Como alterar o endereço IP com o comando ip no Linux.

Já falei antes sobre comandos relacionados à configuração e obtenção de informações sobre a interface de rede, no Linux.
No post substituição do ifconfig pelo ip, apresentei o comando e como obter informações sobre uma interface de rede.
Neste texto, vamos demonstrar como alterar o endereço IP de uma interface, na CLI do Linux.
Este tipo de configuração pode ser melhor feito na GUI da sua distro (com a vantagem de ser permanente).
Mas há situações em que não temos acesso a um ambiente desktop gráfico, que nos permita fazer este tipo de ajuste.

Geralmente, este método não é recomendado, para alterar o endereço IP de uma interface de rede, uma vez que ele não é persistente.
Ou seja, a configuração que você fizer perderá efeito após reiniciar a máquina.

Para realizar alterações temporárias na sua interface de rede, o comando ip provê um método bastante cômodo como solução.
Como este comando requer privilégios administrativos, sugiro usar uma máquina virtual para fazer suas experiências — caso você esteja lendo este texto apenas para aprender.
Para obter uma relação das interfaces presentes, rode o comando ip assim:


ip a

Se executada, sem privilégios administrativos, a linha acima deve retornar algo parecido com o que se vê abaixo. No meu caso, são informações básicas sobre as 3 interfaces de rede disponíveis em meu sistema:

1: lo:  mtu 65536 qdisc noqueue state UNKNOWN group default qlen 1
    link/loopback 00:00:00:00:00:00 brd 00:00:00:00:00:00
    inet 127.0.0.1/8 scope host lo
       valid_lft forever preferred_lft forever
    inet6 ::1/128 scope host 
       valid_lft forever preferred_lft forever
2: enp2s0:  mtu 1500 qdisc pfifo_fast state DOWN group default qlen 1000
    link/ether 50:b7:c3:04:da:48 brd ff:ff:ff:ff:ff:ff
3: wlp1s0:  mtu 1500 qdisc mq state UP group default qlen 1000
    link/ether c4:85:08:a5:0a:aa brd ff:ff:ff:ff:ff:ff
    inet 192.168.100.3/24 brd 192.168.100.255 scope global dynamic wlp1s0
       valid_lft 4233sec preferred_lft 4233sec
    inet6 fe80::8274:c9b8:688a:300a/64 scope link 
       valid_lft forever preferred_lft forever

Use a opção '-c' para obter uma saída colorida
Use a opção '-c' para obter uma saída colorida

Veja um exemplo de como adicionar um endereço IP à interface enp2s0:


ip a add 10.0.2.21 dev enp2s0

O que foi feito, acima:

  • a — abreviatura de address (endereço).
  • add — indica que faremos uma adição á configuração atual.
  • 10.0.2.21 — provê o novo endereço IP.
  • dev enp2s0 — informa a que dispositivo (device) de rede as mudanças se aplicam.

Ao rodar o comando 'ip a' novamente, vai ser possível ver que um endereço foi adicionado ao dispositivo em questão.
Também dá para especificar a máscara de (sub)rede – se você souber qual é, claro.
Veja 2 exemplos de como fazer isto:


ip a add 192.168.1.101/255.255.255.0 dev eth0

ou


ip a add 192.168.1.101/24 dev eth0

Tal como no ifconfig, é possível usar 'up' e 'down' para ativar ou desativar uma interface:


ip link set dev eth0 up

ou


ip link set dev eth0 down

Se quiser remover um endereço associado a uma interface, use a opção 'del' (delete):


ip a del 10.0.2.21 dev enp2s0

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Como substituir o comando ifconfig pelo ip

Usuários tradicionais do Linux podem ter se acostumado a usar o comando ifconfig para solucionar, diagnosticar problemas ou fazer ajustes relacionados à interface de rede no seu sistema.
A ferramenta faz parte do pacote net-tools (no Debian) e vem sendo descontinuada há algum tempo — ou, pelo menos, não vinha recebendo mais atualizações.

ethernet cable
Ethernet.

