Instale o Telegram para Linux

A versão para desktop do Telegram é uma opção para se comunicar com as pessoas, através do PC ou laptop.
O produto atingiu a versão 1.0 em 12 de Janeiro de 2016. Trata-se de um aplicativo maduro, mas alguns recursos fazem falta para usuários mais avançados.
tela do inicio da instalação do telegram
Se tudo o que você quer é obter as notificações de apps do celular na tela do desktop, sugiro experimentar o Nuntius.

O Telegram desktop é para quem deseja a experiência completa — sem a necessidade de ter que abrir uma janela a mais do navegador para comportar a versão web do app.

Neste texto vamos mostrar como baixar e instalar o pacote Telegram desktop em um sistema Linux — a partir do site oficial.
Só para contextualizar, para escrever este post usei o Debian 9 testingStretch“. Os procedimentos, entretanto, são os mesmos para qualquer versão do Linux.
Abra um terminal e vamos lá!

Como instalar o Telegram do site oficial

Vá até o site https://desktop.telegram.org/ e baixe a versão sugerida.
Se a versão exibida na tela principal do site não for a adequada para o seu caso, clique em “Show all platforms” para ver outras opções.
No meu caso, selecionei a opção oferecida: “Get Telegram for Linux 64 bit“.
baixar instalar telegram desktop 64 bits
Aguarde enquanto se dá o download do pacote tsetup.x.x.x.tar.xz.
Em seguida, vá até a pasta (usualmente ~/Downloads) em que se encontra o pacote baixado e faça a extração do aplicativo:

tar xvf tsetup.1.0.0.tar.xz

Isto é tudo. Se quiser conhecer melhor o comando tar, leia este post.
Já é possível executar o aplicativo com o comando:

Telegram/Telegram 

Opcionalmente, você pode manter os aplicativos em outro diretório mais apropriado.
Eu gosto de manter o Telegram dentro de /opt — tal como o Komodo Edit:

sudo mv Telegram/ /opt/
/opt/Telegram/Telegram 

Para não ter que digitar o caminho completo do aplicativo, toda vez que o for usar, crie um ink simbólico pare ele:

ln -s "/opt/Telegram/Telegram" /usr/local/bin/telegram

Uma outra forma de fazer o download daquele mesmo pacote do Telegram desktop, pode ser através do comando wget. Veja:

wget http://tdesktop.com/linux
# ao finalizar o download,
# descomprima o arquivo:
tar xvf linux
# mova o conteúdo para o diretório /opt (ou qualquer
# outro da sua preferência):
sudo mv Telegram/ /opt/
# crie um link simbólico:
ln -s "/opt/Telegram/Telegram" /usr/local/bin/telegram
# ... e já pode rodar o Telegram do terminal!
telegram &

Como facilitar ainda mais…

Se você prefere dispensar o terminal para executar o Telegram (eu também!!), pode adicioná-lo ao dash ou à área de trabalho. A solução, que segue, se aplica ao GNOME e ao Unity do Ubuntu.
Crie o arquivo ‘.local/share/applications/telegram.desktop’, usando o seu editor favorito.
Em seguida, copie e cole o seguinte conteúdo para dentro dele:

[Desktop Entry]
Encoding=UTF-8
Name=Telegram
Exec=/opt/Telegram/Telegram
Icon=/opt/Telegram/telegram128.png
Type=Application
Categories=Network;

Salve o arquivo e feche o editor.
Não esqueça de adequar as seguintes linhas do arquivo à realidade do seu sistema.

Exec=/opt/Telegram/Telegram
Icon=/opt/Telegram/telegram128.png

Você provavelmente não tem o arquivo de imagem ‘/opt/Telegram/telegram128.png’. Contudo, você pode encontrar vários ícones gratuitos no iconfinder. — eu encontrei o meu aqui.
Faça o download e copie o arquivo de imagem para o local certo, com o nome certo.
Este é o meu exemplo:

sudo mv Downloads/1484683529_telegram.png /opt/Telegram/telegram128.png
_

Depois disso, já é possível encontrar o aplicativo no dash do GNOME ou do Unity.
telegram icon on gnome dash

Uma rápida análise do Telegram para desktop

Como eu disse, lá no começo do post, usuários avançados podem sentir falta de alguns recursos ou detalhes.
A possibilidade de usar negrito ou itálico ainda não está presente (na data deste post) na versão desktop. Quando você quiser usar estes recursos, volte para o telegram web ou o app móvel.
telegram markdown language support
Os desenvolvedores ainda estão trabalhando no suporte ao markdown.
os robôs (que eu gosto de usar) estão todos presentes, até onde percebi.

