Dicas para fotografar com o celular

As limitações das câmeras dos celulares não são empecilho para se tirar ótimas fotos.
Neste texto, eu reuni algumas das dicas mais frequentes dadas por fotógrafos experientes, voltadas para usuários comuns de smartphones, com alguns de seus recursos.
imagem parcial da câmera do samsung galaxy s5

Toque na tela para focalizar

Embora os smartphones tenham esta função automática, não deixe o software do seu aparelho escolher o que deve ser focalizado na imagem.
Se a câmera do seu aparelho permite que você determine qual deve ser o seu foco, com um toque na tela, use o recurso.
Desta forma, o software de captura de imagem “saberá” o que deve ser priorizado naquela foto.
O mais comum, é que os softwares de fotografar dos smartphones focalizem rostos e sorrisos e calculem a quantidade de luz que deverá entrar pelo obturador a partir deste pressuposto.
O ideal, portanto, é que você indique o que deve ser focado — inclusive se for um objeto mais ao fundo, em relação às pessoas que estão aparecendo na foto.

Confira algumas dicas, para tirar selfies mais caprichadas.
Confira algumas dicas, para tirar selfies mais caprichadas.

Preste atenção na luz

Quando o assunto é fotografia, esta dica é básica.
A luz pode arruinar a sua foto, ao mesmo tempo que pode também ajudar a obter excelentes efeitos. Basta, pra começar, prestar atenção.
Tirar fotos, com câmera de celular, contra a luz, raramente é boa idéia.
Verifique se o objeto fotografado está bem iluminado.
Se a pessoa fotografada estiver contra o sol, provavelmente sairá com os olhos semicerrados (squinting). Procure posicioná-la de forma que o sol não incida diretamente sobre o seu rosto. Neste caso, você pode usar o flash, se tiver, para reduzir as sombras na face da pessoa fotografada.

Limpe as lentes

As lentes dos celulares raramente têm alguma proteção extra, como é comum nas câmeras e ficam bem mais expostas à gordura das mãos, poeira e outras sujeiras. Limpe a lente externa da câmera do seu smartphone, sempre antes de fotografar.
Se as suas lentes estiverem sujas ou danificadas, nada do que você estiver lendo aqui fará sentido.

Tela das opções de configuração da câmera do Samsung Galaxy S5
Domine a configuração da câmera do seu smartphone


Leia mais sobre como lidar com danos causados à lente do seu celular..

Evite o zoom

O zoom “digital”, feito por software, no seu aparelho é uma enganação. Tudo o que ele faz é recortar a imagem e ampliar.
Se você precisa fotografar um objeto mais de perto… então chegue fisicamente mais perto dele. Simples assim.
Fotografe com a máxima resolução possível e, depois, durante a edição, recorte e amplie a imagem, removendo as partes que não lhe interessam.

Saiba como criar toques mp3 personalizados com o Audacity.
Saiba como criar toques mp3 personalizados com o Audacity.

Evite o uso do flash

O flash é recurso importante, mas não é pra ser usado o tempo todo.
Na maioria das vezes atrapalha mais do que ajuda.
O ideal é procurar uma posição em que o objeto fotografado fique bem iluminado, com a própria luz do ambiente.
Usar o flash em shows, nunca rende fotos decentes — por que a luz é insuficiente para chegar até o palco e, mesmo que fosse, as lentes do celular não se comparam às de uma câmera profissional e à sua capacidade de fazer um zoom decente.
Ao tirar fotos de pessoas, à pequena distância, você pode acabar com aquele efeito de “cara branca”, parecendo fantasma.
Se, ainda assim, você acredita que precisa usar o flash, pode atenuar sua luz, com uma folha de papel comum sobre ela.

LEIA MAIS

Conclusão

O assunto não se esgota aqui. Há muitas outras dicas, que poderiam girar em torno da edição das imagens, da configuração da câmera etc.
Sinta-se à vontade para comentar e compartilhar com os outros leitores suas próprias dicas para melhorar a experiência de uso da câmera de um celular.
Se você achou estas dicas úteis, compartilhe nas redes sociais, com seus amigos.
E se divirta!

