Como postar fotos do PC direto no Instagram, com o Google Chrome

Nada proporciona mais conforto para editar suas imagens que um desktop PC com uma tela bem grande.
Mesmo possuindo câmera com acesso a Internet, muitos fotógrafos, profissionais ou não, preferem ver o resultado detalhado e, ainda, trabalhar um pouco nele, antes de postar nas redes sociais.

Quem prefere fotografar no formato RAW, atualmente, não tem outra opção senão passar primeiro pelo PC, pelo menos, para converter suas imagens para JPEG.
Para satisfazer estas e outras necessidades, há vários métodos para enviar suas fotos do PC ou do laptop direto para o Instagram.
Alguns programas de edição tem opções de menu para realizar esta tarefa com um clique. Mas, e quando não tem?!
É para estes casos que escrevi este post.

Eu uso Linux (Debian 10), com o programa de manipulação de imagens GIMP.
Infelizmente, o GIMP ainda não tem um plugin para realizar esta tarefa específica.
Mas, se você usa o navegador Google Chrome, pode ligar a opção específica de exibição para acessar a rede social como celular ou tablet.
O procedimento é simples e pode ser feito em 3 passos.

O primeiro passo do procedimento, que consiste em entrar no modo incognito do navegador, é opcional.
google chrome incognito mode

O modo incógnito proporciona um jeito rápido de retornar o navegador à sua configuração anterior — quando terminar de enviar as fotos, basta fechar a janela.

  1. Abra o navegador no modo incognito/privativo com a combinação de teclas Ctrl + Shift + N
  2. Em seguida, clique no ícone da barrinha de menu, no canto superior e à direita do navegador.
    Clique em Mais ferramentas e, depois, em Ferramentas do desenvolvedor.
    Google Chrome Ferramentas do Desenvolvedor
    No painel de “Ferramentas do desenvolvedor”, localize o botão de ajuste de tela do dispositivo.
    Clique nele, para ativar o modo de exibição de tela do celular.
    modo desenvolvedor no Google Chrome
  3. Agora, basta ir para o endereço https://www.instagram.com, para usar o Instagram dentro do seu navegador

Como dicas adicionais, você pode ir mais rápido se usar as teclas de atalho: Ctrl + Shift + i, seguida de Ctrl + Shift + M.
Se quiser, tecle Ctrl + Shift + i, mais uma vez, para esconder o painel direito (com o código da página) — e ficar com uma visão mais limpa.
postar fotos no instagram

Com este procedimento simples, já é possível editar suas imagens no desktop e, de lá mesmo, subir suas fotos para as redes sociais.

Configure os repositórios no Debian testing para baixar e usar o Firefox beta

Se você não está satisfeito(a) com a versão do Firefox presente no seu sistema Debian… bem vindo(a) ao clube!
Estou usando a versão “testing” do Debian 10 Buster e não fiquei satisfeito com o Firefox-ESR, presente na distro.

O ponto forte da edição ESR é a estabilidade do navegador. Ele é, simplesmente, à prova de balas.
Mas eu gosto de usar também a versão Beta ou Nightly. Clique aqui, para saber as diferenças entre elas.

Vou mostrar como configurar o seu sources.list para obter a versão mais atual (experimental) do Firefox, no Debian “testing”.
Se você usa outra versão do Debian, por favor leia este artigo.
Tenha em mente que este tipo de alteração pode comprometer a segurança do seu sistema.
Se preferir usar apenas uma versão do navegador, remova a atual:


sudo apt remove firefox-esr

Agora edite o arquivo /etc/apt/sources.list, incluindo a seguinte linha ao final:

deb http://http.debian.net/debian experimental main

Em seguida, atualize o repositório:


sudo apt update

e instale o navegador:


sudo apt install -t experimental firefox

Agora, já é possível usar a nova versão do Firefox.

Referências

http://mozilla.debian.net/.

Instale o Darktable para trabalhar profissionalmente com suas fotos

Como mesa de luz e sala escura virtual para fotógrafos, o Darktable gerencia seus negativos digitais em uma base de dados e, ainda, permite que você as veja por uma mesa de luz com zoom.

O programa trabalha com imagens “brutas” ou “cruas” (RAW), com opções de edição.
Dispõe, ainda, dos modos mapa para geotagging, tethering, impressão e show de slides.
O Darktable suporta a maioria das câmeras modernas — a melhor maneira de descobrir se a sua funciona é experimentar.

