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Como instalar um servidor FTP no Linux Debian (vale pro Ubuntu também)

Introdução

Instalar um servidor FTP é tão simples que eu não precisaria de mais de um parágrafo para tratar deste assunto objetivamente.

Mas, se você quer, além de instalar, fazer alguns ajustes básicos no funcionamento do servidor, leia este artigo até o fim.

As dicas aqui são voltadas para quem tem um sistema Linux baseado na distro Debian (é o caso do Ubuntu). Mas podem ser facilmente adaptadas a outras distros.

Instalação

O servidor FTP do qual vamos tratar aqui é o popular proFTPd. Sua instalação pode ser feita em uma única linha de comando:

  • Abra uma terminal (Ctrl + Alt + T)
  • Dê o seguinte comando:sudo apt-get install proftpd

Durante o processo de instalação, o Debconf vai perguntar se você deseja usar o inetd ou o autônomo (versão em português). A última costuma ser a mais indicada para a maioria das pessoas – além do fato de que usar o inetd vai pedir outras configurações…

2013-04-22-1366655411_1024x600

Configuração

Feita a instalação, alguns ajustes podem ser benvindos no arquivo de configuração. No Debian ele costuma ser /etc/proftpd/proftpd.conf. No Ubuntu ele é /etc/proftpd.conf.

Uma dica rápida: com o comando man proftpd você pode descobrir onde ficam os arquivos de configurações deste ou outro aplicativo, dentro da seção FILES.

apague-me-Sem título

O diretório home do usuário FTP

Para que cada usuário tenha acesso apenas aos seus próprios arquivos, descomente a linha

DefaultRoot ~.

Como permitir acesso anônimo ao servidor FTP

Há uma seção dentro do proftpd.conf  que trata disto. Normalmente, basta descomentar as linhas desta seção. Veja como está no meu arquivo. Se for o caso, adapte para as suas necessidades:


<Anonymous ~ftp>
User ftp
Group nogroup

# We want clients to be able to login with "anonymous" as well as "ftp"
UserAlias anonymous ftp

# Cosmetic changes, all files belongs to ftp user
DirFakeUser on ftp
DirFakeGroup on ftp

RequireValidShell off

# Limit the maximum number of anonymous logins
MaxClients 10

# We want 'welcome.msg' displayed at login, and '.message' displayed
# in each newly chdired directory.
DisplayLogin welcome.msg
DisplayFirstChdir .message

# Limit WRITE everywhere in the anonymous chroot
<Directory *>
<Limit WRITE>
DenyAll
</Limit>
</Directory>
</Anonymous>

 

Com estas opções os seus usuários poderão acessar o seu servidor como anonymous e ftp. Não poderão fazer uploads, apagar ou alterar arquivos. O acesso, neste caso, é só para leitura.

Mensagem de boas vindas

A mensagem de boas vindas (welcome message) do seu servidor proFTPd pode ser alterado em /home/ftp/welcome.msg. Trata-se de um arquivo de texto simples que é exibido pros usuários assim que autenticam.

Por último…

… mas, nem por isto, menos importante. Para que as alterações feitas ao arquivo de configuração tenham efeito, é necessário reiniciar o servidor FTP:
sudo /etc/init.d/proftpd restart

Divirta-se! :D

April 22, 2013   Comments Off

Como configurar o VI para realçar a sintaxe.

Introdução

Aqui, o assunto vai ser um editor de textos simples presente em quase todas as distro Linux, justamente por ser extremamente leve (acho que este não é bem o caso do vim) e, além de tudo, é extremamente ‘espartano’ no seu visual.
Não se engane com “as roupas simples” do nosso amigo. Ele tem mais recursos que o leafpad, gEdit ou o Notepad (Windows).
Gosto de algumas coisas no vi. A possibilidade de executá-lo dentro de um terminal transparente e poder editar os meus arquivos de configuração e contemplar o meu papel de parede preferido enquanto trabalho, é uma delas.
Gostaria de dizer ao leitor, da maneira mais polida possível, que, se você não sabe o que é o vi ou o vim, este texto provavelmente não é pra você. Desculpe. ;)

Alternativas

há várias outras alternativas disponíveis por aí. É sempre disso que estamos falando, quando o assunto é software livre: escolhas e liberdade de escolha.
Uma, que eu gosto muito é o nano e ele já tem o recurso syntax highlighting disponível como padrão e costuma vir ‘empacotado’ na maioria das distro.

