppa:apt-fast/stable

PPA add-apt apt-fast
Com o próximo comando, vamos re-sincronizar os arquivos de índice no sistema:

sudo apt-get update

E, finalmente, a instalação:

sudo apt-get install apt-fast

Note que, durante o processo de instalação, no Ubuntu/Mint, você poderá optar entre usar o apt-get ou o aptitude. Opte pelo que você já tem o costume de usar.
apt-get ou aptitude
Para o resto das opções que lhe forem apresentadas, pelo sistema de instalação, apenas pressione Enter. Faça alterações apenas se tiver certeza absoluta do que está fazendo. Mais tarde, se desejar, é possível alterar estas configurações.

Configurações do apt-fast — sintonia fina

Neste ponto, o aplicativo já está instalado. Alguns ajustes, na lista dos mirrors a ser usada pelo programa são interessantes. O ideal é que sejam escolhidos apenas aqueles que estiverem hospedados em servidores geograficamente próximos a você. Lembra que o objetivo de tudo isto é aumentar velocidade do download nas instalações? Então vamos lá.
Para inserir os repositórios do Ubuntu/Mint, estabelecidos no Brasil, abra o arquivo /etc/apt-fast-conf e mude a linha:

MIRRORS=('none')

por:

MIRRORS=('http://mirror.globo.com/ubuntu/archive/, ftp://ubuntu.c3sl.ufpr.br/ubuntu/, http://ubuntu.c3sl.ufpr.br/ubuntu/, http://ubuntu.mirror.pop-sc.rnp.br/ubuntu/, http://mirror.unesp.br/ubuntu/, http://sft.if.usp.br/ubuntu/, ftp://sft.if.usp.br/ubuntu/, http://ubuntu-archive.locaweb.com.br/ubuntu/, http://ubuntu.laps.ufpa.br/ubuntu/, http://www.las.ic.unicamp.br/pub/ubuntu/, ftp://ftp.las.ic.unicamp.br/pub/ubuntu/')

No caso do Debian use o texto abaixo:

MIRROR=('
http://download.unesp.br/linux/debian/, ftp://ftp.br.debian.org/debian/, ftp://ftp.br.debian.org/debian/, ftp://debian.c3sl.ufpr.br/debian/, http://debian.c3sl.ufpr.br/debian/, http://sft.if.usp.br/debian/, ftp://linorg.usp.br/debian/, http://linorg.usp.br/debian/, ftp://ftp.pucpr.br/debian/, ftp://debian.las.ic.unicamp.br/debian/, http://debian.las.ic.unicamp.br/debian/, http://debian.pop-sc.rnp.br/debian/, ftp://debs.pelotas.ifsul.edu.br/debian/, http://debs.pelotas.ifsul.edu.br/debian/')

Como usar o apt-fast

Você pode usá-lo da mesma maneira que usa o apt-get:

sudo apt-fast install nome-do-pacote

Mais informações podem ser encontradas nas páginas do manual:

man apt-fast

3 aplicativos Android para melhorar a performance do seu smartphone

Aparelhos com acesso root, tem inúmeras possibilidades. Alterar a resposta da CPU à carga de trabalho é uma delas. É aqui que entram os aplicativos de controle da CPU.
Alguns apps, gratuitos ou não, disponíveis no Google Play permitem alterar a velocidade ou frequência do clock da CPU. Melhor do que isto: permitem balancear a performance geral do aparelho com a economia da bateria (muitas vezes, dois “inimigos irreconciliáveis”) — através da escolha de um governor e de um scheduler.
Aqui, vou apresentar a minha pequena lista de preferidos – o que não quer dizer que sejam os melhores. Sinta-se à vontade para indicar os seus preferidos na seção de comentários.