Clique nos links dentro do texto e no final, para obter mais informações.
Alguns usuários ficaram surpresos com o “sumiço” da ferramenta, nas versões mais atuais de seus sistemas operacionais favoritos.
Entretanto, quem fizer questão, pode facilmente instalar o ifconfig, da seguinte forma:


sudo apt install net-tools

Por curiosidade, a opção ‘show’ mostra que o ifconfig (em destaque) ainda consta entre os pacotes do net-tools:


apt show net-tools

Package: net-tools
Version: 1.60+git20161116.90da8a0-1
Priority: optional
Section: net
Maintainer: net-tools Team 
Installed-Size: 963 kB
Depends: libc6 (>= 2.14), libselinux1 (>= 1.32)
Conflicts: ja-trans (<= 0.8-2)
Replaces: ja-trans (<= 0.8-2), netbase (<< 4.00)
Homepage: http://sourceforge.net/projects/net-tools/
Tag: admin::configuring, implemented-in::c, interface::commandline,
 network::configuration, network::routing, network::vpn, protocol::ipv6,
 role::program, scope::utility, use::routing
Download-Size: 248 kB
APT-Sources: http://ftp.br.debian.org/debian stretch/main amd64 Packages
Description: conjunto de ferramentas para rede NET-3
 Este pacote inclui as importantes ferramentas para controlar o sub-sistema
 de rede do kernel do Linux. Ele inclui: arp, ifconfig, netstat, rarp,
 nameif e route. Adicionalmente, este pacote contém utilitários relacionados
 a tipos particulares de hardware de rede (plipconfig, slattach, mii-tool) e
 aspectos avançados de configuração IP (iptunnel, ipmaddr).
 .
 No pacote original (do autor), 'hostname' e outros estão incluídos.
 Esses não são instalados por este pacote, visto que existe um pacote
 especial "hostname*.deb".

Se você usar o comando apt changelog sobre o pacote ‘net-tools’, vai ver que a última atualização (patch) do ifconfig ocorreu em 2011.
Muitas águas rolaram por baixo desta ponte.
O ip é a ferramenta de configuração da rede, que vem ganhando força.
Se estiver disposta(o) a seguir em frente e experimentar o novo, me acompanhe.

Saiba mais sobre o comando ip, para configuração de redes no Linux

É importante enfatizar que o ip não é, simplesmente, uma substituição do ifconfig.
São usados para propósitos similares, mas são diferentes entre si, em suas estruturas.
Veja o que dá para fazer com o ip:

  • Descobrir quais interfaces estão configuradas no sistema.
  • Inquirir sobre o estado de uma interface de rede.
  • Configurar as interfaces de rede — o que inclui o loop-back local e a Ethernet.
  • Ativar ou desativar uma interface.
  • Gerenciar o roteamento estático e padrão.
  • Configurar o tunelamento sobre o IP.

No próximo tópico, veremos alguns exemplos aonde o ip pode ser usado como substituto do ifconfig, para exibir o estado das interfaces de rede.
Lembre-se que a ferramenta requer privilégios administrativos, de forma que você vai ter que usar ou o su ou o sudo, para executar o comando.
Não esqueça de adequar os exemplos deste texto, à realidade da sua rede, aí.

Como obter informações da rede

Sempre usei muito o ifconfig para obter dados sobre as interfaces de rede presentes em meu hardware.
Isto pode ser feito apenas invocando o comando, sem dar qualquer parâmetro, argumento ou opção.
Esta tarefa pode ser executada com o comando ip da seguinte forma:


ip a

1: lo:  mtu 65536 qdisc noqueue state UNKNOWN group default qlen 1
    link/loopback 00:00:00:00:00:00 brd 00:00:00:00:00:00
    inet 127.0.0.1/8 scope host lo
       valid_lft forever preferred_lft forever
    inet6 ::1/128 scope host 
       valid_lft forever preferred_lft forever
2: enp2s0:  mtu 1500 qdisc pfifo_fast state DOWN group default qlen 1000
    link/ether 50:b7:c3:04:da:48 brd ff:ff:ff:ff:ff:ff
3: wlp1s0:  mtu 1500 qdisc mq state UP group default qlen 1000
    link/ether c4:85:08:a5:0a:aa brd ff:ff:ff:ff:ff:ff
    inet 192.168.100.3/24 brd 192.168.100.255 scope global dynamic wlp1s0
       valid_lft 6263sec preferred_lft 6263sec
    inet6 fe80::8274:c9b8:688a:300a/64 scope link 
       valid_lft forever preferred_lft forever

