Category — música
Faça backup dos seus CDs de música, em mp3, com o ripit.
O ripit é uma ferramenta em modo texto, de linha de comando, pra ser executada num terminal. Mas não fuja ainda!
É muito fácil usar o ripit. Basicamente, tudo pode se resumir a digitar o comando e dar enter para todas as perguntas (usualmente duas) que ele fizer e ir fazer outra coisa enquanto ele trabalha.
Mas eu não estaria aqui para escrever apenas isto, não é? Tal como muitas ferramentas que podem ser executadas na linha de comando, o ripit é extremamente flexível e oferece um grande poder ao usuário na sua configuração.
O seu arquivo de configuração fica em ~/.ripit/config e é auto explicativo e simples (pra quem sabe inglês). Se você domina o idioma, divirta-se. Tchau!
Se você ainda está aqui é por que deseja que eu facilite um pouco mais as coisas pra você. Vamos a isso!
A lista de comandos que costumo usar com o ripit é a seguinte:
ripit --coder lame --bitrate 320 --lowercase --underscore --verbose 5 --comment "meu backup pessoal" --eject --save
Estas opções têm o seguinte significado:
- –coder lame: pede para usar um determinado codificador. Este aí, gera os arquivos mp3. Se você preferir um formato livre/aberto, pode usar oggenc no lugar de lame. Eu costumo usar mais o oggenc.
- –bitrate 320: define a “qualidade” dos arquivos. O valor 320 é exagerado para a maioria dos casos e vai contribuir para os arquivos de saída se tornarem muito grandes. Contudo, como não temos a intenção de fazer upload deles, mas guardá-los, pode ser interessante usar este valor. Caso queira compartilhar os seus arquivos, use um valor mais baixo. Um bitrate de 128 kbps é ótimo.
- –lowercase e –underscore: fazem com que os_asrquivos_de_saída_tenham_os_seus_nomes_escritos_em_minúsculas e com_palavras_separadas_por_sublinhas.
- –verbose 5: liga o modo “tagarela” do ripit no máximo. Ele vai informá-lo de tudo que estiver fazendo. O nível padrão é 3. Se você não quer saber de nada ou não entende inglês, pode desligá-lo, usando o nível 0.
- –comment “meu comentario”: entre aspas, sinta-se à vontade pra dizer alguma coisa sobre os arquivos.
- –eject: ao final de todo o processo, ejeta o seu CD.
- –save: grava todas estas configurações no arquivo ~/.ripit/config. Assim, na próxima vez em que você executar o ripit, só precisará citar o seu nome. Ele vai buscar o restante das configurações no arquivo.
Desta forma, você pode brincar um pouco com as opções do ripit e gravar no arquivo de configuração as suas opções preferidas. Na próxima vez, o simples comando
ripit
vai resolver o problema.
April 17, 2011 Comments Off