Como alterar facilmente o tamanho de uma partição do seu sistema Linux

Em qualquer distro Linux é possível alterar o tamanho de suas partições no HD ou SSD, com o sistema em uso — ou seja, sem a necessidade de formatar dispositivo algum.
Qualquer que seja o seu objetivo – aumentar ou diminuir o tamanho – tudo o que você precisa é de um dispositivo inicializável, com Linux dentro — pode ser um pendrive, um CD/DVD etc.
O procedimento descrito, a seguir, foi realizado com uma distro Live Ubuntu. Mas você pode fazer o trabalho com qualquer outra.
Os Live CD costumam ter sempre um aplicativo de particionamento, para facilitar a divisão e organização dos dispositivos no ato da instalação.

No nosso exemplo, vamos usar o GParted, presente no Ubuntu.
Trata-se de um pacote de aplicativos GUI para editar partições, além de ser um frontend para vários outros aplicativos CLI Linux.
Se achar necessário, leia como gravar linux em um pendrive, para conhecer alguns métodos de como criar rapidamente um drive inicializável flash com a sua distro favorita dentro.


Vale ressaltar que os procedimentos relatados, neste artigo, podem danificar seu sistema de arquivos e causar perdas irreversíveis de dados.
Faça tudo com atenção, cuidado e (muito importante) tenha o backup sempre em dia.

Comece dando boot pelo CD ou pendrive recém criado

Com o sistema (do CD ou drive flash) no ar, você já poderá realizar os procedimentos sobre as partições do seu disco, com um mínimo de segurança.
Em alguns casos, pode ser necessário indicar no BIOS do sistema que você deseja inicializar a partir de um dispositivo USB.
Entre no modo Live de uso do do ubuntu (pule as opção de instalação) e, a partir do dash, encontre o “gparted”.
ubuntu gparted particionamento

Redimensionamento do disco com o GParted

As partições presentes no seu sistema serão apresentadas na tela principal do GParted.
A maioria dos sistemas de arquivos (inclusive o NTFS) pode ser redimensionada.
O SWAP também pode ser — mas você terá que desmontá-lo antes.
gparted debian ubuntu
Para ter acesso ao painel de redimensionamento, clique com o botão direito sobre a partição que você deseja alterar e selecione a opção Redimensionar.
gparted redimensionar tamanho da partição.
Dentro do painel de redimensionamento, você pode arrastar as bordas da partição ou indicar os novos valores de tamanhos que ela deve ter.
Você pode também criar novos espaços vazios, ao indicar o ponto a partir do qual a partição deverá iniciar.
Os espaços vazios, podem ser usados para conter novas partições, se você quiser.
Quando terminar de usar o GParted, Clique no menu principal GParted ou no botão de “aplicar” as alterações. As teclas “Ctrl + Enter”, também podem ser usadas para aplicar as alterações.
Se quiser desfazer alguma última operação, pressione “Ctrl + Z”, para desfazer a última.
Seja cuidadoso e (nunca é demais lembrar…) mantenha seus backups sempre em dia!

Como gravar Linux em um pendrive

Há várias maneiras de gravar o Linux em um flash drive ou pendrive, para ser executado posteriormente.
Mesmo tendo ele instalado em todos os meus laptops, também tenho alguns outros pendrives rodando algumas das minhas distribuições favoritas (ou necessárias).

O Tails é, na minha humilde opinião, a distribuição GNU/Linux mais indicada por quem deseja/precisa navegar na Internet com privacidade — Na sua casa, na dos amigos ou no cibercafé, o Tails oferece mais garantias de que a sua passagem por sites de bancos, governamentais, adultos etc. não será rastreada.
É o que faz dela uma das melhores distribuições para se ter em um (pen)drive portátil.

