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Introdução ao Systemd e ao Service Manager

A primeira versão do systemd foi liberada em Março de 2010. Seis anos depois, o systemd ainda é relativamente novo para as comunidades de alguns sistemas operacionais. Em outros sistemas operacionais, ele já está presente há mais tempo, contudo.
systemd logo by fedora magazine
Tratando-se de um conjunto de peças feitas, sob medida para os sistemas operacionais GNU/Linux, ele não existe nos BSDs.
Sua função é prover um sistema e um gestor de serviços que roda como PID 1 e é responsável por iniciar o restante de todo o seu sistema operacional.
O systemd tem:

  • capacidades agressivas de paralelização — o que se reflete em um carregamento mais rápido do sistema;
  • Veja neste post, como obter o tempo total que seu sistema demora para carregar, com o systemd.

  • usa ativação socket e D-Bus para iniciar serviços;
  • torna possível iniciar daemons sob demanda e manter registros de processos com o controle de grupos do Linux;
  • mantém os pontos do mount e do automount;
  • implementa uma lógica de controle de serviços elaborada em dependências transacionais
  • etc.

O systemd suporta init scripts baseados em SysV e LSB. Também atua como substituto do sysvinit.
Outras partes do sistema, incluem um daemon de login, utilitários de controle básico da configuração do sistema (hostname, date, locale etc).
A lista segue com outros daemons de gestão básica da rede, de sincronização de hora do sistema, log forwarding e resolução de nomes.

Como se pronuncia e escreve systemd

O programa é software livre — de forma que você pode redistribuí-lo, modificá-lo etc. de acordo com o estipulado pela Free Software Foundation.
Uma vez que tem a concepção de se comportar como um daemon tradicional de sistemas Unix-like, o systemd deve ser escrito deste jeito, mesmo.
Tudo junto e em minúsculas.
Os mantenedores do software recomendam escrever o ‘S’ em maiúsculas apenas no caso de a palavra iniciar uma sentença.

Adoção do systemd entre as distribuições Linux

O projeto foi iniciado por Lennart Poettering e Kay Sievers, em 2010.
Atualmente já inclui dezenas de outros desenvolvedores.
Sempre envolto em polêmica, as principais críticas são de que é complexo e de que sua arquitetura viola os princípio do design de sistemas operacionais Unix-like.
Em 2011, a distribuição Fedora se tornou a primeira das grandes distribuições GNU/Linux a adotar o systemd como padrão.
Em 2012, Patrick Volkerding (Slackware), fez reservas à arquitetura do systemd. De acordo com ele, seu design era contrário à filosofia Unix, no que toca a interconexão entre utilitários que tenham funcionalidades relacionadas.
Embora tenha feito esta crítica e ainda não tenha adotado o sistema, Volkerding não demonstrou estar fechado à possibilidade de fazer a adoção no futuro.
Na comunidade Debian — referência em democracia e em debates internos — a discussão sobre a adoção esquentou entre Outubro de 2013 e Fevereiro de 2014.
Após muitos debates, culminou com votação a favor da implantação do systemd, já no Debian 8 “Jessie”.
Mark Shuttleworth (Canonical – Ubuntu), decidiu seguir o caminho da comunidade Debian, apesar de já ter dito que o systemd é “muito invasivo e dificilmente justificável”.
Atualmente, as discussões ainda são acaloradas.
Algumas distribuições, de menor porte, optaram pela não adoção.
Dentre as grandes, tem surgido iniciativas (forks) no sentido de buscar outras alternativas.

Referẽncias

Conheça algumas das alternativas ao systemd.
https://en.wikipedia.org/wiki/Systemd#History.
https://www.freedesktop.org/wiki/Software/systemd/.

Publicado por

Elias Praciano

Autor de tecnologia (livre, de preferência), apaixonado por programação e astronomia.
Fã de séries, como “Rick and Morty” e “BoJack Horseman”.
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