Instale Skype no Ubuntu via apt-get em 3 passos

Ir ao site do Skype costuma ser a forma mais usada para adquirir o pacote de instalação do aplicativo. Lá, é possível baixar o pacote .deb a ser instalado via dpkg.
Baixar e instalar pacotes de softwares direto do site oficial da empresa que o desenvolve, muitas vezes, permite obter a versão mais atual.
Mas a opção mais segura é, como sempre, obter seus aplicativos dos repositórios oficiais da Canonical.
Mesmo para quem é iniciante no Ubuntu, acredito que o método que vou empregar para a instalar o Skype, aqui, é relativamente simples.

Instalar o Skype dos repositórios é sempre melhor do que baixar a versão distribuída no site oficial do aplicativo.

Esta abordagem, descrita neste texto, garante que o arquivo seja da mesma versão do sistema operacional que você está usando e permite que você receba atualizações de segurança e de software automaticamente, além de usar a versão testada exaustivamente dentro da sua distro.

Como instalar Skype no Ubuntu 14.04
Clique para ampliar

Antes de dar continuidade, deixe eu esclarecer que o método foi testado no Ubuntu 14.04, mas provavelmente funcionará em outras distros ou versões do Ubuntu.

Textos relacionados:

Atualize os seus repositórios para “encontrar” o Skype

Como instalar skype no Linux
Usuários do Ubuntu 64-bit precisam ativar o MultiArch, se ainda não estiver ativo, através do seguinte comando:

sudo dpkg --add-architecture i386

Desde o Ubuntu 10.04 Lucid Lynx, o Skype é parte do repositório Canonical partner.
Para realizar o procedimento de instalação, é necessário adicionar o Canonical Partner Repository — o que pode ser feito assim:

sudo add-apt-repository "deb http://archive.canonical.com/ $(lsb_release -sc) partner"

Agora, instale:

sudo apt update && sudo apt install skype

É só usar!

Referências

https://help.ubuntu.com/community/Skype

Como encontrar arquivos no Linux com o comando find

Neste post, vou mostrar alguns exemplos de truques, na linha de comando, para encontrar arquivos entre os diretórios do seu PC Linux.
Os exemplos farão uso do comando find, já presente no sistema — o que significa que você não vai precisar instalar nada.

Saiba mais:

Neste artigo, sobre o programa mpg123, há um exemplo do uso do comando find para criar listas de músicas. Se você se interessar, dê uma olhada!

Para tornar o tutorial mais fácil vou sugerir criar alguns diretórios e arquivos que serão usados nos exemplos deste artigo.
Se você quiser, pode alterar os nomes, mas não esqueça de adequar os exemplos deste texto às alterações que você fez.
Pra começar, recomendo criar um diretório e entrar nele, somente para brincar com o comando find. Abra um terminal e forneça os seguintes comandos:

mkdir exemplos_find
cd exemplos_find

Dentro do diretório criado, exemplos_find, crie alguns arquivos:

touch MeuTextoNovo.txt
touch MeuTexto.txt
touch MeuTextoFalso.txt
touch MeuTextoAntigo.txt

Agora, vamos criar um diretório backup e, dentro dele, vamos criar novamente aqueles mesmos arquivos:

mkdir backup
cd backup
touch MeuTextoNovo.txt
touch MeuTexto.txt
touch MeuTextoFalso.txt
touch MeuTextoAntigo.txt

… e voltamos ao diretório anterior, exemplos_find:

cd ../
ls -R

Como você pôde notar, a opção -R faz o comando ls perscrutar recursivamente outros subdiretórios:

exemplos do comando ls recursivo.
clique para ampliar

Encontre arquivos usando name

O parâmetro name é básico no uso do comando find. No exemplo abaixo, vou mostrar como encontrar todos os arquivos de nome MeuTextoFalso.txt dentro do diretório atual e dentro dos subdiretórios deste:

find -name MeuTextoFalso.txt
./MeuTextoFalso.txt
./backup/MeuTextoFalso.txt

Faça uma busca por nomes de arquivos ignorando maiúsculas e minúsculas

Este é mais um exemplo do uso básico do comando find. Só que, desta vez vou usar o parâmetro iname, que ignora se as letras estão em maiúsculas ou minúsculas durante a pesquisa.

find -iname meutextoantigo.txt
./backup/MeuTextoAntigo.txt
./MeuTextoAntigo.txt

Assim, fica mais fácil, não é?