Outras distros são ótimas para quem trabalha com suporte técnico, pois permitem acessar todo o hardware do computador e fazer um diagnóstico mais preciso e, possivelmente, resolver problemas.
Em relação à mídias, como CD, DVD ou Bluray, o uso de uma mídia flash oferece várias vantagens — como a velocidade, a possibilidade de gravar várias outras vezes e poder ter um espaço para armazenar, dentro dele, seus arquivos pessoais.
Por fim, ter o Linux em um flash drive é uma das formas mais simples de instalar o sistema do pinguim em outros computadores ao seu redor.
Segue alguns dos métodos que eu mais uso para instalar Linux em pendrives ou cartões de memória flash (quando é possível dar boot com eles). Escolha o seu:

  1. Como instalar Ubuntu no pendrive
  2. Como criar um pendrive bootavel com Linux, usando unetbootin — tem a vantagem de fazer o download da sua versão Linux preferida e te entregar um pendrive pronto, ao final do processo. Vale experimentar.
  3. Como instalar o Linux em um pendrive com o comando dd — se você não tem medo da CLI (linha de comando), este pode ser o método mais simples, rápido e seguro.
  4. Como criar um pendrive bootavel com o openSUSE.
  5. Via Windows — há vários aplicativos para Windows que facilitam a instalação do Linux em um pendrive.
    Este é o único caso que eu não testei (não uso Windows há mais de 10 anos) e portanto continuo não sabendo como as coisas funcionam (ou não) por lá.
    Entretanto, fiz uma tradução livre do site Pendrive Linux e a postei em Como instalar Ubuntu em um pendrive via Windows. Faça o teste e nos conte como foi!

Os artigos contém links para outros textos ou tags do site, que podem ajudar a entender melhor um ou outro assunto específico.
Você usa algum outro método? Prefere fazer de outro jeito? Conte para a gente, nos comentários.

Como ajustar a taxa de repetição de teclas no Linux

Muita gente conhece o caminho para ajustar as taxas de repetição de teclas e o tempo de espera, antes de começar a repetição, na interface gráfica (GUI).
Esta possibilidade está presente também para quem está usando um terminal.

Se você não tem acesso a uma GUI, neste momento, vou mostrar como ajustar os seguintes valores, no terminal:

  • Typematic Rate — velocidade de repetição das teclas – em cps (caracteres por segundo)
  • Delay — o tempo de espera, depois que a tecla é mantida pressionada, para começar a repetição – em ms (milésimos de segundo)

O comando a ser usado é o kbdrate e ele pode ser digitado, sem qualquer parâmetro ou opção, no teclado. Neste caso, ele irá mostrar apenas as configurações atuais:

kbdrate

Typematic Rate set to 10,9 cps (delay = 250 ms)

Não esqueça: em algumas distribuições GNU/Linux, pode ser necessário rodar o comando com privilégios administrativos.
Em alguns sistemas, este comando irá também resetar seus valores para o padrão: 10.9 cps/250 ms.
Se quiser usar o aplicativo dentro de um script do sistema e não quiser também que ele dê algum retorno, use a opção ‘-s’ (silent):

kbdrate -s

Os outros parâmetros ajustáveis são:

  • -r — ajuste da taxa de repetição ou rate. Em sistemas baseados em processadores Intel, os valores possíveis variam entre 2.0 e 30.0 cps.
    Ainda, dentro desta faixa, apenas alguns valores são aceitos e o programa irá selecionar o valor válido mais próximo do que você digitou.
    Os valores aceitos são: 2.0, 2.1, 2.3, 2.5, 2.7, 3.0, 3.3, 3.7, 4.0, 4.3, 4.6, 5.0, 5.5, 6.0, 6.7, 7.5, 8.0, 8.6, 9.2, 10.0, 10.9, 12.0, 13.3, 15.0, 16.0, 17.1, 18.5, 20.0, 21.8, 24.0, 26.7, 30.0.
    De acordo com o manual do kbdrate, em sistemas SPARC-based, a faixa de valores aceitos se estende a 50 cps.
  • -d — ajuste do delay ou tempo de espera até começar a repetir, em milissegundos.
    Em sistemas Intel, os valores aceitos vão de 250 a 1000 ms (“pulando” de 250 em 250).

Se quiser ajustar a taxa de repetição para 24 caracteres por segundo, com um delay de 250 milissegundos, use o seguinte comando:

kbdrate -r 24 -d 250
Typematic Rate set to 24,0 cps (delay = 250 ms)

A documentação adverte que nem todos os teclados são suportados ou suportam todas as taxas. Você vai ter que testar, portanto.
O meu teclado Dell KM 632 não aceitou adequadamente todas as configurações do kbdrate, para citar um exemplo.
Me conte, nos comentários, como o comando funcionou para você.