Você sempre pode acrescentar as opções ‘-color’ (ou apenas ‘-c’) e ‘-human’ (‘-h’), para obter a saída, com destaques importantes colorizados e em formato um pouco mais legível (por humanos). Veja um exemplo:


ip -c -h a

terminal resultado do comando ip
Use a opção ‘-4’, para exibir informações sobre a rede IPv4:


ip -4 a 

1: lo:  mtu 65536 qdisc noqueue state UNKNOWN group default qlen 1
    inet 127.0.0.1/8 scope host lo
       valid_lft forever preferred_lft forever
3: wlp1s0:  mtu 1500 qdisc mq state UP group default qlen 1000
    inet 192.168.100.3/24 brd 192.168.100.255 scope global dynamic wlp1s0
       valid_lft 5136sec preferred_lft 5136sec

Ou ‘-6’, para as informações de rede IPv6:


ip -6 a

1: lo:  mtu 65536 state UNKNOWN qlen 1
    inet6 ::1/128 scope host 
       valid_lft forever preferred_lft forever
3: wlp1s0:  mtu 1500 state UP qlen 1000
    inet6 fe80::8274:c9b8:688a:300a/64 scope link 
       valid_lft forever preferred_lft forever

Quer restringir as informações a apenas uma das suas interfaces? Use o ‘show’ acompanhado do nome da interface de rede:


ip a show wlp1s0

3: wlp1s0:  mtu 1500 qdisc mq state UP group default qlen 1000
    link/ether c4:85:08:a5:0a:aa brd ff:ff:ff:ff:ff:ff
    inet 192.168.100.3/24 brd 192.168.100.255 scope global dynamic wlp1s0
       valid_lft 4818sec preferred_lft 4818sec
    inet6 fe80::8274:c9b8:688a:300a/64 scope link 
       valid_lft forever preferred_lft forever

Combine parâmetros e, sinta-se à vontade para incluir o comando grep, para filtrar melhor as informações exibidas:

ip -4 -c -h a show wlp1s0 | grep --color state

3: wlp1s0:  mtu 1500 qdisc mq state UP group default qlen 1000

Para ver apenas as interfaces de rede ativas, use o comando da seguinte forma:


ip -c link ls up

1: lo:  mtu 65536 qdisc noqueue state UNKNOWN mode DEFAULT group default qlen 1
    link/loopback 00:00:00:00:00:00 brd 00:00:00:00:00:00
2: enp2s0:  mtu 1500 qdisc pfifo_fast state DOWN mode DEFAULT group default qlen 1000
    link/ether 50:b7:c3:04:da:48 brd ff:ff:ff:ff:ff:ff
3: wlp1s0:  mtu 1500 qdisc mq state UP mode DORMANT group default qlen 1000
    link/ether c4:85:08:a5:0a:aa brd ff:ff:ff:ff:ff:ff

Como deixar sempre colorida a saída do comando ip

Note que gosto de acrescentar a opção ‘-c’, para colorizar a saída do comando — o que torna mais fácil a sua leitura.
Isto é opcional, claro.
Você pode incluir esta e outras opções automaticamente a cada nova entrada do comando, usando o alias:


alias ip='ip -c'

Se quiser torná-lo permanente, inclua esta linha ao final do arquivo .bashrc (do superusuário).

Referências

https://www.linux.com/learn/replacing-ifconfig-ip.

https://linuxconfig.org/how-to-install-missing-ifconfig-command-on-debian-linux.

Introdução ao wp-cli

O wp-cli é uma ferramenta de linha de comando voltada para usuários avançados realizarem tarefas administrativas relacionadas ao sistema de gestão de conteúdo (CMS) WordPress.
Este post se baseia na documentação original do software. Recomendo consultá-la para obter mais informações e clicar nos outros links, no decorrer do texto, para se aprofundar mais em algum tema.

O WP-CLI é a ferramenta de linha de comando oficial, disponível para interagir com e gerenciar seus sites na plataforma WordPress.