Junto com o Shotwell, o GIMP e o RawTherapee, o programa ajuda a compor uma máquina voltada ao uso profissional de um fotógrafo.
“A interface é construída usando cache eficiente de metadados de imagens e mipmaps, todos armazenados numa base de dados.”
Mesmo que a imagem ainda não tenha sido carregada completamente, em sua máxima resolução, o usuário já pode começar a interagir com o que já estiver apresentado na tela.

O Darktable tem recursos de edição não destrutiva e opera apenas sobre os buffers e não sobre as imagens propriamente.
Na exportação, as edições são gravadas na imagem, para ser salva em disco.

A interface é escrita em gtk+/cairo com o uso de banco de dados sqlite3.
Tem suporte a HDR (High-Dynamic Range), bem como a formatos e arquivos populares, como o JPEG.
O carregamento das imagens brutas fica por conta do rawspeed.

O Darktable é indicado para uso de fotógrafos profissionais, para imagens científicas e saída de renderizadores.

Instalação do Darktable

Se você usa Windows, pode encontrar o instalador aqui: https://github.com/darktable-org/darktable/releases/download/release-2.4.1/darktable-2.4.1-win64.exe.

As principais distribuições Linux tem a versão estável disponível nos seus repositórios.
Portanto, o aplicativo pode ser encontrado na “loja de apps” da sua distro GNU/Linux favorita.

darktable linux install

Se preferir instalar pela CLI, abra um terminal e digite (Debian/Ubuntu):


sudo apt install darktable

darktable linux

Tipos de arquivos mais comuns para usar na exportação do GIMP

Ao gravar uma imagem, é necessário selecionar o formato do arquivo que vai armazenar seu conteúdo.
A escolha do formato deve se guiar pelas requisições da imagem, pelo seu tipo e pelos objetivos que você deseja alcançar.

Neste post, vou falar dos formatos mais comuns — e não todos os suportados pelo GIMP.

O XCF como padrão nativo do GIMP

Painel de exportação de arquivos do GIMP

O XCF foi criado para comportar imagens com diversas camadas, no GIMP.
Ele é recomendado também para guardar as imagens nas quais você ainda está trabalhando, ou seja, que ainda não tiveram sua edição finalizada.
Tem suporte a 16.78 milhões de cores (24 bits de profundidade), a animações e HDR (High Dynamic Range).

XCF é abreviatura para eXperimental Computing Facility.
Como padrão, o GIMP grava as informações comprimidas sob um algoritmo RLE, mas pode usar também outros mais sofisticados, como o bzip2.
O XCF é suportado por dezenas de outros programas e usado por sites como Wikimedia Commons.

Usa um método de compressão lossless, tal como o padrão de áudio FLAC.
Em outras palavras, comprime as informações do arquivo sem causar perda de dados.
De acordo com Klaus Gölker, autor de GIMP 2.8 For Photographers, o formato pode resultar em arquivos 30% menores que arquivos PSD.

Infelizmente, é muito difícil poder usar este padrão para postar imagens nas redes sociais, onde os mais aceitos são o JPG, PNG e GIF (de que vamos falar mais pra frente).
O XCF é a primeira opção de gravação quando a imagem em questão não será compartilhada, por armazenar uma maior quantidade de informações e preservar toda as suas características originais.
Se você tem a intenção de usar o GIMP em conjunto com outros programas proprietários (como o Photoshop), prefira usar o PSD como formato de arquivo.

Para gravar imagens em XCF, basta pressionar Ctrl + S (^S) ou, para salvar com o outro nome, Ctrl + Shift + S.
Outros formatos de arquivos, devem ser exportados. Para isto use as teclas Ctrl + Shift + E.
Estas opções estão disponíveis no menu Arquivo, se preferir usar o mouse.

Arquivos PSD no GIMP

Este é o padrão nativo do Photoshop (PhotoShop Document).
Não há problema algum em usar este formato como padrão no GIMP. Se você costuma fazer uso dos 2 editores, talvez seja mais cômodo usar apenas este, para gravar arquivos de trabalho.
O lado negativo é que o PSD não suporta compressão, o que vai resultar em arquivos bem maiores.