Como pesquisar com o find, limitando a recursividade

Em alguns momentos, você vai topar com diretórios com uma grande quantidade de subdiretório recursivos. Se você não tem interesse em pesquisar “tão profundamente”, pode limitar a recursividade do comando find.
O arquivo do sistema passwd está presente em vários subdiretórios. Veja:

find / -name passwd
/usr/bin/passwd
/usr/share/bash-completion/completions/passwd
/usr/share/lintian/overrides/passwd
/etc/cron.daily/passwd
/etc/passwd
/etc/pam.d/passwd

Uma coisa que você deve ter notado é que a busca foi demorada em função de ter sido feita a partir do diretório raiz e em todos os subdiretórios do sistema — em alguns deles, você provavelmente não tinha permissão para fazer a busca.
Experimente limitar a recursividade do comando find a 2 subníveis, assim:

find / -maxdepth 2 -name passwd
find: `/root': Permissão negada
find: `/lost+found': Permissão negada
/etc/passwd

Esta pode ser uma forma mais rápida de encontrar o arquivo que interessa.

Aumente a profundidade da pesquisa do find com mindepth

O parâmetro -mindepth (minimum depth, ou profundidade mínima) estabelece a partir de que nível a recursividade deve começar. Experimente:

find / -mindepth 3 -name passwd

Observe que os resultados (abaixo) são diferentes. Eu destaquei, com fundo cinza, aqueles válidos.

find: `/root': Permissão negada
find: `/home/soderberg/.cache': Permissão negada
find: `/home/lost+found': Permissão negada
find: `/sys/kernel/debug': Permissão negada

(...)

/usr/bin/passwd
/usr/share/bash-completion/completions/passwd
/usr/share/lintian/overrides/passwd
/usr/share/doc/passwd
/etc/cron.daily/passwd
find: `/etc/cups/ssl': Permissão negada
find: `/etc/polkit-1/localauthority': Permissão negada
/etc/pam.d/passwd

Execute um comando em relação aos arquivos encontrados pelo find

Este tipo de ação é comumente usada em scripts, mas eu vou mostrar como usar na linha de comando.
Veja como fazer uma busca pelos arquivos “MeuTexto.txt”, ignorando se as letras estão em minúsculas ou maiúsculas, e executar o programa md5sum em cada um deles. Veja como:

find -iname "meutexto.txt" -exec md5sum {} \;

O resultado que obtive foi este:

d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e  ./MeuTexto.txt
d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e  ./backup/MeuTexto.txt

e você?

Como inverter o resultado do comando find

E se, ao invés de mostrar os resultados encontrados, a pesquisa exibisse os resultados diversos do que foi pedido?
Ao usar o parâmetro -not, eu vou indicar ao comando find o que eu não desejo exibir nos resultados. Veja como funciona:

find -not -iname "meutextoantigo.txt"

No resultado, abaixo, a string “meutextoantigo.txt” é a única que não é exibida.

.
./MeuTextoFalso.txt
./MeuTexto.txt
./backup
./backup/MeuTextoFalso.txt
./backup/MeuTexto.txt
./backup/MeuTextoNovo.txt
./MeuTextoNovo.txt

Experimente remover dos resultados o nome de arquivo “meutextofalso.txt”.

find -not -iname meutextofalso.txt

Com este comando, as duas ocorrências do arquivo “MeuTexto.txt” são exibidas e as duas do “MeuTextoFalso.txt” são inibidas na lista. Note, ainda, que usei o texto fora das aspas, desta vez. Quando não há espaço entre as palavras, é possível dispensar as aspas.