O segredo

Quem já leu outros de meus textos deve ter percebido que, quando “falo” demais o problema normalmente é simples de ser resolvido. Quando a coisa é complicada, costumo ir direto ao assunto, logo no começo. O caso, aqui, é simples.
Inicie o vi, com o arquivo código do seu programa (eu vou usar o startx, no exemplo):
vi /usr/bin/startx
Dentro do editor, digite o seguinte comando:
:syntax on
Isto deve resolver o problema.

A mensagem de erro…

Você ainda está aqui? Recebeu uma mensagem de erro?
vimrc-config2
A versão mais simplificada do vi não tem o recurso de realçar a sintaxe do código. Isto gera a mensagem: “E319: Sorry, this command is not available in this version”.
Para resolver isto, instale a versão mais avançada, vim (vi improved):
sudo apt-get install vim, nas distro debian based.

Aprofundando…

Uma solução definitiva e melhor é editar o arquivo de configuração do vim.
Abra-o com o seu editor favorito e edite a linha syntax off para syntax on. Se estiver apenas comentado, retire os “#”, tal como na figura:
vimrc-config
No Ubuntu, o arquivo de configuração do vim é /etc/vim/vimrc. Ao editá-lo, a solução torna-se definitiva.

April 12, 2013   Comments Off

Como copiar arquivos recursivamente no linux (no terminal)

Você provavelmente veio parar aqui por que usou um comando semelhante a este:
cp -r /origem/*.mp3 /destino/
e não funcionou.
Há várias formas de fazer isto, com arquivos de qualquer extensão (*.mp3, *.jpg, *.txt etc.). Como você já sabe, cp -r não é uma delas.

Como copiar arquivos recursivamente com os comandos find e cpio

Estes comandos dão conta do recado. O primeiro encontra os arquivos do tipo desejado, recursivamente. O outro faz a cópia, mantendo a estrutura de diretórios.
Adapte a linha de comando, que segue, para que ela atenda às suas necessidades.
$ find /caminho/de/origem/ -name ‘*.mp3’ | cpio -pdm /caminho/de/destino/
Veja o que as opções ‘-pdm’ fazem:

  • -p habilita a operação de cópia recursiva
  • -d cria a estrutura de diretórios no destino, de acordo com a original
  • -m preserva as datas de modificação dos arquivos

March 29, 2013   Comments Off

Vale a pena encerrar um aplicativo Android com task killers? Entenda por que não.

android-logo
Sempre que o assunto é gerenciamento de memória no Android este tema vem à tona.
Task killers são programas que servem para fechar arbitrariamente outros programas. Quem usa Linux talvez conheça o xKill, que serve para fechar qualquer aplicativo, desde que ele tenha alguma janela em exibição na tela.
Embora seja útil para desenvolvedores ou profissionais que estejam fazendo testes, entre outros, para o usuário normal fazer uso de um task killer (assassino de tarefas, em português) pode ajudar a bagunçar o seu sistema em vez de torná-lo mais leve e rápido, como te prometeram.

O que é RAM

RAM (Random Access Memory ou memória de acesso aleatório, em português) é uma área, no seu aparelho, para armazenar os seus dados, enquanto ele estiver ligado. Cada sistema operacional faz um uso da RAM do dispositivo em que se encontra instalado.
Como o seu dispositivo não tem HD (disco rígido), ele vai usar a RAM para as mesmas atividades, manter aplicativos e dados em local mais acessível para o processador, uma vez que este tipo de memória tem um tempo de acesso muito melhor do que o cartão SD. É aonde os dados que precisam ser acessados mais vezes ficarão armazenados temporariamente.