O objetivo do projeto é oferecer uma alternativa completa para adiministradores(as) de sites WordPress.
É equivalente ao painel administrativo de qualquer CMS, só que oferece as mesmas possibilidades na CLI (interface de linha de comando).
Como exemplo preliminar, veja como instalar e ativar um plugin no seu site, na linha de comando do seu servidor:


wp plugin install nome-do-plugin --activate

Grandes provedores de hospedagem, como o DreamHost oferecem a ferramenta.
Para começar a usá-la, basta acessar o servidor via SSH e começar a usar.
Quem usa Linux, também pode instalar a ferramenta na sua máquina de trabalho local.
O programa também está disponível para outras plataformas, como o FreeBSD, MacOS e Windows (neste caso, com algumas limitações).
Para acesso remoto, o WP-CLI local repassa os comandos à cópia instalada no servidor. Funciona de modo semelhante ao comando scp.

Desenvolvido por usuários avançados do WordPress, para atender às necessidades administrativas de outros heavy users.
No longo prazo, mesmo um novato pode descobrir os benefícios da linha de comando: mais eficiência e mais controle.

A sintaxe do wp-cli

Veja a explicação sobre um exemplo prático, abaixo:


wp plugin install

usage: wp plugin install ... [--version=] [--force] [--activate] [--activate-network]

Como o comando não se encontra completo (por que não foi indicado exatamente qual o plugin a ser instalado), ele retorna uma linha de ajuda rápida sobre a sintaxe a ser usada, na execução do wp:

  • wp plugin install — este é o comando em si. Falta indicar parâmetros e opções para que seja executado com sucesso.
  • <plugin|zip|url> — logo após o comando é necessário indicar de onde você pretende instalar o plugin: pelo nome, a partir de um pacote ZIP ou de uma URL na Internet.
  • [--version=<version>] — parâmetros sugeridos entre “[colchetes]” são opcionais. Neste exemplo, o que se quer dizer é que você pode indicar uma versão específica a ser instalada ou não.

Eventualmente, você pode incorrer na seguinte mensagem de erro:

Pass --path=`path/to/wordpress` or run `wp core download`.

Ela quer dizer que você precisa indicar exatamente em que local se encontra o seu site, dentro do provedor.
Lembre-se que, mesmo uma simples conta compartilhada em um provedor de hospedagem pode ter vários sites WordPress instalados.
E instalar coisas erradas em lugares errados pode ser muito ruim.
Segue alguns exemplos de uso do WP-CL.

Como instalar o WordPress pelo WP-CLI

Instalar a mais nova versão do WordPress é uma das coisas que você pode fazer com o aplicativo:


sudo -g www-data -i -- wp core download --path=/var/www/html/novo-blog

Creating directory '/var/www/html/novo-blog/'.
Downloading WordPress 4.8.1 (en_US)...
md5 hash verified: f3dd0e033519aa363eb07e13c6676e3c
Success: WordPress downloaded.

Acima, o comando é apenas “wp core download”. Como executei no meu servidor local (que tem configurações diferentes de provedores de hospedagem (até por que não é um)), precisei dar mais algumas informações ao WP-CLI:

  • sudo -g www-data — pedi para que o comando seja executado com os privilégios do grupo ‘www-data’.
  • --path=/var/www/html/novo-blog indiquei um novo diretório para baixar e instalar a última versão do WordPress.

Se o diretório, indicado no parâmetro ‘–path’ não existir, ele será criado e o WordPress baixado para lá.
Abra o navegador no diretório recém criado e inicie o processo de instalação do novo site.

Como atualizar todos os plugins do seu site WordPress

Você pode atualizar todos os plugins instalados no seu site com um único comando. Veja:


wp plugin update --all --path='meusite.com.br/blog'

