Minhas 5 razões para usar o KDE.

Eu gosto muito de resolver minhas coisas na interface de linha de comando (ou CLI).
Há vários motivos para isto. Os principais são a flexibilidade dada aos comandos e o poder de realizar mais rápido certos procedimentos complexos.
kde plasma 5
Quando estou escrevendo um tutorial para a web, que tem a pretensão de ajudar outras pessoas a resolver seus problemas, sei que é mais rápido dar a elas uma linha de comando — que pode ser copiada e colada no terminal, com 2 cliques.
O mesmo procedimento, poderia ser um pouco mais demorado através da interface gráfica (ou GUI).
Ainda, assim, não dispenso o uso da GUI, a partir da qual muitas outras tarefas são mais fáceis de realizar — como edição de imagens, vídeos e áudios, só para citar alguns exemplos.
Para ser um power user no Linux é importante dominar os 2 ambientes.
O universo GNU/Linux é repleto de opções, para tudo. Acredite, tem gente que reclama disto.
Dentro do subconjunto das GUI também há muitas opções. Alguns são muito populares — como o KDE, o GNOME, o XFCE, o MATE, o LXDE, o Cinnamon etc.
Sou um grande entusiasta do XFCE, pela sua leveza. Sou fã, também da interface mais enxuta do GNOME.
O KDE sempre foi um ambiente desktop que enche meus olhos e, ainda assim, sempre usei menos do que gostaria.
Este texto, portanto, é sobre as coisas que eu gosto no KDE — fique à vontade para dar a sua opinião nos comentários. Adoraria saber o que você acha (ou não) incrível no KDE.

A integração dos componentes

O KDE é um ambiente desktop completo, fruto de um longo e incansável trabalho de várias equipes, espalhadas pelo mundo.
É por causa do KDE, que o GNOME foi criado. Inicialmente a biblioteca gráfica QT era proprietária e, uma vez que o KDE era baseado nela, muitas pessoas temiam pela sua liberdade. O GNOME foi criado por Miguel de Icaza, baseado em bibliotecas gráficas 100% livres, como contraposição.
Mais tarde, a Trolltech, dona da QT library, tornou sua licença livre.
Se houve uma época em que a rivalidade entre usuários/desenvolvedores entre GNOME e KDE era mais acirrada, hoje colaboram plenamente entre si.

Esta é uma das grandes diferenças entre as rivalidades entre desenvolvedores de software livre e desenvolvedores de software proprietário.
No primeiro caso, os entreveros sempre terminam em colaboratividade e os usuários passam a ter 2 ou mais opções.
No segundo, a briga termina quando uma entidade engole a outra e os usuários ficam sem opções.

O nome do KDE, originalmente era Kool Desktop Environment. Hoje, é K Desktop Environment, apenas.
Kool, quer dizer “legal” e este termo ainda se aplica ao KDE, com toda certeza.
O ambiente é poderoso e flexível — dotado de uma quantidade enorme de possibilidades de configuração.
O KDE é muito bem integrado com aplicações de todos os tipos — não somente com as que compartilham suas bibliotecas.
Entre outros, o aplicativo de gravação de CDs/DVDs Brasero, vai rodar super bem, mesmo tendo sido escrito para o GNOME.

Aparência

Dá para ficar horas brincando de mudar os temas no ambiente de trabalho do KDE Plasma.
O sistema já vem, também, com uma série de efeitos visuais de transição entre janelas e áreas de trabalho.
Quando você não estiver mais satisfeito com o que já tem, pode baixar e instalar fácil um tema novo, um esquema de cores pronto, um tema entre os inúmeros que há, novos e ousados efeitos visuais etc.
A lista de possibilidades de personalização visual continua, com os ícones, widgets, fontes, ponteiros, decorações de janelas etc.
Definitivamente, o KDE é o melhor ambiente para quem deseja impressionar os amigos com a beleza da sua instalação Linux.

Flexibilidade

Acostumado com o GNOME, o XFCE e o Unity (Ubuntu), não dou muita importância aos efeitos visuais — o que não quer dizer que não os acho incríveis.
A maioria dos efeitos visuais eu costumo desligar — exceto o do “cubo” ao alternar entre áreas de trabalho, por que acho-o muito irado.
O que mais me atrai, contudo, é a facilidade de administrar usuários, gerenciar o uso da energia e dos dispositivos de entrada.
Um touchpad com sensibilidade de multitoques é muito mais fácil de configurar no KDE, por exemplo.
Quase todos os dispositivos e itens presentes no seu sistema têm lugar no painel de configurações.
Se você não se dá muito com o terminal, mas gosta de “mexer no sistema”, o KDE é perfeito para você.

Os widgets

Configurar os widgets, presentes na instalação padrão, ou instalar novos é muito fácil no KDE. Ele foi feito para isto.
widgets para tudo, no sistema — monitoramento de dispositivos, do clima, calculadoras, relógios, feeds de notícias, mensagens etc.
Se há um desktop environment que te convida a ter um monitor a mais… é o KDE! Ele aproveita tudo o que é possível da(s) sua(s) tela(s).

O exibicionismo

Tudo isto torna o KDE o ambiente certo para instalar naquele notebook que você leva para viagens, pro trabalho ou para as reuniões.
Todos os efeitos visuais e a estabilidade do ambiente são feitos para mostrar, encher os olhos das pessoas e causar uma boa impressão.
Os amigos que (ainda) não usam Linux vão enlouquecer com tantos efeitos especiais. Principalmente, se o seu notebook não for uma máquina potente.
Não vão acreditar no que ele é capaz de fazer, com tão pouco recurso de hardware.
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Já mencionei a diversão?

Tudo pode melhorar se você tiver uma adaptadora gráfica (GPU) 100% compatível com o Linux.
As possibilidades e efeitos visuais se multiplicarão.
Efeitos, como o Wobbly Windows que faz as janelas dos aplicativos parecerem “gelatina”, ao serem movidas, pedem mais recursos da GPU.
Animações simulando “estilhaçamento”, fading e deslizamento, também são incríveis — mas consomem uma quantidade considerável de recursos do sistema.
O KDE não é o meu ambiente preferido. Mas não consigo falar dele, sem me entusiasmar e sempre volto para ele, depois de passar algumas temporadas em outros ambientes.

Publicado por

Elias Praciano

Autor de tecnologia (livre, de preferência), apaixonado por programação e astronomia.
Fã de séries, como “Rick and Morty” e “BoJack Horseman”.
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