No-frills CPU Control

nofrillsTal como as outras, de que vamos falar aqui, esta ferramenta pode ser usada para ajustar rapidamente as frequências do clock da CPU, os governors e os schedulers no seu aparelho.
Com ele, é possível ajustar arbitrariamente a velocidade máxima e a mínima, ou deixar o aparelho sempre em velocidade máxima – para isto, basta ajustar a velocidade mínima e a máxima para o valor mais alto possível.
A versão que eu usei, gratuita, não tem a possibilidade de overclocking que, para quem mora em uma cidade quente, não é sempre uma boa ideia.
É compatível com vários aparelhos – HTC, Samsung, Motorola, LG, Huawei, ZTE etc.

AnTuTu CPU Master

Antutu cpu clockEsta ferramenta também altera as velocidades da CPU e do processador gráfico (GPU – Graphics Processing Unit).
A versão paga possibilita tanto o overclocking quanto o underclocking — e, antes que alguém me pergunte “por que diabos você iria querer fazer underclocking?”. Uma necessidade premente de conservar a bateria do aparelho, por um longo tempo, me parece ser um cenário apropriado para esta atitude. Óbvio que, neste caso, o aparelho só serviria para executar as suas funções mais básicas.
Também permite selecionar os governors e os schedulers no seu aparelho.

SetCPU

setcpu cpu control governorCom a promessa de adicionar a possibilidade de controlar vários núcleos nas novas versões este app é bastante completo e democrático, por funcionar em uma boa variedade de aparelhos e ROMs – eu usei a versão 3.1.2.
Como os outros, pode aumentar a performance do seu aparelho (seja um smartphone ou um tablet) ou conservar a bateria.
Para conseguir uma relação eficiente entre o desempenho e o consumo de energia, ele conta com mais de 20 governors à escolha do usuário – e ainda permite que você faça um ajuste fino no seu governor.
O aplicativo dispõe também de um painel para controle da voltagem – disponível apenas para alguns kernels, que tenham incluído suporte à undervolting. Este procedimento é usado para reduzir o consumo da bateria.

finalmente…

Especialistas enfatizam que a melhor forma de obter performance do aparelho, sem drenar desnecessariamente a bateria é a seleção de um governor adequado ao seu estilo de vida. Este é um recurso presente em todos estes aplicativos.
Divirta-se!

Como usar o comando Crontab – o cron para novatos.

Este post tem a pretensão de dar uma rápida introdução ao cron — e cobrir o básico de tudo o que ele é capaz de fazer para você.

O que é o cron?

Cron é o nome do programa que permite aos usuários do Unix/Linux executar comandos ou scripts (grupos de comandos) automaticamente em um determinado horário/data.

É comumente usado pelos administradores de sistemas para programar a execução de suas tarefas administrativas – como o backup.

Vamos ver, aqui, como funciona o Cron Vixie, uma versão desenvolvida por Paul Vixie.

Como iniciar o cron

Patek Philipecron é um daemon, o que significa que ele é um serviço que é iniciado uma vez (usualmente, quando o sistema é ligado), entra em stand by e, na hora certa, executa a(s) tarefa(s) programada(s) – usualmente, em background, ou seja, nos bastidores do sistema.

Outro exemplo de daemon é o servidor FTP, que fica em stand by, quando não está sendo usado.

O daemon crond já vem instalado na maioria das distros Linux e costuma ter algumas tarefas corriqueiras, já agendadas, como padrão.

Se você quiser saber o estado do seu crond, rode o seguinte comando:

ps aux | grep crond

O meu resultado foi este:

root 311 0.0 0.7 1284 112 ? S Dec24 0:00 crond

2914659 20624 0.0 0.0 112364 856 pts/1 SN+ 12:49 0:00 grep crond

A primeira linha, indica que o crond está sendo executado no meu sistema.

Se ele não estiver rodando no seu sistema, ou ele foi desligado (por você ou outro usuário) ou apenas nem foi iniciado.