Ativando modo de manutenção...
Fazendo download de (https://downloads.wordpress.org/plugin/akismet.3.3.4.zip)...
Descompactando a atualização...
Instalando a versão mais recente...
Removendo a versão antiga do plugin...
Plugin atualizado com sucesso.
Fazendo download de (https://downloads.wordpress.org/plugin/jetpack.5.2.1.zip)...
Descompactando a atualização...
Instalando a versão mais recente...
Removendo a versão antiga do plugin...
Plugin atualizado com sucesso.
Fazendo download de (https://downloads.wordpress.org/plugin/wpforms-lite.zip)...
Descompactando a atualização...
Instalando a versão mais recente...
Removendo a versão antiga do plugin...
Plugin atualizado com sucesso.
Desativando modo de manutenção...
+--------------+-------------+-------------+---------+
| name         | old_version | new_version | status  |
+--------------+-------------+-------------+---------+
| akismet      | 3.3.3       | 3.3.4       | Updated |
| jetpack      | 5.1         | 5.2.1       | Updated |
| wpforms-lite | 1.3.8       | 1.3.9.1     | Updated |
+--------------+-------------+-------------+---------+
Success: Updated 3 of 3 plugins.

Para mim, este processo durou 3 segundos. 😉

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Referências

https://wp-cli.org/.

Como instalar a interface de linha de comando do WordPress

Alguns usuários podem ter utilidade para uma interface de linha de comando, para realizar atividades administrativas relacionadas ao WordPress.
Para estes, existe o wp-cli — WordPress Command Line Interface, ou “interface de linha de comando do WordPress”.

Sua instalação é simples e leva menos de 30 segundos (verdade!).
Veja quais são os prerequisitos para baixar, instalar e usar o wp-cli:

  1. Ambiente UNIX-like, o que inclui o OSX, sua distro Linux favorita, FreeBSD e Cygwin (para usuários Windows). No ambiente Windows, há suporte limitado do aplicativo, mas é possível usá-lo.
  2. PHP — a versão 5.3.29 é requerida, mas as atuais distribuições GNU/Linux já estão usando versões superiores à 7.0.
  3. WordPress 3.7 ou superior.

Por fim, use o comando wget (ou o curl) para fazer o download do wp-cli.phar:


wget https://raw.githubusercontent.com/wp-cli/builds/gh-pages/phar/wp-cli.phar

Se preferir usar o curl, faça assim:


curl -O https://raw.githubusercontent.com/wp-cli/builds/gh-pages/phar/wp-cli.phar

Verifique se aplicativo já está funcionando adequadamente:


php wp-cli.phar --info

PHP binary: /usr/bin/php7.0
PHP version:    7.0.19-1
php.ini used:   /etc/php/7.0/cli/php.ini
WP-CLI root dir:    phar://wp-cli.phar
WP-CLI vendor dir:  phar://wp-cli.phar/vendor
WP_CLI phar path:   /home/apps
WP-CLI packages dir:    
WP-CLI global config:   
WP-CLI project config:  
WP-CLI version: 1.3.0

Para tornar o uso do aplicativo mais simplificado, vamos torná-lo executável:


chmod +x wp-cli.phar 

… e movê-lo para um diretório mais apropriado.


sudo mv wp-cli.phar /usr/local/bin/wp

Agora já será possível executá-lo, sem digitar “PHP” no começo:


wp --info

PHP binary: /usr/bin/php7.0
PHP version:    7.0.19-1
php.ini used:   /etc/php/7.0/cli/php.ini
WP-CLI root dir:    phar://wp-cli.phar
WP-CLI vendor dir:  phar://wp-cli.phar/vendor
WP_CLI phar path:   /home/apps
WP-CLI packages dir:    
WP-CLI global config:   
WP-CLI project config:  
WP-CLI version: 1.3.0

Se preferir, na hora de baixar o programa, é possível optar pela versão nightly (a versão dos desenvolvedores). Ela tem os recursos mais atuais, porém é menos testada do que a versão estável.


wget https://raw.githubusercontent.com/wp-cli/builds/gh-pages/phar/wp-cli-nightly.phar

Feito o download, basta repetir os procedimentos acima — tendo o cuidado de trocar o nome da versão estável pelo da nightly.


Sempre que quiser atualizar o wp-cli, use a opção ‘update’:


sudo wp cli update
[sudo] senha para justincase: 
Success: WP-CLI is at the latest version.