Como instalar a ferramenta de gestão de pacotes Python, PIP

O pip é um sistema usado para instalar e gerenciar especificamente pacotes de softwares desenvolvidos em Python.
Além dos milhares de pacotes disponíveis no repositório oficial da sua distro favorita, você pode encontrar um número crescente de pacotes dentro do PyPI, ou Python Package Index.

Você usa o pip para instalar aplicações escritas para a série Python2 (Python 2.7.9 em diante) o pip3 para instalar as que foram projetadas para usar os recursos mais avançados do Python 3.4 em diante.
python logo
Leia também o nosso Guia de uso do pip.

Como instalar o pip no Linux

Se você já tem o Python, versão 2.7 ou 3.4 instalado, o pip já pode estar presente no seu sistema — se você baixou e instalou uma destas versões do Python a partir do python.org, então está.
— Neste caso, pule para o tópico da atualização, mais embaixo.
Caso contrário, faça o download do instalador:
https://bootstrap.pypa.io/get-pip.py.
Se preferir, faça o download com o wget, a partir do terminal:

wget https://bootstrap.pypa.io/get-pip.py

Em seguida, execute o instalador, invocando o interpretador Python (com privilégios administrativos):

python get-pip.py

Adicionalmente, você pode instalar a versão Python3 do pip, assim:

python3 get-pip.py 

Caso você faça a instalação adicional da versão python3, o pip padrão do seu sistema irá rodar nesta versão.
Novamente, não esqueça de usar privilégios administrativos para executar os comandos de instalação/update.
No meu sistema, foram baixadas e instaladas as seguintes versões do pip:

ls -1 /usr/local/bin/pip*
/usr/local/bin/pip
/usr/local/bin/pip2
/usr/local/bin/pip2.7
/usr/local/bin/pip3
/usr/local/bin/pip3.5

Para não fazer confusão, digite o nome do pip e versão específica que deseja executar. Por exemplo:

  • use pip2, para instalar aplicações desenvolvidas para Python2
  • use pip3, para instalar aplicações desenvolvidas para Python3

Ou use a versão padrão apenas.
Use a opção ‘–version’ para saber exatamente do que se trata:

pip --version
pip 9.0.1 from /usr/local/lib/python3.5/dist-packages
 (python 3.5)

Como atualizar o pip

Uma vez instalado, você precisa se certificar de que está usando a versão mais recente do instalador.
Para isto, faça a atualização na linha de comando:

pip install -U pip

Para saber mais, leia também o Guia de uso do pip.

Use o Nuntius para compartilhar as notificações do celular Android com o notebook.

Com o aplicativo Nuntius, é possível compartilhar notificações entre dispositivos Android e o seu PC/laptop via Bluetooth ou rede local.
Neste texto, vou mostrar como instalar no seu laptop/desktop e no smartphone, para permitir a comunicação de mensagens entre eles.

Para isto, use o aplicativo Nuntius para entregar as notificações recebidas no seu aparelho Android (celular, tablet etc) no desktop/notebook através da rede local (LAN) ou Bluetooth.

Para usar toda a funcionalidade do aplicativo, será necessário parear seus dispositivos via Bluetooth.
Será necessário, também, reiniciar sua sessão no GNOME para dar início ao aplicativo.
A solução é semelhante a oferecida pelo KDE Connect — embora não seja tão madura.

Como instalar o Nuntius no Linux

opensuse zypper search nuntius screenshot
Use o comando ‘zypper search’ para encontrar pacotes de software no openSUSE.

No Debian, Ubuntu e derivados, instale o Nuntius a partir dos repositórios oficiais, usando o apt:

apt update
apt install nuntius

No OpenSuSE, instale com o Zypper:

zypper install nuntius

Quem usa o Fedora, instale com o dnf:

dnf install nuntius

Não esqueça que o processo de instalação exige privilégios administrativos. Use o sudo ou o su, onde for necessário, portanto.

Como instalar o Nuntius no Android

O aplicativo está disponível no Google Play Store e no F-Droid:

O nome do aplicativo

O nome Nuntius e o logo do aplicativo fazem referência a uma função (ou um cargo) em Roma. O nuncio corresponde a diplomata eclesiástico. Carregar mensagens importantes entre as altas autoridades da Igreja Católica é uma das suas incumbências.
Entre suas várias funções, o nuncio serve de ligação entre a Igreja e a Santa Sé e supervisiona o episcopado diocesano.
Se tiver interesse, você pode obter informações mais aprofundadas sobre o tema na Wikipedia.