.
./MeuTexto.txt
./backup
./backup/MeuTexto.txt
./backup/MeuTextoAntigo.txt
./backup/MeuTextoNovo.txt
./MeuTextoAntigo.txt
./MeuTextoNovo.txt

Encontre arquivos pelas suas permissões

É possível fazer uma busca no sistema para encontrar arquivos com base nas suas permissões. Você pode:

  • Encontrar arquivos que satisfaçam determinadas condições na sua lista de permissões
  • Verificar quando um arquivo corresponde a uma determinada lista de permissões
  • Fazer uma busca pela representação octal/simbólica

Para poder mostrar melhor o funcionamento destas funções vou precisar me afastar um pouco dos exemplos em que vínhamos nos baseando até agora, neste pequeno tutorial.
Observe, na listagem abaixo, as diferentes permissões dos arquivos:

ls -l
total 0
-rwxrwxrwx 1 root root 0 2009-02-19 20:31 tudo para todos
-rw-r--r-- 1 root root 0 2009-02-19 20:30 todo mundo lê
---------- 1 root root 0 2009-02-19 20:31 nada para ninguém
-rw------- 1 root root 0 2009-02-19 20:29 arquivo simples
-rw-r----- 1 root root 0 2009-02-19 20:27 outros também podem ler
----r----- 1 root root 0 2009-02-19 20:27 outros só podem ler

Se você deu uma olhada nos nomes dos arquivos, deve ter percebido que estes explicam (superficialmente) os atributos de suas permissões.
Isto posto, no exemplo que segue, vou mostrar como usar o find para encontrar arquivos com permissão de leitura para um grupo, que seja do tipo arquivo (file) e executar o comando de listagem ls para ele:

find . -perm -g=r -type f -exec ls -l {} \;

O resultado é algo parecido com isto:

-rw-r--r-- 1 root root 0 2009-02-19 20:30 ./todo mundo lê
-rwxrwxrwx 1 root root 0 2009-02-19 20:31 ./tudo para todos
----r----- 1 root root 0 2009-02-19 20:27 ./outros só podem ler
-rw-r----- 1 root root 0 2009-02-19 20:27 ./outros também podem ler

Como encontrar arquivos com permissão de leitura apenas pro grupo, no diretório atual:

find . -perm g=r -type f -exec ls -l {} \;

Experimente alterar o comando e aplicá-lo a outros diretórios, para ver as mudanças nos resultados.
Como último exemplo desta secção vou mostrar como encontrar arquivos com permissão octal 0666, ou seja, podem ser lidos e alterados por todos os usuários do sistema. Primeiro, vou alterar as permissões de um dos arquivos que criamos no diretório exemplos_find:

chmod 0666 MeuTextoNovo.txt

Em seguida, fazer a busca:

find . -perm 0666 -type f -exec ls -l {} \;

O resultado:

-rw-rw-rw- 1 justincase justincase 0 Mai  6 16:27 ./MeuTextoNovo.txt

Você pode fazer uma busca por arquivos executáveis (programas), assim:

find /usr/ -executable -type f -exec ls --color {} \;

Use o comando find para encontrar arquivos vazios

Para isto, use o parâmetro -empty (vazio). No exemplo, abaixo, vou mostrar como fazer a busca, no seu diretório home:

find ~ -empty

Para se restringir ao diretório atual e evitar a recursividade (busca em subdiretórios), use -maxdepth:

find . -maxdepth 1 -empty

Os arquivos que nós criamos, neste tutorial, através do comando touch, estão vazios — nenhum conteúdo foi inserido neles.

./MeuTextoFalso.txt
./MeuTexto.txt
./MeuTextoAntigo.txt
./MeuTextoNovo.txt

Como encontrar pelo tamanho

No exemplo que segue, vou mostrar como encontrar os 7 maiores arquivos no diretório /usr/bin, incluindo seus subdiretórios

find /usr/bin/ -type f -exec ls -s {} \; | sort -n -r | head -7

A execução pode ser um tanto demorada, dependendo da quantidade de arquivos envolvida.
Abaixo, segue o resultado que eu obtive:

8724 /usr/bin/php5
6264 /usr/bin/audacity
5708 /usr/bin/gimp-2.8
4972 /usr/bin/gdb
4364 /usr/bin/shotwell
4168 /usr/bin/aptitude-curses
3788 /usr/bin/mplayer