Para iniciá-lo, você pode adicionar a linha crond a um dos scripts de inicialização ou rodar o aplicativo manualmente, como root:

crond

como usar o cron

Dentro do diretório /etc/, é possível encontrar subdiretórios chamados cron.hourly/, cron.weekly/, cron.daily/, cron.monthly/. O princípio é simples, assim – ao copiar um script para dentro de um destes diretórios, ele será executado a cada hora (hourly), a cada semana(weekly), a cada mês (monthly). A frequência com que o script será executado, depende do nome do diretório, portanto.

É possível ter mais flexibilidade no modo como a tarefa será executada, através da edição do arquivo /etc/crontab. Em um típico servidor Debian, este arquivo tem a seguinte aparência:

SHELL=/bin/sh
PATH=/usr/local/sbin:/usr/local/bin:/sbin:/bin:/usr/sbin:/usr/bin</p>
<p># m h dom mon dow user	command
17 *	* * *	root    cd / &amp;&amp; run-parts --report /etc/cron.hourly
25 6	* * *	root	test -x /usr/sbin/anacron || ( cd / &amp;&amp; run-parts --report /etc/cron.daily )
47 6	* * 7	root	test -x /usr/sbin/anacron || ( cd / &amp;&amp; run-parts --report /etc/cron.weekly )
52 6	1 * *	root	test -x /usr/sbin/anacron || ( cd / &amp;&amp; run-parts --report /etc/cron.monthly )
#

Você pode verificar o arquivo, no seu sistema, com o seguinte comando:

cat /etc/crontab

explicando o arquivo crontab

As primeiras linhas, do arquivo, definem algumas variáveis usadas pelo cron. A segunda parte é a que exige um pouco mais de atenção. Vamos usar tabela para explicar a linha

# m h dom mon dow user	command
Item Descrição
m ou minute minuto – determina a quantos minutos, dentro de uma hora, o comando será executado. Os valores aceitos vão de 0 a 59.
h ou hour hora – determina a que hora o comando será executado e sua especificação segue o padrão 24h. Portanto, aceita valores entre 0 e 23 (sendo que 0 é meia-noite).
dom ou day of month dia do mês – determina o dia do mês em que o comando será executado. Se quiser que a tarefa seja executada no dia 25 do mês, use o valor 25.
mon ou month mês – determina o mês em que o comando será executado. Aceita tanto valores numéricos referentes aos meses do ano, como alfabéticos (e. g. August).
dow ou day of week dia da semana – aceita tanto valores numéricos de 0 a 7, como caracteres: sun, mon, tue, wed, thu, fri e sat, que correspondem, respectivamente a domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado.
user usuário – determina o usuário do sistema sob cujos privilégios o comando irá ser executado
cmd ou command comando – determina o comando a ser executado.

Notas:

  • Nos campos em que você não deseja fixar valor algum, pode inserir um asterisco ‘*’.
  • No campo dow, dia da semana, tanto 0 como 7 correspondem a domingo
  • Caso você determine valores para dom e para dow, o sistema não entra em conflito. O cron executa o comando nos dois casos
  • O Vixie Cron aceita listas. O que significa que você pode enumerar especificamente, por exemplo, os dias da semana em que você deseja que um script seja disparado. Veja um exemplo:
    59 11 * * 1,2,3,4,5 root backup.sh

    irá executar o script backup.sh toda segunda, terça, quarta, quinta e sexta, às 11:59

  • Se você preferir, pode usar assim:
    59 11 * * 1-5 root backup.sh

    onde 1 – 5 significa de segunda a sexta

  • Você também pode “pular” números. Veja como:
  • se você usar o valor */2 no campo dom, o comando irá rodar a cada 2 dias.
  • */5, no campo de horas, fará com que o comando seja executado a cada 5 horas
  • Os nomes dos meses e dos dias da semana não são sensíveis à caixa. Ou seja, tanto faz escrever Jul como jul. O importante é que você use apenas as 3 primeiras letras do dia da semana ou do nome do mês.
  • Você pode (e deve) inserir comentários para explicar o que está fazendo. Para isto, basta usar um ‘#’ no início da linha comentada.