Como configurar o aplicativo no Android

Os desenvolvedores declaram, na documentação, terem testado o Nuntius nas seguintes condições:

  • Bluetooth versão 2.1
  • Android versão 4.3 (API 18)

Certifique-se de ter, pelo menos, estas versões.
O software ainda se encontra em estágio inicial de desenvolvimento. Portanto, se tiver problemas, qualquer informação que puder ser dada na página oficial do app (link no final do texto) será bem vinda.
nuntius options
Para saber as versões do Bluetooth em execução nos seus aparelhos, leia este artigo.

Como configurar no PC

Depois de instalar o aplicativo, recomenda-se reiniciar a sessão do ambiente desktop. Se achar melhor, reinicie todo o sistema.
Depois de reiniciado, o Nuntius será automaticamente carregado. Você pode conferir isto com o comando ps:

ps aux | grep nuntius

justinc+  1182  0.0  0.2 416352 20136 ?        Sl   09:03
   0:00 /usr/bin/nuntius --gapplication-service
justinc+ 23619  0.0  0.0  12784   980 pts/1    S+   17:19
   0:00 grep nuntius

nuntius and gnome

Como resolver problemas no PC

Depois de parear os 2 dispositivos, você ainda pode ter dificuldades de comunicação entre eles.
A documentação oficial recomenda estes passos, na configuração do bluetooth do seu notebook.
No terminal, execute o programa bluetoothctl e rode os comandos:

  • agent on
  • default-agent
  • trust endereco-mac-do-bluetooth-do-celular

Veja o meu exemplo:

bluetoothctl 
.

O celular em que estou trabalhando para este artigo é o “ChibaCity”, abaixo:

[NEW] Controller A4:02:B9:13:96:47 inspiration [default]
[NEW] Device F4:F5:24:B8:EF:0G ChibaCity
[NEW] Device 9C:E6:E7:D6:17:54 Flavinha
[CHG] Device F4:F5:24:B8:EF:0G ServicesResolved: yes
[CHG] Device F4:F5:24:B8:EF:0G Connected: yes

[bluetooth]# agent on
Agent registered

[bluetooth]# default-agent 
Default agent request successful

[bluetooth]# trust F4:F5:24:B8:EF:0G
[CHG] Device F4:F5:24:B8:EF:0G Trusted: yes
Changing F4:F5:24:B8:EF:0G trust succeeded

[bluetooth]# 

Recomendo a leitura dos sites, citados abaixo, na sessão de referências, caso você ainda tenha alguma dúvida ou dificuldade de conexão.
Boa sorte!

Referências

https://github.com/holylobster/nuntius-linux

Como configurar o cache do mplayer

O mplayer é o tocador de vídeos CLI mais usado e mais presente nas principais distribuições Linux.
Se você tem este player instalado e gostaria de obter um melhor desempenho, com o uso do cache, saiba que é possível fazer este (e vários outros) ajuste(s), a partir dos arquivos de configuração do aplicativo.
mplayer configuration cache file
No Debian (testei na versão 9), os arquivos de configuração do mplayer ficam na sua própria pasta, no seu diretório padrão.
Para dar uma olhada no seu conteúdo, use o comando less:

less ~/.mplayer/gui.conf

Antes de prosseguir, sugiro fazer uma cópia de segurança do arquivo:

cp ~/.mplayer/gui.conf ~/

Se algo der errado, você não precisa se lembrar de todas as alterações feitas — pode, simplesmente, voltar à configuração original e começar a brincadeira de ajustes de novo.
Por fim, abra o arquivo, direto, com o seu editor favorito:

nano ~/.mplayer/gui.conf

A configuração do cache pode ser feita nestas 2 linhas do arquivo de configuração:

A primeira linha liga o cache; a segunda, define a quantidade de memória (em bytes) a ser usada pelo recurso.
Simples, não é?

Acompanhe o consumo de energia de cada programa no seu sistema com o aplicativo powertop

Cada aplicativo em execução no seu sistema, consome a carga da sua bateria.
Podem ser programas que já são parte do sistema operacional, tais como o Firefox, o LibreOffice etc.
O powertop permite saber qual software está consumindo mais energia no seu sistema.

Além disto, ajuda a fazer ajustes para otimizar o consumo e proporcionar um tempo maior de uso entre uma recarga e outra.