Para ver os 7 menores, faça assim:

find /usr/bin/ -type f -exec ls -s {} \; | sort -n  | head -7

O parâmetro -size pode ser usado para encontrar arquivos com um determinado tamanho ou maior do que um certo tamanho.
Veja como encontrar arquivos com tamanhos maiores que 100Mb no diretório /var:

find /sys -size +100M
/sys/devices/pci0000:00/0000:00:02.0/resource2_wc
/sys/devices/pci0000:00/0000:00:02.0/resource2

Alguns diretórios do sistema, como eu já disse, podem precisar de privilégios administrativos para mostrar seu conteúdo.
Encontrar arquivos menores do que um certo número também é fácil:

find /usr/share/icons -size -2k

Neste caso, a lista pode ser grande.

Encontre arquivos pelo tipo

Para encontrar arquivos do tipo socket:

find . -type s

Para ver a relação de diretórios:

find . -type d
.
./backup

Encontre os arquivos escondidos no seu diretório pessoal (home):

find ~ -type f -name ".*"

Conclusão

É impossível imaginar a enorme quantidade de aplicações que este comando permite, ainda mais quando podemos combiná-lo com a execução de outros comandos, como o ls, o rm etc.
Altere os exemplos deste artigo para fazer com que o find execute a tarefa que você deseja e, sinta-se à vontade para compartilhar a sua experiência ou suas dicas de uso do comando nos comentários.

Crie toques mp3 com Audacity

O Audacity é um aplicativo para edição de arquivos de som, que trabalha com os mais variados formatos — mp3, ogg, wav etc.
Das dezenas de recursos disponíveis no aplicativo, vamos falar basicamente de dois, neste artigo, pois são os que mais interessam a quem pretende criar toques mp3 ou ringtones personalizados pro seu celular ou smartphone.

O aplicativo roda no seu PC e os requisitos de sistema são bem modestos: 64Mb de espaço em disco e um processador que “corra” a pelo menos 300Mhz.

Onde baixar o Audacity

O Audacity tem versões para 3 dos sistemas operacionais mais populares:

  • Linux — você pode fazer o download para este sistema operacional, neste site. Pra galera do Ubuntu e do Debian vou dar umas dicas extra, abaixo.
  • Windows — Usuários deste sistema operacional podem fazer download do Audacity aqui.
  • Mac OS — Usuários Mac, podem pegar o aplicativo aqui.

Se você usa Ubuntu, ou qualquer outra distro baseada no Debian, clique no botão abaixo para fazer a instalação automática:
apt://audacity
Se preferir, abra um terminal e use o apt-get:


sudo apt install audacity

Depois de fazer a instalação no seu sistema, me acompanhe no uso do Audacity para criar os toques mp3.

Inicie o Audacity e carregue um arquivo de áudio

Audacity - importar arquivo de audio mp3
Clique para ampliar.

O Audacity suporta vários formatos de arquivos de áudio. No mundo Android, a maioria são MP3 ou OGG.
Algumas versões do Audacity podem estar em português (de Portugal) e, portanto, o menu Arquivo deve estar sob o nome Ficheiro — se você quiser, pode usar um atalho de teclado, para abrir arquivos: Ctrl + o.
Escolha o arquivo de áudio em que você deseja trabalhar e vamos ao próximo passo.

Como cortar um arquivo MP3

Embora o título fale de arquivos em formato MP3, os procedimentos descritos servem para qualquer outro formato.
Localize, no canto superior da tela do Audacity, o botão Play. Com ele é possível iniciar, a qualquer momento a reprodução da música. Tenho certeza de que você não terá dificuldades com isto.
Logo abaixo dos controles, fica a área de edição, que mostra os diversos “momentos” da trilha de áudio, em azul.

Audacity - área de edição de arquivos de áudio
Clique para ampliar.