O crontab é multiusuário

O Unix é um sistema, por natureza, multiusuário. Cada usuário que se conecta ao sistema pode, em tese, programar as próprias tarefas a serem executadas pelo sistema.

Assim, você, que tem um blog WordPress instalado em um servidor – que te forneça acesso SSH – pode programar um backup e determinar a frequência com que ele irá ocorrer.

Para começar a personalizar o seu próprio crontab, use o comando:

crontab -e

O sistema irá abrir o seu editor de textos padrão (o meu é o nano).

Se você quiser usar o nano também, para editar o crontab execute o seguinte comando:

export EDITOR=nano

Note que o seu crontab “particular” segue os padrões do arquivo /etc/crontab do sistema.

Uma vez terminada a edição, o cron faz a verificação sintática e permite corrigir possíveis erros. Se tudo estiver bem, é só deixar rolar.

Outros editores de texto

Usuários que se sintam mais confortáveis com outros editores de texto, podem faze a edição no aplicativo da sua preferência.

Depois de concluído, é só usar o comando crontab para substituir o seu arquivo crontab atual pelo arquivo que você acabou de criar.

Vamos supor que você tenha escrito as definições em um arquivo chamado meu.arquivo.cron, o comando a ser usado é o seguinte:

crontab meu.arquivo.cron

Outros usos

Para listar as definições atuais do crontab:

crontab -l

Para apagar e remover o seu crontab atual:

crontab -r

Como restringir acesso ao crontab

Quem é administrador de um sistema pode impedir que usuários tenham acesso ao cron. Você pode inserir, no arquivo /etc/cron.allow os usuários que têm permissão de alterar o crontab. O arquivo /etc/cron.deny é onde são inscritos os usuários que terão seu acesso negado ao serviço.

Uma maneira de restringir quase todos e permitir o acesso a alguns é adicionar a linha ALL ao /etc/cron.deny e ir acrescentando um a um os usuários aos quais você deseja liberar o acesso em /etc/cron.allow.

Veja como restringir o acesso de todo mundo ao serviço:

echo ALL &gt;&gt; /etc/cron.deny

Para permitir o acesso à usuária sandrinha, use o comando:

echo sandrinha &gt;&gt; /etc/cron.allow

Na ausência de qualquer um destes dois arquivos, o uso do cron, no sistema, é irrestrito — ou seja, todo mundo pode usar.

Se você tiver apenas o arquivo /etc/cron.allow e, nele, inscrever a usuária sandrinha, o sistema vai entender que todos os outros usuários estão proibidos e somente esta poderá fazer uso do serviço.

Com estas dicas básicas, você já estará habilitado a administrar as tarefas programadas no seu sistema. Mais informações podem ser encontradas com o comando man crontab.

Have fun!

Como alterar a velocidade do processador no Android — ajuste dos governors

Neste artigo, vou explicar o que é um governor e como ele afeta o desempenho do seu aparelho.
Você irá conhecer e entender mais de 20 governors disponíveis para aparelhos Android – sejam tablets ou smartphones. A relação de governors, disponíveis em seu aparelho pode ser extensa e depende dos recursos de hardware presentes nele.

O que é exatamente um governor?

Basicamente, é um “gestor” de recursos do(s) processador(es) de seu aparelho. Cada governor segue um conjunto próprio de políticas que adaptam a frequência do clock da CPU e da GPU a certas condições – elevando-a ou diminuindo-a. Há dezenas de governors, cada qual projetado para um determinado perfil de uso – alguns te dão maior performance, outros maior duração da bateria.

Android CPU Painel de controle
clique para ampliar
O assunto tem ganhando mais importância, entre os usuários de dispositivos móveis por que tem grande impacto na fluidez da interface gráfica dos smartphones e tablets e na duração da carga da sua bateria. O que pode te dar um ganho de eficiência é escolher o governor, enquanto conjunto de ajustes, que melhor  se acomode ao seu estilo de vida. Neste artigo, vamos conhecer os gestores mais comuns.