Aplicativos em execução

Não estou dizendo que aplicativos de monitoramento do sistema sejam ruins. Este tipo de ferramenta tem sido usado desde o início da popularização dos PC’s, na década 80 e ninguém morreu até agora. Veja aqui uma maneira bem rudimentar e simples de checar o uso da memória no seu dispositivo.
O Android, tal como outros sistemas operacionais construídos sobre as raízes do Unix têm algo em comum, no que toca a RAM:

RAM não usada é RAM desperdiçada

O nosso Android, tal como o MacOS e o Ubuntu, deseja usar toda a memória RAM possível. Ele foi projetado para isto. Há ajustes (chamados “minfree“) que dizem ao sistema quanto de RAM deve ser deixado livre e disponível. Mas, para o resto, o sistema está programado para preencher o espaço mais rápido possível e manter-se assim.
Já se perguntou “com o quê ele preenche este espaço?”. É uma boa pergunta.
Depois que o sistema, em si, tiver sido carregado, junto com tudo o que ele precisa imediatamente para funcionar, o sistema continua a carregar os seus aplicativos à medida em que são usados, até que uma função interna diga para parar.
O aplicativo atualmente aberto estará, com certeza, na memória RAM, mesmo depois de fechado. O próximo também será armazenado lá e assim em diante. Quando o sistema precisar de mais memória para algum outro aplicativo, ele vai desocupar os lugares que não estiverem mais sendo usados.
Ainda que você tenha 100 apps em seu aparelho, só deve usar alguns com frequência. Há grande probabilidade de eles já estarem armazenados na RAM, o que torna a sua abertura mais rápida. Neste caso eles não precisam ser lidos do cartão SD, o que economiza seu tempo e sua bateria. Note que a leitura/escrita do cartão consome mais energia do que o acesso à RAM, além de ser mais lenta.
Veja bem. O que ele faz é manter o Google Talk (ou qualquer outro aplicativo) na memória RAM, depois de fechado, para abri-lo quase instantaneamente na próxima vez, já que não será mais necessário ler o cartão.
Por este ponto de vista é que não vale a pena eliminar o programa da memória. Caso você não o use mais e o espaço que ele ocupa se torne necessário para armazenar outras coisas, o sistema se encarregará de fazer isto. Caso contrário, ele irá abrir mais rápido para você depois.
Já imaginou ter que carregar o messenger do cartão a cada vez que chega uma notificação de nova mensagem?
Desta forma, acredito que tenha ficado claro que os aplicativos, na memória RAM, não estão consumindo espaço à toa. Estão poupando a sua bateria e não estão sequer importunando a sua CPU. Estão apenas prontos para carregar mais rápido na próxima vez em que forem requisitados.

Cada vez menos, estes problemas importam

Os aparelhos Android têm evoluído a uma grande velocidade, ainda enquanto estão sobre nossas mãos – Os softwares estão melhores, os aparelhos estão melhores e a galera que escreve os programas estão se tornando melhores nisto e estão também usando ferramentas cada vez melhores.
Alguns programas mais parrudos podem demorar para serem fechados, mas serão fechados. Arme-se de paciência para lidar com isto ou os desinstale, até poder comprar um aparelho com mais memória e maior capacidade de processamento. Mesmo aplicativos bem escritos podem demorar para descarregar e limpar a memória dos dados usados durante a sessão.
Ao matar um aplicativo arbitrariamente, você pode “vê-lo” sumir da memória, mas podem continuar lá alguns sub-aplicativos ou plugins zumbis ou órfãos, que seriam fechados graciosamente pelas vias normais.

O cenário atual

Os aparelhos (celulares, tablets etc) estão vindo com uma quantidade mais decente de memória e capacidade de processamento capaz de fazer um netbook corar de vergonha. O gerenciamento de memória do Android acompanhou esta evolução do hardware. Há cada vez menos motivos para se confiar em task killers.