Se o arquivo de som for estéreo, haverá, pelo menos 2 trilhas de áudio: uma em cima (audio 1) e outra embaixo (audio 2).
Qualquer trecho da trilha de áudio é selecionável — basta clicar em um ponto e arrastar o ponteiro do mouse até outro.
A seleção pode ser feita em qualquer direção: da esquerda pra direita ou vice-versa.
Ao clicar no botão Play, apenas a trilha de áudio selecionada será tocada. Experimente.
Quando você já estiver craque em selecionar trechos da trilha de áudio, selecione a parte que você deseja transformar em toque mp3.
Uma vez selecionado, vá ao menu Editar e selecione a opção Aparar Áudio ou Títulos e, em seguida, Aparar áudio — na versão em inglês, Trim audio.
Com isto, o Audacity remove tudo o que estiver fora da seleção.
O seu toque mp3 já está quase pronto.

Como exportar o seu arquivo de áudio

Audacity - janela de progresso da exportação de um arquivo de áudio em ogg
Clique para ampliar.

Clique em Ficheiro (Arquivo) e, depois, em Exportar
Dê um nome pro seu toque ou ringtone e selecione o formato de gravação. O padrão é OGG e ele funciona bem em smartphones Android — mas nada impede que você use o velho e bom mp3.
Clique em Salvar e pronto. Já pode transferir o seu arquivo pro celular.

Como suavizar o início e o fim do toque

Se você sente que o seu toque poderia iniciar de maneira mais suave e terminar o volume baixando aos poucos, use o recurso Fade in/out, dentro do menu Efeitos.
O Fade in parte do volume 0 até atingir a altura normal. O Fade out parte do volume normal até 0.
Os efeitos são aplicados às áreas selecionadas na trilha de áudio.
Experimente outros efeitos especiais do Audacity em seu arquivo de áudio.
Espero que você tenha bons momentos de diversão — e não esqueça de compartilhar este artigo com os seus amigos, nas redes sociais.

O comando wput em 5 exemplos

O comando wput é uma versão do wget — só que ele faz o contrário: em vez de downloads, o wput faz uploads de arquivos pro servidor FTP, com a mesma eficiência e simplicidade. Se você já usa o wget para agilizar os seus downloads, vale a pena conhecer e usar o wput para fazer os seus uploads.
feat rede network-grayEu incluo o wput entre as ferramentas essenciais para quem trabalha com atualização de páginas na Internet — seja webdesigner ou programador web.
O wput é um cliente robusto para conexões FTP. Trabalha sem a necessidade de interação do usuário e pode rodar em background. Pode subir de um simples arquivo a diretórios inteiros pro servidor.
Se você tem problemas com a estabilidade de suas conexões, o wput foi feito pra você — ele tem suporte a retomada de downloads (resuming), ou seja, ele continua o trabalho, de onde parou.
Você pode, ainda, restringir a taxa de transferência dos arquivos, para evitar sobrecarga na sua rede. Ele é um excelente aplicativo para estar dentro de um script que transfira seus backups de um servidor a outro.

Como usar o wput

A sintaxe do comando é simples e intuitiva. Você deve informar os arquivos ou diretórios que serão enviados, nome do usuário ftp, sua senha, endereço do servidor e o diretório que irá receber os arquivos. Veja um exemplo da sintaxe:

wput arquivos_de_origem ftp://nome_de_usario:senha_de_usuario@meuservidor.com.br/diretorio_destino/

Vamos supor que eu deseje enviar os arquivos da pasta /var/www/html/ para a pasta /public_html, pro servidor fordlandau.net. Veja como fica:

wput /var/www/html/ ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

Note que no exemplo acima, o nome do usuário é a1308311 e sua senha é Grujz437.
Faça um teste, para ver como funciona para você, alterando os nomes para aqueles que se adequam à sua situação.

Verbosidade

Embora eu use o wput para atualizar sites e transferir arquivos de backup, nem sempre sinto necessidade de conferir o que está sendo feito o tempo todo.
Deixar uma janela, em um canto da tela, em um dos monitores, mostrando o upload é uma boa opção. Neste caso, gosto de usar o parâmetro --less-verbose, desta forma:

wput --less-verbose * ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

Use os coringas

Note que o *, no exemplo anterior, significa “todos os arquivos dentro do diretório atual”.
Você pode usar livremente os coringas. Se quiser subir apenas os arquivos PHP, use *.php.
O comando admite a flexibilidade de transferir vários tipos de arquivos, assim:

wput *.php *.html *.css ./includes/*.php ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

Pra quem já está acostumado a usar coringas, é simples assim.

