video film tux

Razões para editar vídeos na linha de comando.

Certas situações podem parecer coisa de maluco, quando ouvimos pela primeira vez.
Ao olhar por outra perspectiva, é possível descobrir que fazem mais sentido que inicialmente.

O Linux é um ambiente estável, poderoso e amigável para softwares de edição de vídeo.
Algumas ferramentas de edição GUI (interface gráfica) já foram usadas em produções cinematográficas importantes.

E é comum apenas pensarmos em softwares GUI para realizar este tipo de trabalho. Afinal você “precisa ver o que está sendo feito no seu vídeo”, não é?

Uma das maiores justificativas para se usar o ambiente gráfico é o WYSIWYG (What You See Is What You Get), ou seja, “o que você vê é o que vai obter”.
O meu argumento, neste texto, é que se você já sabe de antemão o resultado do procedimento ou deseja ter várias mídias produzidas simultaneamente e rapidamente, a CLI (linha de comando, terminal) é a melhor resposta.

Nem sempre as ferramentas GUI exibem em tempo real os procedimentos aplicados ao seu trabalho. Além disso, elas podem ser bastante lentas — por que toda a interface gráfica do programa está disputando recursos e tempo de processamento preciosos com as tarefas que você precisa realizar.

Ao exportar um arquivo de mídia, fazendo conversão de formatos, usualmente, a interface fica “congelada” na janela da barra de progresso.

A depender da complexidade da tarefa, todo o seu sistema pode ficar indisponível até a devida conclusão da tarefa.

Se eu preciso citar um caso real, lá vai…

Recentemente eu queria obter um trecho de vídeo em câmera lenta. Só que não sabia se o ideal seria 25%, 50% ou algum outro valor intermediário em relação à velocidade original.

Portanto, eu queria 3 amostras de vídeo — inclusive para enviar pelo Telegram e obter outras opiniões.

Queria também reproduzir todos os 3 vídeos simultaneamente, lado a lado, na minha tela, para analisar e, eventualmente, fazer minha escolha.

Geralmente, para produzir 2 (ou mais) vídeos com velocidades de reprodução variadas, em uma ferramenta gráfica, será necessário fazer um de cada vez.

Neste caso, a CLI permite a abertura de vários terminais e você pode executar as tarefas simultaneamente, cada qual em seu terminal.

Na CLI, o seu sistema dificilmente ficará indisponível, enquanto você converte um ou mais vídeos.

É possível criar scripts ou arquivos em lote (batch files) com as sequências de comandos necessárias.

No final, você pode ter inúmeros resultados para analisar detalhadamente e decidir o que te agrada mais — e, se quiser, apagar o restante.

Não precisa ser radical, claro…

Use as duas metodologias para solucionar seus problemas.
Use a GUI aonde sente que ela pode ser mais produtiva. E use a CLI aonde ela couber melhor.

Às vezes a CLI é apenas o jeito mais divertido de executar o trabalho.
E quando a diversão entra por uma porta, a produtividade sai pela janela… sei como é isso. 🙂

Embora eu faça muito pouca edição de vídeo (e nem sou profissional desta área tão fascinante), os 2 casos que citei são aqueles em que (atualmente) mais uso a CLI: aplicar o slow motion em vídeo e fazer a conversão.

Nestes e em muitos outros casos, a CLI me ajuda a obter rapidamente vários arquivos finais — para que eu possa fazer as minhas escolhas.

Como sugestão final, guarde exemplos de comandos em um arquivo texto, que você possa copiar e colar no terminal — fazendo apenas a substituição dos nomes dos arquivos e dos parâmetros de execução dos procedimentos.

Publicado por

Elias Praciano

Autor de tecnologia (livre, de preferência), apaixonado por programação e astronomia. Fã de séries, como "Rick and Morty" e "BoJack Horseman". Me siga no Twitter e vamos trocar ideias!

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