O melhor conselho

Deixe o Android fazer o seu trabalho, gerenciar a memória e os outros recursos do seu dispositivo. Pare de se preocupar com isto.

;)

March 27, 2013   1 Comment

Gerenciamento de memória no Android

Introdução

Aqui vamos ver como analisar o uso da memória, através do meminfo, no seu dispositivo Android.
Trata-se de um arquivo e vamos fazer um acesso a ele de um modo não convencional. Se você teme abrir um terminal para digitar alguns comandos, este lugar não é pra você.
Caso contrário, abra o Android terminal. Se ele não estiver presente, instale-o, clicando aqui.
Não. Você não precisa ser root ou rootar o seu aparelho para prosseguir. ;)

Acessando as informações da memória

Com o terminal aberto, execute o comando:
cat /proc/meminfo
O resultado vai ser algo parecido com o que você vai obter em qualquer máquina Linux, tal como a minha (Ubuntu. Veja a figura).
Captura de tela de 2013-03-26 16:44:41
Com a leitura adequada, o arquivo meminfo pode ajudar a entender o uso atual da memória do seu aparelho. Leve em consideração há variações entre as várias versões do Android.
Vejamos alguns itens:

  • MemTotal: A memória total do sistema (ou seja, memória RAM física menos alguns bits e o código binário do Kernel).
  • MemFree: É o que resta, sem uso, da memória total, no momento.
  • Buffers:
  • MemShared: 0 is here for compat reasons but always zero.
    Buffers: Memory in buffer cache. mostly useless as metric nowadays
    Cached: Memory in the pagecache (diskcache) minus SwapCache
    SwapCache: Memory that once was swapped out, is swapped back in but still also is in the swapfile (if memory is needed it doesn’t need to be swapped out AGAIN because it is already in the swapfile. This saves I/O)

March 27, 2013   1 Comment

Como monitorar o uso do HD (disco rígido) no Linux

Introdução

Aqui vou descrever o uso de uma ferramenta semelhante ao top, que analisa o uso do disco rígido por processos, threads etc.
Sabe aquele problema em que você percebe que a máquina está usando/acessando excessivamente o disco rígido? O iotop é uma das ferramentas que pode ajudar a esclarecer o que está havendo.
Um outro ponto, que precisa ser destacado, é que o iotop só vai funcionar no modo admnistrador. Mas, se você pode instalar programas no sistema, então provavelmente é o administrador – e eu não sei por que estou falando isto pra você. :)

Instalação do iotop

Se a sua distro for baseada no Debian (Ubuntu, Linux Mint etc) use o seguinte comando para instalar o astro deste artigo:
sudo apt-get install iotop
No SuSE fica assim:
sudo yum install iotop

rodando…

como já foi dito, só roda como superusuário:
sudo iotop
Na parte superior, uma barra informa as taxas totais de leitura (read) e escrita (write) em relação ao HD. Em seguida, as taxas relativas a cada proceso ou thread são relacionadas.
iotop Captura de tela de 2013-03-17 10:31:27
Quem conhece o comando top, vai querer saber se há como customizar o iotop. É claro que sim.
Em vez de ver todas as threads ou processos que estão acessando o HD, pressione a tecla o e veja como um monte de informação desnecessária “desaparece” da tela:
iotop -o Captura de tela de 2013-03-17 10:38:03
Com uma visualização mais “limpa”, pode ficar mais fácil entender o que está acontecendo.
Se você quiser, pode acompanhar apenas um processo, como o transmission (cliente para baixar torrents). Para isto, primeiro você precisa descobrir o PID do processo e depois iniciar o iotop. Veja como:

deckard@Nexus6:~$ ps aux | grep transmission
deckard 3487 15.5 5.6 237420 115012 ? Sl 09:23 15:51 transmission-gtk /tmp/.fr-m8WEzj/The.Pirate.Bay.AFAK(HDTV-x264-ASAP)[VTV].torrent

