Linux tux ninja

Como se virar no terminal do openSUSE

Como usar o openSUSE no terminal
A CLI, interface de linha de comando, do openSUSE não é diferente das outras distros GNU/Linux.
Quem usa uma, usa todas.
As diferença sutis ficam por conta de algumas ferramentas específicas de detecção de hardware e de manipulação de pacotes.
Este texto é voltado para iniciantes no Linux, que estejam tendo o seu primeiro contato através da distribuição openSUSE e que queiram saber mais sobre como usar a CLI do sistema.

CLI, quer dizer Command Line Interface ou interface de linha de comando.

Como abrir um terminal no openSUSE

Há várias maneiras de ter acesso a um terminal para poder executar comandos.

  • Use a combinação de teclas Alt+F2 para abrir um pequeno console.
    A partir dele é possível executar um terminal, com um dos seguintes comandos:

    1. gnome-terminal — se você usa o openSUSE com GNOME.
    2. konsole — se você usa o openSUSE com KDE.
    3. xterm — para qualquer caso, este funciona sempre.
  • Use o atalho de teclado Ctrl + Alt + F1 para ir para um terminal puro. Você irá precisar se autenticar novamente para fazer uso dele.
    Para sair dele, dê o comando exit.
    Para voltar ao ambiente gráfico, use o atalho Ctrl + Alt + F7.

Comandos básicos

No terminal use os seguintes comandos para se situar:

  1. O ls exibe uma listagem dos arquivos do diretório atual:
    ls
    .
  2. O pwd exibe o nome/caminho do diretório atual (útil para evitar executar comandos no “lugar errado”, por exemplo):
    pwd
    .

Comandos mais compridos podem ser ‘autocompletados’ com a tecla TAB. Use bastante, para evitar errar nomes complicados de diretórios (pastas) ou arquivos.

Você pode copiar um arquivo de um diretório para outro.
Para dar um exemplo, vou mostrar como usar o comando touch para criar um arquivo, a seguir, mostro como fazer o procedimento:

touch novoarquivo

Se você usar o comando ‘ls -lh’, vai ver que o arquivo já foi criado e se encontra com o tamanho 0.
Para copiá-lo para outro diretório basta usar o comando cp, citar o nome do arquivo e o seu novo local:

cp novoarquivo Documents/

Para verificar o diretório Documents, use o comando ls assim:

ls Documents

Lembra da tecla TAB? Aquela que ‘autocompleta’ os nomes?
Pois é. Na hora de digitar os comandos acima, basta teclar as 3 primeiras letras do nome da pasta Documents e pressionar o TAB.
Se você quiser mover o arquivo, em vez de copiar, use o comando mv, da mesma forma:

cp novoarquivo Documents/

Para remover um arquivo, use o comando rm:

rm novoarquivo

Monitoramento do sistema

Alguns comandos estão sempre presentes no Linux para realizar o monitoramento do sistema.
Conheça alguns deles, a seguir.
Para verificar o espaço livre em disco, use o comando df (disk free):

df
.

Veja, abaixo, um exemplo da saída:

Filesystem     1K-blocks    Used Available Use% Mounted on
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /
devtmpfs         4047564       8   4047556   1% /dev
tmpfs            4054260     128   4054132   1% /dev/shm
tmpfs            4054260    1484   4052776   1% /run
tmpfs            4054260       0   4054260   0% /sys/fs/cgroup
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /.snapshots
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /var/tmp
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /var/spool
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /var/opt
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /var/log
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /boot/grub2/x86_64-efi
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /var/lib/pgsql
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /var/lib/named
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /var/lib/mailman
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /var/crash
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /usr/local
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /tmp
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /srv
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /opt
/dev/sda1       41945088 3769712  36418416  10% /boot/grub2/i386-pc
/dev/sda2      923423196   85624 923337572   1% /home

Para obter uma listagem de mais fácil leitura, use a opção -h:

df -h

Esta mesma opção pode ser usada com o comando free, que exibe informações sobre o uso da memória:

free -h
             total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:          7,7G       2,2G       5,6G       235M       8,4M       1,3G
-/+ buffers/cache:       890M       6,9G
Swap:          10G         0B        10G

Se você quiser ter uma idéia de como os principais processos estão usando os recursos da sua máquina, o tradicional comando top, mostra.
opensuse terminal comando top

Comandos do sistema

Os comandos que seguem, precisam ser executados com privilégios administrativos (superusuário).

É preciso ser muito cuidadoso ao executar comandos com privilégios administrativos — você pode danificar o sistema, se fizer bobagem.

Há duas maneiras básicas para digitar comandos como administrador:

  1. Usando o sudo antes do comando, em questão. Veja um exemplo:
    sudo ls -lah /

    O sistema irá pedir sua senha de usuário, antes de realizar a operação.

  2. Se tornando o superusuário. Para isto digite o comando su e forneça a senha de administrador.

Leia mais sobre as diferenças entre SU e SUDO.


Veja um exemplo de comando para desligar o sistema:

sudo systemctl shutdown

Há outras formas de usar o comando shutdown (inclusive com um temporizador). Leia este post, para saber mais.
Para reiniciar todo o sistema, use o seguinte:

sudo systemctl reboot

Para obter informações sobre o estado do serviço de rede:

systemctl status network

Note que, para saber apenas o estado atual da rede, não é necessário ter privilégios especiais.
Veja um exemplo do resultado:

NetworkManager.service - Network Manager
   Loaded: loaded (/usr/lib/systemd/system/NetworkManager.service; enabled)
   Active: active (running) since Qui 2016-05-12 16:45:12 BRT; 2h 25min ago
 Main PID: 771 (NetworkManager)
   CGroup: /system.slice/NetworkManager.service
           ├─ 771 /usr/sbin/NetworkManager --no-daemon
           └─5694 /sbin/dhclient -d -sf /usr/lib/nm-dhcp-helper -pf /var/run/...

Além do parâmetro ‘status’, é possível usar outros:

  1. stop — para parar o serviço
  2. restart — para reiniciar o serviço
  3. start — para iniciar o serviço

Estas opções permitem lidar com serviços na sessão atual.
Caso você queira desabilitar ou habilitar definitivamente, use (respectivamente) ‘disable’ ou ‘enable’. Veja exemplos:

# para Habilitar o servidor SSH:
sudo systemctl enable sshd

# para desabilitar o serviço de impressão CUPS:
systemctl disable cups

Referências

http://opensuse-guide.org/installpackage.php

Publicado por

Elias Praciano

Autor de tecnologia (livre, de preferência), apaixonado por programação e astronomia. Fã de séries, como "Rick and Morty" e "BoJack Horseman". Me siga no Twitter e vamos trocar ideias!

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