Se quiser passar a usar a versão nightly, é possível fazer a troca também através do ‘update’. Veja:


sudo wp cli update --nightly

Como configuração adicional, torne o aplicativo amigável ao recurso de autocompletar:


wget https://raw.githubusercontent.com/wp-cli/wp-cli/master/utils/wp-completion.bash

Use o source, para incluir o recurso no BASH, inclua a seguinte linha no seu .bashrc:


source /caminho/para/wp-completion.bash 

… ou seja, se este arquivo estiver no seu diretório home, use “source ~/wp-completion.bash” (sem as aspas).
Para que a alteração tenha efeito imediato, rode o comando:


source ~/.bash_profile

Agora, é só usar!

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Referências

https://make.wordpress.org/cli/handbook/installing/.
Leia mais sobre WordPress, neste site.

Como criar rapidamente uma nova partição emergencial para SWAP.

Criar e começar a usar uma nova partição ou arquivo de SWAP pode ser feito muito rapidamente no Linux.
O procedimento é seguro e pode ser realizado em menos de 2 minutos.
Contudo, aconselho a ir com calma.
redimensionar reparticionar disco
Outro conselho útil para estas ocasiões é aproveitar para fazer um backup.
O contexto deste post é um notebook que me chegou às mãos e, após abrir dezenas e dezenas de novas abas e janelas no Firefox, a máquina começou a ficar insuportavelmente lenta.
Nenhum vídeo era reproduzido (nem no Facebook, nem no YouTube)
Chegou ao ponto em que eu tinha que ver o que estava acontecendo:


free -h

                    total        used            free      shared  buff/cache   available
Mem:           7,5G        6,0G        557M        565M        3,0G        700M
Swap:            0B          0B          0B

Observe o meu resultado, acima.
Há 557 Mb de memória RAM livres — ou seja, estamos chegando a um limite… e absolutamente nenhum SWAP (nem arquivo, nem partição) presente.
Não há muita esperança de que o SWAP possa desafogar o uso do navegador Firefox, nestas circunstâncias, mas outros programas, em uso no sistema, bem que poderiam se beneficiar do seu uso e ajudar a “desespremer” a memória RAM — o que seria benéfico, por extensão, para o navegador.

A máquina estava ligada há uns 5 dias e o reboot não costuma ser minha primeira uma opção.

Criar um arquivo para o SWAP é completamente indolor e rápido, no Linux.
O que inviabiliza esta solução é que o sistema de arquivos, aqui, é 100% BTRFS.
Não é possível criar um arquivo de troca em cima do BTRFS.


Havendo espaço e sem reiniciar o computador, seria possível redimensionar uma das partições, para criar uma exclusiva para SWAP, como reza a tradição?
Esta foi a minha aposta. Veja o resultado…

Nunca é demais avisar que o procedimento pode danificar seu sistema de arquivos e causar perda irreversível de dados.
— Portanto, verifique se seu backup está em dia, antes de prosseguir.

Instale o gparted:


sudo apt install gparted

Em seguida, rode o programa e selecione a partição que deseja redimensionar.
Se tiver dúvidas quanto ao tamanho mais adequado, o artigo Perguntas e respostas sobre SWAP tem uma tabela que simplifica o assunto.
Siga o procedimento abaixo:

  1. Clique com o botão direito do mouse/touchpad sobre a partição cujo tamanho deseja alterar e selecione “Redimensionar”.
    gparted redimensionar partição
  2. Agora, indique o tamanho da nova partição em “Espaço livre após (MB)”.
    gparted redimensionar
    Em seguida, marque a opção “formatar para Linux swap”.
    gparted redimensionar partição
  3. Aplique as alterações feitas.
  4. Clique com o botão direito sobre a nova partição SWAP e selecione “Ativar o swap”.
    gparted ativar swap

Com isto, o problema estará resolvido.
Rode novamente o free, no terminal, para ver que o SWAP já está lá, pronto para ser usado.


free -h

              total        used        free      shared  buff/cache   available
Mem:           7,5G        2,5G        270M        589M        4,8G        4,2G
Swap:          8,8G          0B        8,8G

Como resultado (pra mim), o Firefox voltou a ganhar agilidade, sem precisar ser fechado ou reiniciado — e os vídeos voltaram a ser reproduzidos dos sites.
Novamente, vale a advertência: não aconselho realizar este procedimento em máquinas de produção, sem fazer um backup antes.
Há risco de perda de dados.
No meu caso, tratava-se de uma máquina de testes e, portanto, fazia sentido prosseguir nesta aventura.

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