Note que o meu PID é 3487. No seu sistema, o valor será diferente. Fique atento a isso.
ps aux | grep transmission 13-03-17 11:05:44
De posse do seu PID informe-o ao iotop:
sudo iotop --pid=3487
E note que apenas o transmission irá ser exibido na tela.
Outra forma de acompanhar o transmission, que faz uso relativamente intenso do seu HD – o que pode depender da quantidade de arquivos envolvidos em processos de uploads/downloads é usar a opção de cumulatividade em conjunto com o filtro de processos ativos, assim:
sudo iotop -ao
Desta forma, muitas informações desnecessárias são inibidas e o relatório acumula os valores das taxas de entrada/saída de dados do seu HD.
iotop - oa Captura de tela de 2013-03-17 10:29:27

Conclusão

Se você acredita que o transmission faz acesso muito intenso ao seu HD e que isto pode causar um desgaste prematuro, é possível aumentar o cache do programa, o que costuma resolver o problema. Veja como aumentar o cache do transmission para poupar o seu disco rígido.

March 17, 2013   1 Comment

Como saber se o meu servidor LAMP está pronto para instalar o Magento?

Magento_logo

Introdução

Se você já tem um servidor de Internet LAMP funcionando, é provável que tudo esteja em ordem. Caso contrário, leia aqui um artigo sobre como preparar o seu servidor.

O ambiente

Os comandos, abaixo, precisam de privilégios administrativos. Portanto, ao abrir um terminal, dê login como root, antes de prosseguir.

A verificação oficial

O site oficial do Magento tem um script que faz a verificação para você: magento-check.php.
Use o wget para fazer o download. Abra um terminal e entre como administrador do sistema (root):
wget http://www.magentocommerce.com/_media/magento-check.zip
Em seguida, instale o unzip:
apt-get install unzip
Extraia o arquivo:
unzip magento-check.zip
Copie-o pra pasta “home” do Apache:
cp magento-check.php /var/www/
Captura de tela de 2013-03-13 18:52:08
Agora acesse, com o seu navegador favorito o endereço localhost/magento-check.php e veja se o seu servidor está pronto para receber o Magento
Captura de tela de 2013-03-13 18:54:54
No caso da figura acima, falta instalar a extensão curl do PHP, o que pode ser feito assim:
apt-get install php5-curl
Reinicie o Apache:
/etc/init.d/apache2 stop
/etc/init.d/apache2 start

Depois disto, repita a checagem:
w3m localhost/magento-check.php
Captura de tela de 2013-03-13 19:04:14
Se tudo estiver ok, você pode seguir em frente com a instalação do Magento
Leia mais: Passo a passo para instalar o Magento.

March 13, 2013   Comments Off

Como instalar um servidor LAMP no Debian Linux

lamp

Introdução

LAMP é uma abreviatura para Linux, Apache, MySQL & PHP (ou Perl, ou Python). Um servidor LAMP é útil para quem deseja criar páginas para Internet, mas quer testar em seu próprio computador antes de fazer os uploads.

Você não precisa ter uma máquina especial para isto. A que você estiver usando vai servir.

Se você usa Ubuntu, eu recomendo a leitura deste artigo (clique aqui), para instalar o LAMP mais rápido.

O ambiente

Estou partindo do pressuposto de que você já tenha o Debian “Squeeze” instalado na sua maquina.

Se não o tiver, recomendo fazer a instalação a partir do Netinstall, que é muito simples e rápida. Se tiver dúvidas sobre o processo, o guia de instalação é completo e detalhado e pode ser acessado aqui.

Note que o processo todo será feito como superusuário, dentro de um terminal. Portanto, abra um terminal, execute o comando su e forneça a senha de administrador, antes de seguir em frente.