O aplicativo é estável e possui boa parte de sua documentação já traduzida para português, veja:

# para usuários Debian/Ubuntu
apt show powertop

A descrição (resumida) do aplicativo, segue abaixo:

Description: diagnóstico de problemas com gerenciamento e consumo de energia (power)
 PowerTOP é uma ferramenta do Linux para diagnóstico de problemas com
 gerênciamento e consumo de energia. Adicionalmente para ser uma ferramenta
 de diagnóstico, o PowerTOP também tem um modo interativo que você pode usar
 para experimentar com várias configurações de gerênciamento de energia para
 casos onde a distribuição Linux não habilitou estas configurações.
 .
 PowerTOP relata quais componentes no sistema estão mais sujeitos a consumir
 mais energia do que o necessário, variando entre os aplicativos de software
 para componentes ativos no sistema. Telas detalhadas estão disponíveis para
 o 'CPU C' e 'P states', atividade de dispositivos e atividade de software.

No OpenSUSE, resultado semelhante será obtido com o seguinte comando:

zypper show powertop

Como instalar o powertop no Linux

Se você usa o Debian, Ubuntu ou outra distro baseada nestas, use o apt, para instalar o powertop:

sudo apt update
sudo apt install powertop

Usuários do openSUSE, podem usar o zypper:

sudo zypper update
sudo zypper install powertop

É sugerido (opcional) instalar, ainda, o pacote cpufreq, para obter melhores estatísticas e mais capacidade de manuseio do sistema.

Como ajustar o powertop

Após a instalação, recomenda-se reiniciar o computador.
Depois, calibrar as leituras obtidas a partir da bateria, com o seguinte comando:

sudo powertop -c

O procedimento de calibragem leva, aproximadamente, 15 minutos.
O sistema irá desligar a tela algumas vezes e você ficará impedido de fazer qualquer atividade no seu laptop durante todo o processo .
Isto é normal. Pegue um café e espere.
Quando o processo tiver terminado, um relatório em HTML pode ser obtido com o seguinte comando:

sudo powertop --html=desempenho.html

Acima, usei o nome ‘desempenho.html’, mas use o que quiser.
Para abrir o arquivo dentro do seu navegador preferido, basta citar o nome dele:

firefox desempenho.html

powertop linux
As estatísticas do upower podem ser encontradas em ‘/var/lib/upower/’:

sudo ls -lah /var/lib/upower/history-*
-rw-r--r-- 1 root root 29K dez 14 18:09 /var/lib/upower/history-charge-DELL_7P3X953I-43-0948.dat
-rw-r--r-- 1 root root 14K dez 14 18:09 /var/lib/upower/history-rate-DELL_7P3X953I-43-0948.dat
-rw-r--r-- 1 root root 18K dez 14 18:09 /var/lib/upower/history-time-empty-DELL_7P3X953I-43-0948.dat
-rw-r--r-- 1 root root 19K dez 14 18:09 /var/lib/upower/history-time-full-DELL_7P3X953I-43-0948.dat

Se você quiser dar um reset nas estatísticas, remova estes arquivos:

sudo rm /var/lib/upower/*

Alguns fabricantes (System76) recomendam – caso o indicador do ciclo de carga da bateria esteja impreciso – remover as estatísticas (com o comando acima).
Depois deste procedimento, após alguns ciclos completos de cargas/descargas as informações voltarão a ser mais exatas.

O pacote i8kutils traz um kit de utilitários para notebooks Dell

Pensado para o hardware feito e comercializado pela Dell, o i8kutils é um pacote de softwares com alguns pequenos programas que podem ser bastante úteis para quem usa o Linux em um laptop Dell.
Para escrever este post, testei os softwares do pacote em uma máquina Inspiron 5448.
As ferramentas funcionam em conjunto com os applets de monitoramento de sensores mate-sensors-applet e sensors-applet, que mostram leituras dos sensores do hardware no painel do Mate e do GNOME, respectivamente.
O kit, desenvolvido por Massimo Dal Zotto, é composto das seguintes ferramentas:

  1. i8kbuttons — monitora o status das teclas de função (Fn) em laptops Dell Inspiron.
  2. i8kctl e i8kfan — são utilitários de acesso às informações do SMM BIOS e da tabela DMI.
  3. i8kmon — é a ferramenta de monitoramento do sistema, que oferece informações sobre temperatura, ventoinhas (fans) etc.