Faça a transferência com mais discrição

Se você não deseja obter qualquer atualização visual do andamento dos uploads, pode usar a opção --quiet e, ainda pode jogar o comando “pros bastidores”, com a opção &, do Linux, ao final da linha de comando. Veja como:

wput --quiet * ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/ &

O wput tem uma opção melhor do que esta, com a opção --background — que joga a execução “pros fundos” e grava os resultados no arquivo de log ./wputlog, onde você pode verificar o que ocorreu (ou está ocorrendo) durante a transferência. Veja um exemplo:

wput --background * ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

A qualquer momento você pode ler o arquivo de log da transferência:

less ./wputlog

Como retomar uploads incompletos

Você pode interromper o envio de arquivos a qualquer momento — basta teclar Ctrl + C — e retomar o trabalho no ponto em que ele parou, mais tarde.
O resuming é o comportamento padrão do wput. Contudo, se quiser, você pode pedir para ele começar o trabalho todo de novo. A opção --reupload faz a transferência dos dados, mesmo que já tenham sido transferidos:

wput --reupload --less-verbose * ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

Limite o uso de banda nos uploads

Para evitar “incomodar” outros usuários e aplicativos na rede, você pode limitar o consumo de banda do wput com a opção de comando --limit-rate.
Se você quiser limitar o uso da banda para 14 mil bytes, pode usar o comando assim: --limit-rate=14K. Veja um exemplo:

wput --limit-rate=15K --reupload --less-verbose * ftp://a1308311:Grujz437@fordlandau.net/public_html/

É importante frisar que o controle do uso da banda é feito pela média do uso. Ou seja, se você estabelecer um limite de 5K e, por conta da lentidão na rede, o wput só conseguir usar 2K, assim que lhe for possível, ele vai usar mais do que o limite de 5K, até restabelecer a média de 5K.
Portanto, não se espante com uma provável oscilação nestes números.

Parâmetros mais comuns de uso do wput

Agora que você já sabe usar o wput, caso precise, pode voltar a esta página e ir direto pra tabela abaixo, onde vou dar uma explicação geral e rápida sobre as opções do comando.

Opção longa Opção curta Descrição
–less-verbose -nv reduz “um pouco” o output do comando, mantendo o usuário informado do básico
–quiet -q desliga a verbosidade do comando. A opção contrária é o --verbose ou -v
–background -b opera “nos bastidores” e guarda as informações, por padrão, no arquivo ./wputlog
–limit-rate -l as duas opções divergem ligeiramente no uso: --limit-rate=tx ou -l tx — em que tx é o valor da taxa acompanhado da unidade, que pode ser K (KiB) ou M (MiB)
–reupload -u ignora a presença dos arquivos já transferidos e os reescreve. Refaz o upload. O padrão do wput, é a retomada no ponto em que parou na última vez e ignorar os arquivos que já foram transferidos e não sofreram alterações
–tries -t em conexões instáveis, com constantes quedas, você pode especificar um número de tentativas para cada transferência malsucedida. O padrão do aplicativo é -1, ou seja, número ilimitado de tentativas

conclusão

Para concluir, eu gostaria de fazer uma nota rápida sobre optar ou não pelo uso da versão “longa” ou curta ao escrever o comando.
Para usar um exemplo, a opção curta de --less-verbose é -nv — ambas fazem a mesma coisa.
O uso da opção curta serve para nos poupar tempo, no dia a dia. Dentro de scripts, contudo, tenha em mente que você pode levar meses ou anos para querer alterar seus códigos. É por isto que usamos comentários nos nossos scripts. O uso da versão mais longa ajuda a entender melhor o código que você escreveu meses atrás.
No final das contas, o uso das versões mais longas tornam a linha de comando autoexplicativa, poupando seus scripts de linhas e linhas de comentários.
Por fim, recomendo dar uma olhada na página do manual do comando: man wput — onde mais informações podem ser encontradas.
Como sempre, sinta-se à vontade para comentar e, se achar que o texto lhe foi útil, compartilhe o conhecimento com outras pessoas.
Divirta-se! 😉