Como alterar o meu governor

Você não pode alterar o governor do seu dispositivo, como usuário normal. Você precisará ser root para isto. Além do quê, precisará ter uma ROM e um aplicativo que te dê acesso a este mecanismo do sistema.
Em seguida, vamos relacionar os governors mais comuns e seus efeitos no seu aparelho.

OnDemand

Este governor tem um gatilho sensível, que impulsiona o clock à velocidade máxima definida pelo usuário. À medida que a demanda por recursos do processador diminui, a frequência do clock vai se reduzindo até chegar ao mínimo definido pelo usuário.

O perfil de gestão de recursos OnDemand oferece excelente fluidez à interface por causa de sua tendência à alta freqüência – mas tudo tem um preço. Este governor, pode ter um efeito relativamente negativo sobre a duração da bateria, se comparado a outros. Não se esqueça: quanto mais alta a frequência do clock, maior é a velocidade do sistema e menor será a duração da sua bateria.

Sua principal característica é elevar o clock ao seu nível máximo, assim que uma nova atividade é detectada, para garantir a responsividade do sistema.

O OnDemand é comumente escolhido por fabricantes de smartphones e é padrão em quase todos os kernels (Android e Linux), porque é bem testado, confiável e praticamente garante o desempenho mais suave possível para o telefone. Isto é assim porque os usuários são muito mais propensos a reclamar do desempenho do que das poucas horas de vida extra (da bateria) que outro governor poderia ter-lhes concedido.

OndemandX

Basicamente, é um OnDemand com maior atenção para os recursos de suspend e wake, portanto, é um pouco mais econômico em relação à bateria. Ao apagar das luzes da tela, a frequência máxima é fixa em 500 Mhz. Tem boa interação com o scheduler SIO.

Performance

Aqui, o clock é fixado na frequência máxima possível. Embora pareça ser uma má ideia (por que drena a carga da bateria), há evidências que sugerem que usar o aparelho com o clock máximo acelera o race-to-idle — processo no qual um aparelho completa uma tarefa e retorna a CPU a um estado de eficiência extrema de economia de energia. Mas esta tese ainda requer testes e o perfil requer um kernel que implemente o C-states (estado de baixo consumo) na CPU.

setcpu, clock speed
Clique para ampliar

Powersave

Oposto do Performance. Este governor fixa o clock no nível mais baixo, determinado pelo usuário. O seu objetivo é a economia de energia.

Conservative

Orienta o aparelho a usar o menor clock, sempre que possível. Em outras palavras, uma carga de tarefas precisa ser maior e mais persistente para “convencer” o governor a aumentar a velocidade do clock da CPU.

A depender do modo como o programador o implementou ou da velocidade mínima de clock, definida pelo usuário, este pode ser um tanto ruim na performance. Por outro lado, isto pode ser bom para quem precisa economizar na bateria. Às vezes, ele é chamado de slow OnDemand – o que pode ajudar a ter uma ideia melhor da sua funcionalidade.

Userspace

Excepcionalmente raro no mundo móvel, este é mais presente em servidores ou PCs. Ele permite que programas executados pelo usuário determinem a frequência em que a CPU vai operar.

Min Max

Este é o “ou oito, ou oitenta”. Com ele, a CPU opera no clock máximo ou no mínimo – baseado na carga de exigências.

Interactive

Este governor foi projetado para dar mais prioridade às tarefas na Interface do Usuário (seus apps) – ele aparenta ser mais responsivo que o tradicional OnDemand. Pode-se dizer que ele foi feito para quem deseja obter maior suavidade na interação entre os aplicativos.