Inicialmente, a ferramenta era destinada apenas a controlar os fans de laptops Dell.
Atualmente, a coleção de utilitários inclui programas auxiliares para obter e fornecer o status do sistema ao usuário, bem como ler dados sobre a temperatura das CPUs, a versão do BIOS e permitir a manipulação das teclas de função (Fn-keys).
O pacote inclui, ainda, um pequeno applet, escrito em Tk, projetado para se integrar ao painel do GNOME.
Ele tem a função de monitorar a temperatura da CPU e controlar automaticamente as ventoinhas dentro dos limites determinados pelo usuário.
O programa requer a instalação do módulo do kernel i8k.ko, que que pode ser compilado a partir dos fontes, presentes no pacote.
Se você usa o kernel Linux 2.4.14, ou superior, o módulo já estará integrado.
Para instalar o pacote i8kutils, no Debian ou no Ubuntu, use o apt:

sudo apt install i8kutils

Ele entra em funcionamento, após a instalação, sem intervenção posterior.

Como carregar o módulo i8k

Você pode verificar se o módulo foi ou não carregado no kernel, com o comando lsmod:

sudo lsmod | grep -i --color dell

O nome do módulo é do primeira linha, abaixo:

dell_smm_hwmon         16384  0
dell_rbtn              16384  0
rfkill                 24576  8 bluetooth,dell_rbtn,cfg80211

Se ele não estiver lá, use o comando modprobe para carregá-lo:

sudo modprobe -vf i8k
insmod /lib/modules/4.8.0-1-amd64/kernel/drivers/hwmon/dell-smm-hwmon.ko 

Agora, verifique novamente, com o lsmod, se o módulo foi carregado.

Conclusão

O pacote não é uma novidade e já faz parte, há várias versões, dos repositórios oficiais Debian e Ubuntu.
Não há razões para desconfiar da segurança de um software que já está aí, há um tempo bem razoável — ainda assim, use-o por sua própria conta e risco.
O sistema de arrefecimento do computador é parte vital do sistema. Sem não estiver funcionando adequadamente, danos de hardware, irreversíveis, podem ser causados ao sistema.
A Dell não contribui com o projeto — nem mesmo com documentação.
Se você não ficar satisfeito com o desempenho do i8kutils para controlar o funcionamento excessivo dos fans, desinstale-o e experimente o pacote thermald, para controlar a temperatura do sistema.
Veja mais informações, na seção de referências, abaixo.

Referẽncias

https://github.com/vitorafsr/i8kutils.
https://launchpad.net/i8kutils.

Como instalar um compilador COBOL no Linux

O COBOL está, provavelmente, bem longe de ser uma linguagem de programação extinta.
Nunca fui programador COBOL, mas já tive contato com programas e código-fonte escritos nesta linguagem — que nunca me pareceu difícil de entender e aprender, digo de passagem.
No Linux, qualquer programador de COBOL pode se atendido com compiladores — que podem ser baixados e instalados rapidamente dos repositórios da sua distro favorita.
No Debian (versão 9, aqui!) é possível encontrar pacotes voltados para o COBOL, com o comando ‘apt search’:

apt search cobol

O comando acima, funciona no Ubuntu e em qualquer outra distribuição baseada no Debian.
Usuários do openSUSE, podem usar o zypper:

zypper search cobol

Para instalar o compilador open-cobol, no Debian e Ubuntu, use novamente o apt:

sudo apt install open-cobol

No openSUSE, você pode usar o ‘zypper install’ ou o oneClick install.
Não se preocupe se o nome exibido for GNU-Cobol — este é o novo nome do open-cobol, na verdade.
opensuse oneclick install cobol
Usuários Red Hat ou Fedora podem instalar o pacote com o yum:

yum install open-cobol

Para obter a versão instalada, use o parâmetro ‘–version’:

cobc --version
cobc (OpenCOBOL) 1.1.0
Copyright (C) 2001-2009 Keisuke Nishida / Roger While
Built    Mar 01 2014 13:11:28
Packaged Feb 06 2009 10:30:55 CET

Esta versão pode produzir binários compatíveis com até 6 dialetos da linguagem. Veja como obter a lista de dialetos:

cat cobc.help | grep -i '<dialect>' -A7
  -std=<dialect>        Compile for a specific dialect :
                          cobol2002   Cobol 2002
                          cobol85     Cobol 85
                          ibm         IBM Compatible
                          mvs         MVS Compatible
                          bs2000      BS2000 Compatible
                          mf          Micro Focus Compatible
                          default     When not specified