Como instalar o Apache

O Apache é o servidor web mais usado no mundo e pode ser instalado de maneiras diferentes no Debian. Umas das maneiras mais simples é através do comando tasksel:

  1. No terminal, execute o tasksel
  2. Na tela do tasksel, marque a opção Servidor Web
  3. Use a tecla Tab para ir até o botão Ok e tecle Enter

Captura de tela de 2013-03-13 16:25:16

Algumas questões serão feitas durante o processo de instalação e é seguro você pode optar pela resposta padrão até a finalização.

Como testar o Apache

O Debian tem um navegador em modo texto, que pode ser usado para esta tarefa: o w3m.

Execute o seguinte comando:

w3m http://localhost/

Se tudo tiver corrido bem, você terá uma tela parecida com esta:

Captura de tela de 2013-03-13 16:38:25

Para sair do w3m, tecle ‘Q’ e, em seguida, confirme a saída com ‘y’.

Como instalar o PHP

Vamos instalar aqui o PHP 5 e a biblioteca de integração do Apache ao PHP:

apt-get install php5 libapache2-mod-php5

Como testar a instalação do PHP

Execute o seguinte comando (ou copie e cole com Ctrl+C, Ctrl+V):

echo "<?php phpinfo(); ?>" > /var/www/teste.php

Novamente, rode o w3m para verificar a instalação do PHP:

w3m http://localhost/teste.php

Captura de tela de 2013-03-13 17:05:00

 

O que se vê é uma tela com informações sobre a instalação atual do PHP.

 

Como instalar o MySQL

Para instalar o MySQL execute o comando, a seguir:

apt-get install mysql-server mysql-client php5-mysql

Quando o instalador pedir, forneça uma nova senha pro MySQL e confirme-a, quando for pedido.

Captura de tela de 2013-03-13 17:11:34

Como instalar o PhpMyAdmin

Esta não é uma ferramenta essencial, mas ajuda a gerenciar os seus bancos de dados e tabelas no servidor, sem ocupar espaço significante:

apt-get install phpmyadmin

Novamente, aceite as configurações padrão durante a instalação (teclar Enter em algumas telas será o suficiente). O PhpMyAdmin vai pedir a senha que você cadastrou anteriormente para acessar o MySQL e vai pedir uma senha nova pro PhpMyAdmin (que deverá ser confirmada em seguida).

Teste do PhpMyAdmin

Como a página do PhpMyAdmin usa frames, é indicado usar um navegador mais sofisticado para testá-lo. Neste caso, o Firefox ou Chromium devem dar conta do recado. A página a ser acessada é:

http://localhost/phpmyadmin

Captura de tela de 2013-03-13 17:48:47

Divirta-se!

March 13, 2013   1 Comment

Magento: Instalar uma ferramenta de comércio eletrônico, passo a passo

Magento_logo

Introdução

O Magento é uma entre várias ferramentas de comércio eletrônico ou e-commerce disponíveis por aí. Há, basicamente, uma versão paga e uma comunitária. Aqui, vamos tratar da instalação da segunda opção, a Community Edition.

O ambiente e as ferramentas

Este artigo foi escrito na plataforma Ubuntu 12.10, mas as informações se aplicam a qualquer ambiente, uma vez que 99% das operações ocorrerão na web.

O banco de dados

Peça-chave de qualquer software de comércio eletrônico, um banco de dados tem que estar criado e disponível no servidor. Consulte o administrador do seu servidor sobre um banco de dados disponível para o Magento, com uma senha.

Instale o “baixador” no seu servidor

O site do Magento tem um aplicativo em .PHP que faz o download do magento e dá início ao processo de instalação: o magento-downloader-1.7.0.0.zip
Clique no link abaixo e escolha o pacote Downloader para baixar.

mg20-Captura de tela de 2013-03-06 23:46:42
Feito o download, extraia o conteúdo do pacote e faça o upload pro seu servidor.
O upload e a extração do pacote magento-downloader-1.7.0.0.zip podem ser feitos através do Painel de Controle do seu servidor.