Formatos de arquivos para Internet

Quando houver a pretensão de enviar arquivos pela Internet, postá-los nas redes sociais ou no seu blog, é hora de pensar em padrões que ofereçam maior taxas de compressão — ainda que tenham impacto na qualidade final das imagens.
Segue os mais aceitos:

JPG ou JPEG

captura de tela do painel de exportação de arquivos para JPG no GIMP

Com suporte a cores em profundidade de até 24-bit, com taxa de compressão variável e ajustável pelo usuário, o JPG é o padrão da Internet, hoje.
A compressão pode impor perdas consideráveis à qualidade final da imagem mas, enfim, ela pode ser ajustada pelo usuário, no ato da gravação.
Além da Internet, é o padrão mais aceito em dispositivos de reprodução de mídia digital, como TVs, porta-retratos digitais etc.
Para seu site ou blog, vale usar o recurso progressive, no ato da gravação das suas imagens. Este recurso permite à imagem ser exibida imediatamente em baixa qualidade, para satisfazer conexões mais lentas e gradualmente (progressivamente) as informações serão carregadas, terminando por exibir a imagem com qualidade total.
Tome cuidado para não salvar imagens JPEG uma sobre a outra sob pena de ir perdendo sua qualidade subsequentemente.
Enquanto estiver trabalhando, use o XCF. Quanto terminar, grave em JPG.

O formato PNG

O PNG (Portable Network Graphics) é um padrão relativamente mais novo que o JPG e é voltado para uso na Internet. Também tem suporte a entrelaçamento, o que permite a sua exibição gradual para quem chegar ao seu site com uma conexão mais lenta.
Permite obter imagens comprimidas lossless, com possibilidade de ajustes pelo usuário.
Como tem suporte a diversas camadas, pode ser usado também para criar animações.

O formato GIF

painel exportar para GIF no GIMP.

GIF é um padrão de imagens antigo e, atualmente muito usado para exibir animações na web.
Nem todos os sites de redes sociais aceitam este tipo de imagem.
Aceita uma profundidade de cores até 8-bit, com 256 cores (e não milhões, como os padrões já citados).
Tem suporte a entrelaçamento e compressão lossless.

O formato TIFF

exportar tiff no GIMP

TIFF é um dos formatos mais antigos em uso atualmente, lançado em 1986 pela Aldus Corp. (empresa adquirida pela Adobe).
Há 32 anos a Internet estava em seus primórdios e a largura de banda disponível para se transferir imagens era uma fração do que se tem hoje.
À época, as mídias de gravação mais avançadas eram disquetes de 3,5″, com capacidade de até 1.44 MB. Este é o contexto da criação e uso do TIFF.
O formato não parou no tempo e tem suporte a cores com profundidade 24-bit, transparência alpha e compressão lossless LZW.

As imagens RAW, no GIMP

Se você usa o GIMP para editar suas fotografias, com câmeras semi profissionais ou profissionais, provavelmente usa formatos RAW, como opção de gravação das suas imagens dentro da câmera.
O GIMP reconhece vários formatos RAW e possui um plug-in UFRAW que permite editar este tipo de imagem e trabalhar com o formato DNG (da Adobe).
Por questão de compatibilidade/portabilidade, usar o DNG para gravar imagens RAW, pode ser uma boa ideia.
Se tiver curiosidade, leia sobre o RawTherapee, um editor específico para imagens RAW e que pode rodar integrado ao GIMP, como um plug-in.

Transfira arquivos entre celulares via Wi-Fi Direct

Atualmente, as pessoas trocam seus arquivos de vídeo, fotos etc. de inúmeras formas.
É possível fazer o trabalho via Whatsapp, Telegram, bluetooth… e via Wi-Fi Direct.

Se o seu Android é anterior ao 5.1, leia este post.
Nas versões mais atuais do Android o recurso de Wi-Fi fica nas opções de configuração avançada — provavelmente por que não é muito usado pelos noobs… 😀

Como configurar o Wi-fi Direct no Android

Comece por abrir o menu de configuração do Wi-Fi ou abra a relação de roteadores Wi-Fi (aquela que você sempre abre quando vai pra casa de um amigo e quer configurar a senha nova).
Em seguida, vá até a barrinha de menu especial, no topo da tela, à direita.
Toque e selecione ‘Avançado’.
wi-fi menu avançado

No painel de configuração Wi-Fi avançado, selecione a opção referente a “Wi-Fi Direct”.
wi-fi menu avançado

Na próxima tela, os dispositivos dos seus amigos já irão aparecer (se estiverem com o recurso ligado também).
Você já pode selecionar com quem irá se conectar.

wi-fi menu avançado

Existe mais configurações, para quem deseja trocar o nome do seu dispositivo no Wi-Fi Direct, aumentar o tempo em que seu smartphone ficará disponível para conexões etc.
wi-fi menu avançado

Leia mais sobre o uso do Wi-Fi Direct!.