Semelhante ao OnDemand, o Interactive faz um escalonamento dinâmico da velocidade do clock em resposta à carga de trabalho imposta à CPU pelo usuário – e é aí que as similaridades terminam. Este modo de operação é significantemente mais sensível que o OnDemand, uma vez que é mais rápido na escalada pra frequência máxima.

Diferente do OnDemand, no qual as escalas da velocidade do clock são determinadas pela fila de trabalhos, o Interactive faz o escalonamento do clockspeed ao longo de um temporizador definido internamente pelo desenvolvedor. Em outras palavras, se uma aplicação demanda a velocidade máxima do clock (inserindo uma carga de trabalho de 100% na CPU), ainda é possível executar outra tarefa do usuário antes do governor voltar a reduzir a frequência da CPU. Isto pode reduzir o sobe e desce da frequência. Em função deste temporizador, o Interactive está melhor preparado para usar clockspeeds intermediários – fato que também beneficia a duração da carga da bateria. Contudo, já que este perfil se permite permanecer mais tempo na frequência máxima da CPU (em benefício da performance), os ganhos na vida útil da carga da bateria acabam não sendo tão significativos em relação ao perfil OnDemand.

Para encurtar a estória, o Interactive oferece uma performance melhor do que o OnDemand — e há quem diga que, de todos, é o melhor governor — e uma diferença desprezível na economia de energia.

InteractiveX

Criado pelo desenvolvedor do kernel Imoseyon, o InteractiveX se baseia fortemente no Interactive, como já era de se esperar, com um timer ajustado para prover uma relação melhor entre consumo e performance do aparelho.

A característica que define InteractiveX, contudo, é o fato de que ele fixa a frequência da CPU no valor mínimo definido pelo usuário, quando a tela é apagada.

Smartass

Baseado nos conceitos do Interactive – o Smartass (ou espertinho) foi totalmente reescrito, com algumas adições, por erasmux, para usar no seu kernel Android. Popular por sua habilidade no uso do mecanismo de suspensão onboard do Android. Tal como o Conservative, é suave para aumentar a frequência do clock.

É consenso entre alguns especialistas que ele faz bem o que ele se propõe. Sua performance é equivalente à do “velho” mínimo/máximo e, há quem diga, é um pouco mais responsivo – ou seja, reage rápido às mudanças no ambiente.

É difícil quantificar, com precisão, o consumo energético do aparelho rodando neste perfil. Mas ele permanece, a maior parte do tempo, em baixas frequências – o que indica baixo consumo.

Outra característica deste perfil é que ele fixa a frequência máxima em 352Mhz — ou, no caso de você ter definido uma frequência mínima acima de 352, o Smartass vai respeitar a sua definição. Pra exemplificar, Se você definiu as velocidades máxima/mínima em 624/152, ele vai entrar no modo de espera (standby ou sleep mode) em 352/152.

Durante o dia, o seu aparelho passa mais tempo em standby?

SmartassV2

A segunda versão do Smartass também é a favorita entre muitas pessoas. Este governor visa uma “frequência ideal” e, quando precisa, a alcança agressivamente – a partir daí, a escalada é mais suave.

Samsung GT S5360 clock frequencias
Opções de frequências de clock.

Tela ligada e tela desligada têm frequências de operação diferenciadas — estes eventos são chamados awake_ideal_freq e sleep_ideal_freq, internamente.

Este governor é capaz de reduzir o clock rapidamente para atingir a sleep_ideal_freq, assim que a tela é desligada. E sobe rapidamente em direção ao awake_ideal_freq, quando a tela é ligada.

Diferente do Smartass, não há limite máximo de frequência, quando a tela está desligada. Desta forma, todo a faixa de frequência disponível é usada pelo governor no processo de mudança entre tela desligada/ligada.

Aqui, o objetivo é balancear a performance e o consumo da bateria e, dependendo do poder de processamento do seu aparelho, ninguém vai perceber o lag quando sair do standby.

Conheça o perfil Scary (assustador!), na próxima página — um caso em que o nome não corresponde à “pessoa”.