Execute o downloader.php

Uma vez feito o upload pro seu servidor, é hora de rodar o downloader.php de dentro do seu site:
http://www.meusite.com.br/downloader.php
mg01-Captura de tela de 2013-03-06 11:22:19
Clique em “Continue” para ir para a etapa de validação, que irá verificar se o seu servidor atende aos pré-requisitos do Magento. Se tudo estiver bem, a sua tela terá informações semelhantes às da próxima imagem:
mg02-Captura de tela de 2013-03-06 11:24:33
Caso você tenha erros, informe-os ao seu administrador para que sejam corrigidos, antes de você continuar.
Logo abaixo, há um formulário. Preencha-o com as informações fornecidas pelo seu administrador (nome do servidor de banco de dados, nome do usuário e senha).
O botão Check for InnoDB Support verifica se as informações fornecidas estão corretas. Se estiverem, você pode prosseguir.
mg02-Captura de tela de 2013-03-06 11:25:40
Na tela Magento Connect Manager Deployment você precisa fornecer algumas informações sobre como o download da implementação do Magento deve ocorrer.
As recomendações da equipe de desenvolvimento do Magento são as seguintes:

  • Escolha a conexão via HTTP no primeiro campo. A opção FTP (mais lenta) é recomendada apenas no caso da configuração da sua rede não permitir outro tipo de acesso à Internet.
  • A versão do Magento a ser utilizada vai depender do uso que você pretenda fazer. Em ambientes de produção a versão stable é mandatória.
  • Em seguida, opte pela implementação via FTP Connection, que irá evitar que você tenha que ajustar permissões de arquivos (que vão te obrigar a incomodar novamente o administrador).

mg03-Captura de tela de 2013-03-06 11:28:14
E, se tudo tiver corrido bem, teremos chegado ao assistente de instalação do Magento.

O Assistente de Instalação

Até agora, verificamos se o nosso servidor está “em condições” de receber o Magento. O Magento’s Installation Wizard (ou Assistente de Instalação do Magento) vai nos guiar nas tarefas de baixar uma versão do software, instalá-lo e fazer alguns ajustes bem básicos.
Vejamos quais são as opções recomendadas, aqui. Note que um quadro preto, abaixo do formulário, semelhante a um terminal, vai mostrar o andamento do processo:
mg07-Captura de tela de 2013-03-06 15:31:38

  • Em Magento Connect Channel Protocolo as opções são FTP ou HTTP. Escolha a mesma que você usou anteriormente, em Magento Connect Manager Deployment.
  • Em Magento Version Stability, novamente opte pela mesma anterior. Se você escolheu a versão stable, é recomendado continuar assim.
  • No campo Custom Permissions escolha como serão aplicadas as permissões de execução, leitura e escrita às pastas e aos arquivos que serão baixados no servidor.
    • Yes – O administrador Magento CE será capaz de executar, alterar e ler os arquivos dentro das pastas que forem baixadas. Neste caso, especifique as permissões usando os valores no sistema númerico octal de acordo com o desejado.
    • No (recomendado) – Neste caso, são usadas as permissões padrão (default):
      1. Para pastas – 0777 (read, write, and execute)
      2. Para arquivos – 0666 (read and write)
  • Em Deployment type escolha o que já havia selecionado anteriormente. Há possibilidade de ocorrer erros mais pra frente, se não o fizer.

Feito isto, inicie o download e aguarde o final do processo:
mg07b-Captura de tela de 2013-03-06 15:32:50
Se houver alguma interrupção durante o download, é recomendável reiniciar a instalação, do começo.

Termos da licença

Feito o download, é necessário que você concorde com os termos da licença de uso antes de continuar.
mg08-Captura de tela de 2013-03-06 15:34:08

Localização

Na localização, você vai ajustar a sua futura instalação do Magento ao seu local, ao seu idioma e à sua moeda. Caso necessário, estes ajustes podem ser feitos posteriormente.
mg09-Captura de tela de 2013-03-06 15:45:12

Configuração

Na página de configuração, preencha os campos de acordo com as espedificações do seu servidor ou de acordo com as informações que o administrador lhe forneceu.
mg-10-alternate
As duas primeiras opções tornam as transações de compra e a administração mais seguras. Normalmente, as outras opções pode ser deixadas do jeito que estão.
mg10b-Captura de tela de 2013-03-06 15:55:11
No que tange a opção Use Secure URLs (SSL), a equipe do Magento recomenda ajustar as seguintes opções de acordo com o certificado SSL do seu servidor, caso ele esteja instalado:

  • Selecione a caixa Use Secure URLs (SSL); ajustes adicionais se tornam disponíveis ao clicar aqui.
  • Especifique a base completa da URL para a conexão SSL, no campo Secure Base URL e selecione a opção Run the admin interface with SSL.
  • Neste caso, é recomendado selecionar também a opção Use Web Server (Apache) Rewriters.
    E siga adiante

    Criar o administrador

    Preencha este formulário com os seus dados.
    Se você não quiser fornecer uma chave de encriptação (encryption key), o sistema criará uma para você. Será necessário guardar esta informação para o caso de querer mover a sua loja de um servidor para outro, mantendo os seus dados – no caso de você estar usando a Community Edition.
    mg12-Captura de tela de 2013-03-06 16:09:03
    Parabéns!!! Você concluiu a instalação.

    O que fazer agora?

    A tela de conclusão tem 2 botões: Go to Frontend e Go to Backend.
    A primeira opção leva à sua nova loja na Internet e a segunda leva à administração da loja. Divirta-se!

March 11, 2013   1 Comment

Como verificar a saúde do seu HD (disco rígido)

Introdução

Sou defensor de um uso mais intenso do Linux no suporte técnico para diagnosticar e resolver problemas (quando possível) ou contorná-los.
Uma das vantagens técnicas ao começar a fazer um diagnóstico utilizando uma distro Linux é estar livre, de cara, de todo um ambiente infestado de vírus. É um problema (dos grandes) a menos.
Há um série de distros, cada qual com suas especialidades, que podem ser usadas pelo suporte técnico para diagnosticar e resolver problemas. Mas este não será o assunto aqui.
Um outro momento em que ter uma distro Linux à mão (dentro de um pendrive) pode ser na hora de comprar um computador usado. Este cuidado possibilita ver a saúde geral da máquina que se deseja comprar.
Se você tiver interesse, leia aqui como criar um pendrive com Ubuntu dentro.
Vamos abordar uma forma rápida e simples de diagnosticar o seu disco rígido e, se houver, encontrar setores ruins ou bad sectors em sua superfície, utilizando a linha de comando.

Aviso

O programa que vamos usar aqui pode destruir os dados contidos no disco rígido, dependendo da maneira em que for usado. Faça backup dos seus dados sempre e seja atencioso no que faz. Você foi avisado.

Ao trabalho…

O sistema já vem com a ferramenta de que precisamos: o aplicativo badblocks. Ele precisa ser executado como administrador do sistema, por isso, certifique-se de ter os privilégios necessários para tal.
Abra um terminal com Ctrl + Alt + T e digite dentro dele o comando (trocando a referência ao seu HD aonde for necessário):
sudo badblocks -v /dev/sda1 > setores_ruins.log
Com este comando, desviamos todas as informações da tela para dentro de um arquivo texto chamado setores_ruins.log, que poderemos abrir e analisar com calma mais tarde. O ṕarâmetro -v faz com que a execução do comando seja mais verbosa, ou seja, exibe informações mais detalhadas do que está sendo feito.
Captura de tela de 2013-03-05 09:49:25
No caso de estar adquirindo um HD usado, já instalado no computador, o ideal é rodar o badblocks de um CD ou pendrive Linux live. O seguinte comando só pode ser rodado em uma partição que não esteja montada:
badblocks -nvs /dev/sda
Embora não seja um exame destrutivo, ele precisa ler e escrever dados no HD.

March 5, 2013   Comments Off